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“Os cargos estão entregues”, afirma Sebastião Oliveira ao oficializar rompimento com Márcia Conrado

Por Nill Júnior

Em uma entrevista que promete sacudir os bastidores políticos de Serra Talhada e de Pernambuco, o ex-deputado federal e presidente estadual do Avante, Sebastião Oliveira, quebrou o silêncio. Em fala exclusiva ao podcast ElesPod, do Portal Júnior Campos, o líder político cravou o rompimento oficial e a entrega de todos os cargos que o seu grupo ocupa na gestão da prefeita Márcia Conrado (PT).

Acompanhado do vice-prefeito Faeca, além de Márcio Oliveira, Duquinho e Percival Gomes, Sebastião não economizou nas palavras e detalhou como a aliança em prol da reeleição da prefeita Márcia foi construída e, principalmente, onde ela ruiu.

“Ela me procurou”

Sebastião fez questão de pontuar que a aliança não partiu de um pedido seu. “Quem me procurou para apoiá-la foi ela. Não fui eu que procurei ela para apoiá-la”, afirmou, citando que o acordo foi selado em seu escritório, em um sábado de manhã, na presença de testemunhas como Faeca, Duquinho e Alan Pereira. Segundo o ex-deputado, o pacto inicial era claro: a prefeita teria garantido que nem seu marido, Breno Araújo, nem Márcio Oliveira seriam candidatos a deputado estadual, o que faria os projetos convergirem.

A promessa ao filho: o ponto de ruptura

O momento mais tenso e emocional da entrevista foi quando Sebastião relatou uma visita à residência da prefeita logo após a vitória dela nas urnas. Segundo ele, Márcia teria feito uma promessa direta ao seu filho, ‘Neto’ (na época com 10 anos).

“Ela pegou no rosto do meu filho e disse: ‘A partir de amanhã, eu vou trabalhar feito uma louca para fazer seu pai majoritário de Serra Talhada’. Para mim ela podia até ter mentido, mas com meu filho não dá, não”, desabafou Sebastião.

Cargos à disposição

Sobre a participação no governo municipal, o presidente do Avante foi categórico: “Os cargos estão todos entregues à senhora, faça bom proveito”. Ele ressaltou que, embora tenha orientado a entrega, não obrigará os aliados a pedirem demissão, mas enalteceu o gesto de Márcio Oliveira, que já se desligou da gestão.

Sebastião encerrou o depoimento desafiando qualquer um a desmentir sua versão dos fatos: “Desafio a qualquer um dizer que foi mentira do que eu estou falando aqui, não aconteceu”.

Outras Notícias

Ângelo Ferreira participa do Encontro Município Transparente, no Recife

O prefeito de Sertânia, no Sertão do Moxotó, Ângelo Ferreira, compareceu ao Encontro Município Transparente, nesta segunda-feira (06), no Recife. O Ministério da Transparência, Fiscalização e Controladoria-Geral da União (CGU) foi o realizador do evento, que teve como objetivo orientar sobre a correta aplicação dos recursos públicos federais. A iniciativa pretende reunir prefeitos e prefeitas nos 26 […]

O prefeito de Sertânia, no Sertão do Moxotó, Ângelo Ferreira, compareceu ao Encontro Município Transparente, nesta segunda-feira (06), no Recife.

O Ministério da Transparência, Fiscalização e Controladoria-Geral da União (CGU) foi o realizador do evento, que teve como objetivo orientar sobre a correta aplicação dos recursos públicos federais.

A iniciativa pretende reunir prefeitos e prefeitas nos 26 Estados do país, para esclarecer iniciativas de melhoria da gestão, combate à corrupção e incentivo à transparência.

A programação incluiu temas como: fiscalização nos municípios, orçamento, licitações e contratos, prestação de contas, ouvidoria, transparência pública, Lei Anticorrupção e atuação do controle interno na Administração Pública.

Foi apresentado também o Painel Municípios, ferramenta que consolida dados e avaliações do Ministério da Transparência para apoiar a gestão municipal, indicando informações específicas de cada localidade do país.

Campanha de Ângelo realiza caminhada em Sertânia

O  candidato a prefeito de Sertânia e  deputado estadual Ângelo Ferreira (PSB) realizou caminhada, que teve concentração no bairro do Alto do Céu e contou com a presença do colega Diogo Moraes, seguiu até o centro da cidade em um  arrastão festivo. No palanque, ainda no Alto do Céu, o candidato do PSB reforçou suas propostas de plano […]

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O  candidato a prefeito de Sertânia e  deputado estadual Ângelo Ferreira (PSB) realizou caminhada, que teve concentração no bairro do Alto do Céu e contou com a presença do colega Diogo Moraes, seguiu até o centro da cidade em um  arrastão festivo.

No palanque, ainda no Alto do Céu, o candidato do PSB reforçou suas propostas de plano de governo para a área de educação, como a garantia de merenda de qualidade para os estudantes, professores com salários em dia e transporte escolar adequado. Além de destacar algumas medidas emergenciais na saúde pública municipal.

“Vamos ter atenção à saúde, para os que têm menos recursos. Ter um hospital que não seja só a fachada, mas tenha um centro cirúrgico funcionando, um laboratório de análises clínicas e um atendimento humanitário. Como também um posto de saúde que disponha de medicamentos para quem precisa”, discursou.

Ângelo Ferreira, ao lado do candidato a vice-prefeito de sua chapa, Toinho Almeida, também falou sobre a Zona Rural do município, mostrando algumas das ações que precisam ser realizadas nesta localidade, esquecida pela atual gestão. “Vamos ter estradas, abastecimento de água, construção de barragens, perfuração de poços e dessalinizadores funcionando. A triste realidade de hoje vai mudar com a força do voto”, explicou.

Vereador dá carteirada e “roda a baiana” em Conselho Tutelar de Serra

Por Marcos Oliveira * A cada dia que passa a população fica mais desiludida com a classe política. Quando se fala em política logo vem à mente a corrupção, a falta de compromisso com o bem estar da sociedade, o tráfico de influência e até mesmo o abuso de poder. Foi justamente o abuso de […]

Por Marcos Oliveira *

A cada dia que passa a população fica mais desiludida com a classe política. Quando se fala em política logo vem à mente a corrupção, a falta de compromisso com o bem estar da sociedade, o tráfico de influência e até mesmo o abuso de poder. Foi justamente o abuso de autoridade o que aconteceu ontem em Serra Talhada.

O abuso de autoridade não foi exercido pelo o chefe do executivo, mas, por um representante do legislativo, o Vereador Dedinha Ignácio. Por se considerar uma autoridade, humilhou uma Secretária do Conselho Tutelar, não respeitando o ambiente, “rodando a baiana”, a todo tempo querendo dizer quem era ele , perguntando se ela não sabia com quem ela estava falando. A secretária Marcia sabia sim que estava recebendo um “nobre vereador” mas queria apenas que ele tivesse respeito pelo ambiente, aguardando a sua vez.

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Faltou humildade, educação e respeito por parte do vereador mais votado, que deveria justamente por isso dar o exemplo de um verdadeiro homem público. Quanto ao seu trabalho como parlamentar na Câmara, o vereador também deixa a desejar: não apresentou até o momento nenhum projeto que beneficie a população. Quando teve a oportunidade de mostrar que estava em defesa da ética, da moralidade na política e com o zelo com os gastos públicos, votou contra o parecer do Tribunal de Contas do Estado que, por unanimidade, rejeitou as contas do ex-prefeito Carlos Evandro.

Tem ditado que diz que a população tem o governo e o representante que merece. Enquanto o povo não aprender a escolher melhor os seus representantes , vamos continuar assistindo políticos na qualidade do vereador Dedinha Ignácio, jogando a política na lata do lixo.

*Marcos Oliveira apresenta seu comentário no programa A Voz da Notícia e o reproduz em nosso blog.

Fanatismo e fundamentalismo religioso são combustíveis para atos golpistas, diz padre Luizinho

“A Bíblia não pode ser usada simplesmente para legitimar ou justificar a minha ação” Por André Luis O padre Luiz Marques Ferreira (padre Luizinho), falou sobre a sua preocupação em ver o nome de Deus sendo usado por golpistas que pedem o fim da ruptura institucional, como nos atos terroristas do último domingo (8). “Isso […]

“A Bíblia não pode ser usada simplesmente para legitimar ou justificar a minha ação”

Por André Luis

O padre Luiz Marques Ferreira (padre Luizinho), falou sobre a sua preocupação em ver o nome de Deus sendo usado por golpistas que pedem o fim da ruptura institucional, como nos atos terroristas do último domingo (8).

“Isso é muito complicado, porque quando você tem no bojo de uma insurreição, de uma revolta, que você usa o nome de Deus para legitimar algo que é ilegal, então fica claro que existe um fanatismo e um fundamentalismo no meio”, explicou padre Luizinho falando ao repórter Marcony Pereira para o programa A Tarde é Sua da Rádio Pajeú nesta quinta-feira (12).

O padre chamou a atenção para o perigo de se ler e usar a Bíblia como uma receita de bolo. “Se a gente for pegar a Bíblia, ou o Alcorão, ou qualquer livro sagrado para determinada religião e for aplicar como está, como se fosse uma receita de bolo, causa um problema muito grande. A Bíblia não pode ser usada simplesmente para legitimar ou justificar a minha ação, eu tenho que, na verdade, ter o máximo de cuidado para que o sagrado não seja um ponto de manipulação das pessoas”, destaca.

Ele explica que não se pode ter um desejo político e manipular as pessoas pela questão da fé, para defender uma bandeira que muitas vezes está contrária as leis do país. 

Padre Luizinho chama a atenção para o uso indiscriminado, nos últimos tempos, justamente do fomento por parte do ex-presidente da exploração da fé.

Segundo o padre, não se pode condenar quem votou em Bolsonaro. Ele lembra que vivemos em uma democracia e a candidatura do ex-presidente foi legítima, mas a crítica cabe na questão da relação cega com a realidade e a doutrinação de seus seguidores.

“Dentro desses acampamentos que haviam em frente aos quartéis a pessoa não escutava outra fonte de informação, ele não tem outro jornal, não assistem outro canal, só querem saber daquilo que os chefes, que as pessoas e sobretudo lideranças religiosas, algumas delas que justificaram que é uma ação de Deus aqui na terra, por exemplo, a questão da quebradeira”, destacou Luizinho. 

O sacerdote chama a atenção para a necessidade do fim da guerra ideológica entre quem votou em Bolsonaro e quem votou em Lula. E lembrou que não é porque Lula tá no poder que é santo. “De forma alguma, nós temos problemas em todos os lugares. Agora, quem se revelou de forma exacerbada, como golpista, porque o que eles queriam era dar um golpe… Veja só que a inocência e o fanatismo cegam as pessoas. Como você vai dar um golpe sem poder bélico?”, lembrou o padre.

Para o padre Luizinho, tudo que aconteceu no dia 8 de janeiro é resultado de um fanatismo criado no coração de algumas igrejas. Inclusive, parte da igreja católica, em menor proporção que nas igrejas evangélicas. “Começaram a criar um falso messias e criar uma série de coisas que não correspondem a verdade. O fanatismo cega, quando você é fanático você cega e quando você é fundamentalista é pior”.

Padre Luizinho lembra que não existem duas verdades, só uma e ainda sobre a importância do diálogo. “Uma sociedade que não dialoga, que não trabalha com o diferente é uma sociedade condenada a morrer”, destacou.

Ele questiona o lema usado pelos bolsonaristas: Deus, pátria e família.

Pátria: “Ninguém prova que é brasileiro usando somente verde e amarelo e com a bandeira nas costas. É com respeito às pessoas, com respeito aos símbolos da pátria, então quer dizer, eles sangraram a bandeira brasileira naquele dia quando invadiram e depredaram os três poderes”.

Deus: “Que Deus é esse que quer matar, destruir, que quer a eliminação do outro? Mentira também”.

Família: Que família é essa? Família que eu entendo como cristão, é um homem, uma mulher com os filhos vivendo em paz, trabalhando, construindo um mundo novo, sendo realmente honesto. Aquelas pessoas ali mostram o que é um modelo de família que eu quero, que eu desejo? Então os três pilares que podemos desmistificar essa coisa de Deus, Pátria e família, eles não estão vivendo isso. Deus, pátria e família é outra coisa que a gente entende”, finalizou Padre Luizinho.

Ministro Celso de Mello autoriza inquérito envolvendo o presidente da República

O ministro Celso de Mello, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou a instauração de inquérito pedido pelo procurador-geral da República, Augusto Aras, para apuração de fatos noticiados pelo ex-ministro da Justiça e Segurança Pública Sérgio Moro em pronunciamento ocorrido na última sexta-feira (24), quando anunciou sua saída do governo e fez acusações ao presidente da […]

Foto: Reprodução/TV Justiça

O ministro Celso de Mello, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou a instauração de inquérito pedido pelo procurador-geral da República, Augusto Aras, para apuração de fatos noticiados pelo ex-ministro da Justiça e Segurança Pública Sérgio Moro em pronunciamento ocorrido na última sexta-feira (24), quando anunciou sua saída do governo e fez acusações ao presidente da República, Jair Bolsonaro.

Segundo Aras, os supostos atos apontados por Moro revelariam a prática, em tese, de ilícitos como falsidade ideológica, coação no curso do processo, advocacia administrativa, prevaricação, obstrução de Justiça e corrupção passiva.

O decano do STF determinou a realização da diligência inicial requerida por Aras, no prazo de 60 dias, pela Polícia Federal, que deverá ouvir o ex-ministro, a fim de que apresente manifestação detalhada sobre os termos do pronunciamento, com a exibição de documentação idônea que eventualmente possua acerca dos eventos em questão.

Em seu despacho, o ministro Celso de Mello afirma que o constituinte republicano, “com o intuito de preservar a intangibilidade das liberdades públicas e a essência da forma de governo, sempre consagrou a possibilidade de responsabilização do Presidente da República em virtude da prática de ilícitos penais comuns e de infrações político-administrativas”.

O ministro ressaltou que não se aplica ao caso a cláusula de “imunidade penal temporária”, prevista no artigo 86, parágrafo 4º, da Constituição Federal, uma vez que as condutas supostamente atribuídas a Bolsonaro se inserem no conceito de infrações penais comuns resultantes de atos não estranhos ao exercício do mandato presidencial.

“A sujeição do Presidente da República às consequências jurídicas e políticas de seu próprio comportamento é inerente e consubstancial, desse modo, ao regime republicano, que constitui, no plano de nosso ordenamento positivo, uma das mais relevantes decisões políticas fundamentais adotadas pelo legislador constituinte brasileiro”, destacou Celso de Mello.

“Não obstante a posição hegemônica que detém na estrutura político-institucional do Poder Executivo, ainda mais acentuada pela expressividade das elevadas funções de Estado que exerce, o Presidente da República – que também é súdito das leis, como qualquer outro cidadão deste País – não se exonera da responsabilidade penal emergente dos atos que tenha praticado, pois ninguém, nem mesmo o Chefe do Poder Executivo da União, está acima da autoridade da Constituição e das leis da República”, concluiu o relator.

– Leia a íntegra da decisão.