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Organizações sociais do semiárido preparam retomada do programa de construção de cisternas

Por André Luis

Foto: Ricardo Araújo/Arquivo ASA Brasil

Por Adriana Amâncio/Marco Zero

“Eu mal caminho dentro de casa, não posso carregar água de canto nenhum. Quando falta água, eu espero a nora botar, vem outro e bota, tudo é difícil pra mim”. Este é o relato de Tereza Correia, agricultora de 77 anos, que mora na comunidade Jacarecanga, no município de Rio Grande do Piauí, no semiárido daquele estado, a 380 quilômetros de Teresina.

Idosa e sofrendo de diabetes, ela sente dificuldades de caminhar. Por isso, quando a bomba do poço que abastece a comunidade quebra, ela depende da ajuda de parentes e vizinhos para ter água em casa. O marido, também idoso, não pode ajudar com a busca por água no dia a dia. Dona Tereza está entre as quase 1 milhão de pessoas que esperam a retomada do Programa Cisternas para ter acesso a um reservatório de 16 mil litros de água apta para consumo humano.

Para viabilizar o programa, era preciso antes recompor seu orçamento, que, no Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA) elaborado por Bolsonaro, tinha previstos apenas R$ 2 milhões para 2023. Isso já foi feito, chegando a dotação de R$ 500 milhões para esta finalidade. 

O valor seria suficiente para mais 83 mil reservatórios ao custo de R$ 6 mil cada, aumentando as chances de Dona Tereza trazer a água mais para perto da sua casa. “Isso não dá conta do déficit, mas já movimenta bastante”, avalia o coordenador Executivo da Articulação Semiárido Brasileiro (ASA) pelo estado da Bahia, Naidson Baptista.

Além da recuperação financeira, o Programa Cisternas demanda a retomada de procedimentos democráticos e transparentes na implementação. “A ideia da ASA é, uma vez que nós tenhamos celebrado algum termo de parceria com o governo, feito a seleção das organizações, chamar as eleitas para reativar os princípios metodológicos, os prazos porque, nas entidades, muita coisa mudou, muita gente saiu”, afirma Batista. 

Um desses princípios metodológicos envolve, por exemplo, a análise dos perfis e a definição das famílias elegíveis ao programa nas comissões municipais, formadas por organizações comunitárias.

Hoje, no Semiárido brasileiro, 350 mil famílias, quase 1 milhão de pessoas, necessitam de uma cisterna de água para consumo humano. Já aquelas que vivem sem cisterna de produção – que coleta e reserva água para agricultura e pecuária –, somam 800 mil pessoas. 

Os dados são da publicação Acesso à água para as populações do Semiárido Brasileiro, elaborada pela ASA. Nos últimos quatro anos, o Programa Cisternas enfrentou os cortes orçamentários mais drásticos da história. Em 2022, executou um orçamento de pouco mais de R$ 22 milhões, de acordo com dados do portal Siga Brasil.

De acordo com Naidison, as organizações que compõem a ASA estão lançando mão de estratégias políticas para garantir as condições orçamentárias do programa ao longo dos próximos quatro anos. Um desses caminhos, complementa ele, é acionar diversos conselhos de controle social nas esferas estadual e nacional.

“Um caminho é o Conselho Nacional de Desenvolvimento Rural Sustentável (Condraf), que está para ser reconstruído. O Conselho Nacional de Segurança Alimentar (Consea), que será recriado no dia 28 de fevereiro. As cisternas estão constantemente na pauta do Consea, o Consea faz questão de ter as cisternas funcionando. O outro caminho é manter contato com deputados e senadores do Nordeste, no sentido de que eles estejam reafirmando na Câmara e no Senado a importância do Programa. E outra coisa é realizar audiências com autoridades responsáveis por fazer o programa andar. Nós já realizamos uma audiência e temos outra marcada com a secretária Nacional Segurança Alimentar e Nutricional do MDS [Lilian dos Santos Rahal] e também solicitamos uma audiência com o ministro Wellington Dias para discutir a perspectiva das cisternas”, relata.

Praticamente sem orçamento nos últimos quatro anos, a melhoria dos indicadores econômicos e de saúde no semiárido ficou mais lenta ou regrediu, como foi o caso da insegurança alimentar. 

Com isso, a agonia vivida pela agricultora Zenaide Costa, de 55 anos, que mora na mesma comunidade de Dona Tereza, ficou longe de ter um fim. Ela também sofre quando a água do poço não chega às torneiras quando a bomba quebra. No seu caso, além do corpo não aguentar o esforço de buscar água no poço, por ser albina, ela não pode se expor ao sol para carregar água. Sem alternativa, ela pede ajuda ao vizinho que possui cisterna para lhe ceder um pouco de água. “No final das contas, quando a bomba do poço quebra e o carro pipa não vem, é a cisterna do vizinho que salva. Mesmo assim, é racionada, não pode pegar tudo e deixar ele sem água. É um sufoco!”, desabafa Zenaide.

Quando o problema na bomba não é resolvido rápido, Zenaide e outros moradores se unem para pedir que a prefeitura traga um carro pipa para abastecer a comunidade. “A gente fica ligando até eles trazerem. Eles alegam que tem muita comunidade para abastecer. E diz ‘aquele que colocou o nome primeiro, vai ser abastecido primeiro’. E assim é a nossa vida”, relata Zenaide em tom de lamento. 

A falta de água também afeta a sua segurança alimentar. Sem fonte hídrica para produção, ela cultiva alimentos apenas no período chuvoso. “Sem água não dá para plantar na estiagem. A gente só planta na chuva e come o que ganhar da chuva.”, afirma resignada.

O tom da voz de Tereza e Zenaide até mudou quando perguntei sobre a expectativa de chegada da cisterna. Zenaide se antecipou e afirmou. 

“Eu tô com muita esperança, eu tô acreditando que eu vou ganhar a minha cisterna e a minha vida vai melhorar. Eu vou poder cultivar uma hortinha”, planeja. Já Dona Tereza, sem titubear, emenda: “trazendo a cisterna pra perto de casa, fica mais fácil para qualquer um pegar [água], até o meu marido pega. Eu tenho fé em Deus que vai acontecer dela vim, a minha cisterna.”

A nossa reportagem fez contato com o Governo Federal. Pedimos confirmação sobre o valor do orçamento do Programa Cisternas previsto para 2023, sobre quais medidas estão sendo adotadas para a retomada do programa neste ano e se há previsão para assinatura do termo de parceria. Até o fechamento desta reportagem, não obtivemos retorno. O espaço segue aberto.

Outras Notícias

Coluna do Domingão: o grande encontro

Em uma eleição que será definida nesta semana,  para um lado ou para o outro, se consideramos as pesquisas,  o embate entre Flávio Bolsonaro e Lula na Band ganha status de grande encontro,  decisivo para os poucos indecisos e aqueles que admitem mudar o voto. Nos últimos dias,  a campanha de Lula cresceu se consideramos […]

Em uma eleição que será definida nesta semana,  para um lado ou para o outro, se consideramos as pesquisas,  o embate entre Flávio Bolsonaro e Lula na Band ganha status de grande encontro,  decisivo para os poucos indecisos e aqueles que admitem mudar o voto.

Nos últimos dias,  a campanha de Lula cresceu se consideramos as pesquisas,  mas Flávio ainda lidera na média dos levantamentos por uma pequena margem,  que varia entre 1 e 3 pontos.

O debate da Band está confirmado para as 20 horas de hoje, em uma transmissão prevista com cerca de duas horas de duração.

Pela definição do sorteio, o candidato Flávio Bolsonaro ficará posicionado no lado esquerdo do estúdio, enquanto o candidato Lula ocupará o lado direito. A mediação do programa e a formulação das perguntas da emissora estarão a cargo dos âncoras Eduardo Oinegue e Adriana Araújo.

O programa será dividido em três blocos compostos por perguntas dos apresentadores e enfrentamento direto entre os postulantes:

Primeiro bloco: Os âncoras abrem o debate fazendo uma pergunta para cada candidato. Em seguida, é iniciado o confronto direto, no qual Lula e Flávio Bolsonaro ficam livres no estúdio para debaterem por 30 minutos.

Segundo bloco: Começa com uma pergunta elaborada pelos âncoras para cada participante. Na sequência, abre-se a dinâmica em que um candidato pergunta diretamente para o outro.

Terceiro bloco: Mantém a mesma regra do bloco anterior, com perguntas dos apresentadores e confronto direto entre os candidatos, além de reservar o espaço final para as considerações finais de cada um.

O que cada candidato reserva de fator surpresa? Como reagirão às provocações mútuas? Quem demonstrará mais segurança? Mais domínio de país? São respostas que não ajudarão apenas a responder quem ganhou o debate,  mas o comando do país nos próximos anos.

1,48%

Um agregador das pesquisas da semana entre Flávio Bolsonaro e Lula mostra o candidato do PL com 50,74% e Lula com 49,26%, vantagem de 1,48% pró Flávio,  a uma semana da eleição. Integram esse agregador as pesquisas Ipespe, CND/MDA, PoderData/Aya, Datafolha e Quaest.

Vox dá Lula de novo na frente 

Pesquisa do Instituto Vox Brasil divulgada neste domingo (18/10) pelo Poder360 mostra Lula (PT) com 51% dos votos válidos, ante 49% de Flávio Bolsonaro (PL) na disputa pelo segundo turno da eleição presidencial. No cenário estimulado, que considera todos os entrevistados, o presidente tem 46,4% das intenções de voto, contra 44,6% do senador. Brancos, nulos e nenhum somam 5%, enquanto 3,9% estão indecisos. A diferença de 1,8 ponto percentual está dentro da margem de erro de 2,15 pontos, para mais ou para menos.

Comparação

Em relação à pesquisa realizada dez dias antes, Lula subiu de 44,2% para 46,4%, enquanto Flávio passou de 42,7% para 44,6%. O presidente avançou 2,2 pontos percentuais, ante 1,9 ponto do senador. No mesmo período, os indecisos recuaram de 9,7% para 3,9%, enquanto brancos e nulos passaram de 3,4% para 5%.

Dados da pesquisa 

O Vox Brasil entrevistou presencialmente 2.100 eleitores em seus domicílios, entre 15 e 17 de outubro. A pesquisa tem nível de confiança de 95% e foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-04332/2026.

Pesquisa que bolsonaristas comemoram

Pesquisa Gerp divulgada na sexta-feira (16) mostra Flávio Bolsonaro (PL) com 50% das intenções de voto contra 45% do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Na comparação com a pesquisa divulgada em 12 de outubro, Flávio Bolsonaro passou de 53% para 50%, enquanto Lula oscilou de 44% para 45%. A diferença entre os dois candidatos caiu de nove para cinco pontos. Em validos, 52% a 48% pró Flávio. Ouviu 2.400 eleitores em todo o Brasil entre os dias 14 e 16 de outubro de 2026, por meio de entrevistas telefônicas, com margem de erro de 2%. Registro BR-05187/2026.

Saiu do muro?

O cantor João Gomes quebrou o silêncio após ser cobrado a revelar seu posicionamento político e publicou um longo discurso interpretado como um sinal de apoio ao presidente Lula (PT). “Me questionaram: pra que lado eu estava a favor? Eu pensei, me calei, mas agora posso falar”, declarou o artista. Na gravação, João defendeu a educação pública, as cotas, os programas de auxílio, a saúde e a democracia. O cantor também destacou a importância da liberdade de expressão e do direito ao voto. O pronunciamento ganhou repercussão política e foi associado a um posicionamento favorável a Lula. Apesar disso, João não citou o nome do presidente nem declarou expressamente seu voto na fala apresentada. Ainda assim,  Lula comentou o post. “Meu abraço carinhoso. O Brasil é de todos nós”.

Detonou Lula

A empresária Roberta Luchsinger concedeu entrevista à CNN Brasil e afirmou que pretende fazer uma delação premiada, declarando que não poupará o presidente Luiz Inácio Lula da Silva nem seu filho, Fábio Luís Lula da Silva (Lulinha). “[A Polícia Federal] vai poder fazer o trabalho dela investigativo e contar com minha absoluta colaboração. Eu não vou poupar ninguém. Pode ser o presidente da República, que a meu ver é um grande mau caráter, é um grande mentiroso, e eu repito, um grande covarde. Não vou poupar filho de presidente, ninguém, porque o que está em questão é a verdade”, disse Roberta.

A reação

Bolsonaristas espalharam o link da entrevista como a pá de cal para enterrar o presidente candidato à reeleição. E lulistas disseram que “a bomba virou traque”, ou que “a montanha pariu um rato”.

 

Novo aciona TSE para tentar suspender shows de apoio a Lula em três capitais

O Partido Novo acionou o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) neste sábado (17) para pedir a suspensão de atos musicais previstos para domingo (18), no Rio de Janeiro, Salvador e Porto Alegre. A legenda alega que os eventos configurariam showmícios em apoio à candidatura de Lula (PT), prática proibida pela legislação eleitoral. O pedido envolve o […]

O Partido Novo acionou o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) neste sábado (17) para pedir a suspensão de atos musicais previstos para domingo (18), no Rio de Janeiro, Salvador e Porto Alegre. A legenda alega que os eventos configurariam showmícios em apoio à candidatura de Lula (PT), prática proibida pela legislação eleitoral.

O pedido envolve o chamado Ato Musical pela Democracia, que terá apresentações de artistas em apoio ao presidente Lula durante a campanha do segundo turno.

Entre os eventos citados estão uma manifestação em Copacabana, no Rio de Janeiro, com Caetano Veloso e Djavan; um ato com trio elétrico em Salvador, com Daniela Mercury; e uma mobilização no Parque da Redenção, em Porto Alegre.

Na ação apresentada ao TSE, o Novo sustenta que as apresentações teriam caráter eleitoral e poderiam ser enquadradas como showmícios. A avaliação, no entanto, ainda depende de decisão da Justiça Eleitoral.

Além da suspensão dos eventos, o partido pede que os organizadores forneçam informações sobre contratos, pagamentos feitos aos artistas, gastos com divulgação e origem dos recursos utilizados nas apresentações.

O Novo também solicita multa de R$ 100 mil em caso de descumprimento de eventual ordem judicial.

Presidente nacional do partido, Eduardo Ribeiro afirmou que a legenda busca esclarecer a finalidade dos eventos e a origem dos recursos utilizados.

Os organizadores do ato previsto para Copacabana, 342 Artes e Mídia Ninja, afirmaram ao Metrópoles que a iniciativa tem como objetivo promover união em torno de temas como democracia, direitos, tolerância e valorização da cultura brasileira.

Até a publicação da matéria, não havia decisão do TSE sobre o pedido apresentado pelo Novo.

Fonte: Metrópoles
Foto: Reprodução

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José Sarney recebe alta após cirurgia abdominal no Maranhão

O ex-presidente José Sarney, de 96 anos, recebeu alta médica neste sábado (17), após permanecer nove dias internado no UDI Hospital, em São Luís. Ele passou por uma cirurgia abdominal para tratar uma obstrução intestinal. Sarney estava internado desde a sexta-feira (9), quando deu entrada no hospital com dores abdominais. Após avaliação clínica e exames […]

O ex-presidente José Sarney, de 96 anos, recebeu alta médica neste sábado (17), após permanecer nove dias internado no UDI Hospital, em São Luís. Ele passou por uma cirurgia abdominal para tratar uma obstrução intestinal.

Sarney estava internado desde a sexta-feira (9), quando deu entrada no hospital com dores abdominais. Após avaliação clínica e exames de imagem, o ex-presidente foi submetido a um procedimento cirúrgico para reversão de uma obstrução intestinal.

Depois da cirurgia, ele permaneceu inicialmente na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) para acompanhamento pós-operatório. O procedimento, segundo boletim médico divulgado na ocasião, transcorreu sem intercorrências.

Neste sábado, a equipe médica informou que Sarney apresentou evolução clínica satisfatória e estava em condições de deixar o hospital. A orientação é que ele continue sob acompanhamento médico ambulatorial.

Esta foi a terceira internação do ex-presidente desde setembro. No dia 13 daquele mês, Sarney foi internado no mesmo hospital, em São Luís, para tratamento de uma pneumonia. Em 24 de setembro, ele deu entrada no Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, para dar continuidade ao tratamento.

José Sarney foi presidente da República entre 1985 e 1990, no início do período de redemocratização do país. Também exerceu mandatos como governador do Maranhão e senador.

Fonte: Agência Brasil
Foto: Mariana Campos/CB/D.A Press

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Coligação de Lula aciona ONU, PGE e PF e pede apuração sobre atuação da Meta nas eleições

A coligação Brasil Pronto pra Mais, que apoia a reeleição do presidente Lula (PT), anunciou neste sábado (17) que levou questionamentos sobre a atuação da Meta nas Eleições 2026 à ONU, à Procuradoria-Geral Eleitoral (PGE) e à Polícia Federal (PF). O grupo pede a apuração de possíveis irregularidades envolvendo as plataformas da empresa e de […]

A coligação Brasil Pronto pra Mais, que apoia a reeleição do presidente Lula (PT), anunciou neste sábado (17) que levou questionamentos sobre a atuação da Meta nas Eleições 2026 à ONU, à Procuradoria-Geral Eleitoral (PGE) e à Polícia Federal (PF). O grupo pede a apuração de possíveis irregularidades envolvendo as plataformas da empresa e de suspeitas relacionadas à campanha de Flávio Bolsonaro (PL).

Segundo nota divulgada pela coligação, o caso foi encaminhado a um relator da Organização das Nações Unidas e aos órgãos brasileiros para que sejam investigadas situações envolvendo o Instagram, Facebook e WhatsApp, plataformas controladas pela Meta.

Entre os pontos apresentados estão restrições enfrentadas pela campanha de Lula no impulsionamento de conteúdos no Instagram e diferenças identificadas no funcionamento de ferramentas de inteligência artificial da empresa.

A coligação afirma que a Meta AI teria recusado determinados pedidos para criação de conteúdos relacionados a Lula enquanto permitia solicitações semelhantes envolvendo Flávio Bolsonaro. A campanha também questiona o alcance de publicações e possíveis mecanismos de promoção de conteúdos relacionados ao candidato do PL.

Os acionamentos à PGE e à Polícia Federal incluem ainda pedidos de apuração sobre suspeitas de financiamento eleitoral irregular relacionado a conteúdos favoráveis a Flávio. As suspeitas, entretanto, ainda precisam ser investigadas e não significam comprovação de irregularidade.

A Meta nega ter atuado para favorecer ou prejudicar qualquer candidatura. A empresa atribuiu episódios relatados durante a campanha a falhas técnicas e contestou as acusações de parcialidade.

O tema já chegou ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Nesta semana, a Corte determinou medidas relacionadas a restrições aplicadas à conta de anúncios da campanha de Lula, à análise de perfis considerados suspeitos e ao tratamento dado pela ferramenta de inteligência artificial às duas candidaturas.

Na decisão, o ministro Marco Aurélio Bellizze afirmou que não havia, naquele momento, elementos suficientes para concluir que a Meta tivesse manipulado deliberadamente a distribuição de conteúdos para favorecer um candidato.

A comunicação à ONU amplia a discussão para o âmbito internacional, enquanto PGE e PF deverão avaliar se existem elementos que justifiquem novas providências ou investigações no Brasil.

Fonte: Metrópoles
Foto: Cheng Xin/Getty Images

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Richarlison acusa Flávio Bolsonaro de envolvimento em disputa por ilha em Angra e pede investigação da PF

O atacante Richarlison acusou neste sábado (17) o senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) de envolvimento na disputa pela posse de um imóvel em uma ilha de Angra dos Reis, no Rio de Janeiro. Em vídeo publicado nas redes sociais, o jogador pediu que a Polícia Federal investigue o caso. Segundo Richarlison, uma […]

O atacante Richarlison acusou neste sábado (17) o senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) de envolvimento na disputa pela posse de um imóvel em uma ilha de Angra dos Reis, no Rio de Janeiro. Em vídeo publicado nas redes sociais, o jogador pediu que a Polícia Federal investigue o caso.

Segundo Richarlison, uma empresa ligada a ele adquiriu direitos de ocupação do imóvel entre 2020 e 2021, durante a pandemia de Covid-19. O negócio teria sido realizado em parceria com Alencar da Silveira Júnior, então presidente do América-MG, e Renato Velasco.

O jogador afirmou ter recebido propostas para vender o imóvel, inclusive de Flávio Bolsonaro, mas disse que recusou a negociação. Na versão apresentada por Richarlison, posteriormente a posse passou para uma empresa ligada ao advogado Willer Tomaz, amigo do senador.

“Eu não quis vender a ilha para ele. Como não quis, os caras pegaram na mão grande lá na Justiça”, afirmou Richarlison. O atacante disse ainda ter investido cerca de R$ 10 milhões no local e alegou não ter recebido de volta o valor aplicado.

A disputa judicial começou depois que uma empresa ligada ao jogador adquiriu direitos de ocupação da área. Posteriormente, a posse ficou com uma empresa vinculada a Willer Tomaz. Em junho de 2025, o Superior Tribunal de Justiça manteve entendimento favorável à empresa do advogado. As ações foram encerradas depois que os autores desistiram do processo.

Flávio Bolsonaro não aparece como parte no processo judicial. Em manifestações anteriores sobre o caso, a assessoria do senador negou qualquer vínculo dele com o imóvel e classificou as acusações como infundadas.

Richarlison pediu que a Polícia Federal apure as circunstâncias da disputa e afirmou que, caso consiga recuperar o dinheiro que diz ter investido, pretende destinar parte do valor ao hospital de Nova Venécia, no Espírito Santo, sua cidade natal.

Até o momento, não há informação de que a Polícia Federal tenha aberto investigação a partir do pedido feito pelo jogador.

Fonte: Folha de S.Paulo
Foto: Reprodução/Redes Sociais

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