Oposição define Teresa Leitão e Álvaro Porto como vice-líderes
Por Nill Júnior
Reunida no Recife, nesta quarta-feira (14), a bancada de oposição na Assembleia Legislativa de Pernambuco decidiu indicar Teresa Leitão (PT) e Álvaro Porto (PTB) como vice-líderes a partir de fevereiro, compondo com o líder já indicado, Silvio Costa Filho (PTB), a condução do grupo na Casa. A bancada também resolveu definir os critérios que nortearão os deputados na votação da Mesa Diretora e das comissões da Alepe.
Os parlamentares da oposição voltam a se reunir nos próximos dias para discutir a questão da Mesa, mas já acordaram que, independente de lançar um candidato próprio à Presidência do Legislativo ou apoiar um outro nome, terá que ser firmado o compromisso com cinco pontos fundamentais: ampliação do diálogo com a sociedade; fortalecimento das reuniões dos líderes das bancadas; aumento do número de audiências públicas e reuniões temáticas; contratação de mais servidores concursados; e realização de mais sessões da Assembleia Itinerante nas diversas regiões do Estado.
Segundo o líder Silvio Costa Filho, a bancada anunciará sua posição oficial sobre a eleição da direção da Casa nos próximos dias, mas já decidiu que vai pleitear três posições na Mesa Diretora da Assembleia e mais a presidência de algumas comissões permanentes.
Além disso, a bancada vai cobrar ao governo do Estado, na volta do recesso parlamentar, a liberação da senha de acesso ao E-Fisco, visando dar maior transparência aos gastos públicos, e vai promover audiências públicas sobre o Pacto pela Vida/Sistema Prisional e sobre os problemas na rede estadual de saúde.
O Cine São José ficou lotado para receber o debate “A Rádio e a História”. Um encontro sobre os 60 anos da Radio Pajeú e seu papel no desenvolvimento da região. Foi o primeiro ato pelos 60 anos da Rádio Pajeú, a pioneira do Sertão Pernambucano. O mestre de cerimônia foi o comunicador Celso Brandão. […]
O Cine São José ficou lotado para receber o debate “A Rádio e a História”. Um encontro sobre os 60 anos da Radio Pajeú e seu papel no desenvolvimento da região. Foi o primeiro ato pelos 60 anos da Rádio Pajeú, a pioneira do Sertão Pernambucano. O mestre de cerimônia foi o comunicador Celso Brandão.
Como convidados, o Monsenhor Assis Rocha, ex-diretor da emissora, José Tenório, comunicador da era de ouro, Monsenhor João Carlos Acioly Paz, ex-Gerente Administrativo responsável pela transição para o atual momento. O debate foi mediado pelo comunicador Anchieta Santos.
Cada um partilhou sua vivência na emissora. O Padre Assis Rocha falou da história da emissora e da ligação com os primeiros bispos Diocesanos, Dom João José da Mota e Albuquerque e Dom Francisco Austregésilo de Mesquita Filho. Ele destacou a força dos bispos na Fundação e primeiros passos da emissora na evangelização e formação do Sertão Pernambucano.
Lembrou também o pioneirismo e da história da Rádio Pajeú nas transmissões históricas.
O Monsenhor João Acioly destacou a importância de Dom Luis Pepeu e Dom Egídio Bisol na estruturação receber da emissora. O primeiro foi responsável pela reforma de sede e do espaço que abriga hoje o Museu do Rádio. E o atual articulou junto à Comissão Episcopal Italiana (CEI), recursos determinantes para a sua migração para FM.
Já Zé Tenório lembrou da Era de Ouro do rádio, dos programas que apresentou e brincou com a aparência de seu estilo com o de Waldecir Menezes. A força dos comunicadores à época atraia multidões. Em um exercício de memória, Anchieta Santos, mediador e Zé Tenório lembraram com a plateia de comunicadores que fizeram a história da emissora.
O presidente da Câmara de Vereadores, Igor Mariano, lembrou da relação do seu pai, Simplício Sá com a emissora e do papel que teve como autor do projeto que tombou o prédio do Museu do Rádio.
O prefeito José Patriota lembrou de sua relação com a emissora, desde os treze anos apresentando vários programas na emissora ligados à igreja ou à formação sindical.
Padre Josenildo, Gerente Administrativo Adjunto agradeceu a todos que contribuiram com a história da emissora e, assim como Igor, fez referência ao slogan No Coração do Povo, dizendo que tinha relação com o sentimento de proximidade com a rádio e a sociedade.
Em seguida, houve show com o cantor Flávio Leandro. Sertanejo de Bodocó. Flávio emocionou o público com seus sucessos. Uma noite inesquecível.
O cineasta, cronista e jornalista Arnaldo Jabor, de 81 anos, morreu na madrugada desta terça (15) em São Paulo. Ele estava internado desde dezembro do ano passado no Hospital Sírio-Libanês, na região central da cidade. Jabor havia sido internado após sofrer um acidente vascular cerebral (AVC). Segundo a família, Jabor faleceu por volta da meia-noite, […]
O cineasta, cronista e jornalista Arnaldo Jabor, de 81 anos, morreu na madrugada desta terça (15) em São Paulo. Ele estava internado desde dezembro do ano passado no Hospital Sírio-Libanês, na região central da cidade.
Jabor havia sido internado após sofrer um acidente vascular cerebral (AVC). Segundo a família, Jabor faleceu por volta da meia-noite, em decorrência de complicações do AVC.
Jabor dirigiu “Eu sei que vou te amar” (1986), indicado à Palma de Ouro de melhor filme do Festival de Cannes. É colunista de telejornais da TV Globo desde 1991.
Arnaldo Jabor teve extensa carreira dedicada ao cinema, à literatura e ao jornalismo.No cinema, dirigiu sete longas, dois curtas e dois documentários. Também era cronista e jornalista.
Nem a pandemia parou Arnaldo Jabor – longe da redação, gravava as colunas em casa. Graças ao avanço da vacinação, conseguiu voltar pra redação da TV Globo, em São Paulo. O último comentário foi no dia 18 de novembro, quando comentou sobre as suspeitas de interferência no Enem.
Nesse sábado (03), foi ao ar durante o Jornal Nacional uma reportagem sobre a volta das chuvas ao Sertão nordestino após seis longos anos de estiagem. A repórter Beatriz Castro, esteve na região de Seridó da Paraíba, onde conversou com agricultores que comemoram a volta das chuvas e correm pra plantar. A repórter também esteve […]
Nesse sábado (03), foi ao ar durante o Jornal Nacional uma reportagem sobre a volta das chuvas ao Sertão nordestino após seis longos anos de estiagem.
A repórter Beatriz Castro, esteve na região de Seridó da Paraíba, onde conversou com agricultores que comemoram a volta das chuvas e correm pra plantar.
A repórter também esteve em Afogados da Ingazeira, onde contou a história de seu Reginaldo, que aprendeu a usar as tecnologias para armazenar a água, o que lhe permitiu passar por esse período de estiagem sem grandes sofrimentos.
A reportagem conversou também com Afonso Cavalcanti, coordenador da ONG Diaconia, que falou sobre a importância do agricultor investir nas tecnologias sustentáveis de convivência com o semiárido, para captar e armazenar água e com a agricultora Nelci Martins, que falou sobre a persistência e o espirito guerreiro do sertanejo. Leia abaixo a reportagem na íntegra, ou se preferir clique aqui e assista.
Moradores do sertão nordestino comemoram a volta da chuva depois de seis anos seguidos de seca – a maior estiagem da história na região.
Céu cinzento, carregado de nuvens na região de Seridó da Paraíba. É prenúncio de chuva. Para quem vive no sertão, não tem imagem mais bonita nem dia mais esperado.
“A gente fica muito feliz porque a gente vê aquelas nuvens que vem tudo escura, a gente já fica com aquela alegria, com aquele brilho nos olhos, porque a gente já está vendo a chuva chegar, cair aqui na nossa terra, na nossa comunidade e é o que a gente espera e vê. São essas nuvens lindas que Deus manda pra gente em água”, afirma a agricultora Francisca Oliveira.
E quando a chuva cai, a natureza responde depressa. O verde tinge a paisagem. Folhas começam a brotar nos galhos secos. Rios que tinham evaporado voltam a correr. Açudes acumulam água. E, como por encanto, o cenário se enche de vida.
O sertanejo corre para aproveitar a terra molhada.
“Choveu, plantou”.
No campo, o barulho das ferramentas e do carro de boi mostram que a jornada dos sertanejos é acelerada.
É o primeiro ano em que os bois Garoto e Bem Feito puxam o arado comandados pelo seu Aloísio.
“A gente quando tem um boi desse jeito é bom demais. Ajuda muito. É porque tem um momento que a gente se emociona”, diz chorando Aloísio Braz de Souza.
A longa convivência com a seca não trouxe só sofrimento não. A experiência produziu conhecimento, sabedoria. E os sertanejos aprenderam que é preciso se preparar para os tempos mais difíceis de escassez. E é justamente no período chuvoso, de fartura, que eles têm que entrar em ação para assegurar o futuro.
Seu Reginaldo aprendeu a usar as tecnologias para armazenar e fazer a água render. O sítio dele, em Afogados da Ingazeira, no sertão de Pernambuco, parece um oásis com toda aridez ao redor. Mesmo na seca mais severa, não faltou comida para os animais.
Ele soube aproveitar a natureza para guardar água em quatro tanques de pedra. Também construiu uma cisterna para casa e outra para o plantio e perfurou um cacimbão, uma espécie de cisterna profunda que não deixou faltar água para seis famílias vizinhas.
E com o sítio produzindo, Reginaldo não precisou mais ir para São Paulo trabalhar como pedreiro e zelador.
“Ir embora para São Paulo nunca mais. Graças a Deus, não. Posso sonhar um dia ir a passeio. O sertão com chuva e verde é rico, é rico, graças a Deus só tem alegria. Quando você vê a natureza e esses tanques de pedra tudo cheio, cisternas e tudo, nós só tem a agradecer”, diz Reginaldo Batista da Silva.
“Para aquele agricultor que se preparou, que investiu nas tecnologias sustentáveis de convivência com o semiárido, esses ficam mais felizes ainda porque veem essas tecnologias captando água, armazenando água no solo, as plantas se reproduzindo, produzindo forragem para os animais então, principalmente para essas famílias, as chuvas são o resultado bem melhor do que para as outras que não se prepararam”, afirma Afonso Cavalcanti, coordenador da ONG Diaconia.
Quando chove, a esperança renasce para todos e o sertão se transforma no paraíso para a toda essa gente persistente.
“A gente não desiste não. Se morre um pé, a gente planta dois, três, porque a gente quer ter uma qualidade de vida. A gente não tem emprego. O emprego daqui é a gente cuidar dos animais, das plantações, plantar milho e feijão, e assim a gente vai vivendo”, diz a agricultora Nelci Martins.
Nesta terça-feira (02.03), o prefeito eleito de Ingazeira, Luciano Torres (PSB), teve suas contas de campanha aprovadas com ressalvas pela Justiça Eleitoral. Inicialmente, a SJR – 1º Grau apresentou relatório preliminar apontando diligências a serem atendidas pelo candidato, que, intimado, apresentou documentação complementar. Após, foi emitido parecer conclusivo pela aprovação com ressalvas. O Ministério Público Eleitoral […]
Nesta terça-feira (02.03), o prefeito eleito de Ingazeira, Luciano Torres (PSB), teve suas contas de campanha aprovadas com ressalvas pela Justiça Eleitoral.
Inicialmente, a SJR – 1º Grau apresentou relatório preliminar apontando diligências a serem atendidas pelo candidato, que, intimado, apresentou documentação complementar. Após, foi emitido parecer conclusivo pela aprovação com ressalvas.
O Ministério Público Eleitoral manifestou-se pela aprovação com ressalvas.
Adentrando na análise das contas prestadas, após a realização de diligências necessárias à complementação das informações, à obtenção de esclarecimentos e/ou ao saneamento de falhas, o parecer técnico conclusivo final opinou pela aprovação com ressalvas.
“Portanto, considerando que as irregularidades não prejudicaram a efetiva análise e verificação das contas por esta Justiça Especializada, conclui-se por sua aprovação com ressalvas. Assim, encampo o parecer do Ministério Público Eleitoral e julgo aprovadas com ressalvas as contas de Luciano Torres Martins, relativas às Eleições de 2020”, sentenciou o Juiz Eleitoral da 50º ZE Jorge Willian Fredi.
A cidade de Salgueiro, no Sertão pernambucano, realiza a segunda edição da Bienal do Livro do Sertão. O evento é uma iniciativa da Associação do Nordeste das Distribuidoras e Editoras de Livros (Andelivros) em parceria com a prefeitura da cidade. A programação vai de 22 a 26 de novembro na Escola Dom Malan e a entrada é gratuita. Serão […]
A cidade de Salgueiro, no Sertão pernambucano, realiza a segunda edição da Bienal do Livro do Sertão. O evento é uma iniciativa da Associação do Nordeste das Distribuidoras e Editoras de Livros (Andelivros) em parceria com a prefeitura da cidade.
A programação vai de 22 a 26 de novembro na Escola Dom Malan e a entrada é gratuita. Serão vários estandes ocupados por editoras e distribuidoras.
Entre as atrações da bienal estão Carol Barcellos, Toinha do Assaré, Padre João Carlos, Maciel Melo e Bráulio Tavares. Durante o dia vai haver exposição e venda de livros e a partir das 19 horas palestra e shows. São esperadas mais de 25 cidades com uma expectativa de 5.000 pessoas por dia.
No primeiro dia de bienal, Carol Barcellos, global das produções “Fôlego Máximo” e “Planeta Extremo”, lança “Quebrando os Limites”, onde expõe a realidade de quem não mede esforços para alcançar seus objetivos.
No sábado, 25, a pedida é o lançamento de “A Poeira e a Estrada”, de Maciel Melo. O livro remete a uma canção composta por Maciel Melo em homenagem a Walmar Belarmino (1961/1997). Maciel mescla histórias pessoais, poesias e causos, de forma solta e coloquial, romanceando a história de um caboclo sonhador, como ele mesmo se descreve. Jessier Quirino assina a orelha. O poeta ainda faz show.
Maciel Melo
Dia 26, Braulio Tavares fala de suas obras. Ele é autor de livros como A Pedra do Meio-Dia (1998), O flautista misterioso e os ratos de Hamelin (2006, Prêmio APCA) e A invenção do mundo pelo Deus-curumim (2008, Prêmio Jabuti 2009).
Ganhou a premiação portuguesa Caminho da Ficção Científica pelo livro de contos A espinha dorsal da memória (1989), e o Prêmio Shell de Teatro em 1992 (com a peça Brincante, em parceria com Antonio Nóbrega.
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