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Oposição critica chamamento público em Tabira. “R$ 423 mil por mês sem pregão eletrônico”

Por Nill Júnior

A oposição de Tabira está questionando o aviso de chamamento público processo 004/2025.

O processo visa a contratação de empresa especializada para prestação de serviços médicos de forma complementar, por doze meses.

Os recursos são do Fundo Municipal de Saúde de Tabira.

“Fizeram a chamada por credenciamento, ao invés de pregão eletrônico, que gera muito mais economia”, diz a líder da oposição, Nelly Sampaio.

Segundo a bancada, com R$ 10 mil por profissional, o custo final será de R$ 423 mil por mês, considerando 42 especialidades. “Um absurdo”, questionou Nelly.

A bancada deverá levar o tema à próxima sessão da Câmara de Vereadores de Tabira.

Outras Notícias

Até tu, Xandão? Mensagens de Vorcaro sugerem proximidade. Ministro nega

Em mensagens trocadas entre Daniel Vorcaro e a então companheira, Martha Graeff, o banqueiro sugere que se encontrou com o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, em abril de 2025. A mensagem está em material obtido pela Polícia Federal (PF) após quebra de sigilo telemático do banqueiro e enviado à CPMI do […]

Em mensagens trocadas entre Daniel Vorcaro e a então companheira, Martha Graeff, o banqueiro sugere que se encontrou com o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, em abril de 2025.

A mensagem está em material obtido pela Polícia Federal (PF) após quebra de sigilo telemático do banqueiro e enviado à CPMI do INSS.

Na conversa, Vorcaro diz à então companheira que está indo se encontrar com “Alexandre Moraes” em Campos.

Dez dias depois, o dono do Banco Master menciona novamente o ministro. Na conversa, Vorcaro diz que está em casa e faz uma ligação de vídeo com a mulher. Depois de desligarem, Martha pergunta “quem era o primeiro cara?”.

Vorcaro então responde: “Alexandre Moraes”.

“Conseguiu bloquear?”, foi uma das últimas mensagens que Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, enviou no dia em que foi preso, logo de manhã. O destinatário foi nada menos do que o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes.

A revelação foi feita pela jornalista Malu Gaspar, do jornal O Globo. Moraes respondeu logo em seguida, mas não é possível saber o que ele disse. Isso porque o que se segue são três mensagens de visualização única, do tipo que se apaga assim que o destinatário as lê.

Os “inimigos do povo” e a redução do trabalho laboral

Por Heitor Scalambrini*  O velho mundo está morrendo. O novo demora a nascer. Nesse claro-escuro, surgem os monstros”  Antonio Gramsci (político italiano, filósofo, escritor, jornalista, crítico literário, historiador) O debate sobre os “inimigos do povo” no contexto atual, tem se concentrado na resistência empresarial, de políticos de extrema direita, e de corporações de comunicação, à redução […]

Por Heitor Scalambrini* 

O velho mundo está morrendo. O novo demora a nascer. Nesse claro-escuro, surgem os monstros”

 Antonio Gramsci (político italiano, filósofo, escritor, jornalista, crítico literário, historiador)

O debate sobre os “inimigos do povo” no contexto atual, tem se concentrado na resistência empresarial, de políticos de extrema direita, e de corporações de comunicação, à redução da jornada de trabalho, especificamente o fim da escala 6×1 (seis dias de trabalho por um de descanso) em direção a uma escala 5×2 ou 4×3.

Movimentos sociais, sindicalistas, cidadãos, trabalhadores acusam parlamentares fisiológicos e clientelistas do Centrão (formado por membros dos partidos: PL, União Brasil, PSD, PMDB, PP, Republicanos, Solidariedade, Podemos e Avante) e da extrema-direita de agirem como “inimigos do povo” ao dificultarem aprovação de projetos que beneficiam os trabalhadores, os mais vulneráveis, no caso do fim da escala 6×1, e da redução da carga horária laboral, sem redução salarial. Além de apoiarem ao longo desta última legislatura, temas que mais interessam à extrema direita, ao capital e ao “mercado”, em detrimento das proposições que levem em conta a qualidade de vida dos trabalhadores, a valorização da classe trabalhadora.

Ao tomar a decisão histórica de propor a redução da carga horária semanal de trabalho, o presidente Lula encaminhou no dia 13 de abril uma mensagem presidencial ao Congresso Nacional com o Projeto de Lei 1838/2026, em regime de urgência, para acabar com a escala 6×1, reduzindo a carga horária máxima de 44 horas para 40 horas semanais, sem redução de salário. Assim, alterar diretamente a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) e legislação específica, com aplicação imediata das mudanças sem regras de transição, logo após a sanção presidencial. Atendendo assim o clamor da maioria absoluta da população que apoia a jornada com dois dias de descanso remunerados.

Na disputa com o Planalto, o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, decidiu ignorar o PL do governo. Como já existiam duas propostas de emenda à constituição (PEC) na Câmara para abolir a escala 6×1, foram “resgatadas” e colocadas em votação se estavam ou não de acordo com a Constituição, sua admissibilidade. Por unanimidade foi aprovada no dia 22 de abril, pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJC), as PEC 221/2019 e PEC 8/2025, associadas aos deputados Reginaldo Lopes (PT/MG) e a Erika Hilton (PSOL/SP).

Foi então criada pela presidência da Câmara uma Comissão Especial para analisar o mérito das propostas. Correndo contra o tempo, antes que vença o prazo regimental de votação do PL do governo federal, que ao ser encaminhado em regime de urgência obriga ser votado em dois turnos pela Câmara e 2 turnos pelo Senado, no prazo de 45 dias. Caso contrário bloqueia o funcionamento parcial e impede votações no plenário.

Audiências públicas estão ocorrendo na Comissão Especial recebendo integrantes das associações patronais, acadêmicos, pesquisadores, representantes dos sindicatos, e do governo, para discutir, ouvir, e apresentar proposições que atendam os segmentos interessados. É esperado que até o final do mês de maio a PEC seja votada.

Os arautos do apocalipse e do caos, empresários da indústria e suas entidades representativas, setores do comércio e serviços, parlamentares da extrema direita criticam, e são contra a redução da jornada de trabalho e o fim da escala 6×1, profetizando “quebradeira” geral do país, caso ocorra. O céu é o limite para as mentiras, fake news, propagandas enganosas, falaciosas, cujo objetivo é criar pânico, medo, dúvidas junto à população em geral.

Contrariamente ao que se propaga, o governo federal se alinhou a compromissos internacionais assumidos pelo Brasil no Pacto Internacional sobre Direitos Econômicos, Sociais e Culturais (PIDESC), tratado da ONU de 1966, que entrou em vigor em 1976, ao reconhecer o direito a condições adequadas de trabalho, incluindo a limitação da jornada. Juntamente com o Pacto Internacional dos Direitos Civis e Políticos (PIDCP) e a Declaração Universal dos Direitos Humanos (DUDH) formam a base do direito internacional da Carta dos Direitos Humanos.

Essa é uma pauta central para a classe trabalhadora brasileira e de toda sociedade, cujos efeitos, caso implementada a proposta governamental, serão extremamente benéficas, em particular, para as mulheres, trabalhadores de baixa escolaridade, vulneráveis, além de possibilitar o acesso a outras dimensões da vida social.

Vale a pena deixar registrado algumas propostas ignóbeis encaminhadas pelas forças do atraso, da extrema direita e de grande parcela do empresariado, permitindo conhecer o pensamento conservador, retrógrado e reacionário de uma parte da sociedade: 1) manter permanentemente as 44 horas semanais para serviços essenciais (saúde, segurança pública, mobilidade, abastecimento e a ordem pública), 2) prever para outras empresas prazo de transição de até 10 anos para que as empresas se adequem a esta nova situação, passando a valer de forma integral após este período, em todo território nacional, 3) para redução da carga de trabalho é necessário redução de salário, 4) contrapartida financeira e fiscal para as empresas, com flexibilizações e diminuição dos encargos trabalhistas e tributários (“bolsa patrão”), 5) criar brechas na legislação para jornadas de 52 horas semanais, 6) condicionar reduzir a carga de trabalho semanal  ao aumento da produtividade, 7) propostas de flexibilização das leis trabalhistas com a adoção da modalidade do trabalho intermitente (criado na reforma trabalhista de 2017), que permite que o empregado seja convocado apenas quando o empregador precisar, hora trabalhada, hora recebida.

Tais sugestões infames, caso aprovadas, desfiguram completamente a proposta do governo apoiada majoritariamente pelo mundo do trabalho, pela sociedade brasileira; modificando integralmente o PL 1838/2026, e contrariando os debates em curso na Comissão Especial.

Uma atitude inesperada do presidente Hugo Motta (Republicanos/PB) aconteceu no dia 13/5, ao anunciar que vai votar o PL 1838/2026 enviado pelo governo Lula sobre a redução da jornada de trabalho, junto com a proposta de emenda à Constituição (PEC) que tramita na Casa legislativa. Houve um acordo sobre os próximos encaminhamentos. O que resta saber é como será este parecer do relator, e a decisão final no plenário, precisando para aprovação de 3/5 dos 513 deputados federais, ou seja 308 do total.

Ao reconhecer o direito a condições adequadas de trabalho, incluindo a limitação da jornada, o governo se alinha a compromissos internacionais assumidos pelo Brasil no Pacto Internacional sobre Direitos Econômicos, Sociais e Culturais (PIDESC), tratado da ONU de 1966, que entrou em vigor em 1976. Juntamente com o Pacto Internacional dos Direitos Civis e Políticos (PIDCP) e a Declaração Universal dos Direitos Humanos (DUDH) formam a base do direito internacional da Carta dos Direitos Humanos.

Essa é uma pauta central para a classe trabalhadora brasileira e a toda sociedade, cujas consequências dos efeitos serão extremamente benéficas, em particular, para as mulheres, as pessoas de baixa escolaridade, vulneráveis, além de possibilitar o acesso a outras dimensões da vida social. Deverão ocorrer mudanças na organização das empresas, com formatos de trabalho mais flexíveis.

A luta pela jornada de 40 horas semanais, ao eliminar jornadas exaustivas, é vista como uma demanda para a dignidade e saúde mental/física dos trabalhadores, mas que muitas vezes são obstruídas por interesses patronais.  É no parlamento que os políticos de extrema direita, representando os interesses patronais, votam contra os reais interesses da sociedade, da classe trabalhadora, que neste caso, é contrária na sua maioria à escala 6×1. Como não chamar estes parlamentares que se posicionam contra a redução da carga de trabalho semanal, sem redução salarial, como “inimigos do povo”? Foram eleitos com o voto popular e serão extirpados do Parlamento, também pelo voto popular.

A redução da jornada de trabalho deve ser compreendida como uma política de sustentabilidade econômica e social. O trabalhador saudável é ativo por mais tempo, podendo ser considerada como uma medida de proteção simultânea ao indivíduo e a saúde fiscal do Estado. Proteger a saúde do trabalhador é proteger a sustentabilidade do próprio Estado.

É hora de organizar, mobilizar, pressionar e conquistar. As eleições estão chegando e o voto é uma das armas dos trabalhadores. Vamos escolher melhor nossos representantes, e expulsar do Congresso Nacional os “inimigos do povo”.

* Professor associado aposentado da Universidade Federal de Pernambuco, graduado em Física pela Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP/SP), mestrado em Ciências e Tecnologias Nucleares na Universidade Federal de Pernambuco (DEN/UFPE) e doutorado em Energética, na Universidade de Marselha/Aix – Centro de Estudos de Cadarache/Comissariado de   Energia Atômica (CEA)-França.

“Não vou trabalhar só no quarto ano”, diz João Campos ao criticar ritmo da gestão estadual

Candidato afirmou que pretende imprimir “senso de urgência” desde o início de uma eventual gestão no Governo de Pernambuco. O candidato ao Governo de Pernambuco João Campos (PSB) criticou, na noite desta segunda-feira (31), o ritmo da gestão da governadora Raquel Lyra (PSD), sua principal adversária na disputa pelo Palácio do Campo das Princesas. As […]

Candidato afirmou que pretende imprimir “senso de urgência” desde o início de uma eventual gestão no Governo de Pernambuco.

O candidato ao Governo de Pernambuco João Campos (PSB) criticou, na noite desta segunda-feira (31), o ritmo da gestão da governadora Raquel Lyra (PSD), sua principal adversária na disputa pelo Palácio do Campo das Princesas.

As declarações foram feitas durante a inauguração do comitê do vereador do Recife e candidato a deputado federal Rinaldo Júnior (PSB), no bairro do Torreão, na Zona Norte da capital.

Sem citar Raquel nominalmente em parte do discurso, João afirmou que uma eventual gestão sua começaria com ritmo de trabalho desde o primeiro ano.

“Não vou trabalhar só no quarto ano, é desde o primeiro dia. Com senso de urgência”, afirmou. Em outro momento, disse que seu mandato à frente do Recife não concentrou ações apenas no período eleitoral e citou creches, serviços de saúde e o programa Embarque Digital como exemplos.

A fala ocorre em meio às críticas feitas por Raquel Lyra aos 16 anos de governos do PSB em Pernambuco. Durante a campanha, a governadora tem afirmado que seu grupo recebeu o Estado em situação difícil e precisou reorganizar a administração antes de acelerar investimentos e entregas.

João rebateu o argumento separando sua trajetória pessoal das administrações anteriores do partido. “Eu nunca fui governador de Pernambuco por enquanto”, declarou.

O candidato também voltou a abordar as denúncias sobre um suposto “gabinete do ódio” relacionado a ataques contra integrantes de seu grupo político. João afirmou que os episódios são investigados pela Polícia Federal e mencionou reportagem publicada pela Folha de S.Paulo sobre a apuração.

A existência e eventual responsabilidade por uma estrutura desse tipo ainda são objeto de investigação. Raquel Lyra já negou envolvimento nas acusações e defendeu que os fatos sejam apurados pelas autoridades.

Durante o discurso, João defendeu que a campanha concentre o debate em temas como abastecimento de água, segurança, emprego, alimentação e qualificação profissional.

O ato também contou com a presença do candidato a vice-governador Carlos Costa (Republicanos) e dos candidatos ao Senado Humberto Costa (PT) e Marília Arraes (PDT).

Fonte: Folha de Pernambuco

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Em Arcoverde, vereadora sugere que ter filho deficiente é castigo de Deus, “porque tem conta pra pagar”

A vereadora Zirleide Monteiro usou a tribuna da Câmara de Arcoverde para rebater questionamentos e um meme que correu as redes sociais a ironizando por conta de uma queda sofrida na sessão anterior na Câmara. Por ter virado de crítica contumaz a aliada incondicional do prefeito Wellington Maciel, Zirleide passou a ser alvo de questionamentos […]

A vereadora Zirleide Monteiro usou a tribuna da Câmara de Arcoverde para rebater questionamentos e um meme que correu as redes sociais a ironizando por conta de uma queda sofrida na sessão anterior na Câmara.

Por ter virado de crítica contumaz a aliada incondicional do prefeito Wellington Maciel, Zirleide passou a ser alvo de questionamentos de colegas e de parte da população.

Na sessão desta segunda, Zirleide foi rebater a viralização da peça, criticando o vereador Weverton Siqueira, o Siqueirinha e seu assessor Berg, a quem responsabilizou pela campanha difamatória.

Mas a fala polêmica foi feita ao responder a comunitária Luzia Damaceli, da Cohab 2, ligada à Siqueirinha, que para Zirleide teria ajudado a espalhar o meme. Sem citar seu nome, fez críticas à sua condução no episódio. Luzia tem um filho portador de deficiência, inclusive autista.

Para Zirleide, ter um filho deficiente é um castigo de Deus. “O castigo de Deus está aqui em vida. Quando ela veio com um filho deficiente, é porque ela tinha alguma conta a pagar lá pra aquele lá de cima. Ela já veio para sofrer”. Claro, a fala gerou indignação e compartilhamentos nas redes sociais. Pais e mães de filhos deficientes e autistas demonstram revolta com a fala. Em cidades com população maior, uma fala como essa é passível de cassação. Em Arcoverde, aparentemente, não.

A repercussão foi além fronteiras. Na Rádio Pajeú, onde houve reprodução da fala, uma mãe reagiu indignada. “Como é que ela usa uma tribuna, onde deveria ter responsabilidade pra dizer um absurdo desses? Ela fala que crianças especiais são castigo de Deus na vida das famílias. Quero dizer que essa crianças são presentes de Deus aos lares. Deus sabe de todas as coisas. Ter uma dádiva não é fardo, é presente de Deus. Fica minha insatisfação por essa vereadora. Espero que a população de Arcoverde veja, escute e não coloque um monstro desses numa tribuna. É uma pessoa desnorteada, sem sabedoria. Se defenda de outra forma e não usando pessoas indefesas”. Veja o vídeo:

Carnaíba: Conselho de Segurança faz reunião em Novo Pernambuco

Aconteceu nesta quarta-feira (27), Reunião Itinerante do Conselho de Segurança, na comunidade de Novo Pernambuco, nas dependências da Escola Imaculada Conceição. O encontro teve a participação de várias representações como CRAS, Guarda, Conselho Tutelar, Serviço de Convivência, Escola, Conselho de Agricultura e Nuca (selo Unicef). Na ocasião, foi aprovada a criação da Guarda Mirim do […]

Aconteceu nesta quarta-feira (27), Reunião Itinerante do Conselho de Segurança, na comunidade de Novo Pernambuco, nas dependências da Escola Imaculada Conceição.

O encontro teve a participação de várias representações como CRAS, Guarda, Conselho Tutelar, Serviço de Convivência, Escola, Conselho de Agricultura e Nuca (selo Unicef).

Na ocasião, foi aprovada a criação da Guarda Mirim do povoado, com os alunos da escola Imaculada Conceição.