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Opinião do leitor: sobre a Lei de Abuso de Autoridade

Por Nill Júnior

No momento mais dramático da recente história democrática brasileira, eis que surgem fatos controversos buscando atrair os olhares da população encarecida de conhecimento, suprimindo o diálogo e, com isso, tentando ocultar as mazelas que se apresentam diuturnamente.

Num País de tantas desavenças, criminalizar o exercício judicante da magistratura, o trabalho dos membros do Ministério Público, das polícias e dos agentes públicos que trabalham incessantemente para mudar a realidade do Brasil não é, a meu ver, a melhor solução.

O abuso de autoridade não é uma conduta defensiva. Mas, saliente-se que no Brasil já existe uma lei que trata dos infratores que abusam de autoridade, a normativa é a Lei 4898/65. Ou seja, há uma Lei de Abuso de Autoridade em vigor no nosso país desde 1965, no auge do Regime Militar.

Deveras reconhecer, que há abusos por parte de agentes públicos investidos de autoridade Estatal, que usurpam de suas funções e despertam, no legislador, esse anseio por uma nova legislação que contenham criminalize tais condutas.

É sabido que após a deflagração da denominada “Operação Lava Jato”, o seu modus operandi não agradou a maioria da doutrina processualista brasileira. Tal operação foi muito importante para a descoberta de crimes de colarinho branco que dificilmente recebiam a resposta do Estado-juiz que a sociedade tanto espera. Espera, porque está cansada de tanta corrupção. De tanta desigualdade. No entanto, antes da operação lava jato, a Constituição da República Federativa do Brasil, de 1988, o Código de Processo Penal e demais leis correlatas, já existiam e, por isso, precisam ser respeitadas.

Alguns juízes, promotores, delegados, militares e agentes públicos usam a máquina estatal para satisfazer seus desejos, dar carteiradas e agir em desacordo com o conjunto jurídico-normativo que rege o nosso Estado Democrático Brasileiro. Assim, por essas condutas é que o legislador propôs o Projeto de Lei nº 7.596, de 2017, concluso ao Presidente da República, que poderá receber sanção ou veto, total ou parcial.

Contudo, a maioria dos juízes, membros do Ministério Públicos, e demais agentes públicos exercem suas funções com zelo e presteza, respeitando o Ordenamento e dilatando a Justiça para aquelas vidas severinas que não têm quem os ampare. Criticar o Poder Judiciário, pedir o impeachment de ministros dos tribunais superiores, e fomentar na população o desrespeito à Justiça, é o que os ditadores e golpistas mais sabem fazer. Um Estado sem juiz é como uma partida de futebol sem árbitro, os mais fortes vencerão os mais fracos e com eles farão o que bem entenderem.

Portanto, é papel da sociedade brasileira fomentar o respeito às instituições democráticas, zelando por todos os que compõe o Sistema de Justiça que, em consonância com a CRFB/88, têm garantido a sociedade, sempre que por ela provocado, o acesso aos direitos e garantias fundamentais.

À vista dessas considerações, entendo que o Presidente da República deve vetar totalmente o PL nº 7.596, de 2017, para que o Congresso Nacional, à luz da boa hermenêutica penalista, da sua principiologia e da Constituição, discuta com a sociedade e, indo novamente a votação, que esta seja aberta e amplamente difundida para o conhecimento da população.

Por Renan Walisson de Andrade é acadêmico de Direito na Faculdade de Integração do Sertão – FIS.

Outras Notícias

Paulo é aprovado por 29,4% e reprovado por 52,7%

Reprovação de Bolsonaro chega a 70,1% O Governador Paulo Câmara é desaprovado por 52,7% de acordo com o Instituto Múltipla, contra 29,4% que aprovam e 17,9% que não opinaram. Esse resultado é obtido com a pergunta direta: você aprova ou desaprova o governo Paulo Câmara? Quando a população é chamada a classificar a gestão, 3,5% […]

Reprovação de Bolsonaro chega a 70,1%

O Governador Paulo Câmara é desaprovado por 52,7% de acordo com o Instituto Múltipla, contra 29,4% que aprovam e 17,9% que não opinaram. Esse resultado é obtido com a pergunta direta: você aprova ou desaprova o governo Paulo Câmara?

Quando a população é chamada a classificar a gestão, 3,5% dizem ser ótima, 12,9% a classificam como boa, 32,4% que a avaliam como regular, 13,9% que dizem ser ruim e 26,7% que a colocam como péssima. Não sabem ou não opinaram, 10,6%.

Já em, relação ao presidente Jair Bolsonaro, a reprovação chega a  70,1%. Apenas 22% aprovam o governo e 7,9% não opinaram. Assim como na pergunta sobre Paulo a pesquisa faz uma pesquisa direta: você aprova ou desaprova o governo Bolsonaro?

Quando a população é chamada a classificar a gestão, 5,5% dizem ser ótima, 9,3% a classificam como boa, 20,6% que a avaliam como regular, 13,4% que dizem ser ruim e 47,5% que a colocam como péssima. Não sabem ou não opinaram, 3,7%.

Aprovação e classificação do governo Paulo Câmara

Aprovação e classificação do governo Jair Bolsonaro

Dados da pesquisa: a pesquisa teve como contratante o próprio instituto para divulgação do blog. Os protocolos de divulgação são os PE 09053/2022 e BR 04290/2022. O período de entrevistas ocorreu entre 10 e 14 de março. Foram 800 entrevistados.

Perfil da amostra: Masculino 46,1%, feminino 53,9%; 16 a 24 anos 14,0%, 25 a 34 anos 21,2%, 35 a 44 anos 21,3%, 45 a 59 anos 24,9%, 60 anos ou mais 18,6%; até ensino fundamental completo 42,4%, médio (completo ou incompleto) 43,7% superior (completo ou incompleto) 13,9%, Até 01 salário mínimo 37,1%, De 01 a 02 salários mínimos 30,9%, De 02 a 05 salários mínimos 22,4% e acima de 05 salários mínimos 9,6%. Eram previstas eventuais ponderações para as variáveis sexo e idade, caso a diferença entre o previsto na amostra e a coleta dos dados fosse superior a 3 pontos percentuais; para as variáveis escolaridade e renda domiciliar o fator previsto para ponderação é 1 (resultados obtidos em campo). A amostra é composta por 800 entrevistas aplicadas na população que tenha título de eleitor, more e vote no estado de Pernambuco e distribuídas da seguinte forma: Região Metropolitana (42,0%), Zona da mata (14,8%), Agreste (25,2%) e Sertão (18,0%). O intervalo de confiança estimado é de 95% para uma margem de erro para mais ou para menos de 3,5%

Municípios pesquisados: Floresta, Petrolândia, Cabrobó, Petrolina, Santa Maria da Boa Vista, Araripina, Bodocó, Exu, Ipubi, Ouricuri, Salgueiro, São José do Belmonte, Afogados da Ingazeira, Serra Talhada, Arcoverde, Custódia, Sertânia, Águas Belas, Bom Conselho, Buique, Garanhuns, Lajedo, Belo Jardim, Bezerros, Bonito, Brejo da Madre Deus, Caruaru, Gravatá, Pesqueira, São Bento do Uma, São Caetano, Bom Jardim, João Alfredo, Limoeiro, Santa Cruz do Capibaribe, Surubim, Toritama, Abreu e Lima, Cabo, Camaragibe, Igarassu, Ipojuca, Jaboatão dos Guararapes, Moreno, Olinda, Paulista, Recife, São Lourenço da Mata, Água Preta, Barreiros, Catende, Escada, Palmares, Ribeirão, Sirinhaém, Vitória de Santo Antão, Aliança, Carpina, Glória de Goitá, Goiana, Itambé, Nazaré da Mata, Paudalho, Timbaúba e Vicência.

Problema em nascente do Velho Chico não afeta distribuição da Adutora do Pajeú, diz Compesa

O Chefe de Distribuição da Compesa no Pajeú, Washington Jordão, buscou acalmar a população que ficou apreensiva no Pajeú com a notícia de que a principal nascente do Rio São Francisco  está praticamente seca em São Roque de Minas. Ela fica no Parque da Serra da Canastra. Isso porque não foram poucos os sertanejos que fizeram […]

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Washington Jordão e Adelmo Santos, no Debate das Dez da Rádio Pajeú

O Chefe de Distribuição da Compesa no Pajeú, Washington Jordão, buscou acalmar a população que ficou apreensiva no Pajeú com a notícia de que a principal nascente do Rio São Francisco  está praticamente seca em São Roque de Minas. Ela fica no Parque da Serra da Canastra.

Isso porque não foram poucos os sertanejos que fizeram relação com o  curso do Velho Chico, também em situação apreensiva, mas que em nada lembra a situação na nascente. Em Petrolina, por exemplo, a situação do Rio é preocupante pela queda de volume, que prejudica por exemplo a navegação.

Mas garante Washington, o quadro em nada afeta a captação de água da Adutora do Pajeú, que abastece alguns municípios do Sertão do Estado na região. Cidades como Floresta, Serra Talhada, Calumbi, Flores, Afogados da Ingazeira e Tabira. “A captação para abastecer a Adutora é mínima. Isso não deve afetar o abastecimento de água na região”, garante. Segundo ele, além da Adutora do Pajeú, algumas cidades tem tido o reforço da Adutora Zédantas e de Fátima, que capta água em poços em municípios como Flores e  Carnaíba.

Já a Barragem de Brotas tem hoje cerca de 40% de sua capacidade, segundo Washington. Ela tem sido usada para atender  cerca de 30% do consumo total das cidades de Afogados da Ingazeira e Tabira.

Já o historiador Adelmo Santos alerta que para um futuro que pode não estar tão distante assim, o São Francisco tem sérios riscos de comprometimento , prejudicando o futuro de Adutoras como a do Pajeú e Agreste e a Transposição do São Francisco, principal obra hídrica do Nordeste. Santos disse que a situação é grave e que já era esperada por conta das poucas chuvas que tem caído na região da nascente, fruto dos impactos climáticos da ação do homem.

O rio, um dos mais importantes do país com 2.700 quilômetros de extensão, tem outras nascentes, mas esta é a primeira e, por isso, deixa em alerta toda a bacia hidrográfica.

Veja trecho do Debate das Dez no vídeo acima, do Portal Pajeú Radioweb

Sebá e Waldemar são padrinhos da deserção

Não precisa ser especialista para constatar: Sebastião e Waldemar Oliveira são os padrinhos da deserção de nomes na oposição. Com pouca presença no debate político serra-talhadense,  conhecidos pela dificuldade de diálogo com as bases, vão assistindo a migração de oposicionistas para apoio a Márcia Conrado. A decisão de Pinheiro do São Miguel de apoio à […]

Não precisa ser especialista para constatar: Sebastião e Waldemar Oliveira são os padrinhos da deserção de nomes na oposição.

Com pouca presença no debate político serra-talhadense,  conhecidos pela dificuldade de diálogo com as bases, vão assistindo a migração de oposicionistas para apoio a Márcia Conrado.

A decisão de Pinheiro do São Miguel de apoio à Márcia Conrado tem essa explicação: a distância de Sebá e Waldemar, cada vez mais preocupados com o debate estadual e nacional no Avante.

Esse posicionamento tem gerado insatisfação e afastamento de lideranças. Depois de Carlos Evandro e agora, Pinheiro, quem sair por último apague a luz.

PMDB deverá dar ‘aviso prévio’ para deixar governo Dilma

G1 Em convenção nacional marcada para este sábado (12) em Brasília, o PMDB deverá dar um “aviso prévio” de 30 dias para desembarcar do governo Dilma Rousseff. A cúpula do partido irá propor ao plenário que o diretório nacional se reúna dentro de um mês e tome uma decisão concreta. A tendência é pelo rompimento […]

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G1

Em convenção nacional marcada para este sábado (12) em Brasília, o PMDB deverá dar um “aviso prévio” de 30 dias para desembarcar do governo Dilma Rousseff. A cúpula do partido irá propor ao plenário que o diretório nacional se reúna dentro de um mês e tome uma decisão concreta. A tendência é pelo rompimento completo com o Palácio do Planalto, inclusive com a entrega de cargos no Executivo.

Indicados pelos diretórios estaduais, 454 delegados vão eleger os 119 integrantes do diretório nacional, que, por sua vez, escolherão os 17 membros da Executiva Nacional, responsável pelas decisões da legenda. Vice-presidente da República e atual presidente do partido, Michel Temer deverá ser reeleito por aclamação.

Embora seja o principal partido aliado do governo Dilma Rousseff, ocupando seis ministérios e a vice-presidência, a sigla tem alas bastante críticas ao governo. Sondagens internas do partido apontam que em torno de 60% dos dirigentes do partido são favoráveis ao fim da aliança – em alguns levantamentos, esse percentual beira os 80%.

Neste sábado, devem ser votadas diversas moções (propostas) de diferentes setores da legenda, que vão desde a saída imediata até a independência do partido para liberar os votos dos seus integrantes em votações no Congresso, por exemplo. No entanto, o mais provável é que não haja um documento final, conclusivo.

“Nós vamos propor o desembarque total, com a entrega de todos os cargos. O PMDB não pode se omitir nesse momento gravíssimo da política brasileira”, defende o deputado federal Darcísio Perondi (PMDB-RS), um dos críticos mais ferrenhos ao PT.

Outro que tem uma postura contrária à presidente é o deputado Osmar Terra (PMDB-RS): “A nação não suporta mais. O que estamos vivendo agora é fruto de decisões erradas dela e ela [Dilma] não está mexendo. Está fazendo mais do mesmo”.

Miguel Coelho apresenta sua proposta para utilização do FEM a Patriota

Deputado quer 30% do Fundo de Apoio aos Municípios destinado à educação O deputado estadual Miguel Coelho recebeu em seu gabinete, nesta terça-feira (03), o presidente da Associação Municipalista de Pernambuco, José Patriota. O tema do encontro foi o Projeto de Lei de autoria do parlamentar socialista que visa destinar 30% do Fundo Estadual de […]

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Deputado quer 30% do Fundo de Apoio aos Municípios destinado à educação

O deputado estadual Miguel Coelho recebeu em seu gabinete, nesta terça-feira (03), o presidente da Associação Municipalista de Pernambuco, José Patriota. O tema do encontro foi o Projeto de Lei de autoria do parlamentar socialista que visa destinar 30% do Fundo Estadual de Apoio ao Desenvolvimento Municipal (FEM) para investimentos em educação.

Durante a conversa, Miguel mostrou ao representante dos prefeitos detallhes de como a proposta pode melhorar a estrutura das redes de ensino das cidades pernambucanas. “A conversa foi boa e percebi uma avaliação bem positiva do presidente da Amupe a respeito do projeto. Nossa intenção é ajudar os municípios que hoje passam tanta dificuldade, além de no colocar à disposição dos prefeitos para debater este e outros temas”, afirmou Miguel.

O Projeto de Lei foi enviado para discussão nas comissões legislativas nesta semana. A proposta cria uma cota mínima de 30% do FEM para investir em construção de escolas, compra de kits escolares entre outras ações de reforço na educação dos municípios. Se o projeto for aprovado, as redes municipais de ensino devem contar com um aporte financeiro de pelo menos R$ 72 milhões por ano.