Obras da Barragem de Ingazeira e Curral do Gado de Tabira seguem paralisadas
Por Nill Júnior
Por Anchieta Santos
Duas importantes obras localizadas no Pajeú entre outras tantas seguem paralisadas apesar das inúmeras previsões de que seriam retomadas no mês de janeiro deste ano.
Com sua construção interrompida em 2016, a Barragem de Ingazeira, que banha terras nos municípios, além de Ingazeira, como São José do Egito, Tabira e Tuparetama cuja ação é administrada pelo DNOCS, seria retomada logo no início deste ano, de acordo com promessa do Ministério da Integração. Já estamos no mês de março e nenhum sinal de reinício da ação.
Já Curral do Gado de Tabira, que concentra a maior feira de gado do sertão, em obra tocada pelo Governo de Pernambuco, através da Secretaria de Agricultura, também parou.
O Secretário Nilton Mota, titular da pasta, silencia. Os boiadeiros estão vendendo os seus animais prendendo-os com a própria corda. Esta semana, dois técnicos da Secretaria estiveram em Tabira vistoriando a obra do Curral mas não existe previsão de retomada da obra.
O candidato Júlio Lossio ignorou a expulsão pela REDE na última sexta e comandou uma carreata e comício em Bodocó. O postulante esteve ao lado do seu vice, Luciano Bezerra, e de lideranças políticas locais. “Vamos unir as pessoas de Bodocó, concluir essa ponte, incentivar a educação. Quando eu for governador, vai acabar todo esse […]
O candidato Júlio Lossio ignorou a expulsão pela REDE na última sexta e comandou uma carreata e comício em Bodocó. O postulante esteve ao lado do seu vice, Luciano Bezerra, e de lideranças políticas locais.
“Vamos unir as pessoas de Bodocó, concluir essa ponte, incentivar a educação. Quando eu for governador, vai acabar todo esse sofrimento”, ressaltou Lossio, ignorando a deliberação partidária.
Após a carreata, Julio participou de comício, em que recebeu mais adesões de lideranças políticas à sua candidatura, segundo nota.
Na sexta (21), Lossio foi expulso do partido. A legenda assim fica sem candidato no estado.
Anteriormente, a Executiva Nacional da Rede Sustentabilidade divulgou um alerta informando que o candidato poderia sofrer abertura de processo disciplinar, consequente expulsão do quadro partidário e o cancelamento de candidatura ao governo do estado de Pernambuco.
Dos 25 integrantes, 21 participaram da votação e por unanimidade, ele foi expulso do partido.
A expulsão ocorreu após encontro entre Lossio, o postulante a deputado federal Coronel Meira (PRP) e Gilson Machado Neto (PSL), ambos apoiadores da candidatura à Presidência da República de Jair Bolsonaro (PSL).
Junto com o governador Geraldo Alckmin, mais o vice-governador, Secretário de Desenvolvimento Econômico e presidente do PSB no Estado de SP, Márcio França, recebeu, nesta sexta-feira (27/3), no Palácio dos Bandeirantes, 22 deputados do PSB na Câmara Federal. Os parlamentares socialistas demonstraram preocupação com o momento político nacional e ficaram entusiasmados com os bons resultados […]
Junto com o governador Geraldo Alckmin, mais o vice-governador, Secretário de Desenvolvimento Econômico e presidente do PSB no Estado de SP, Márcio França, recebeu, nesta sexta-feira (27/3), no Palácio dos Bandeirantes, 22 deputados do PSB na Câmara Federal.
Os parlamentares socialistas demonstraram preocupação com o momento político nacional e ficaram entusiasmados com os bons resultados do governo paulista, como, por exemplo, a instalação de 14 empresas nos últimos 70 dias, um investimento de R$ 4,52 bilhões que gerou 5.068 empregos diretos, fruto do trabalho da Secretaria de Desenvolvimento por meio da Investe SP.
O governador agradeceu a visita e falou aos parlamentares que é preciso fortalecer a Federação. Na conversa que antecedeu o encontro com o governador, ficou claro que os deputados do PSB se preparam para tratar dos grandes temas que virão, como a Reforma Política e a governabilidade.
De Pernambuco, estiveram os Deputados Fernando Coelho Filho, Gonzaga Patriota, João Fernando Coutinho, Pastor Eurico e Tadeu Alencar.
O deputado federal Sebastião Oliveira é o mais novo membro titular da Comissão Especial de Privatização da Eletrobrás. O primeiro anúncio do parlamentar foi de que garantiu, junto ao presidente da Comissão, deputado Hugo Mota, a realização de uma audiência pública, em Pernambuco, visando promover um amplo debate sobre o tema, com a participação de […]
O deputado federal Sebastião Oliveira é o mais novo membro titular da Comissão Especial de Privatização da Eletrobrás.
O primeiro anúncio do parlamentar foi de que garantiu, junto ao presidente da Comissão, deputado Hugo Mota, a realização de uma audiência pública, em Pernambuco, visando promover um amplo debate sobre o tema, com a participação de diversos segmentos da sociedade
“O objetivo dessa audiência é dar oportunidade para que todos tenham voz e possam contribuir efetivamente com a Comissão e com a elaboração do relatório final. Vamos defender o interesse do nosso Estado e dos funcionários da Chesf, uma companhia que está diretamente ligada à história do Nordeste”, ressaltou Sebastião Oliveira.
De acordo com Oliveira, serão convidados o governador Paulo Câmara, os deputados estaduais, os funcionários da Chesf e a população. A data do encontro ainda será definida.
Na manhã desta sexta-feira (28), o prefeito de Carnaíba, Wamberg Gomes, entregou um novo ônibus escolar para o município. O veículo, fruto de uma parceria entre o Governo Federal, liderado pelo presidente Lula, e o Governo do Estado de Pernambuco, tem capacidade para 54 passageiros, conta com ar-condicionado e é totalmente inclusivo, possuindo um elevador […]
Na manhã desta sexta-feira (28), o prefeito de Carnaíba, Wamberg Gomes, entregou um novo ônibus escolar para o município. O veículo, fruto de uma parceria entre o Governo Federal, liderado pelo presidente Lula, e o Governo do Estado de Pernambuco, tem capacidade para 54 passageiros, conta com ar-condicionado e é totalmente inclusivo, possuindo um elevador para facilitar o embarque e desembarque de cadeirantes.
Durante a solenidade de entrega, o prefeito destacou a importância dessa aquisição para garantir mais conforto e segurança no transporte dos alunos da rede pública. “Nosso compromisso é oferecer cada vez mais qualidade na educação, e isso passa também pelo transporte escolar. Essa conquista só foi possível graças ao apoio dos governos estadual e federal, a quem deixo meu agradecimento”, ressaltou.
O evento contou com a presença do deputado estadual Diogo Moraes, que também enfatizou os esforços do Governo Federal em garantir melhorias para a educação, reforçando a importância de investimentos que beneficiam diretamente os estudantes.
Além da entrega do ônibus, o prefeito Wamberg Gomes anunciou o reajuste salarial de 6,27% para os profissionais da educação, previsto pelo Governo Federal. O aumento, que respeita os limites da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), garantirá a manutenção dos direitos dos trabalhadores sem comprometer a saúde financeira do município.
“Com planejamento e responsabilidade, conseguimos conceder esse aumento, assegurando um reconhecimento justo aos nossos profissionais. Além disso, o reajuste será pago retroativamente a janeiro, garantindo que os servidores recebam seus direitos de forma integral”, afirmou o prefeito.
A secretária de Educação, Melania Freire, e o presidente da Assemuca, João Teotônio, também participaram do evento e reforçaram a relevância do novo ônibus e do reajuste para a melhoria da educação em Carnaíba.
Por Heitor Scalambrini* O velho mundo está morrendo. O novo demora a nascer. Nesse claro-escuro, surgem os monstros” Antonio Gramsci (político italiano, filósofo, escritor, jornalista, crítico literário, historiador) O debate sobre os “inimigos do povo” no contexto atual, tem se concentrado na resistência empresarial, de políticos de extrema direita, e de corporações de comunicação, à redução […]
O velho mundo está morrendo. O novo demora a nascer. Nesse claro-escuro, surgem os monstros”
Antonio Gramsci (político italiano, filósofo, escritor, jornalista, crítico literário, historiador)
O debate sobre os “inimigos do povo” no contexto atual, tem se concentrado na resistência empresarial, de políticos de extrema direita, e de corporações de comunicação, à redução da jornada de trabalho, especificamente o fim da escala 6×1 (seis dias de trabalho por um de descanso) em direção a uma escala 5×2 ou 4×3.
Movimentos sociais, sindicalistas, cidadãos, trabalhadores acusam parlamentares fisiológicos e clientelistas do Centrão (formado por membros dos partidos: PL, União Brasil, PSD, PMDB, PP, Republicanos, Solidariedade, Podemos e Avante) e da extrema-direita de agirem como “inimigos do povo” ao dificultarem aprovação de projetos que beneficiam os trabalhadores, os mais vulneráveis, no caso do fim da escala 6×1, e da redução da carga horária laboral, sem redução salarial. Além de apoiarem ao longo desta última legislatura, temas que mais interessam à extrema direita, ao capital e ao “mercado”, em detrimento das proposições que levem em conta a qualidade de vida dos trabalhadores, a valorização da classe trabalhadora.
Ao tomar a decisão histórica de propor a redução da carga horária semanal de trabalho, o presidente Lula encaminhou no dia 13 de abril uma mensagem presidencial ao Congresso Nacional com o Projeto de Lei 1838/2026, em regime de urgência, para acabar com a escala 6×1, reduzindo a carga horária máxima de 44 horas para 40 horas semanais, sem redução de salário. Assim, alterar diretamente a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) e legislação específica, com aplicação imediata das mudanças sem regras de transição, logo após a sanção presidencial. Atendendo assim o clamor da maioria absoluta da população que apoia a jornada com dois dias de descanso remunerados.
Na disputa com o Planalto, o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, decidiu ignorar o PL do governo. Como já existiam duas propostas de emenda à constituição (PEC) na Câmara para abolir a escala 6×1, foram “resgatadas” e colocadas em votação se estavam ou não de acordo com a Constituição, sua admissibilidade. Por unanimidade foi aprovada no dia 22 de abril, pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJC), as PEC 221/2019 e PEC 8/2025, associadas aos deputados Reginaldo Lopes (PT/MG) e a Erika Hilton (PSOL/SP).
Foi então criada pela presidência da Câmara uma Comissão Especial para analisar o mérito das propostas. Correndo contra o tempo, antes que vença o prazo regimental de votação do PL do governo federal, que ao ser encaminhado em regime de urgência obriga ser votado em dois turnos pela Câmara e 2 turnos pelo Senado, no prazo de 45 dias. Caso contrário bloqueia o funcionamento parcial e impede votações no plenário.
Audiências públicas estão ocorrendo na Comissão Especial recebendo integrantes das associações patronais, acadêmicos, pesquisadores, representantes dos sindicatos, e do governo, para discutir, ouvir, e apresentar proposições que atendam os segmentos interessados. É esperado que até o final do mês de maio a PEC seja votada.
Os arautos do apocalipse e do caos, empresários da indústria e suas entidades representativas, setores do comércio e serviços, parlamentares da extrema direita criticam, e são contra a redução da jornada de trabalho e o fim da escala 6×1, profetizando “quebradeira” geral do país, caso ocorra. O céu é o limite para as mentiras, fake news, propagandas enganosas, falaciosas, cujo objetivo é criar pânico, medo, dúvidas junto à população em geral.
Contrariamente ao que se propaga, o governo federal se alinhou a compromissos internacionais assumidos pelo Brasil no Pacto Internacional sobre Direitos Econômicos, Sociais e Culturais (PIDESC), tratado da ONU de 1966, que entrou em vigor em 1976, ao reconhecer o direito a condições adequadas de trabalho, incluindo a limitação da jornada. Juntamente com o Pacto Internacional dos Direitos Civis e Políticos (PIDCP) e a Declaração Universal dos Direitos Humanos (DUDH) formam a base do direito internacional da Carta dos Direitos Humanos.
Essa é uma pauta central para a classe trabalhadora brasileira e de toda sociedade, cujos efeitos, caso implementada a proposta governamental, serão extremamente benéficas, em particular, para as mulheres, trabalhadores de baixa escolaridade, vulneráveis, além de possibilitar o acesso a outras dimensões da vida social.
Vale a pena deixar registrado algumas propostas ignóbeis encaminhadas pelas forças do atraso, da extrema direita e de grande parcela do empresariado, permitindo conhecer o pensamento conservador, retrógrado e reacionário de uma parte da sociedade: 1) manter permanentemente as 44 horas semanais para serviços essenciais (saúde, segurança pública, mobilidade, abastecimento e a ordem pública), 2) prever para outras empresas prazo de transição de até 10 anos para que as empresas se adequem a esta nova situação, passando a valer de forma integral após este período, em todo território nacional, 3) para redução da carga de trabalho é necessário redução de salário, 4) contrapartida financeira e fiscal para as empresas, com flexibilizações e diminuição dos encargos trabalhistas e tributários (“bolsa patrão”), 5) criar brechas na legislação para jornadas de 52 horas semanais, 6) condicionar reduzir a carga de trabalho semanal ao aumento da produtividade, 7) propostas de flexibilização das leis trabalhistas com a adoção da modalidade do trabalho intermitente (criado na reforma trabalhista de 2017), que permite que o empregado seja convocado apenas quando o empregador precisar, hora trabalhada, hora recebida.
Tais sugestões infames, caso aprovadas, desfiguram completamente a proposta do governo apoiada majoritariamente pelo mundo do trabalho, pela sociedade brasileira; modificando integralmente o PL 1838/2026, e contrariando os debates em curso na Comissão Especial.
Uma atitude inesperada do presidente Hugo Motta (Republicanos/PB) aconteceu no dia 13/5, ao anunciar que vai votar o PL 1838/2026 enviado pelo governo Lula sobre a redução da jornada de trabalho, junto com a proposta de emenda à Constituição (PEC) que tramita na Casa legislativa. Houve um acordo sobre os próximos encaminhamentos. O que resta saber é como será este parecer do relator, e a decisão final no plenário, precisando para aprovação de 3/5 dos 513 deputados federais, ou seja 308 do total.
Ao reconhecer o direito a condições adequadas de trabalho, incluindo a limitação da jornada, o governo se alinha a compromissos internacionais assumidos pelo Brasil no Pacto Internacional sobre Direitos Econômicos, Sociais e Culturais (PIDESC), tratado da ONU de 1966, que entrou em vigor em 1976. Juntamente com o Pacto Internacional dos Direitos Civis e Políticos (PIDCP) e a Declaração Universal dos Direitos Humanos (DUDH) formam a base do direito internacional da Carta dos Direitos Humanos.
Essa é uma pauta central para a classe trabalhadora brasileira e a toda sociedade, cujas consequências dos efeitos serão extremamente benéficas, em particular, para as mulheres, as pessoas de baixa escolaridade, vulneráveis, além de possibilitar o acesso a outras dimensões da vida social. Deverão ocorrer mudanças na organização das empresas, com formatos de trabalho mais flexíveis.
A luta pela jornada de 40 horas semanais, ao eliminar jornadas exaustivas, é vista como uma demanda para a dignidade e saúde mental/física dos trabalhadores, mas que muitas vezes são obstruídas por interesses patronais. É no parlamento que os políticos de extrema direita, representando os interesses patronais, votam contra os reais interesses da sociedade, da classe trabalhadora, que neste caso, é contrária na sua maioria à escala 6×1. Como não chamar estes parlamentares que se posicionam contra a redução da carga de trabalho semanal, sem redução salarial, como “inimigos do povo”? Foram eleitos com o voto popular e serão extirpados do Parlamento, também pelo voto popular.
A redução da jornada de trabalho deve ser compreendida como uma política de sustentabilidade econômica e social. O trabalhador saudável é ativo por mais tempo, podendo ser considerada como uma medida de proteção simultânea ao indivíduo e a saúde fiscal do Estado. Proteger a saúde do trabalhador é proteger a sustentabilidade do próprio Estado.
É hora de organizar, mobilizar, pressionar e conquistar. As eleições estão chegando e o voto é uma das armas dos trabalhadores. Vamos escolher melhor nossos representantes, e expulsar do Congresso Nacional os “inimigos do povo”.
* Professor associado aposentado da Universidade Federal de Pernambuco, graduado em Física pela Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP/SP), mestrado em Ciências e Tecnologias Nucleares na Universidade Federal de Pernambuco (DEN/UFPE) e doutorado em Energética, na Universidade de Marselha/Aix – Centro de Estudos de Cadarache/Comissariado de Energia Atômica (CEA)-França.
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