Obras da Barragem de Ingazeira e Curral do Gado de Tabira seguem paralisadas
Por Nill Júnior
Por Anchieta Santos
Duas importantes obras localizadas no Pajeú entre outras tantas seguem paralisadas apesar das inúmeras previsões de que seriam retomadas no mês de janeiro deste ano.
Com sua construção interrompida em 2016, a Barragem de Ingazeira, que banha terras nos municípios, além de Ingazeira, como São José do Egito, Tabira e Tuparetama cuja ação é administrada pelo DNOCS, seria retomada logo no início deste ano, de acordo com promessa do Ministério da Integração. Já estamos no mês de março e nenhum sinal de reinício da ação.
Já Curral do Gado de Tabira, que concentra a maior feira de gado do sertão, em obra tocada pelo Governo de Pernambuco, através da Secretaria de Agricultura, também parou.
O Secretário Nilton Mota, titular da pasta, silencia. Os boiadeiros estão vendendo os seus animais prendendo-os com a própria corda. Esta semana, dois técnicos da Secretaria estiveram em Tabira vistoriando a obra do Curral mas não existe previsão de retomada da obra.
Depois de minhas férias, volto nesta segunda a comandar o programa Manhã Total, apresentado este mês de janeiro pelo companheiro Aldo Vidal. O programa, com três horas e meia de duração, é um dos com maior duração no rádio do Estado. Este ano, completa 15 anos, tendo nascido em abril de 2001. Por ele já […]
Depois de minhas férias, volto nesta segunda a comandar o programa Manhã Total, apresentado este mês de janeiro pelo companheiro Aldo Vidal. O programa, com três horas e meia de duração, é um dos com maior duração no rádio do Estado. Este ano, completa 15 anos, tendo nascido em abril de 2001. Por ele já passaram inúmeras personalidades da política, música, artes, cotidiano.
O tempo parece não ter passado. É o mesmo programa, mas ao mesmo tempo uma experiência nova todo dia. Ele também ajudou a consolidar a certeza de que o comunicador ou jornalista não é o dono da pauta. Por várias vezes tivemos que mudar no curso do programa os temas abordados por decisão do ouvinte. Na equipe, um timaço com Tito Barbosa, Michelli Martins, Aldo Vidal, Celso Brandão, Evandro Lira, André Luiz e Joselita Amador.
Este ano será especial também pelas inúmeras coberturas especiais, com destaque para as eleições municipais. Mais uma vez, estamos preparando uma cobertura especial, que já começa com a definição das candidaturas nas cidades do Pajeú.
O programa também contribui com a pauta do blog e vice-versa. Foi a apresentação do programa que gerou há mais de dez anos a ideia de criar um blog de notícias, que foi sendo aperfeiçoado ao longo dos anos.
Nesta segunda, dentre outros destaques, o coordenador da Ciretran Heleno Mariano fala sobre taxas que estão sendo cobradas para entregar documentos via correios. O prefeito de Tuparetama Dêva Pessoa comenta os rumos da sucessão no seu município.
No Debate das Dez, uma homenagem a Eduardo Rodrigues, que faleceu a um ano. Vamos mergulhar mais na história da família Rodrigues, que deixou o Sertão para ser destaque em São Paulo. Lurdinha Rodrigues, irmã de Eduardo, comanda uma das maiores cooperativas de transporte escolar por lá.
Acompanhe: Você pode ouvir sintonizando AM 1500 ou pelo Portal Pajeú Radioweb, que é owww.radiopajeu.com.br . Também por aplicativos no Google Play, Aple Store ou Tunein Rádio.
Na região, além de Sertânia, Flores e Serra Talhada também registraram casos da síndrome. Pernambuco notificou, nesta terça-feira (19), mais dois casos de Síndrome Inflamatória Multissistêmica Pediátrica (SIM-P), doença rara associada à Covid-19. Com os novos registros, o estado totaliza 28 ocorrências. Os pacientes são duas crianças de 2 anos, moradoras de Paulista, no Grande […]
Na região, além de Sertânia, Flores e Serra Talhada também registraram casos da síndrome.
Pernambuco notificou, nesta terça-feira (19), mais dois casos de Síndrome Inflamatória Multissistêmica Pediátrica (SIM-P), doença rara associada à Covid-19. Com os novos registros, o estado totaliza 28 ocorrências. Os pacientes são duas crianças de 2 anos, moradoras de Paulista, no Grande Recife, e Sertânia, no Sertão.
A criança moradora de Paulista, do sexo masculino, começou a ter sintomas semelhantes aos da Covid-19 no dia 21 de dezembro de 2020. Ele teve teste rápido positivo para o coronavírus e, no dia 4 de janeiro, teve alta hospitalar, sem sequelas.
O outro paciente, também um menino, apresentou sintomas suspeitos para Covid-19 no dia 28 de dezembro de 2020 e também teve teste rápido positivo para a doença. Ele teve alta hospitalar no dia 5 de janeiro, sem sequelas.
Do total de 28 pacientes com SIM-P em Pernambuco, 26 ficaram curados e dois morreram. Ao todo, 27 deles tiveram resultado positivo para a Covid-19 e um teve contato comprovado com pessoas que tiveram a doença. Foram, até o último balanço, 16 meninos e 12 meninas, com idades entre 1 e 14 anos.
Dos 28 casos, 25 são de Pernambuco e dois são de Alagoas e Piauí, que procuraram atendimento médico no estado.
As cidades pernambucanas com registros são: Recife (7, entre eles os 2 óbitos), Caruaru (2), Ipojuca (1), Jaboatão dos Guararapes (3), Goiana (1), Sirinhaém (1), Joaquim Nabuco (1), Limoeiro (1), Timbaúba (1), Flores (1), Santa Cruz do Capibaribe (1), Vitória de Santo Antão (1), Serra Talhada (1), Sertânia (1) e Paulista (2) e Petrolina (1).
A SIM-P se apresenta com sintomas como febre insistente, dores abdominais, manchas na pele, irritação dos olhos, entre outros sinais. A notificação foi instituída no início de agosto e os serviços de saúde começaram a fazer um resgate dos casos que podem se enquadrar com a doença.
A notificação da síndrome foi instituída no início de agosto de 2020 e os serviços de saúde, além de atentos para ocorrência de casos novos, estão resgatando ocorrências desde o começo da pandemia.
O Promotor de Justiça Aurinilton Leão Carlos Sobrinho reuniu-se hoje em Tuparetama com representantes do Departamento Nacional de Obras Contra as Secas (DNOCS) para tratar das questões relativas à garantia de livre circulação dos cidadãos da zona rural dos Municípios de Tuparetama e Ingazeira, e o acesso de seus filhos à educação, bem como a […]
O Promotor de Justiça Aurinilton Leão Carlos Sobrinho reuniu-se hoje em Tuparetama com representantes do Departamento Nacional de Obras Contra as Secas (DNOCS) para tratar das questões relativas à garantia de livre circulação dos cidadãos da zona rural dos Municípios de Tuparetama e Ingazeira, e o acesso de seus filhos à educação, bem como a respeito da situação atual das desapropriações, com a finalidade de promover a transparência por meio da divulgação pública de tais providências.
O Promotor esclareceu que, diuturnamente, muitas pessoas procuram o Ministério Público Estadual em busca de informações a respeito dos pagamentos das indenizações decorrentes das desapropriações de áreas para a construção da Barragem de Ingazeira, tanto em Tuparetama e Ingazeira, quanto em São José do Egito e Tabira, e até mesmo em Afogados da Ingazeira.
“Por outro lado, nas últimas semanas, os moradores da circunvizinhança da Barragem de Ingazeira têm noticiado que vários imóveis rurais ficaram sitiados e inacessíveis em virtude da elevação do nível de água da Barragem de Ingazeira, que acabou por encobrir definitivamente os antigos acessos e estradas, o que provoca prejuízos consideráveis, pois inviabiliza a livre circulação das pessoas e obsta o acesso à educação sobretudo das crianças, que não têm como ir à escola, assim como os produtores têm enormes dificuldades de se deslocarem para as feiras e fazerem as entregas de seus produtos hortifrutigranjeiros e agropecuários (frutas, legumes, verduras, leite etc.)”, diz o MP em ata da reunião.
O promotor esclareceu que já encaminhou vários ofícios aos Poderes Executivos dos Municípios de Tuparetama e Ingazeira, PE, solicitando providências. Ao DNOCS foram enviados os Ofícios nos 024/2018 e 050/2018, solicitando, com a maior brevidade possível a adoção de providências.
Kátia Távora Maia, Chefe do Setor de Operações Agrícolas do DNOCS, reiterou as informações prestadas em reunião pública na Câmara de Vereadores de Tuparetama. Ela esclareceu que o DNOCS vem atuando nas desapropriações administrativas das pessoas que possuem os imóveis rurais registrados regularmente, garantindo que a maioria já teve as indenizações pagas. Quanto às pessoas que não possuem os registros dos imóveis rurais disse que a AGU ajuizou as desapropriações judiciais e os pagamentos são efetuados também judicialmente por meio de contas vinculadas aos respectivos processos.
Há situações das famílias que não realizaram os procedimentos de inventário e partilha para individualização de seus quinhões, o que provoca uma série de dificuldades. Neste caso, considerando que as pessoas explicam que não têm condições de arcar com os custos dos inventários, o DNOCS tem buscado identificar e qualificar os herdeiros e informar nas desapropriações judiciais para que sejam resguardadas pelo Poder Judiciário Federal as quotas-partes dos herdeiros, trabalho muito árduo, porque muitos herdeiros residem noutros estados.
A terceira frente de atuação do DNOCS tem por finalidade atenuar o impacto das retiradas das famílias das adjacências da Barragem da Ingazeira.
Como encaminhamentos, o Promotor de Justiça e os servidores do DNOCS, chegaram à conclusão de que é urgente a resolução dos problemas relativos à mobilidade e livre circulação das pessoas residentes nos imóveis rurais que ficaram sitiados e inacessíveis em virtude da elevação do nível de água da Barragem de Ingazeira, por meio da construção, adaptação e/ou recuperação das estradas.
Por outro lado, para além dos pagamentos das indenizações, somente a efetivação do projeto público de irrigação da ordem de quinhentos hectares para assentamento dos pequenos produtores familiares atingidos pela obra, não excluídas outras ações, será possível atenuar eficazmente os impactos das retiradas dessas famílias de sua comunidade de origem.
Veja na íntegra de forma detalhada todos os detalhes e encaminhamentos do importante encontro:
Esta semana foi marcada pela denúncia de garis e margaridas contra a gestão Nicinha e Dinca Brandino. As queixas, feitas ao radialista Fabrício Ferreira, da Cidade FM, indicam baixos salários, menores que meio mínimo, além da prática de rachadinha nos salários, segundo eles divididos pelos trabalhadores. Segundo a trabalhadora Silvana Silva Souza, margarida desde janeiro […]
Esta semana foi marcada pela denúncia de garis e margaridas contra a gestão Nicinha e Dinca Brandino.
As queixas, feitas ao radialista Fabrício Ferreira, da Cidade FM, indicam baixos salários, menores que meio mínimo, além da prática de rachadinha nos salários, segundo eles divididos pelos trabalhadores.
Segundo a trabalhadora Silvana Silva Souza, margarida desde janeiro de 2021, ao chegar ao trabalho os profissionais da limpeza foram informados que trabalhariam agora por uma firma terceirizada.
“Querem pagar só R$ 600 fichado. Assim vou perder meu Auxílio Brasil. Não dá pra trabalhar por isso”. Antes, diz que o salário oscilava entre R$ 470 e R$ 600. Mas se submetia porque não era assinada a carteira. “Falaram que não pode pagar salário pra não estourar a folha”.
Daniele Silva, mãe de uma criança de três anos também questionou. “Acordo três e meia pra ir com minha mãe. Aí veio uma postagem no grupo pedindo essa documentação sem explicar pra que era”. Na sexta, receberam a explicação de que receberiam agora por uma firma. Mesmo pela empresa, a promessa foi de um salário só daqui a um ano.
Outra queixa é da falta de equipamentos como luva para parte das profissionais. A prefeitura pra compensar dá uma mini cesta que também revolta os trabalhadores. “Só dão uma feirinha com um quilo de macarrão, um quilo de arroz, um cuscuz, um feijão, um óleo, e uma rapadura solta no meio das coisas”, diz Flávia Silva.
“A gente tá muito indignado”, diz João Vitor. “Nosso trabalho não é reconhecido. No início a gente recebia uma salário. Depois fizeram uma reunião e disseram que não podia mais pagar. Agora veio essa empresa terceirizada. A gente queria explicação da prefeita do porquê a gente não receber um salário se outros setores recebem”.
Não é a primeira polêmica do casal Nicinha e Dinca com os garis. No último ano do governo Dinca, em 2012, após derrotado para Sebastião Dias, os garis ficaram sem receber e fizeram três meses de greve. A gestão Sebastião Dias teve que fazer um grande mutirão de limpeza, tão emporcalhadas estavam as ruas.
Estreou na noite desta terça-feira (23) em Serra Talhada, o espetáculo “O Massacre de Angicos – A Morte de Lampião”, de autoria de Anildomá Willans com direção de José Pimentel e produzidos pela Fundação Cabras de Lampião. Esta é a terceira edição do espetáculo e trás algumas novidades que deixaram estarrecidos alguns dos milhares de espectadores que lotavam […]
Estreou na noite desta terça-feira (23) em Serra Talhada, o espetáculo “O Massacre de Angicos – A Morte de Lampião”, de autoria de Anildomá Willans com direção de José Pimentel e produzidos pela Fundação Cabras de Lampião. Esta é a terceira edição do espetáculo e trás algumas novidades que deixaram estarrecidos alguns dos milhares de espectadores que lotavam a estação do forró, onde acontece o espetáculo.
Depois da cena final de decapitação dos cangaceiros, em destaque para Maria Bonita e Virgolino Ferreira, o rei do cangaço, pela volante alagoana comandada pelo tenente João Bezerra e, ainda sob o aplauso do público, pela performance dos artistas, eis que surge flutuando, cercado de nuvens em um rochedo a figura do famigerado Lampião, de braços abertos, como numa alusão a ressurreição de Cristo.
“Oxente, e é Jesus?… Ressuscitou?!”, exclamou admirada dona Terezinha de Jesus, de 67 anos, que acompanhava todo espetáculo de olhos arregalados, ao lado de sua família, e o seu espanto foi acompanhado por sua filha, Edmara, de 23 anos, casada mãe de dois filhos: “só faltava essa”, disse ela.
Tal “espanto” foi compartilhado pela grande maioria dos expectores, as reações porém divergiram e alguns parecem ter entendido a mensagem que o autor, diretor e produtores do espetáculo desejaram passar.
“Sabíamos que a cena final poderia gerar alguma polêmica, mas, de certa forma era isso mesmo que queríamos, afinal um mito… uma lenda se constrói a partir do imaginário popular e, no imaginário popular, desde que foi anunciado a morte de Virgolino, que cantadores e cordelistas nas feiras de todo nordeste anunciavam ao contrário, a prova é que até hoje se discute se Lampião morreu mesmo ou não naquele episódio. Sendo assim nos apropriamos do imaginário popular e apresentamos as duas versões, uma termina com o Massacre de Angicos, quando são decapitados ele (Lampião) e Maria Bonita e a outra, aquilo que o transformou em lenda: Lampião vivo, deixando para os sertanejos uma mensagem de esperança e de luta… a luta que se traduz hoje em melhoria de vida para todo nordeste”, explicou Anildomá Willans, autor da peça.
Para Cleonice Maria, presidente da Fundação Cabras de Lampião “se fazia necessário encerrar com a mensagem de vitória, de cidadania. Nosso povo é carente de autoestima e esse é um momento propício para isso. Queremos sim, mostrar o que aconteceu e o que levou ao aparecimento do cangaceiroLampião, produto de uma sociedade desigual, mas queremos mostrar também os progressos, as vitórias e tudo quanto já foi conseguido em favor do nosso povo”, disse ela.
O “Espetáculo o Massacre de Angicos – A Morte de Lampião”, faz parte hoje do calendário turístico de Serra Talhada e de Pernambuco e é o maior espetáculo ao ar livre sobre cangaço no Brasil, está em cartaz até o próximo dia 27 (domingo) e, segundo a Fundação Cabras de Lampião, são esperados cerca de 50 mil espectadores nesta temporada.
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