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“O Massacre de Angico” estreia com grande público e polêmica

Por Nill Júnior

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Estreou na noite desta terça-feira (23) em Serra Talhada,  o espetáculo “O Massacre de Angicos – A Morte de Lampião”, de autoria de Anildomá Willans com direção de José Pimentel e produzidos pela Fundação Cabras de Lampião. Esta é a terceira edição do espetáculo e trás algumas novidades que deixaram estarrecidos alguns dos milhares de espectadores que lotavam a estação do forró, onde acontece o espetáculo.

Depois da cena final de decapitação dos cangaceiros, em destaque para Maria Bonita e Virgolino Ferreira, o rei do cangaço, pela volante alagoana comandada pelo tenente João Bezerra e, ainda sob o aplauso do público, pela performance dos artistas, eis que surge flutuando, cercado de nuvens em um rochedo a figura do famigerado Lampião, de braços abertos, como numa alusão a ressurreição de Cristo.

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“Oxente, e é Jesus?… Ressuscitou?!”, exclamou admirada dona Terezinha de Jesus,  de 67 anos, que acompanhava todo espetáculo de olhos arregalados, ao lado de sua família, e o seu espanto foi acompanhado por sua filha,  Edmara, de 23 anos, casada mãe de dois filhos: “só faltava essa”, disse ela.

Tal “espanto” foi compartilhado pela grande maioria dos expectores, as reações porém divergiram e alguns parecem ter entendido a mensagem que o autor, diretor e produtores do espetáculo desejaram passar.

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“Sabíamos que a cena final poderia gerar alguma polêmica, mas, de certa forma era isso mesmo que queríamos, afinal um mito… uma lenda se constrói a partir do imaginário popular e, no imaginário popular, desde que foi anunciado a morte de Virgolino, que cantadores e cordelistas nas feiras de todo nordeste anunciavam ao contrário, a prova é que até hoje se discute se Lampião morreu mesmo ou não naquele episódio. Sendo assim nos apropriamos do imaginário popular e apresentamos as duas versões, uma termina com o Massacre de Angicos, quando  são decapitados ele (Lampião) e Maria Bonita e a outra, aquilo que o transformou em lenda: Lampião vivo, deixando para os sertanejos uma mensagem de esperança e de luta… a luta que se traduz hoje em melhoria de vida para todo nordeste”, explicou Anildomá Willans, autor da peça.

Para Cleonice Maria, presidente da Fundação Cabras de Lampião “se fazia necessário encerrar com a mensagem de vitória, de cidadania. Nosso povo é carente de autoestima e esse é um momento propício para isso. Queremos sim, mostrar o que aconteceu e o que levou ao aparecimento do cangaceiroLampião, produto de uma sociedade desigual, mas queremos mostrar também os progressos, as vitórias e tudo quanto já foi conseguido em favor do nosso povo”, disse ela.

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O “Espetáculo o Massacre de Angicos – A Morte de Lampião”, faz parte hoje do calendário turístico de Serra Talhada e de Pernambuco e é o maior espetáculo ao ar livre sobre cangaço no Brasil, está em cartaz até o próximo dia 27 (domingo) e, segundo a Fundação Cabras de Lampião, são esperados cerca de 50 mil espectadores nesta temporada.

Outras Notícias

Eventos no Recife marcam o Dia Internacional contra a Corrupção

Divulgação do ranking de transparência dos municípios, expedição de recomendações e coleta de assinaturas para mudar a legislação serão algumas das atividades Os órgãos federais, estaduais e municipais que integram o Fórum Pernambucano de Combate à Corrupção (Focco-Pe) promovem em 9 de dezembro, no Recife, uma série de eventos por ocasião do Dia Internacional contra […]

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Divulgação do ranking de transparência dos municípios, expedição de recomendações e coleta de assinaturas para mudar a legislação serão algumas das atividades

Os órgãos federais, estaduais e municipais que integram o Fórum Pernambucano de Combate à Corrupção (Focco-Pe) promovem em 9 de dezembro, no Recife, uma série de eventos por ocasião do Dia Internacional contra a Corrupção, celebrado em todo o mundo nessa data. A ação conjunta visa a divulgar resultados obtidos no combate a esse crime e intensificar a campanha “10 Medidas contra a Corrupção”, que busca mudar a legislação brasileira para tornar mais efetivas a prevenção e a repressão à corrupção.

A partir das 9 horas, durante evento no auditório da Procuradoria da República em Pernambuco, unidade do Ministério Público Federal (MPF) no Estado, será apresentado relatório das atividades de combate à corrupção relativo ao último ano.

Também será divulgado o Ranking dos Portais de Transparência dos municípios e estados brasileiros. Esse ranking é resultado de avaliação do MPF feita com base em questionário desenvolvido pela Ação nº 4/2015 da Estratégia Nacional de Combate à Corrupção e Lavagem de Dinheiro (Enccla).

O MPF vai expedir recomendações, instrumento de atuação extrajudicial do órgão, aos municípios pernambucanos que ainda não implementaram adequadamente os respectivos portais. Eles devem disponibilizar informações relativas às despesas pagas e receitas arrecadadas, licitações, contratos, convênios, quadros funcionais, servidores cedidos e temporários, despesas com diárias e passagens, planos de carreira, leis municipais vigentes e data de atualização dos portais.

Haverá ainda apresentação dos objetivos da campanha 10 Medidas contra a Corrupção, bem como dos resultados já alcançados. Em todo o país, a iniciativa já resultou na coleta de cerca de 750 mil assinaturas em apoio à aprovação de medidas pelo Congresso Nacional. A meta é 1,5 milhão de assinaturas. O evento é aberto a qualquer interessado. Unidades do MPF nos demais estados brasileiros também irão promover eventos semelhantes, por ocasião do dia 9 de dezembro.

Coleta de assinaturas – As 10 medidas contra a corrupção agrupam 20 anteprojetos de lei  propondo mudanças legislativas para tornar mais efetivo o combate a esse crime no Brasil. Buscam, entre outros resultados, agilizar a tramitação das ações de improbidade administrativa e das ações criminais; instituir o teste de integridade para agentes públicos; criminalizar o enriquecimento ilícito; aumentar as penas para corrupção de altos valores; responsabilizar partidos políticos envolvidos em corrupção e criminalizar a prática do caixa 2.

Fichas de coleta de assinaturas para apoiar a campanha e transformar essas propostas em projetos de lei de iniciativa popular estão sendo disponibilizadas nas unidades do MPF e do MPPE na capital e no interior de Pernambuco, bem como no sítio eletrônico www.dezmedidas.mpf.mp.br. No dia 9, haverá cinco pontos volantes em locais públicos do Recife, das 14 às 18 horas, para intensificar o apoio dos cidadãos à campanha.

Patos: Propina era chamada de “beijos” e “cheiros” em obra bancada com emenda, diz MPF

Da Coluna do Fábio Serapião/Metrópoles Uma operação da Polícia Federal (PF) que investiga desvio de verbas públicas na cidade de Patos (PB) mostra que alguns dos envolvidos no esquema tratavam propina como “beijos” e “cheiros” para despistarem os atos ilícitos. A PF, em conjunto com o Ministério Público Federal (MPF) e a CGU (Controladoria Geral […]

Da Coluna do Fábio Serapião/Metrópoles

Uma operação da Polícia Federal (PF) que investiga desvio de verbas públicas na cidade de Patos (PB) mostra que alguns dos envolvidos no esquema tratavam propina como “beijos” e “cheiros” para despistarem os atos ilícitos.

A PF, em conjunto com o Ministério Público Federal (MPF) e a CGU (Controladoria Geral da União) deflagraram nesta quinta-feira (3/4) a 2ª fase da operação Outside com o cumprimento de quatro mandados de busca e apreensão autorizados pela 14ª Vara da Justiça Federal de Patos.

A 1ª fase da investigação teve como objetivo apurar indícios de fraude em licitação, sobrepreço e desvios de recursos públicos relacionados à obra de restauração da Alça Sudeste e da Avenida Manoel Mota, em Patos.

O custo da obra seria de cerca de R$ 5 milhões, e foi bancada com emendas do atual presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos). O pai do deputado, Nabor Wanderley, é o atual prefeito da cidade. Eles não foram alvos em nenhuma das duas fases da operação.

O caso tramita na 1ª instância e, portanto, Hugo Motta não é investigado.

Foram alvos da operação desta quinta-feira (3/4) Eulanda Ferreira da Silva, vinculada à Secretaria Municipal de Infraestrutura do município, e Dayane Days Candeia Cesarino, esposa de André Cesarino, dono da empresa que teria sido beneficiada pelo suposto esquema.

Segundo a PF, Eulanda teria utilizado seu cargo público para favorecer os interesses privado da Engelplan, de André Cesarino, nas obras. Para isso, teria recebido propina.

Na decisão que autorizou as ações desta quinta-feira, o juiz cita diálogos entre os supostos envolvidos em que utilizavam termos como “beijos” e “cheiros” como forma de nomear o pagamento de propina.

“Eulanda Ferreira, servidora pública municipal da Prefeitura de Patos, em diversas oportunidades, conforme visto acima, possivelmente solicita, através de emojis de beijos e da expressão cheiro, a André Cesarino, propinas, normalmente em quantias de R$ 500,00, depois de informar que houve pagamento de alguma medição, seja referente às obras licitadas na Concorrência nº 4/2021 ou no Pregão Presencial nº 11/2021”, diz trecho do documento da Justiça Federal.

Além disso, também foi identificado que “existem fortes indícios” de que a servidora estaria atuando na defesa dos interesses de André Cesarino perante a administração pública.

Uma conversa, ainda de 2021, mostra Eulanda e André falando sobre a concorrência na prefeitura, e André diz que tinha ganho o certame. Segundo narra o MPF, depois de alguns diálogos entre ambos sobre a melhor data para assinatura do contrato, André pede para Eulanda enviar o pix, que ele “vai mandar um cheiro [dinheiro pelos serviços prestados pela assessoria de Eulanda]”.

Eulanda, então, envia seu CPF e, na sequência, André envia um comprovante de transferência em favor da servidora, com valor R$500.

A investigação também aponta para um desconforto de Eulanda em receber pagamentos de André Cesarino por meio da empresa Engelplan. Por isso, teriam combinado para que ela recebesse pessoalmente na loja Atacadão Malhas, que também foi alvo de buscas na operação.

Já em agosto de 2022, poucos dias depois de conversarem sobre as medições da obra, André diz que está indo para a prefeitura e vai dar “um cheiro” em Eulanda. “Nessa parte, André se refere a fazer pagamento pelo serviço de assessoria que Eulanda presta a Engelplan, na agilização e retirada de pendências da empresa, quanto aos boletins de medição”, afirma o MPF.

No final do mesmo mês, Eulanda diz que está na Caixa Econômica Federal e pergunta se poderia pegar “os beijos dela”. André afirma que se Dayane tiver, ela poderia pegar, porque ele não estaria na loja (Atacadão das Malhas).

As conversas relatadas pelo MPF seguem até março de 2024, quando Eulanda manda uma cópia manda uma cópia de email para André Cesarino informando que houve desbloqueio de um valor do contrato de repasse e que o dinheiro entraria em breve.

Nesse dia, André lhe diz: “Ei. Deu certo. Hoje é dia de beijos e abraços. Kkkk”. Ela então pergunta: “Da pra pegar hoje (emojis de beijos)”.

No dia 11 de março de 2024, ele pergunta se houve o pagamento, se Dayane Days havia falado com ela, e Eulanda responde: “Mandou os (emojis de beijos)”.

Apesar de a investigação apontar para algumas transferências Pix entre André e Eulanda, o MPF afirma que quem fazia geralmente os pagamentos era Dayane Days, presencialmente, na loja Atacadão das Malhas. O pagamento, segundo a apuração, era feito em espécie ou também através de transferências tipo Pix.

“Por fim, no tocante à Atacadão Malhas, os diálogos anexados permitem inferir que os pagamentos feitos nessa loja eram em espécie e que Dayane Days provavelmente tenha alguma ligação com aquela empresa, atuando, por exemplo, como como funcionária. Portanto, é possível que a empresa esteja envolvida nos pagamentos feitos à Eulanda Ferreira”, diz trecho da decisão.

Defesa

Questionados, André Cesarino e o deputado Hugo Motta não quiseram comentar.

A coluna não conseguiu entrar em contato com os demais citados na reportagem.

Operação Alvitre volta à Câmara de Ipojuca e tem presidente e vice entre os alvos

Polícia Civil investiga suposto esquema de desvio de emendas parlamentares que pode chegar a R$ 27 milhões; Gilmar Costa foi afastado das funções. O presidente da Câmara Municipal de Ipojuca, Irmão Genival (PSD), e o vice-presidente, Gilmar Costa (Republicanos), estão entre os alvos da terceira fase da Operação Alvitre, deflagrada pela Polícia Civil de Pernambuco […]

Polícia Civil investiga suposto esquema de desvio de emendas parlamentares que pode chegar a R$ 27 milhões; Gilmar Costa foi afastado das funções.

O presidente da Câmara Municipal de Ipojuca, Irmão Genival (PSD), e o vice-presidente, Gilmar Costa (Republicanos), estão entre os alvos da terceira fase da Operação Alvitre, deflagrada pela Polícia Civil de Pernambuco na última quinta-feira (3).

A investigação apura um suposto esquema de desvio de recursos provenientes de emendas parlamentares da Câmara. Segundo a Polícia Civil, o valor investigado ao longo da operação pode chegar a cerca de R$ 27 milhões.

Nesta terceira fase, foram cumpridos 13 mandados de busca e apreensão em Ipojuca, Cabo de Santo Agostinho e Paulista. Não houve prisões. A Justiça também determinou sequestro de bens, bloqueio de ativos financeiros e suspensão do exercício de função pública.

Gilmar Costa foi afastado das funções por decisão judicial. Duas residências do vereador e seu gabinete na Câmara foram alvo de buscas.

Segundo o delegado Ney Luiz Rodrigues, responsável pelas investigações, vereadores, assessores, servidores públicos, advogados, empresários e outros envolvidos são investigados por uma possível atuação coordenada na destinação e movimentação dos recursos.

Um dos focos desta etapa é a Associação Cultural, Social e Recreativa Mudart, sediada em Ipojuca. De acordo com a Polícia Civil, a entidade recebeu cerca de R$ 1,2 milhão em recursos públicos entre 2017 e 2024.

A polícia investiga emendas destinadas à associação por três vereadores e a possibilidade de parte dos valores ter retornado a parlamentares ou pessoas ligadas a eles.

“Esses valores de alguma forma podem ter voltado para esses vereadores. Então todos os vereadores que destinaram verbas para essa associação são investigados”, afirmou Ney Luiz.

A investigação também identificou uma mulher ligada ao gabinete de Gilmar Costa que teria movimentado cerca de R$ 16 milhões. Segundo a Polícia Civil, ela admitiu que não exercia efetivamente as funções para as quais havia sido nomeada. A origem e o destino dos valores continuam sob apuração.

Associação era presidida por professora assassinada

A Mudart era presidida por Simone Marques da Silva, de 46 anos. Ela foi assassinada a tiros em outubro de 2025, horas depois de comparecer à Delegacia de Porto de Galinhas para prestar depoimento no inquérito.

Simone não chegou a ser ouvida naquele dia porque o depoimento precisou ser adiado. Ela foi morta antes da nova data marcada. O homicídio permanece sob investigação, e não há, até o momento, conclusão pública que estabeleça relação entre o assassinato e o esquema investigado pela Operação Alvitre.

Segundo a Polícia Civil, as apurações apontaram posteriormente que Simone também era investigada por sua atuação na Mudart e pela movimentação dos recursos recebidos pela entidade.

Operação já atingiu antiga direção da Câmara

A terceira fase é um desdobramento das investigações iniciadas em 2025.

Em novembro daquele ano, o então presidente da Câmara, Flávio do Cartório (PSD), e o então vice-presidente, Professor Eduardo (PSD), foram presos durante a segunda fase da Operação Alvitre.

Professor Eduardo foi liberado no mesmo dia da prisão. Em janeiro deste ano, o Tribunal de Justiça de Pernambuco concedeu prisão domiciliar a Flávio do Cartório. Os dois deixaram posteriormente os cargos que ocupavam na Mesa Diretora da Câmara.

As investigações seguem em andamento, e ser alvo de mandado ou investigado não representa condenação.

Fonte: Blog Dantas Barreto, com informações do g1 Pernambuco, JC e Diario de Pernambuco
Foto: Reprodução

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Toffoli diz que ‘ninguém’ se arriscará a ‘desafiar’ democracia

G1 O presidente da República em exercício, Dias Toffoli, afirmou nesta terça-feira (25) que, na opinião dele, “ninguém” se arriscará a “desafiar” a democracia no Brasil. Presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Toffoli assumiu a Presidência da República porque o presidente Michel Temer está nos Estados Unidos e os presidentes da Câmara, Rodrigo Maia, e […]

G1

O presidente da República em exercício, Dias Toffoli, afirmou nesta terça-feira (25) que, na opinião dele, “ninguém” se arriscará a “desafiar” a democracia no Brasil.

Presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Toffoli assumiu a Presidência da República porque o presidente Michel Temer está nos Estados Unidos e os presidentes da Câmara, Rodrigo Maia, e do Senado, Eunício Oliveira, também estão no exterior.

Na tarde desta terça, Dias Toffoli convocou a imprensa para uma entrevista coletiva no Palácio do Planalto. Entre outros pontos, foi questionado se acredita que o resultado das eleições de outubro será questionado na Justiça, como em 2014.

Em 2014, quatro dias após o segundo turno da eleição presidencial, o PSDB pediu ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que fizesse uma auditoria para verificar o sistema que apura e faz a contagem dos votos argumentando que era necessário checar a “lisura” do resultado.

Na ocasião, o candidato do partido, Aécio Neves, perdeu no segundo turno para Dilma Rousseff (PT). O TSE negou o pedido do PSDB, mas liberou o fornecimento de dados e autorizou o acesso a programas e arquivos eletrônicos usados no processo.

Durante a entrevista no Planalto, nesta terça, Dias Toffoli foi indagado sobre “polarização” nas eleições.

O presidente da República em exercício, então, disse ver esse tipo de situação com “naturalidade”, ressaltando que quem for eleito terá que dialogar com todos os setores da soceidade.

Ainda na avaliação de Dias Toffoli, o presidente eleito precisará saber conversar com todos.

“Não tem outra situação possível. Aquele que vier a ser ungido pelas urnas terá que dialogar com Congresso, Judiciário, sistemas de controle, sociedade, imprensa e comunidade internacional. Estamos falando de uma nação que é a quarta maior democracia no mundo. 210 milhões de habitantes. É um país complexo. Não é um país fácil”, declarou.

Serra: Vandinho da Saúde é retirado de comissão sem aviso do presidente Ronaldo de Dja

O vereador Vandinho da Saúde (Patriota) disse ter sido pego de surpresa com a destituição do seu nome da presidência da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), da Câmara de Vereadores de Serra Talhada, pelo presidente Ronaldo de Dja.  Nos bastidores circulam boatos de que Vandinho teria sido destituído após pressão dos demais vereadores da […]

O vereador Vandinho da Saúde (Patriota) disse ter sido pego de surpresa com a destituição do seu nome da presidência da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), da Câmara de Vereadores de Serra Talhada, pelo presidente Ronaldo de Dja. 

Nos bastidores circulam boatos de que Vandinho teria sido destituído após pressão dos demais vereadores da base governista. A portaria foi assinada na segunda-feira, dia 16 de maio. 

“Eu recebi uma notícia na quinta-feira, uma portaria que foi baixada lá na Câmara pelo presidente da casa, o vereador Ronaldo de Dja, me retirando da Comissão de Constituição e Justiça e Redação Final, que é uma comissão permanente na Câmara, onde tramita todos os projetos de lei que são apresentados na casa legislativa. O presidente recebeu uma comunicação e baixou uma portaria me destituindo da comissão e constituindo um novo presidente que hoje é o vereador China Menezes”, afirmou o parlamentar ao comunicador Francys Maya, na Rádio Vilabela FM.                   

Vandinho diz ainda que sequer foi comunicado da decisão pelo presidente Ronaldo de Dja e que só ficou sabendo da destituição porque ligou para o setor jurídico da casa pedindo informações sobre os projetos em tramitação e recebeu a notícia de que não faria mais parte da comissão. Ele havia sido indicado pelo Patriotas para presidir a CCJ. 

“Eu fiquei triste pelo simples fato de não ter sido comunicado previamente. Fiquei triste por os colegas, os pares não terem me chamado, não terem feito nenhum questionamento, não terem me dito o motivo porque estavam me tirando da comissão, que é um direito meu como representante legítimo e legal do Patriotas dentro da casa legislativa. É uma coisa absurda, arbitrária, onde estão ferindo o regimento interno da Câmara”, afirmou. Segundo ele, já tentou contato com Ronaldo de Dja pra entender a situação, mas o presidente não teria dado retorno.

Bolsonarista assumido e crítico ferrenho da gestão Paulo Câmara, a situação de Vandinho ficou insustentável na base da prefeita Márcia Conrado (PT), aliada de primeira ordem do pré-candidato a governador Danilo Cabral. Apesar dos rumores de que teria sido convidado por Márcia a se retirar do grupo, nem o vereador e nem a prefeita confirmaram o rompimento oficialmente.