O caso Airton Freire e o erro de narrativa
Desde o início das denúncias contra o padre Airton Freire, há uma estratégia clara da sua defesa, dos seus adoradores, que o preferem em detrimento do que ensina o próprio Cristo, de parte da imprensa, e dos que têm alguma dependência política ou econômica da estrutura por ele montada.
Numa estratégia conhecida, recorrem à máxima de repetir como em um mantra e induzir à mentira de que há apenas uma denunciante contra o sacerdote: a personal stylist Sílvia Tavares. Isso porque, de todas as vítimas, Sílvia, a seu modo, se expõe excessivamente nas redes sociais, como no vídeo em que comemora a prisão do sacerdote. Aliás, é a única que adota essa postura, o que ajuda a narrativa de quem tenta descredenciá-la. O pior, quer determinar um estereótipo da mulher vítima de violência sexual: ela não pode ter o rosto de Sílvia, o jeito “espalhafatoso” de Sílvia, os olhos de Sílvia, a conduta pública de Sílvia.
Mas, sigamos: como os demais inquéritos correm em segredo de justiça e as demais vítimas não têm rosto, isso reforça a jogada de quem quer induzir ao grave erro de que a questão é saber quem está com a verdade: se o padre e seu entorno ou Sílvia. Essa intenção de induzir a opinião pública a isso é comprovada por dois fatos recentes: a nota da defesa acusando Sílvia de destruir provas da suposta inocência do padre e a carta aberta, batizada equivocadamente de artigo, buscando desmontar a sua versão dos fatos.
Quando parte da imprensa cai nesse lugar comum, como querem eles, ajuda a confundir a opinião pública, fazendo muitos se perguntarem se o padre é de fato culpado, ou inocente.
Só que a verdade é que o caso Sílvia representa no máximo 20% de tudo que foi apurado. São cinco denúncias, com vasta riqueza de detalhes e provas, como no caso do único homem vítima que se apresentou até agora: ele apresentou áudios comprovadamente do padre o atraindo para a cabaninha de taipa, além de vídeos pornôs enviados por mensagem. Os outros três casos, de mulheres vitimadas, também trazem evidências e provas, inclusive do modus operandi. As vítimas sequer se conheciam.
“O relato das vítimas merece credibilidade. E quando recebemos qualquer noticia crime dessa natureza, buscamos todos os elementos para que corroborem pra elucidação de todos os fatos e as circunstâncias em torno”, disse a Delegada Andreza Gregório, titular e coordenadora da Força Tarefa, na coletiva de 26 de julho.
E seguiu: “todas as mulheres que nos procuraram relataram de uma forma detalhada, segura. São mulheres e um homem que não se conhecem, não tem nenhum relacionamento entre eles. Detalham de forma emocionada, demonstram dor em relembrar todos esses fatos e não há nenhum indicativo de que possam estar inventando ou fantasiando algo contra um homem que por elas era tido como um homem santo”.
Concluiu dizendo que todos os elementos coletados até o momento, que não podem ser detalhados dado o sigilo nas investigações, corroboram com essa linha, seja através de depoimentos, seja através de outras provas técnicas.
“A prisão preventiva foi decretada considerando a garantia da ordem pública, a reiteração dessas condutas religiosas e a necessidade para melhor instrução do devido processo criminal”.
Os investigadores inclusive alegam que novos casos já começaram a ser investigados dada a repercussão dos cinco primeiros. Há inclusive possibilidade de aumento da Força Tarefa. Outras supostas vítimas procuraram o Disque Denúncia (81) 9 8488-7082.
Apesar disso, segue a reprodução do embate Airton x Sílvia, não porque é o certo a se fazer, mas porque é o que tem gerado mais likes e cliques, ou porque atende aos interesses de quem quer assim. Jornalismo não existe pra isso. Nessa, não contem comigo.




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