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O Blog e a História: o que determinou a queda do avião de Eduardo Campos

Por Nill Júnior

Em 19 de janeiro de 2016 – oficiais do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa) da Força Aérea Brasileira (FAB) divulgaram nesta terça-feira (18) o relatório final da investigação do acidente aéreo que vitimou sete pessoas, entre elas o ex-governador de Pernambuco e candidato à presidência da República Eduardo Campos, em agosto de 2014.

Sem apontar um único motivo que causou a queda do avião, o Cenipa apontou quatro fatores que contribuíram para a queda do avião: a atitude dos pilotos, as condições meteorológicas adversas, a desorientação espacial e a indisciplina de voo. Também há fatores que podem ter contribuído, mas que não ficaram comprovados, como é o caso de uma eventual fadiga da tripulação – conforme aponta o relatório.

Os fatores do acidente segundo a FAB

Indisciplina de voo: o Cenipa aponta que, sem motivo conhecido, houve um desvio da aeronave no momento da descida.

Atitude dos pilotos: no momento de aproximação do solo, o fato de os pilotos terem feito um trajeto diferente do programado mostra que eles não aderiram aos procedimentos previstos, o que terminou gerando a necessidade de arremeter.

Condições meteorológicas adversas: segundo o Cenipa, as condições do tempo “estavam próximas dos mínimos de segurança”, mas isso, por si só, não implicava riscos à operação. De acordo com o órgão, os pilotos deveriam ter consultado o boletim meteorológico mais recente, pouco antes da decolagem.

Desorientação: de acordo com o Cenipa, estavam presentes no momento da colisão diversas condições que eram favoráveis a uma desorientação espacial, como redução da visibilidade em função das condições meteorológicas, estresse e aumento da carga de trabalho em função da realização da arremetida, falta de treinamento adequado e uma possível perda da consciência situacional, entre outros.

Outros possíveis fatores

Apesar de os quatro fatores que contribuíram para o acidente estarem ligados à atuação dos pilotos, o chefe da investigação, tenente-coronel Raul de Souza, disse que não é possível dizer que houve “100% de falha humana”. “Não conseguimos colocar o que é mais importante em relação a outro fator. Alguns contribuíram, mas outros ficaram como indeterminados”, disse.

Fatores que o Cenipa identificou, mas não confirmou influência no acidente:

Fadiga: análise dos parâmetros de voz do copiloto identificou “sinais compatíveis com fadiga e sonolência”. Na semana que antecedeu o acidente, a tripulação respeitou as horas de descanso previstas na legislação. O PSB informou, por meio da assessoria de imprensa, que não comentará nesta terça-feira o resultado da investigação divulgada pelo Cenipa.

Características da tarefa: a pressão em carregar um candidato à Presidência em uma agenda apertada pode ter influenciado os pilotos a operar com “segurança reduzida”.

Aplicação de comandos: a alta velocidade da aeronave e a curva acentuada que ela fez após a falha no pouso, segundo o Cenipa, poderiam ter sido causadas por manobras fortes demais. Isso pode ter acontecido, por exemplo, pela desorientação espacial dos pilotos.

Formação, capacitação e treinamento: como os pilotos não tinham treinado o procedimento de arremetida naquela aeronave, a falta de conhecimento específico pode ter prejudicado a tomada de decisões.

Processos organizacionais: a experiência prévia dos pilotos naquele tipo de aeronave não foi verificada pelos contratantes. A necessidade de um treinamento mais específico poderia ter evitado as dificuldades durante o voo.

Relatório não atribui culpa

Logo no início da apresentação do relatório, o chefe do Cenipa, brigadeiro Dilton José Schuck, afirmou que a função dos técnicos que investigaram o acidente era identificar os fatores que contribuíram ou que podem ter contribuído para a queda do avião, e não atribuir culpa a ninguém.

“Não é finalidade nossa identificar aqui culpa ou responsabilidades de quaisquer pessoas ou instituições. Nosso trabalho é voltado para prevenção”, esclareceu. A comissão de investigação foi composta por 18 especialistas das áreas operacional (pilotos, meteorologista e especialista em tráfego aéreo, por exemplo), humana (médico e psicólogo) e material (engenheiros aeronáutico, mecânico e de materiais).

Trajeto diferente

No ano passado, durante apresentação de um relatório preliminar, em Brasília, os oficiais já haviam afirmado que os pilotos realizaram um trajeto diferente do oficialmente previsto para realizar o pouso, não tendo seguido a carta oficial que determina o procedimento a ser adotado em cada aeroporto.

Tanto na descida inicial para a pista da Base Aérea de Santos, quanto na arremetida (quando o avião sobe de volta no momento em que não consegue aterrissar na primeira vez), os radares captaram um percurso diferente do recomendado no mapa. Durante esse trajeto, a tripulação também não informou precisamente os locais por onde passava nos momentos em que isso é exigido.

Nesta terça, o relatório divulgado lista o fato como um dos fatores que contribuiu para a queda do avião. “A realização da aproximação num perfil de aproximação diferente do previsto demonstra uma falta de aderência aos procedimentos, o que possibilitou o início da sequência de eventos que culminaram com uma aproximação perdida”, afirmam os técnicos.

Imagem mostra o trajeto feito pelo piloto antes da queda (linha vermelha) e a trajetória recomendada (linha preta) (Foto: Reprodução/Cenipa)

Imagem mostra o trajeto feito pelo piloto antes da queda (linha vermelha) e a trajetória recomendada (linha preta) (Foto: Reprodução/Cenipa)

Desorientação espacial

O tenente-coronel Raul de Souza, responsável pela investigação do acidente, informou que as condições meteorológicas ruins e a possível alteração das habilidades física e mental dos pilotos ao transportar uma pessoa pública podem ter colaborado para o que os técnicos chamam de desorientação espacial. Além disso, o excesso de estímulos no sistema fisiológico de orientação, como consequência da realização de uma curva “apertada”, e as variações de velocidade também colaboram para desorientar um ser humano.

Também colaboraram para a desorientação espacial da tripulação, segundo o Cenipa: a alternância do voo visual para o voo por instrumentos, que faz os pilotos terem de olhar para dentro do avião e para fora, de forma alternada; a falta de treinamento adequado e específico dos tripulantes na aeronave que estavam voando; além de “provável estresse, ansiedade e sobrecarga de trabalho”.

Informações do voo

A análise do Cenipa também indica que a tripulação do voo pode não ter acessado o último boletim meteorológico disponível, às 9h do dia do acidente, que indicava a baixa visibilidade no local – a pista operava por aparelhos. Entre 8h e 9h, a visibilidade caiu pela metade, de 8km para 4km. As informações não foram passadas pela rádio, nem cobradas por piloto e copiloto.

Durante a apresentação do relatório, o tenente-coronel exibiu vídeos e imagens de câmeras de segurança do momento da queda do avião, em diversos ângulos.

A queda

A perícia feita nos destroços apontou que o trem de pouso estava recolhido no momento da queda. Flaps, conchas dos reversores e speedbrakes, itens usados para reduzir a velocidade da aeronave no pouso, estavam todos fechados, diferentemente do que deveria acontecer durante uma aterrissagem.

Os sistemas hidráulico, pneumático, de pressurização, de combustível e de piloto automático foram analisados na perícia e, segundo o Cenipa, não indicavam “anormalidades pré-pouso”, ou seja, falha técnica que poderia ter causado a queda.

O relatório também aponta que a aeronave não se incendiou durante a queda, antes do impacto. “Todos aqueles relatos dos observadores, de que viram a aeronave pegando fogo em voo, foram descartados desde o início, e as imagens vieram para comprovar”, disse o chefe da investigação.

Além disso, de acordo com Souza, os danos do motor esquerdo e do motor direito foram similares, o que indica que ambos estavam funcionando de forma semelhante no momento da queda.

Habilitação

Os técnicos que elaboraram o relatório também afirmam que a falta de treinamento específico para operar o modelo utilizado pela campanha de Eduardo Campos (Cessna C560XLS+) pode ter contribuído para a queda, uma vez que isso pode ter dificultado a tomada de decisões e a operação da aeronave. Ambos tinham treinamento para operar apenas o modelo anterior do avião (Cessna C560 Encore ou C560 Encore+).

Outras Notícias

Explosões em igrejas cristãs deixam vários mortos no Egito

Explosões em duas igrejas cristãs coptas no Egito deixaram dezenas de mortos e feridos neste domingo (9). Os alvos foram templos nas cidades de Tanta, a quinta maior do país, e de Alexandria, a segunda mais populosa. Tanta está a cerca de 120 km ao norte da cidade do Cairo, capital do país. Lá, a […]

Tanta está a cerca de 120 km ao norte da cidade do Cairo, capital do país. Lá, a minoria cristã celebra o Domingo de Ramos, que marca o início da Semana Santa. A explosão teria acontecido na igreja Mar Guergues.

O número oficial de vítimas ainda é incerto. A agência internacional de notícias France Presse noticiou 15 mortose e 40 feridos. A Reuters fala em 21 mortos e 50 feridos. A Efe informou que a explosão matou 22 pessoas e feriu 42.

Segundo a TV local, nenhuma organização assumiu o atentado. A polícia isolou a área enquanto o esquadrão antibomba trabalhava no local em busca de outros explosivos.

Já a explosão em Alexandria, no norte do país, aconteceu na igreja de São Marcos, informou a televisão estatal do país árabe, que não ofereceu mais detalhes sobre o ocorrido.

Os ataques acontecem 20 dias antes da visita do Papa Francisco, que planeja ir ao Egito nos dias 28 e 29 deste mês, em sua primeira viagem ao Oriente Médio.

Em dezembro, explosões na maior catedral do Cairo matou 25 pessoas e feriu outras 49, muitas delas mulheres e crianças, no ataque mais mortal contra a minoria cristã do Egito em anos.

Em Flores, prefeitura “americaniza” natal

Quando reclamamos da falta de referência a símbolos sertanejos e nordestinos no Natal, Flores dá mais um exemplo: a prefeitura anunciou o acendimento das luzes e os personagens enlatados do Mickey Mouse e Minnie. A responsabilidade é da Secretaria de Turismo e Eventos, da primeira dama Lucila Santana, e acontece nesta terça-feira (29/11), a partir das […]

Quando reclamamos da falta de referência a símbolos sertanejos e nordestinos no Natal, Flores dá mais um exemplo: a prefeitura anunciou o acendimento das luzes e os personagens enlatados do Mickey Mouse e Minnie.

A responsabilidade é da Secretaria de Turismo e Eventos, da primeira dama Lucila Santana, e acontece nesta terça-feira (29/11), a partir das 20:30 horas, em frente ao Palácio Municipal Manoel de Sousa Santana, no centro da cidade.

“Após a cerimônia, o público poderá fazer um lindo e encantado passeio pelo o polo natalino, onde receberá as boas vindas do Papai Noel, em um espaço que remete a Walt Disney Word – já que o tema escolhido pelos organizadores do evento foi Natal Luz e Magia”, diz a prefeitura em nota.

Para o primeiro Natal pós-pandemia, a gestão municipal contemplou bairros, praças e principais pontos turísticos da cidade com iluminação natalina, a exemplo da Avenida Deputado Estadual Wilson Florentino Santana e a ponte do Bairro Alto Pedro de Souza.

A programação natalina no município terá continuidade no domingo (18.12), com o desfile de Natal pelas principais da cidade, a partir das 19 horas.

Há uma crítica corrente da americanização dos símbolos natalinos, quando elementos da cultura sertaneja poderiam ser mais explorados. Flores não e única. O fenômeno se repete na maioria das cidades da região. A diferença é que a dose lá foi ainda mais forte, invocando personagens americanos de Walt Disney para ornamentar a cidade.

Pesquisa aponta Luciano Bonfim liderando com 66% dos votos válidos em Triunfo

A segunda pesquisa de intenções de voto para a Prefeitura de Triunfo realizada pelo Instituto Conecta, em parceria com o Blog Ponto de Vista, reafirma uma ampla vantagem do prefeito Luciano Bonfim (PSDB) sobre os adversários Dr. Eduardo (Podemos) e Neto Rico (Republicanos). No cenário estimulado, quando o nome dos candidatos são apresentados ao entrevistados, […]

A segunda pesquisa de intenções de voto para a Prefeitura de Triunfo realizada pelo Instituto Conecta, em parceria com o Blog Ponto de Vista, reafirma uma ampla vantagem do prefeito Luciano Bonfim (PSDB) sobre os adversários Dr. Eduardo (Podemos) e Neto Rico (Republicanos).

No cenário estimulado, quando o nome dos candidatos são apresentados ao entrevistados, Luciano Bonfim aparece com 53%, mais que o dobro de intenções de votos de Dr. Eduardo que surge com 26%. Nego Rico por sua vez é mencionado por 1% dos entrevistados. Não sabe/não respondeu 18% e brancos/nulos/nenhum somam 2%. Levando em consideração os votos válidos do cenário estimulado, Luciano Bonfim figura com 66%, Dr. Eduardo fica com 33%. Nego Rico se mantém em 1%.

No cenário espontâneo, quando os nomes não são mencionados aos entrevistados, Luciano Bonfim também mantém distância em relação aos oponentes. Neste caso ele citado por 50% dos entrevistados, Dr. Eduardo por 22% e Nego Rico por 1%. Não sabe/não respondeu representa 27%. Levando em consideração os votos válidos do cenário espontâneo, Luciano Bonfim fica com 69%, Dr. Eduardo com 30% e Nego Rico com 1%.

A pesquisa também perguntou ao entrevistado sobre a possibilidade de voto. Este foi o resultado: 

Dr. Eduardo – votaria com certeza – 29%; poderia votar – 21%; não votaria de jeito nenhum – 36%; não conhece o suficiente -2%; não sabe/não respondeu – 12%.

Luciano Bonfim – votaria com certeza – 53%; poderia votar – 14%; não votaria de jeito nenhum – 22%; Não sabe/não respondeu – 11%.

Nego Rico – votaria com certeza – 5%; poderia votar – 12%; não votaria de jeito nenhum – 64%; não conhece o suficiente – 7%; não sabe/não respondeu – 12%.

A pesquisa também consultou os entrevistados sobre o que eles acham em relação a expectativa de vitória. Estes foram os números: 60% acreditam na vitória de Luciano Bonfim, enquanto que 24% acreditam na vitória de Dr. Eduardo. Não sabe/não respondeu representam 16%.

A gestão do prefeito Luciano Bonfim  também foi avaliada pelos entrevistados: aprova – 73%; desaprova – 18%; não sabe/não respondeu – 9%.

A pesquisa foi contratada pelo Blog Ponto de Vista, registrada no Tribunal Superior Eleitoral com o protocolo PE-08812/2024 e ouviu 400 eleitores durante o dia 27 de setembro deste ano. O levantamento assegura um grau de confiança de 95% e uma margem de erro de 4,90%.

Justiça recebe mais uma ação contra nomeação de Cristiane Brasil

Escolhida para ministra do Trabalho, deputada teve posse suspensa em decisão que, até agora, nem ela nem o governo conseguiram reverter Do Estadão Conteúdo A Justiça Federal do Rio recebeu mais um processo contra a nomeação da deputada federal Cristiane Brasil (PTB-RJ) para o cargo de ministra do Trabalho. Desta vez, é uma ação civil […]

Lucio Bernardo Jr – 4.mai.2017/Câmara dos Deputados

Escolhida para ministra do Trabalho, deputada teve posse suspensa em decisão que, até agora, nem ela nem o governo conseguiram reverter

Do Estadão Conteúdo

A Justiça Federal do Rio recebeu mais um processo contra a nomeação da deputada federal Cristiane Brasil (PTB-RJ) para o cargo de ministra do Trabalho. Desta vez, é uma ação civil pública, movida pelo Sindicato dos Empregados em Turismo e Hospitalidade de Campos, na 1ª Vara Federal de Macaé, no norte do Estado do Rio. A ação foi distribuída na última quinta-feira, 11, mas ainda não houve decisão.

Em outra frente, a Advocacia-Geral da União (AGU) entrou na sexta-feira, 12, com embargos de declaração no Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF2) contra a manutenção da decisão liminar que suspendeu a posse da deputada.

Quem diria: Afogados Futebol Clube vai voltar a disputar Primeira Divisão

O Presidente da Federação Pernambucana de Futebol, Evandro Carvalho, anunciou ao lado do Diretor do Afogados Futebol Clube que a equipe disputará a elite do futebol Pernambucano. Nada de Série A2. O clube disputará a Primeira Divisão, que começa em outubro. “Estamos na elite do Futebol Pernambucano. Nosso diretor Márcio Araújo, participou do Conselho Arbitral […]

O Presidente da Federação Pernambucana de Futebol, Evandro Carvalho, anunciou ao lado do Diretor do Afogados Futebol Clube que a equipe disputará a elite do futebol Pernambucano.

Nada de Série A2. O clube disputará a Primeira Divisão, que começa em outubro.

“Estamos na elite do Futebol Pernambucano. Nosso diretor Márcio Araújo, participou do Conselho Arbitral da competição. Fica ligado que o primeiro turno já começa em Outubro!” – informou o clube nas redes sociais. A outra reunião do conselho arbitral será dia 8 de agosto, para definir outros detalhes.

Detalhe: o Afogados Futebol Clube havia sido rebaixado para a segunda divisão do Campeonato Pernambucano (Série A2) após uma campanha irregular no estadual de 2025, confirmada com resultados negativos na fase decisiva. A equipe, conhecida como “Coruja do Sertão”, enfrentou dificuldades financeiras e técnicas, resultando em um elenco limitado, o que havia levado à queda.

Segundo Márcio Araújo, a Federação está extinguindo as séries A2 e A3 que não estão vingando. “Ele criou um Primeiro Turno com 28 equipes que ainda serão totalmente definidas em uma segunda reunião. Todo mundo agora é Série A”.

De todos os clubes, três se classificam para enfrentar os sete que ficaram na elite, Sport, Santa Cruz, Náutico, Maguary, Retrô, Decisão e Jaguar.

O primeiro turno se chamará “Forró” e o Segundo Turno, “Frevo”.

O Campeonato deve começar dia 11 de outubro. “Vamos correr atrás dos parceiros pra Coruja voltar e quem sabe ficar no top 3 e ter dias de glória”. O clube é presidido pelo hoje Digital Influencer João Nogueira.