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O blog e a história: em 2014, lista do TCE causou choro e ranger de dentes

Por Nill Júnior

Em 23 de maio de 2014 – como o blog trouxe em primeira mão, foi divulgada hoje a lista provisória de gestores públicos estaduais e municipais que tiveram suas contas rejeitadas pelo TCE nos últimos oito anos, entregue esta manhã pelo TCE e TRE.

O Blog percorreu a lista com os 1.629 nomes disponibilizados. Alguns já constavam dessa lista em 2012 e ainda assim conseguiram o direito de disputar cargos eletivos. Agora, a promessa do TRE é de mais rigor com os que aparecem na lista, mas ainda assim, devem haver alterações até o dia 5 de julho, quando será divulgada a relação definitiva.

O TCE antecipou o prazo para que o Ministério Público Eleitoral tenha mais tempo para análise, a fim de imprimir maior efetividade ao comando da Lei da Ficha Limpa.

De ex-prefeitos e prefeitos em exercício do cargo, a lista traz nomes como Adelmo Moura (Itapetim), Afonso Ferraz (Floresta), Arnaldo da Pinha (Flores), Carlos Evandro (Serra Talhada), Cícero Simões (Calumbi), Diomésio Alves (Solidão), Sávio Torres (Tuparetama), Edmilson Pereira (Quixaba), Dessoles Monteiro (Iguaraci), Dr Fanão (Santa Cruz da Baixa Verde), Genival Araújo (Betânia), Geni Pereira (Serra Talhada), Gilmar Queiroz (Flores), Anchieta Patriota (Carnaíba), Dinca Brandino (Tabira), José Francisco Filho (Carnaíba), Zé Veras (Ingazeira), Dr Maninho (Triunfo), José Lopes (Itapetim), José Vanderlei (Brejinho), Luciano Bonfim (Triunfo), Marconi Santana (Flores), Cida Oliveira (Solidão), Nemias Gonçalves (Custódia), Rogério Leão (Belmonte) e Teógenes Lustosa (Santa Terezinha).

A lista vai dar muita polêmica, confusão, porque alguns desses nomes estão em plena campanha para o legislativo nas eleições deste ano. Suas assessorias vão correr para justificar a presença desses nomes.

Dentre os gestores ou ex-gestores de Câmaras de Vereadores, Antonio Ferreira (Santa Cruz), Frankilin Marques (Santa Cruz), Gilberto Siqueira Leite (São José do Egito), Jodilma Carvalho (Quixaba), Joel Mário (Arcoverde), José Pereira (Flores), Ubirajara Jucá (Tabira), Luiz Alves (Afogados), Marinho (Iguaraci), Raiomundo Melo (Santa Cruz) e Ruy Laet (Iguaraci).

Algumas cidades surpreendem positivamente: Arcoverde e Afogados da Ingazeira por exemplo, não tiveram nenhum gestor na lista. Constam apenas nomes técnicos de responsáveis por Fundos de Previdência, Aesa ou Fundo de Saúde.

Da redação: assessorias de nomes que aparecem na lista que queiram se manifestar apresentando defesa sobre o levantamento do Blog, com base em documento que é de conhecimento e acesso público, podem se manifestar pelos fones do blog ou através do email [email protected] .

Veja a lista de boa parte dos políticos sertanejos:

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Outras Notícias

A herança fragmentada de Miguel Arraes

Herdeiros e antigos aliados de Miguel Arraes compõem ao menos três tendências diferentes. E sem nenhuma harmonia Por Paulo Veras e Renata Monteiro / JC Online Mente por trás de projetos que mudaram a vida de milhares de pernambucanos, o ex-governador Miguel Arraes deixou um legado agora disputado por pelo menos três membros da sua […]

O imaginário do “Doutor Arraes” está cada vez mais vivo na memória dos pernambucanos
Foto: Alexandre Severo/ Acervo JC Imagem

Herdeiros e antigos aliados de Miguel Arraes compõem ao menos três tendências diferentes. E sem nenhuma harmonia

Por Paulo Veras e Renata Monteiro / JC Online

Mente por trás de projetos que mudaram a vida de milhares de pernambucanos, o ex-governador Miguel Arraes deixou um legado agora disputado por pelo menos três membros da sua família: seus netos Antônio Campos (Podemos) e Marília Arraes (PT), e seu bisneto, João Campos (PSB), que pretendem concorrer a cargos nas eleições deste ano. Construído praticamente do zero pelo jovem cearense que chegou ao Recife em meados dos anos 1930 para estudar e trabalhar, esse capital político hoje mostra-se valioso, com o imaginário do “Doutor Arraes” cada vez mais vivo na memória dos que o conheceram.

Mas como surgiu o “mito” Arraes? Por que essa figura, distante do governo do Estado há 20 anos, ainda provoca comoção? A resposta para essas perguntas está, em grande medida, no direcionamento que ele deu às suas gestões. No início da década de 1960, por exemplo, ainda prefeito do Recife, toca iniciativas que ampliaram o fornecimento de água e luz na cidade, cria o Movimento de Cultura Popular (MCP) e urbaniza bairros como o de Boa Viagem, na Zona Sul da capital. Ao chegar ao Palácio do Campo das Princesas, incentiva a sindicalização de trabalhadores rurais, leva luz elétrica para o interior e desenvolve programas nas áreas da habitação, saúde e documentação, por exemplo. Sua deposição pelos militares, em 1964, reforça sua aura mítica, fazendo com que retorne do exílio, em 1979, ainda mais forte politicamente.

“A obra de Arraes não é física, embora ele tenha obras físicas, mas é muito mais profunda, de impregnação na alma coletiva. Para você ter uma ideia, em 1959, 75% das casas do Recife eram mocambos. Favelas sem água encanada, energia elétrica, feitas de palafitas no meio do rio; muitas ocupações. E foi ele que conseguiu a posse da terra e deu origem a vários bairros do Recife. Esse povo humilde sempre contou com Arraes como alguém que ia olhar por eles e ficar do lado deles. Ficou uma aura de líder popular, que falava simples, de um carisma enorme”, rememorou o jornalista Evaldo Costa, que foi secretário de imprensa de Arraes e Eduardo Campos.

Eduardo, inclusive, demonstrou ao avô ter o interesse para a política que nenhum dos dez filhos dele tinha. Durante o segundo e terceiro mandatos de Arraes como governador, Eduardo o acompanhou de perto, chegando a atuar como seu secretário de Governo. Em 1994, ao concorrer ao cargo de deputado federal, venceu a eleição com mais de 100 mil votos. Era o sucessor natural do avô e alcançou por duas vezes o cargo mais alto do Estado, mas teve a trajetória interrompida em agosto de 2014, quando foi vítima de um acidente de avião durante sua campanha presidencial.

Para Carlos Siqueira, presidente nacional do PSB, o legado de Arraes não pode ser adquirido, pois, segundo ele, pertence a todos aqueles que compartilham das suas ideias. “Os herdeiros de Doutor Arraes não se resumem a um partido, a pessoas ou a família. É uma herança que deve ser dividida, não só em Pernambuco, mas no Brasil, com todos os que compartilhem das ideias de justiça social que ele sempre defendeu. Inclusive, muitas pessoas o admiram mesmo sem estar em partidos”, avaliou Siqueira.

“Arraes tá aí de novo”

Marília, que inclusive reeditou o jingle “Arraes tá aí, Arraes tá aí de novo” para a sua pré-campanha, diz acreditar que esta não é uma disputa de família, mas sim de posições político-partidárias. “Eu não acredito que pelo fato de haver pessoas da família disputando em seja qual for o palanque vá haver alguma briga desse tipo (pela herança política de Arraes). O que há é uma demarcação e um entendimento da própria população do campo onde Arraes estaria e o que Arraes faria no momento político que o Brasil está vivendo. Isso eu acho que está muito claro no imaginário das pessoas. Que Arraes era um político de esquerda e estava na esquerda em favor dos direitos das pessoas que mais precisavam”, disse a vereadora.

No partido onde Arraes foi presidente durante 12 anos, o PSB, João Campos, filho de Eduardo, se prepara para disputar sua primeira eleição. Candidato a deputado federal, João deve utilizar o número 4040, que já foi usado pela avó, Ana Arraes, e pelo bisavô, Miguel. Procurado para comentar o tema, o chefe de Gabinete do governador Paulo Câmara (PSB) não foi localizado pela reportagem.

O escritor e advogado Antônio Campos trava atualmente uma batalha judicial com o PSB na tentativa de proibir a legenda de vincular imagem, nome, voz ou qualquer outra referência a Arraes em suas propagandas de rádio e TV. Tonca preside o Instituto Miguel Arraes (IMA) e concorreu à Prefeitura de Olinda nas últimas eleições municipais, sendo derrotado pelo candidato Lupércio Nascimento (SD). Nas eleições deste ano, ele pretende concorrer ao Senado. Tonca não retornou às chamadas da reportagem.

João Paulo aposta em Kari Santos  para vereadora no Recife

Foi dada a largada para as eleições dos vereadores e prefeitos. Nesta sexta-feira (16), é o dia oficial de início das campanhas eleitorais, dia de ver as cidades enfeitadas e de escutar propostas de candidatos. É normal que os parlamentares, que não disputam eleição, utilizem seus legados no mandato para apoiar os candidatos das suas […]

Foi dada a largada para as eleições dos vereadores e prefeitos. Nesta sexta-feira (16), é o dia oficial de início das campanhas eleitorais, dia de ver as cidades enfeitadas e de escutar propostas de candidatos.

É normal que os parlamentares, que não disputam eleição, utilizem seus legados no mandato para apoiar os candidatos das suas legendas.

Na capital pernambucana, o PT, por ser o partido do presidente Lula, vem com fortes nomes, alguns já no mandato, para a disputa de vagas na Câmara Municipal. 

O destaque fica para a candidata Kari Santos, que vem chamando a atenção por estar disputando eleição pela primeira vez e já contar com o apoio expressivo do ex-prefeito do Recife, o Deputado Estadual João Paulo, que , com certeza, foi procurado por inúmeros candidatos a vagas de vereador.

Visto a todo momento ao lado da influencer digital, que possui mais de 400 mil seguidores em suas redes sociais, João Paulo acompanhou Kari Santos no dia da convenção do partido e, hoje, postou um vídeo de apoio para a “candidata do povo”, em suas palavras.

Karina vem despontado apoio dos petistas mais ferrenhos pela sua defesa do Partido dos Trabalhadores.  A jovem conseguiu adentrar em sindicatos e lutas de destaque como a defesa da Renda Básica e das Mulheres. 

Através de seus discursos acalorados contra a extrema direita, Santos já foi destaque nacional sob alvo de extremistas. No Recife, incomodou o candidato a Prefeito de Bolsonaro, Gilson Machado, que chegou a representar processo contra a comunicadora. 

Talvez, seja essa a intenção do Deputado João Paulo ao apostar em Kari Santos nessas eleições: mudar o quadro político do PT com jovens ideológicos e defensores da legenda. 

Nesse contexto, Kari Santos vem mesmo com grande possibilidade de trazer novos olhares para o Partido dos Trabalhadores.

Diogo Moraes prestigia Carnaval de Pernambuco no Recife e Sertão

O deputado estadual Diogo Moraes, também primeiro-secretário da Alepe, prestigiou o Carnaval de Pernambuco com uma agenda intensa na capital pernambucana. O parlamentar esteve ainda em Sertânia e Ingazeira e Ingazeira no Sertão pernambucano. A maratona carnavalesca começou na sexta-feira (09), ao lado do governador Paulo Câmara e do prefeito Geraldo Júlio, onde Diogo esteve […]

O deputado estadual Diogo Moraes, também primeiro-secretário da Alepe, prestigiou o Carnaval de Pernambuco com uma agenda intensa na capital pernambucana. O parlamentar esteve ainda em Sertânia e Ingazeira e Ingazeira no Sertão pernambucano.

A maratona carnavalesca começou na sexta-feira (09), ao lado do governador Paulo Câmara e do prefeito Geraldo Júlio, onde Diogo esteve na abertura oficial do Carnaval do Recife, no Marco Zero. No Sábado de Zé Pereira, o parlamentar marcou presença no tradicional desfile do Galo da Madrugada que comemora 40 anos em 2018.

No mesmo dia, antes da festa, Diogo acompanhou a comitiva do governador durante o tradicional café da manhã no Forte das Cinco Pontas, no bairro de São José.

Na segunda-feira (12), Diogo pegou a estrada para o Sertão do Estado, onde se encontrou co m o prefeito de Sertânia, Ângelo Ferreira. Juntos, acompanharam blocos de rua tradicionais do município. Na terça-feira (13), Diogo e Ângelo prestigiaram o Carnaval de Ingazeira, ao lado do prefeito Lino Morais, onde conferiram blocos da cidade.

O encerramento da agenda do parlamentar ocorreu no Recife, novamente com a vereadora Natália de Menudo, no Bongi, acompanhando o bloco “As Menudetes”.

Márcia Conrado participa de reunião com presidente do Senado

A presidenta da Associação Municipalista de Pernambuco (Amupe), a prefeita de Serra Talhada Márcia Conrado, esteve presente em reunião com o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, em Brasília, na última terça-feira (15). O encontro aconteceu durante o primeiro dia de Mobilização Municipalista. Ao lado do presidente da Confederação Nacional de Municípios (CNM), Paulo Ziulkoski, a […]

A presidenta da Associação Municipalista de Pernambuco (Amupe), a prefeita de Serra Talhada Márcia Conrado, esteve presente em reunião com o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, em Brasília, na última terça-feira (15). O encontro aconteceu durante o primeiro dia de Mobilização Municipalista.

Ao lado do presidente da Confederação Nacional de Municípios (CNM), Paulo Ziulkoski, a presidenta compôs a comitiva, que entregou a Rodrigo Pacheco propostas do movimento municipalista de emendas à Reforma Tributária. Foi apresentado ainda um estudo que mostra a crise vivenciada pelos municípios. Segundo o documento, 51% dos Municípios estão com as contas no vermelho.

Seguindo com as agendas em Brasília, Márcia Conrado esteve reunida com Mozart Sales, da Secretaria de Relações Institucionais, para apresentar as dificuldades da crise financeira nos municípios.

“Com a queda das receitas repassadas para as despesas das cidades, muitas delas estão sofrendo. Isso afeta diretamente nosso povo. Por isso, estamos precisando garantir os interesses municipais para continuarmos cumprindo com as obrigações das gestões e cuidando da nossa população”, reforçou Márcia, que esteve acompanhada dos prefeitos Ana Célia (Surubim) e Nininho de Carvalho (Parnamirim).

Senado realiza audiência interativa sobre 200 anos da Confederação do Equador

O debate acontece no âmbito de uma comissão temporária, presidida pela senadora Teresa Leitão A audiência pública interativa do Senado sobre os 200 anos da Confederação do Equador está marcada para esta quarta-feira (24), às 13h30. O debate acontece no âmbito de uma comissão temporária, presidida pela senadora Teresa Leitão, criada para planejar e coordenar […]

O debate acontece no âmbito de uma comissão temporária, presidida pela senadora Teresa Leitão

A audiência pública interativa do Senado sobre os 200 anos da Confederação do Equador está marcada para esta quarta-feira (24), às 13h30. O debate acontece no âmbito de uma comissão temporária, presidida pela senadora Teresa Leitão, criada para planejar e coordenar as atividades de comemoração do bicentenário desse marco histórico.

O evento será interativo, com transmissão no portal multimidia do Senado. Os cidadãos podem enviar perguntas e comentários pelo telefone da Ouvidoria do Senado (0800 061 2211) ou pelo Portal e‑Cidadania, que podem ser lidos e respondidos pelos senadores e debatedores ao vivo. O Senado oferece uma declaração de participação, que pode ser usada como hora de atividade complementar em curso universitário, por exemplo.

“Queremos ter uma participação ampla para a construção de uma programação que faça jus à importância da Confederação. O Brasil precisa apresentar sua história ao povo brasileiro, discutir essa história, aprender com ela. A Confederação do Equador foi um grande movimento de resistência à submissão, e a população brasileira precisa conhecer melhor esse fato histórico”, comentou a senadora Teresa Leitão. 

Estão confirmadas as participações de George Felix Cabral de Souza (professor da UFPE e representante da Academia Pernambucana de Letras); André Ricardo Heráclio do Rêgo (Instituto Arquelógico, Histórico e Geográfico de PE e Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro); Sandro Vasconcelos da Silva (Museu da Cidade do Recife); Daniela de Almeida Medeiros Silva Leite (Vice-Governadora do Estado de Pernambuco); Lucas Felipe Noia da Silva (representante do deputado estadual Waldemar Borges). 

A Confederação do Equador foi um movimento revolucionário de caráter republicano que começou em Pernambuco, em 1824, e se espalhou para outras províncias do Nordeste. Os revoltosos opunham-se à forma autoritária como a Constituição de 1824 foi elaborada pelo imperador Dom Pedro I. Com informações da Agência Senado.