Nove meses após explosão, agência da Caixa reabre em Sertânia
Por André Luis
Foto: Blog Moxotó da Gente
Foto: Blog Moxotó da Gente
Do NE 10
A agência da Caixa Econômica Federal (CEF) de Sertânia, no Sertão de Pernambuco, foi reaberta após passar nove meses fechada. A unidade bancária passou por reformas na infraestrutura para melhorar o atendimento aos clientes.
A agência fica na Avenida Agamenon Magalhães, no centro da cidade. A agência da Caixa foi alvo de explosão criminosa no dia 23 de novembro do ano passado. Naquela madrugada, 15 criminosos armados invadiram a unidade bancária e utilizaram explosivos para acessar a agência. O caso é investigado pela Polícia Federal.
Segundo informações da Polícia Militar, um suspeito de participar da ação foi morto e outro ficou ferido Do Diário de Pernambuco Pelo menos 20 assaltantes invadiram o município de São Bento do Una, localizado no Agreste do estado, e explodiram duas agências bancárias e fizeram uma família refém. Por volta das três horas da manhã, […]
Segundo informações da Polícia Militar, um suspeito de participar da ação foi morto e outro ficou ferido
Do Diário de Pernambuco
Pelo menos 20 assaltantes invadiram o município de São Bento do Una, localizado no Agreste do estado, e explodiram duas agências bancárias e fizeram uma família refém. Por volta das três horas da manhã, o grupo acionou explosivos nos bancos do Brasil e Bradesco, que ficam na Praça Cônego João Rodrigues de Melo, provocando estragos no centro da cidade e causando medo na população.
A madrugada foi de terror para os moradores, que ouviram tiros e o barulho das explosões por mais de uma hora. O bando chegou a fazer uma família refém em uma das casas vizinha às agências. A Polícia Militar conseguiu libertar dois adultos e uma criança que ficaram na mira da quadrilha, após longa negociação. Segundo informações da PM, um suspeito de participar da ação foi morto e outro ficou ferido.
As agências ficaram parcialmente destruídas e ainda não foi divulgado se alguma quantia foi levada dos cofres. Agentes das Polícias Civil e Militar estiveram no local e aguardam o Instituto de Criminalística realizar perícia. Para tentar fugir e dificultar a perseguição da Polícia, os assaltantes espalharam grampos ao longa da PE-180 após a investida.
Centro-esquerda agradece a Bolsonaro Os políticos de centro esquerda devem mandar flores e um cartão ao presidente Jair Bolsonaro. Isso porque sua deficiência intelectual, seu modus operanti e trombadas com meio mundo tem criado um ambiente que vai dificultar a manutenção ou volta da extrema direita ao poder. E graças a ele. Porque boa parte […]
Os políticos de centro esquerda devem mandar flores e um cartão ao presidente Jair Bolsonaro. Isso porque sua deficiência intelectual, seu modus operanti e trombadas com meio mundo tem criado um ambiente que vai dificultar a manutenção ou volta da extrema direita ao poder.
E graças a ele. Porque boa parte de quem votou em 2018 queria austeridade, combate à corrupção, mas também uma agenda ultra conservadora. Mas são tantas trapalhadas que essas bandeiras ficaram em segundo plano.
Se Bolsonaro fosse inteligente e tivesse abraçado essa pauta e convergido em pontos comuns, como o combate ao coronavirus, buscado diálogo e não confronto com governadores e prefeitos, poderia estar em situação confortável nas pesquisas de popularidade.
Se não está, é por conta de sua conduta, que agrada cerca de 20% do eleitorado por hora, mas é rejeitada por ampla maioria.
A consequência? Primeiro, a enorme dificuldade de que ele venha a ser reeleito. Sua desconfiança da própria sombra afastou uma parte do eleitorado que apostou no combate à corrupção e não engoliu a saída de Sérgio Moro, só para dar um exemplo, somado às enroladas em que se meteram seus filhos, seu protecionismo com mudanças para blindá-los, a política criminosa na Amazônia, a saída de dois ministros da Saúde em menos de um mês, o ingresso do Centrão, etc.
Mas o mal maior Bolsonaro está fazendo contra as futuras tentativas da extrema direita de voltar ao poder, caso se materialize sua curta duração no comando do executivo.
Essa instabilidade vai ser invocada toda vez que alguém aparecer com as mesmas bandeiras. Assim, nomes de centro esquerda vão poder crescer em 2022 e ganham possibilidade de abocanhar o eleitorado que se arrependeu do ciclo do presidente que prometeu, mas não entregou.
Como o petismo vai manter alta rejeição com boa popularidade, um paradoxo curioso, podem ganhar espaço nomes como o próprio Sérgio Moro, Amoedo, Ciro Gomes, que vai tentar de novo, Luciano Huck e uma penca de outros nomes que vão usar o discurso de que PT e Bolsonaro não deram certo. Difícil dizer quem vai chegar no segundo turno com mais garrafas vazias pra vender.
Mas uma certeza: candidatos de extrema direita terão muita dificuldade de emplacar um projeto com o mesmo discurso que Bolsonaro usou em 2018. E a culpa é exclusiva dele, não do modelo que defendeu. Alguém com firmeza na defesa desses propósitos estaria com maior popularidade, liderança e até – Deus nos livre – alinhamento com bandeiras retrógadas como a volta de um modelo militar no pais. Obrigado, Bolsonaro!
Faltou uma
Dezesseis dos dezessete prefeitos do Pajeú participaram da reunião virtual da AMUPE, um recorde. Até os que não eram fãs de reunião se incorporaram à ideia. Só a prefeita de Calumbi, Sandra da Farmácia faltou. A justificativa, era aniversário dela. Merece ou não o nosso perdão?
Quase fechado
Afogados da Ingazeira, para muitos já tem o cenário fechado nas eleições. Serão quatro candidatos: Sandrinho, Zé Negão e Emídio ou Clóvis Lira e o Capitão Sidney. Vai ser animado…
Candidato
O Capitão Sidney garantiu à Coluna que é candidato a candidato em 2020. Escolheu o PSC, Partido Social Cristão para a disputa. Aparentemente, não será demovido da ideia, a não ser para alguém que pense como ele com melhores condições. Zé Negão queria seu apoio.
Mais uma pra conta
João Veiga, que se envolveu essa semana em polêmica sobre o uso de hidroxicloroquina em Pernambuco, já se meteu em outra: foi um dos críticos do Mais Médicos, criado nos governos do PT. Teve debates acalorados com o presidente da Amupe, José Patriota, a favor.
Na pele
O pernambucano de Palmares, Sikêra Jr sumiu das telas na Rede TV. Negacionista do coronavirus, estimulando o povo a ir às ruas, pegou a doença e luta para voltar à telinha, com opinião bem diferente sobre a “gripezinha”.
Água na fogueira
Depois de Arcoverde e Iguaracy, próximas cidades a cancelar eventos juninos: Flores (Festival do Carro de Boi), Santa Terezinha (João Pedro), Itapetim (São Pedro), Serra Talhada (São João na Estação) e Afogados da Ingazeira (Expoagro/Emancipação).
Silêncio
O Deputado Federal Sebastião Oliveira ainda não se manifestou sobre a operação Outline, montada contra sua gestão nos Transportes pela PF no dia 8 de maio. Perguntado sobre quando deverá se pronunciar, um assessor direto diz ainda não haver previsão.
Engole o que prometeu
Não tem exemplo mais emblemático do que representa a aproximação de Bolsonaro com o Centrão que o ingresso de Carlos Marun (MDB) no governo, com salário de R$ 27 mil. Representante do que há de mais atrasado na política, foi sanguessuga dos governos do PT e Temer. Kassab, dizem, volta para o lugar do astronauta Marcos Pontes. Que lindo…
Frase da semana:
“A vida é feita de escolhas, e hoje escolhi sair”.
De Nelson Teich, ao ser o segundo Ministro da Saúde em 29 dias a deixar o cargo.
João Campos antecipa motes contra Raquel na entrevista da Pajeú O pré-candidato ao Governo de Pernambuco, João Campos (PSB), deu o tom do argumento que usará contra a governadora Raquel Lyra e seu palanque nas eleições deste ano. Na entrevista à Rádio Pajeú, respondeu a alguns temas que dominarão o debate eleitoral. João afirmou ter […]
João Campos antecipa motes contra Raquel na entrevista da Pajeú
O pré-candidato ao Governo de Pernambuco, João Campos (PSB), deu o tom do argumento que usará contra a governadora Raquel Lyra e seu palanque nas eleições deste ano.
Na entrevista à Rádio Pajeú, respondeu a alguns temas que dominarão o debate eleitoral.
João afirmou ter convicção na presença do presidente Lula em seu palanque.
“Tenho muita tranquilidade porque nossa eleição é pautada para eleição. Quando virei presidente nacional do PSB, fiz questão dedeclarar apoio a Lula. Independente de cargo, espaço”. Campos afirmou que o presidente tem “posição, coerência e lado”.
E seguiu. “Tenho certeza que estará ao nosso lado, no nosso palanque no tempo oportuno. Há clareza e compreensão na leitura dele sobre isso. O ambiente é o melhor possível”, concluiu.
Um calo evidente que irá perseguí-lo na campanha é o período Paulo Câmara, responsável por interromper o ciclo socialista em Pernambuco dada sua rejeição. João Campos usou o argumento de que é preciso “olhar pro futuro”, acrescentando: “eu vou mostrar tudo que dá pra fazer, tudo que Pernambuco não tá fazendo. O que os nossos vizinhos estão fazendo e Pernambuco não está fazendo. O que nossa capital está fazendo. E contar a história de forma verdadeira, tudo o que foi feito de conquistas”, citando por exemplo o avanço da educação técnica no Estado e outras ações na Saúde.
“O Estado não fez nada na Educação Técnica. Não tem uma UPA construída. Não tem um hospital de grande porte construído. Não tem nenhuma grande emergência construída no Sertão de Pernambuco, nenhum Centro para tratamento oncológico, nenhuma hemodiálise nova como deveria ter aqui em Afogados”.
E lembrou da participação de Raquel em gestões socialistas e de seu ciclo no PSB. “Tem que ser lembrado que em oito anos desse período o pai da governadora (João Lyra Neto (foi vice-governador de Pernambuco. Ela foi Procuradora, Secretária, então ela participou de tudo isso, votou , apoiou, teve presente. Foi filiada no partido. E concluiu em tom irônico: “acho que muita gente não lembra disso, mas certamente ela lembra”.
Outra estratégia será evidenciar seu ciclo a frente da Prefeitura do Recife e usar o mote de que, o que deu certo em Recife pode ser potencializado para Pernambuco. “Se como prefeito eu consegui imagina como governador?” – perguntou. Um dos dados apresentados é o de que a gestão do Recife focou na expansão da rede de educação infantil, superando a meta de dobrar o número de vagas, saltando de 6.439 em 2020 para mais de 19 mil em 2026.
Está óbvio, o embate no Estado vai ser também uma interessante guerra de narrativas entre Raquel e João, com direito a réplicas e treplicas. Com duas figuras nacionais nesse confronto, o Brasil vai parar para assistir Pernambuco.
Contragolpe
As críticas de João Campos à situação de rodovias em Pernambuco foi respondida pela governadora Raquel Lyra em Taquaritinga do Norte, que fez um post em sua rede social. “Tem gente que vai pegar aquela estrada que a gente ainda não fez, mas teve a oportunidade de fazer por muitos anos e não fez”, disse.
Como aferir a força
Com a salada em Tabira, já que Carlos Veras, o adversário Dinca Brandino e a esposa Nicinha, mais vereadores da oposição votam em João Campos, Flávio Marques e parte do grupo em Raquel, o único termômetro confiável de força será a votação proporcional. Dinca vota em Diogo Moraes e Lucas Ramos. Flávio Marques e seu grupo em Bruno Marques e Carlos Veras. E os vereadores da oposição em Jobson Almeida e Gabriel Porto.
Padrinhos
O Deputado Estadual Diogo Moraes disse em nota que, juntamente com Anchieta Patriota, ex-prefeito de Carnaíba e liderança socialista, levou Dinca e Nicinha para o palanque de João Campos. Anchieta, por exemplo, segue sem engolir a divisão do PT de Tabira entre aliados de Campos e raquelistas. “Palanque de João em Tabira é Dinca!” – chegou a dizer.
Se todos fossem iguais a você
O prefeito de Salgueiro, Fabinho Lisandro (PSD), determinou desde 2025 que só vai libera novos loteamentos 100% saneados e com, no mínimo, 50% de pavimentação. Agora, com o dinheiro da concessão da Compesa, busca corrigir o déficit de saneamento em sua cidade. E cutucou o ciclo socialista de Marcones Libório. “Por omissão da gestão do PSB, autorizaram loteamentos sem nenhum percentual em saneamento”, disse o prefeito.
Fim da espera
O futuro pré-candidato à Câmara, Danilo Simões (PSD) é o convidado do Debate das Dez da próxima quarta-feira na Rádio Pajeú. Danilo detalha sua decisão e comenta o convite da Governadora Raquel Lyra para a disputa, que muda o tabuleiro das candidaturas em Afogados e parte do Pajeú.
Sonho distante
O ex-vice-prefeito de Serra Talhada, Márcio Oliveira, disse em coletiva que ainda sonha com a possibilidade de ser prefeito da Capital do Xaxado. Márcio, um quadro decente e inatacável, tem o direito de sonhar. Mas a impressão é de que a fila andou, o cavalo, que já não havia passado selado, também…
Consequências
Ainda na Capital do Xaxado, são dadas como certas as últimas saídas da gestão Márcia Conrado de cargos comissionados ligados a Sebastião Oliveira, depois da oficialização do racha por conta do apoio de Márcia ao marido, Breno Araújo. Na lista, Erivânia Melo, Secretária Executiva de Governo e esposa do vice-prefeito Faeca Melo, e Allan Pereira, Secretário de Governo.
Convenceu?
A declaração de João Campos sobre o episódio envolvendo o presidente da Emlurb, Daniel Saboya, que sugeriu “quebrar o sigilo bancário” do profissional Igor Maciel, da Rádio Jornal, foi a mais questionada nas redes sociais por aliados da governadora. João sugeriu que a fala foi uma referência ao que chamou de “Gabinetes do Ódio” de Raquel.
Espera
A Semana Santa passou, mas o calvário de Miguel Coelho para ser candidato ao Senado continua. Essa semana, perguntada sobre o fim ou não da indefinição, Lyra disse: “Nós vamos ter um tempo para anunciar palanque. Mas já estamos juntos, trabalhando e isso é o mais importante”.
Prego batido…
A Coluna apurou que está definido o apoio do prefeito de Iguaracy, Pedro Alves, do PSD, ao atual Deputado Estadual Luciano Duque, do Podemos. Fontes ligadas ao prefeito e ao parlamentar cravaram a informação. Falta só o anúncio oficial.
Aposta
Um dos mais animados com a agenda de João Campos em Afogados foi o prefeito Sandrinho Palmeira. Para aliados próximos, a melhora da percepção de seu governo somada à eleição de João o colocam em uma condição de vantagem no debate eleitoral de 2028, minimizando o risco de fissuras e racha, além de fortalecer seu poder de indicação do sucessor.
Frase da semana:
Se o Trump conhecesse o que é a sanguinidade de Lampião de um presidente, ele não ficaria provocando a gente”.
Do presidente Lula, sobre sua origem pernambucana, brincando com os arroubos de Donald Trump. Depois, disse que “quer a paz”.
O Coordenador de Articulação Municipal, Carlos Veras, reuniu hoje (20), no auditório do Departamento Estadual de Trânsito de Pernambuco – DETRAN-PE, coordenadores das 24 Circunscrições Regionais de Trânsito – Ciretrans Especiais, para discutir as demandas nas unidades e nivelar as normas de atendimento, uma vez que, as Ciretrans representam a sede do Órgão nos municípios. […]
O Coordenador de Articulação Municipal, Carlos Veras, reuniu hoje (20), no auditório do Departamento Estadual de Trânsito de Pernambuco – DETRAN-PE, coordenadores das 24 Circunscrições Regionais de Trânsito – Ciretrans Especiais, para discutir as demandas nas unidades e nivelar as normas de atendimento, uma vez que, as Ciretrans representam a sede do Órgão nos municípios.
O Diretor Presidente do DETRAN-PE, Roberto Fontelles, abriu o encontro, lembrando que uma das prioridades do Governador Paulo Câmara é o bom atendimento ao usuário. “Aqui serão definidas metas e estratégias de melhor atendimento, visando dar um serviço de qualidade aos nossos usuários, além de integrar a equipe, pois o Detran é muito dinâmico com demandas diferentes”.
Já Carlos Veras, lembrou que, além das 24 Ciretrans Especiais, Pernambuco conta com 40 que são subordinadas, e que o objetivo do encontro é sanar dúvidas e colocar em pauta sugestões, sempre tendo como meta um atendimento de qualidade.
Na oportunidade, o Diretor de Atendimento, Cel. Felipe Nascimento, anunciou que sua diretoria está preparando uma série de ações para humanizar o serviço de atendimento da Autarquia, estendendo para as Ciretrans. Valorizando os servidores e, consequentemente, o aperfeiçoamento dos serviços prestados aos municípios, garantindo qualidade e celeridade.
Estiveram presentes no encontro o Corregedor Marcos Luís Lira, Gerentes e Assessores para tirarem as dúvidas dos coordenadores das Ciretrans.
Do UOL Com a reforma trabalhista, a negociação entre patrões e empregados ganha força, e o que for acordado entre eles pode valer mais do que as leis trabalhistas. Isso poderá acontecer, por exemplo, em decisões sobre jornada de trabalho, intervalo para almoço e a troca do dia do feriado. Outros pontos, porém, não poderão ser negociados, em […]
Com a reforma trabalhista, a negociação entre patrões e empregados ganha força, e o que for acordado entre eles pode valer mais do que as leis trabalhistas. Isso poderá acontecer, por exemplo, em decisões sobre jornada de trabalho, intervalo para almoço e a troca do dia do feriado.
Outros pontos, porém, não poderão ser negociados, em hipótese alguma. O que vale nesses casos é o que está definido nas leis.
No caso de uma negociação, como o trabalhador deve agir caso não concorde com a posição de seu sindicato, ou caso se sinta pressionado pelo patrão a aceitar determinadas condições? O UOL consultou advogados trabalhistas para explicar.
Sindicato negocia em nome dos trabalhadores
A convenção coletiva é firmada entre o sindicato de patrões e o de empregados de uma determinada categoria, Já o acordo coletivo é feito diretamente entre o sindicato dos trabalhadores e uma ou mais empresas.
No caso de acordos ou convenções, o melhor a fazer é estar próximo do sindicato, já que a organização tem o direito de representar os trabalhadores e negociar com os patrões em nome deles.
Se, eventualmente, o sindicato cometer alguma ilegalidade ao conduzir a negociação, ou em alguma cláusula do acordo firmado, aí o trabalhador pode entrar na Justiça.
“O que o trabalhador tem para fazer é suscitar a inconstitucionalidade de determinada cláusula ou determinado acordo”, afirma o advogado trabalhista Horácio Conde.
E nos acordos diretos com o patrão?
Em alguns pontos, a reforma trabalhista permite fazer acordos individuais, ou seja, negociados diretamente entre o trabalhador e seu patrão, sem intermédio de um sindicato ou entidade de classe.
Um exemplo é o banco de horas: em vez de pagar as horas extras com um valor adicional de 50% em relação à hora normal de trabalho, as horas extras podem ser registradas num banco de horas e compensadas em outro dia. Nesse dia, o funcionário trabalha menos horas ou ganha uma folga.
Antes da reforma, o banco de horas só era liberado se estivesse registrado em acordo ou convenção coletiva. Com as novas regras (que entram em vigor em novembro), poderá ser aplicado também após acordo individual.
Alan Balaban diz que as duas partes, patrões e empregados, precisam estar de acordo para que seja feita qualquer mudança no contrato de trabalho, e essa mudança só pode acontecer se melhorar as condições do trabalhador –nunca piorar. Isso já vale atualmente e não foi afetado pela reforma, afirma o advogado.
Ele recomenda que o trabalhador não assine nenhuma mudança sem ter certeza. Ele também aconselha que pelo menos duas testemunhas assinem o contrato de trabalho, em caso de mudanças, para ter provas de que os envolvidos concordam com as mudanças.
Se recusar acordo, posso ser demitido?
Se recusar um acordo, nada garante que o trabalhador mantenha seu emprego. Faz parte do direito da empresa demitir um funcionário se, eventualmente, ele não aceitar uma proposta, diz Horácio Conde. Mas daí é uma demissão sem justa causa, e a empresa deve pagar todos os direitos ao empregado.
O patrão não pode pressionar o funcionário a aceitar alguma condição ou mudança no contrato ameaçando demiti-lo por justa causa, por exemplo. Nesse caso, o trabalhador deve juntar provas e pode entrar na Justiça contra a empresa. Segundo Conde, é preciso ter “provas de que a assinatura que ele deu não reflete a sua vontade”, como uma conversa gravada ou um e-mail que demonstrem que foi pressionado.
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