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Na abertura do semestre, ministros reafirmam independência do STF e defesa da democracia e da soberania nacional

Por André Luis

Em pronunciamentos, ministros repudiaram tentativas de intimidação à Corte, reforçando independência e imparcialidade do STF nos processos que apuram tentativa de golpe de Estado

Na primeira sessão do Plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) no segundo semestre, o presidente da Corte, ministro Luís Roberto Barroso, o decano, ministro Gilmar Mendes, e o ministro Alexandre de Moraes manifestaram-se em defesa da atuação do Supremo, da democracia e da soberania nacional.

Primeiro a falar na manhã desta sexta-feira (1°), Barroso fez um histórico dos momentos em que o Brasil, em sua história republicana, enfrentou golpes, contragolpes, intervenções militares, rupturas ou tentativas de ruptura institucional. “Do início da República até a Constituição de 1988, o sistema de Justiça não conseguiu se opor de forma eficaz às ameaças autoritárias e às quebras da legalidade constitucional”, afirmou.

Ele lembrou ainda que, nesse período, houve muitas ameaças, desrespeito e violências contra o STF, citando os casos de não nomeação de ministros, que resultaram na falta de quórum, aposentadorias compulsórias e aumento do número de vagas para nomeação de ministros alinhados com o regime.

Ressaltou que sua geração, por ter vivido na ditadura, reconhece o valor do constitucionalismo e da democracia. “O processo civilizatório existe para reprimir o mal e potencializar o bem. As ditaduras, frequentemente, fazem o contrário”, apontou.

Barroso disse que, no entanto, a Constituição de 1988 tem proporcionado ao Brasil o mais longo período de estabilidade institucional da história republicana. “Superamos as fases do atraso institucional, e é nosso papel impedir a volta ao passado”, apontou.

Ele lembrou que, a partir de 2019, aconteceram vários episódios graves, como ataques às instituições, ao sistema eleitoral e aos ministros do STF; tentativa de atentado terrorista a bomba no aeroporto de Brasília; e acampamento de milhares de pessoas em portas de quartéis pedindo a deposição do presidente eleito, culminando com a invasão e depredação da sede dos três Poderes da República em 8 de janeiro de 2023. “Foi necessário um tribunal independente e atuante para evitar o colapso das instituições, como ocorreu em vários países do mundo, do Leste Europeu à América Latina”, afirmou.

Os fatos em questão, explicou Barroso, são objeto de apuração em ações penais em curso no Tribunal, a partir de denúncias da Procuradoria-Geral da República (PGR). As ações têm sido conduzidas com observância do devido processo legal, com transparência e sem sessões públicas. “Todos os réus serão julgados com base nas provas produzidas, sem qualquer tipo de interferência, venha de onde vier”, enfatizou.

Ele destacou a importância da condução dos processos sobre o tema pelo ministro Alexandre de Moraes. “Nem todos compreendem os riscos que o país correu e a importância de uma atuação firme e rigorosa, mas sempre dentro do devido processo legal”, reforçou.

Por fim, Barroso ressaltou que o STF é um dos poucos tribunais no mundo que, ao lado da sociedade civil, da imprensa e de parte da classe política, conseguiu evitar uma grave erosão democrática, sem nenhum abalo às instituições.

Decano

Em seguida, o decano do STF, ministro Gilmar Mendes, manifestou repúdio aos recentes ataques dirigidos à Corte e enfatizou que “o Supremo não se dobra a intimidações”. Segundo ele, o STF está preparado para enfrentar, mais uma vez, com altivez e resiliência, quaisquer ameaças, “venham de onde vierem”.

Mendes ressaltou que a atuação do Tribunal e de seus ministros não está imune a críticas, as quais são bem-vindas quando visam ao aperfeiçoamento das instituições. Contudo, destacou a importância de se distinguir críticas sérias e construtivas das opiniões levianas.

O ministro afirmou que o STF tem se pautado rigorosamente pela lisura de todos os procedimentos e pela obediência ao princípio da legalidade. Observou que cada decisão da Corte está amparada no devido processo legal, no contraditório e na ampla defesa, e que a Constituição e as leis são aplicadas com o máximo rigor técnico, por meio de ritos públicos, oitiva das partes e fundamentações transparentes. “Não há espaço para arbítrio ou decisões discricionárias que se desviem do cânone constitucional e legal”, pontuou.

O decano destacou ainda que os julgamentos do Tribunal não se submetem a interesses políticos, pressões externas ou simpatias ideológicas. “A toga que vestimos simboliza a imparcialidade e o compromisso exclusivo com a Constituição, que, como toda constituição democrática, divide os poderes e garante a existência de um Poder Judiciário autônomo”, afirmou.

Em sua manifestação, Mendes reiterou que a independência do Poder Judiciário brasileiro é um valor inegociável. Em sua visão, os ataques à atuação jurisdicional do país representam não apenas um desrespeito ao STF, mas uma afronta à própria soberania nacional. “Apenas ao povo brasileiro compete decidir sobre seu próprio destino, sem interferências externas indevidas”, destacou. Ele lembrou que o respeito mútuo entre as nações e a não ingerência em assuntos internos são princípios basilares da convivência pacífica e harmoniosa.

Por fim, o decano se solidarizou com o ministro Alexandre de Moraes, “que tem sido alvo de agressões injustas e reiteradas tentativas de intimidação”. Enfatizou que o ministro tem prestado um serviço fundamental ao Estado brasileiro, atuando com prudência e assertividade na condução dos processos que apuram a tentativa de golpe de Estado. “Que ninguém duvide da imparcialidade e da legitimidade da atuação do STF, e que ninguém ouse desrespeitar a soberania do Brasil”, concluiu.

Ministro Alexandre de Moraes

Relator dos processos sobre a tentativa de golpe, o ministro Alexandre de Moraes apontou a existência de ações articuladas por investigados e réus com o objetivo de obstruir a Justiça e interferir no funcionamento da Corte. Segundo ele, os envolvidos fazem parte de uma organização criminosa que atua fora do país de forma “covarde e traiçoeira”, promovendo negociações ilícitas com autoridades estrangeiras para tentar coagir o STF no julgamento da Ação Penal 2668, que apura os atos de 8 de janeiro de 2023.

O ministro afirmou que há provas de articulações que resultaram em sanções econômicas contra o Brasil, com prejuízos a empresários e risco de perda de empregos. As iniciativas incluiriam a promoção de tarifas internacionais sobre produtos brasileiros como forma de criar instabilidade social e política. Ele também mencionou ameaças direcionadas aos presidentes da Câmara dos Deputados e do Senado Federal, classificando as ações como tentativas de obtenção de uma anistia inconstitucional.

O ministro Alexandre reforçou o respeito à legalidade e a transparência do processo penal em curso e informou que já foram ouvidas 149 testemunhas de defesa e interrogados 31 réus no âmbito das ações penais, em atos públicos, gravados e divulgados à sociedade. Ressaltou que todos os procedimentos seguem o devido processo legal e são conduzidos de forma colegiada. “Não há no mundo uma ação penal com tanta transparência e publicidade”, afirmou, reforçando que o Supremo continuará a julgar com base nas provas, absolvendo os inocentes e responsabilizando os culpados.

Ele repudiou as ameaças dirigidas a membros do STF e a seus familiares, reiterando que a Corte não se submeterá a pressões. “A soberania nacional jamais será vilipendiada, negociada ou extorquida”, afirmou.

Outras Notícias

Gastos com candidaturas ultrapassam R$ 11 bilhões nas eleições de 2026

As despesas declaradas por candidatos nas eleições de 2026 chegaram a R$ 11,03 bilhões, segundo dados disponibilizados pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) até sexta-feira (30). O valor é R$ 2,36 bilhões inferior ao registrado nas eleições gerais de 2022, mas ainda pode aumentar com a conclusão das prestações de contas. O levantamento considera as despesas […]

As despesas declaradas por candidatos nas eleições de 2026 chegaram a R$ 11,03 bilhões, segundo dados disponibilizados pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) até sexta-feira (30). O valor é R$ 2,36 bilhões inferior ao registrado nas eleições gerais de 2022, mas ainda pode aumentar com a conclusão das prestações de contas.

O levantamento considera as despesas informadas por candidatos à Presidência da República, ao Senado, à Câmara dos Deputados, às assembleias legislativas e à Câmara Legislativa do Distrito Federal.

A maior parcela dos recursos declarados, aproximadamente 52% do total, corresponde a transferências financeiras entre candidatos e partidos políticos. Esses repasses somaram R$ 5,72 bilhões e representam a movimentação de recursos entre campanhas, não necessariamente pagamentos diretos a fornecedores.

Entre as despesas destinadas à contratação de produtos e serviços, a publicidade em materiais impressos, como panfletos e cartazes, movimentou R$ 976 milhões. Os serviços prestados por terceiros somaram R$ 795 milhões, enquanto as atividades de militância e mobilização de rua chegaram a R$ 662 milhões.

As campanhas também declararam R$ 538 milhões em despesas com pessoal, R$ 302 milhões em serviços advocatícios e R$ 282 milhões na produção de programas de rádio, televisão e vídeos.

Redes sociais receberam investimentos milionários

O impulsionamento de conteúdos nas plataformas digitais respondeu por R$ 488 milhões das despesas declaradas pelas candidaturas.

Entre as empresas de tecnologia, o Facebook, pertencente à Meta, liderou os recebimentos relacionados à publicidade eleitoral, com R$ 352 milhões distribuídos em aproximadamente 28,6 mil contratos.

Nas eleições de 2022, os valores destinados à plataforma haviam somado R$ 129 milhões, em cerca de 19,4 mil contratos. Os números mostram o crescimento dos investimentos das campanhas na divulgação paga de conteúdos nas redes sociais.

O professor de Direito da Universidade de Brasília (UnB), Murilo Borsio Bataglia, avalia que a distribuição dos recursos eleitorais acompanha as mudanças nas estratégias de comunicação política, com maior utilização das plataformas digitais para alcançar os eleitores.

Recursos públicos e prestação de contas

Uma das principais fontes de financiamento das campanhas é o Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC), conhecido como fundo eleitoral, que disponibilizou R$ 4,91 bilhões para as eleições de 2026.

Entre os partidos, o PL recebeu R$ 882 milhões, o PT ficou com R$ 615 milhões e o União Brasil contou com R$ 526 milhões em recursos do fundo.

As campanhas também utilizaram transferências entre partidos e candidatos, doações de pessoas físicas e recursos próprios dos concorrentes.

Apesar de os gastos declarados até 30 de outubro serem inferiores aos registrados em 2022, os números ainda não são definitivos.

De acordo com o calendário do TSE, candidatos e partidos que participaram apenas do primeiro turno têm até terça-feira (3) para apresentar suas prestações de contas. Já os que disputaram o segundo turno têm prazo até 14 de novembro.

Com a entrega das informações restantes, o volume total de despesas declaradas nas eleições de 2026 poderá ser atualizado.

Fonte: CNN Brasil
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

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Lula avalia criar Ministério da Comunicação Digital para o quarto mandato

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) avalia criar um Ministério da Comunicação Digital para seu quarto mandato, que começa em janeiro de 2027. A proposta ganhou espaço nas discussões sobre a composição do novo governo após a atuação das redes sociais na campanha presidencial. A estrutura em estudo reuniria secretarias atualmente vinculadas a […]

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) avalia criar um Ministério da Comunicação Digital para seu quarto mandato, que começa em janeiro de 2027. A proposta ganhou espaço nas discussões sobre a composição do novo governo após a atuação das redes sociais na campanha presidencial.

A estrutura em estudo reuniria secretarias atualmente vinculadas a diferentes ministérios e teria autonomia em relação à Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República (Secom), comandada por Sidônio Palmeira.

Entre os órgãos que poderiam integrar a nova pasta estão a Secretaria de Direitos Digitais, atualmente no Ministério da Justiça e Segurança Pública, e as secretarias de Políticas Digitais e de Estratégias e Redes, vinculadas à Secom.

Uma das atribuições previstas seria a coordenação de políticas relacionadas à regulamentação das plataformas digitais, tema defendido por Lula após sua reeleição.

A possibilidade de criação do ministério ganhou força após a mobilização digital organizada durante o segundo turno pelo deputado federal André Janones (Rede-MG), responsável pelo canal de WhatsApp “Exército do Lula”, que ultrapassou 10,5 milhões de inscritos.

O nome de Janones chegou a ser mencionado por aliados como possível responsável pela nova estrutura. Entretanto, em entrevista ao Fantástico, da TV Globo, exibida nesse domingo (1º), o parlamentar descartou assumir qualquer ministério no próximo governo.

“Eu não vou aceitar nenhum ministério. Está cravado. Não vou ser ministro do governo Lula. Vou continuar na Câmara dos Deputados representando o povo”, declarou.

Nesta segunda-feira (2), Janones voltou a justificar sua decisão em uma publicação na rede social X. Segundo o deputado, assumir um cargo ministerial poderia limitar sua atuação política.

“Porque não posso ter as amarras da liturgia de um cargo nem ficar preso em compromissos burocráticos!”, escreveu.

O parlamentar também afirmou que considera a Câmara dos Deputados o espaço mais adequado para continuar colaborando com Lula por meio da mobilização digital. Na publicação, classificou um ministério como sua “zona de conforto” e declarou que pretende manter o trabalho desenvolvido com o chamado “Exército do Lula”.

Na quinta-feira (29), Lula recebeu Janones para um almoço no Palácio da Alvorada. Durante o encontro, o presidente gravou uma mensagem para os participantes do canal de WhatsApp e anunciou a intenção de realizar uma transmissão ao vivo com o deputado.

O presidente nacional do PT, Edinho Silva, afirmou que ainda não existe decisão sobre a criação do ministério. Segundo ele, Lula considera necessário ampliar a presença do governo nas redes sociais, mas a organização administrativa do próximo mandato permanece em discussão.

Durante o discurso de vitória, em 25 de outubro, Lula já havia anunciado que a comunicação digital teria maior importância em sua próxima gestão.

A proposta de regulamentação das plataformas enfrentou dificuldades para avançar no Congresso durante o atual mandato. Caso seja criado, o novo ministério poderá concentrar parte dessas discussões, mas suas competências e estrutura ainda dependem de definição.

Fonte: O Globo
Foto: Reprodução

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Fonteles, Camilo Santana, João Campos e Gakiya estão entre cotados para ministérios de Lula

A formação do quarto governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) já movimenta articulações políticas em Brasília. Entre os nomes cotados para integrar a equipe ministerial de 2027 estão Rafael Fonteles, Camilo Santana, João Campos e o promotor de Justiça Lincoln Gakiya. As discussões envolvem mudanças em ministérios estratégicos, a possível criação de […]

A formação do quarto governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) já movimenta articulações políticas em Brasília. Entre os nomes cotados para integrar a equipe ministerial de 2027 estão Rafael Fonteles, Camilo Santana, João Campos e o promotor de Justiça Lincoln Gakiya.

As discussões envolvem mudanças em ministérios estratégicos, a possível criação de novas pastas e a participação de aliados que não conquistaram cargos nas eleições de outubro. Segundo interlocutores do presidente, as primeiras definições deverão ocorrer após 16 de novembro, quando Lula retornar de compromissos internacionais na Turquia e nas Filipinas.

Um dos nomes mencionados para o Ministério da Fazenda é o governador reeleito do Piauí, Rafael Fonteles (PT). O vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) também aparece entre as possibilidades para comandar a área econômica.

Fonteles ganhou espaço nas articulações do presidente durante o segundo turno das eleições. Ex-secretário da Fazenda do Piauí, ele é citado por aliados como uma alternativa para assumir a condução da política econômica federal.

Outro nome presente nas discussões é o senador Camilo Santana (PT-CE), ex-ministro da Educação. Ele aparece entre os cotados para a Casa Civil, atualmente comandada por Rui Costa, e também para um eventual Ministério da Segurança Pública.

A criação de uma pasta exclusiva para a segurança pública é uma das propostas apresentadas por Lula durante a campanha. Entre os nomes avaliados para comandá-la está o promotor Lincoln Gakiya, conhecido por sua atuação em investigações contra o Primeiro Comando da Capital (PCC).

Apesar das especulações, não há indicação formalizada para a nova estrutura, que ainda depende de definições sobre suas competências e organização.

João Campos também aparece nas articulações

Em Pernambuco, o nome do ex-prefeito do Recife e presidente nacional do PSB, João Campos, é apontado por aliados como uma possibilidade para integrar o próximo governo federal.

Derrotado por Raquel Lyra (PSD) na disputa pelo Governo de Pernambuco, João deixou a prefeitura para concorrer às eleições e está sem mandato eletivo.

Uma das possibilidades discutidas envolve o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, atualmente comandado por Luciana Santos (PCdoB). A pasta já foi ocupada por Eduardo Campos, pai de João, durante o primeiro mandato de Lula.

A eventual indicação dependerá das negociações entre o presidente e a direção nacional do PSB, partido que também ocupa a Vice-Presidência da República com Geraldo Alckmin.

Outros nomes avaliados

Fernando Haddad (PT), derrotado na disputa pelo Governo de São Paulo, também está entre os nomes mencionados nas conversas sobre a próxima equipe. Uma das possibilidades seria o Ministério das Relações Exteriores.

Entretanto, pessoas próximas ao ex-ministro afirmam que ele considera retornar às atividades acadêmicas na Universidade de São Paulo (USP), sem assumir uma nova função no Executivo.

O deputado federal André Janones (Rede-MG), que participou da mobilização digital da campanha de Lula, também chegou a ser citado para uma função ligada à comunicação do governo.

A possibilidade, porém, foi descartada pelo próprio parlamentar. Em entrevista ao Fantástico, exibida nesse domingo (1º), Janones afirmou que não aceitará um ministério e permanecerá na Câmara dos Deputados.

Na área da Defesa, José Múcio Monteiro manifestou a intenção de deixar o cargo. Também são discutidas possíveis mudanças nos comandos das Forças Armadas, enquanto o general Tomás Paiva é mencionado como alternativa para o Gabinete de Segurança Institucional (GSI).

Por outro lado, integrantes da atual equipe, como Esther Dweck, Leonardo Barchini e Fernanda Machiaveli, aparecem entre os nomes que poderão permanecer no governo, ainda que em funções diferentes.

Lula também deverá negociar espaços com partidos do Centrão para ampliar sua base de apoio no Congresso Nacional. A composição definitiva do primeiro escalão ainda não foi anunciada.

Fonte: O Globo
Foto: Reprodução

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Após deixar o Brasil, Flávio diz que não se arrepende de suas ações e critica Moraes

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) divulgou um comunicado nas redes sociais nesse domingo (1º), afirmando que não se arrepende de suas ações e criticando o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). A manifestação ocorreu após o parlamentar deixar o Brasil e viajar para os Estados Unidos, contrariando restrições judiciais impostas depois de […]

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) divulgou um comunicado nas redes sociais nesse domingo (1º), afirmando que não se arrepende de suas ações e criticando o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). A manifestação ocorreu após o parlamentar deixar o Brasil e viajar para os Estados Unidos, contrariando restrições judiciais impostas depois de sua derrota na eleição presidencial.

Na publicação, intitulada “Nota ao Brasil”, Flávio voltou a questionar as medidas cautelares determinadas pelo STF, incluindo a obrigação de entregar seus passaportes. O senador classificou as decisões como perseguição política e afirmou que sua saída do país foi motivada pela situação que enfrentava.

O parlamentar também relatou o momento em que recebeu a intimação da Polícia Federal, após visitar o pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro. Segundo ele, a comunicação ocorreu cerca de 12 horas depois da definição do resultado eleitoral.

Flávio afirmou que enfrentou um sistema político contrário à sua candidatura e declarou: “Não me arrependo de absolutamente nada do que fiz”.

Em outro trecho, o senador criticou Moraes e alegou que agentes policiais teriam revirado pertences de suas filhas em sua residência. Entretanto, Flávio não foi alvo de uma operação de busca e apreensão, conforme esclarecido nas reportagens sobre o episódio.

O comunicado também apresentou críticas à imprensa. Flávio afirmou que recebeu um convite da TV Globo para uma entrevista exclusiva, mas que a emissora teria desistido após ele exigir a exibição integral da conversa, sem cortes ou restrições de assuntos.

O senador acusou a emissora de não oferecer espaço para sua versão em uma reportagem preparada para o Fantástico, exibida nesse domingo.

A reportagem do programa abordou as circunstâncias da saída de Flávio do Brasil e o trajeto realizado até os Estados Unidos. Ao final, apresentou o posicionamento de Frederick Wassef, advogado do parlamentar, que contestou a caracterização da viagem como fuga e afirmou que as informações sobre o deslocamento não haviam sido oficialmente confirmadas.

Flávio também reproduziu uma declaração de Cristiano Zanin, atual ministro do STF, feita em agosto de 2016, quando atuava na defesa de Luiz Inácio Lula da Silva. A frase tratava de supostas violações de direitos humanos no Brasil e foi utilizada pelo senador para sustentar suas críticas ao Judiciário.

Ao encerrar o comunicado, o parlamentar anunciou que pretende conceder entrevistas a veículos brasileiros e internacionais nos próximos dias, afirmando que deseja falar sem cortes ou filtros.

Flávio Bolsonaro chegou aos Estados Unidos na quarta-feira (28), depois de deixar o território brasileiro apesar das restrições determinadas por Moraes. As circunstâncias da viagem são investigadas pela Polícia Federal.

Fonte: Estadão Conteúdo
Foto: Reprodução/Instagram

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Fux convoca ministérios da Saúde e Justiça para audiência sobre proibição das bets

O ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu incluir representantes dos ministérios da Saúde e da Justiça e Segurança Pública na audiência pública que discutirá a proibição das apostas online no Brasil. O encontro está marcado para esta terça-feira (3), a partir das 10h, em Brasília. A decisão foi tomada nesse domingo (1º), […]

O ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu incluir representantes dos ministérios da Saúde e da Justiça e Segurança Pública na audiência pública que discutirá a proibição das apostas online no Brasil. O encontro está marcado para esta terça-feira (3), a partir das 10h, em Brasília.

A decisão foi tomada nesse domingo (1º), após pedido da Advocacia-Geral da União (AGU), que questionou a composição inicial da audiência por considerar que havia predominância de representantes de empresas de apostas e entidades esportivas.

Além dos dois ministérios, Fux convocou a Associação Brasileira de Supermercados (Abras), o Comitê Paralímpico do Brasil, a Federação Nacional dos Atletas Profissionais de Futebol (Fenapaf) e o Grêmio Futebol Clube. Com as inclusões, a audiência contará com 34 entidades, órgãos e associações.

O encontro discutirá os impactos da Medida Provisória nº 1.394/2026, editada pelo governo federal, que proibiu a exploração, oferta, intermediação e publicidade das plataformas de apostas online, conhecidas como bets, em todo o território nacional.

A discussão ocorre no âmbito de uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI 8027), apresentada pela Associação Nacional de Jogos e Loterias (Anjl). A entidade questiona a constitucionalidade da medida provisória e solicita ao STF a suspensão da proibição.

Ao pedir a ampliação da lista de participantes, a AGU argumentou que a composição original poderia comprometer a diversidade de opiniões e a apresentação de informações técnicas. Dos 26 convidados inicialmente, 17 representavam clubes de futebol ou empresas de apostas favoráveis à retomada da atividade.

Em sua decisão, Fux lembrou que o STF já realizou duas audiências públicas sobre o tema, em novembro de 2024, quando entidades ligadas à saúde, à defesa do consumidor e à proteção de crianças e adolescentes apresentaram estudos sobre os impactos sociais das apostas.

Entre as organizações ouvidas naquela ocasião estavam a Associação Brasileira de Psiquiatria, o Instituto Alana e o Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec). Nenhuma delas integra a lista de participantes da audiência desta terça-feira.

O ministro reconheceu que os efeitos negativos das apostas sobre a saúde e a economia já foram discutidos pelo tribunal e considerados em julgamentos anteriores.

A audiência será transmitida pela TV Justiça, Rádio Justiça e pelo canal oficial do STF no YouTube. O encontro terá caráter informativo, destinado a reunir argumentos e dados para subsidiar a análise da ação judicial. A realização da audiência não representa uma decisão sobre a constitucionalidade da proibição das bets.

Fonte: Diario de Pernambuco
Foto: Victor Piemonte/STF

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