Mulheres sertanejas participam de oficina sobre convivência com semiárido
Por Nill Júnior
Da Assessoria da Rede de Mulheres Produtoras do Pajeú
Os grupos de mulheres integrantes da Rede de Mulheres Produtoras do Pajeú participaram de uma série de oficinas temáticas dentro do Projeto ATER Mulher, promovidas pela Rede Pajeú e pela Casa da Mulher do Nordeste em parceria com o Centro Sabiá, nos Sertões do Pajeú e Central.
Em São José do Egito, mulheres dos Grupos Agricultoras de São Pedro e Criando, Produzindo e Preservando, das comunidades São Pedro e São Miguel, respectivamente, participaram de oficinas de aproveitamento e reuso de água, sanidade animal e quintais produtivos; enquanto mulheres do grupo Guerreiras do Pajeú, de Curralinho, aprenderam sobre hortas em quintais produtivos e gestão.
Em Mirandiba, o Grupo de Mulheres Quilombolas participou de oficinas em sanidade animal, gestão em sementes crioulas e quintais produtivos. E em Tabira, as integrantes da Associação de Mulheres Agricultoras e Artesãs (AMA), do Sítio Mundo Novo, aprenderam sobre práticas agroecológicas em quintais produtivos, reaproveitamento de água para produção de alimentação animal, estocagem, manejo de pragas e organização produtiva em quintais produtivos agroecológicos.
Entre tantos pedidos feitos ao governador Paulo Câmara durante a realização do programa Todos por Pernambuco, realizado nesta quinta-feira, dia 16, na Escola Técnica Prof. Jonas Feitosa, está o da criação da Delegacia da Mulher de Arcoverde, feito pela vereadora Célia Almeida Galindo em nome de todos os vereadores que compõem a Casa James Pacheco. […]
Entre tantos pedidos feitos ao governador Paulo Câmara durante a realização do programa Todos por Pernambuco, realizado nesta quinta-feira, dia 16, na Escola Técnica Prof. Jonas Feitosa, está o da criação da Delegacia da Mulher de Arcoverde, feito pela vereadora Célia Almeida Galindo em nome de todos os vereadores que compõem a Casa James Pacheco. O ofício foi entregue ao governador ainda na mesa de autoridades.
Célia foi a única vereadora presente ao evento a falar, juntamente com os secretários, deputados estaduais, a prefeita Madalena Britto, a vice-governadora Luciana Santos e o governador Paulo Câmara.
Ela falou em nome de todos os vereadores presentes e que representam os municípios integrantes da Região do Moxotó. No discurso, além de saudar os demais gestores em nome da prefeita Madalena, a vereadora Célia também homenageou o prefeito de Buíque, Arquimedes Valença, citando-o em nome dos prefeitos presentes.
A vereadora também falou sobre a questão previdenciária, dizendo que os municípios hoje estão com os fundos de previdências quebrados, e que é preciso incluir “as cidades, as prefeituras, nesta reforma que está sendo feita em Brasília”. Falou que, apesar das falas desencontradas do presidente, o Congresso tem se mostrado independente e forte para fazer as reformas caminharem.
A vereadora Célia preferiu não citar no seu discurso o pedido da Delegacia da Mulher. Segundo ela, toda a Arcoverde sabe e conhece a história de sua luta em defesa dessa delegacia que vem há mais de década. Desta vez, o pedido foi feito em nome de toda a Câmara Municipal e assinado por todos os vereadores, tanto governistas como da oposição.
Em reunião com o presidente Lula, ministros de Estado e diversos governadores brasileiros sobre a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Segurança Pública, projeto formulado pelo governo federal, a governadora em exercício Priscila Krause destacou a importância da discussão da PEC como uma agenda nacional em defesa da segurança no País. A gestora defendeu […]
Em reunião com o presidente Lula, ministros de Estado e diversos governadores brasileiros sobre a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Segurança Pública, projeto formulado pelo governo federal, a governadora em exercício Priscila Krause destacou a importância da discussão da PEC como uma agenda nacional em defesa da segurança no País.
A gestora defendeu que o debate acerca do tema seja realizado a partir da análise com todos os envolvidos, para saber qual é a extensão da modificação proposta. Na sua contribuição, a gestora também ressaltou que a PEC deve ser conduzida com base total no interesse público. O encontro foi realizado nesta quinta-feira (31), no Palácio do Planalto, em Brasília.
“É importante que possamos entender este momento como uma oportunidade histórica de trazer para uma agenda nacional o problema de segurança pública, em especial o crime organizado. Sozinhos, os estados não podem vencer essa batalha. Esse debate promete ser longo e profundo, mas apelo para que nós não nos percamos em ideologização e politização, e possamos enfrentar os problemas como um projeto de nação. Este é um debate que deve ser sereno, com foco no interesse público”, afirmou Priscila Krause.
Ao abrir a reunião, o presidente Lula destacou a necessidade da discussão da proposta com governadores e todas as instituições envolvidas no setor de segurança pública. “Nós não poderíamos enviar a PEC ao Congresso Nacional sem antes ter uma conversa com os governadores e todas as instituições envolvidas. Que possamos apresentar uma proposta definitiva ao chamado crime organizado que está hoje espalhado em todo o território nacional. A apresentação dessa PEC é o começo de uma grande discussão que nós queremos fazer sobre segurança pública nesse País, sobre a criação de um sistema único de segurança pública”, afirmou o presidente.
Na ocasião, o ministro da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski, apresentou o projeto da PEC, conduzindo uma apresentação para os presentes. “A criminalidade mudou, do ponto de vista da sua natureza. É preciso que nós nos atualizemos também do ponto de vista institucional. E ousamos, então, apresentar uma proposta de alteração da Constituição para encarar essa realidade exatamente nesse sentido, para combater a criminalidade nacionalmente, não mais apenas de forma local”, explicou o ministro.
Essa foi a primeira apresentação da PEC aos governadores. Entre os pontos propostos no texto, está a alteração do Art. 144 da Constituição Federal para outorgar à União a competência de coordenar o Sistema Único de Segurança Pública (Susp). Outros aspectos são a ampliação das competências da Polícia Federal no combate ao crime organizado, a ampliação das competências da Polícia Rodoviária Federal para permitir atuação no patrulhamento ostensivo, e a criação de um Fundo Nacional de Segurança Pública e Política Penitenciária, fundo unificado, com recursos direcionados para programas e ações dos três níveis federativos, não sujeito a contingenciamentos.
REUNIÃO DO CONSÓRCIO – Ainda nesta quinta, antes da reunião com o presidente Lula, os governadores do Nordeste se reuniram para debater o tema da PEC da Segurança Pública em reunião do Consórcio Nordeste. No encontro, a governadora em exercício Priscila Krause também apresentou seu posicionamento aos gestores da região.
A nova pesquisa XP/Ipespe divulgada nesta sexta-feira (13) mostra o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) com 44% das intenções de voto, seguido pelo presidente Jair Bolsonaro (PL) com 32%, na corrida pelo Palácio do Planalto. Lula se manteve com o mesmo patamar de intenção de votos em relação à pesquisa do dia 6 […]
A nova pesquisa XP/Ipespe divulgada nesta sexta-feira (13) mostra o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) com 44% das intenções de voto, seguido pelo presidente Jair Bolsonaro (PL) com 32%, na corrida pelo Palácio do Planalto.
Lula se manteve com o mesmo patamar de intenção de votos em relação à pesquisa do dia 6 de maio, enquanto Bolsonaro oscilou um ponto para mais, dentro da margem de erro de 3,2 pontos percentuais.
A seguir aparecem o ex-ministro Ciro Gomes (PDT), com 8%, e o ex-governador de São Paulo João Doria (PSDB), com 3%. O deputado federal André Janones (Avante) registrou 2%, e a senadora Simone Tebet (MDB), 1%.
Luciano Bivar (União Brasil), Felipe d’Avila (Novo), Vera Lúcia (PSTU) e Eymael (DC) não pontuaram.
Brancos, nulos ou que não votariam em nenhum dos candidatos somam 7%. Indecisos representam 3% dos entrevistados.
Esta edição da pesquisa XP/Ipespe foi realizada por telefone com 1.000 entrevistados entre os dias 9 e 11 de maio de 2022, com pessoas de 16 anos ou mais de todas as regiões do país.
A margem de erro máxima estipulada é de 3,2 pontos percentuais para mais ou para menos, com um intervalo de confiança de 95,5%. Ou seja, se 100 pesquisas fossem realizadas, ao menos 95 apresentariam os mesmos resultados dentro desta margem.
A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o protocolo BR-02603/2022.
Farol de Notícias O ex-prefeito de Serra Talhada, Luciano Duque (PT), pré-candidato a deputado estadual, já começou a arregaçar às mangas em torno do retorno do ex-presidente Lula ao Palácio do Planalto. Ao ser provocado pelo tema, na última entrevista do ano na TV Farol, o petista analisou que o presidente Jair Bolsonaro terá um […]
O ex-prefeito de Serra Talhada, Luciano Duque (PT), pré-candidato a deputado estadual, já começou a arregaçar às mangas em torno do retorno do ex-presidente Lula ao Palácio do Planalto.
Ao ser provocado pelo tema, na última entrevista do ano na TV Farol, o petista analisou que o presidente Jair Bolsonaro terá um fim de governo melancólico, e que não haverá qualquer ‘fato novo’ que lhe assegure a vitória nas Eleições 2022.
“Eu nem acredito em fato novo, em outra facada, eu não acredito nessas fake news que já caíram em descrédito, no momento da eleição do Bolsonaro é que teve a importância estratégica, ele se escondeu a campanha inteira por conta da facada e fake news permearam, foram instrumentos de defesa da sua candidatura e hoje nós vamos discutir o real, uma inflação de 2 dígitos que nós voltamos a ter, nós vamos discutir a perda do poder aquisitivo do povo trabalhador brasileiro, o custo do combustível, o custo da energia”, disse Luciano Duque.
“Eu faço uma observação histórica. Nenhum presidente da república se elegeu quando a economia não vinha bem, não creio muito na retomada de um cenário positivo para Bolsonaro, ele já beira mais de 60% de rejeição, a terceira via não se consolidou, a aliança Lula Alckmin traz um sentimento que há um equilíbrio, com forças de esquerda e do centro, o que nós precisamos construir nesse país é o consenso, a construção do sentimento do brasileirismo, o sentimento da junção de forças que pensam diferentes, mas que querem o país melhor”, reforçou.
E completou: “há a discordância entre esquerda e centro, mas existe a compreensão que estamos vivendo um dos piores governos da história da república, o que se tem previsto para o investimento para 2022 é uma verdadeira piada”.
Por Xico Sá Aos 71 anos e muitas léguas tiranas nas alpercatas, o cantor paraibano Flávio José alertou seus admiradores, durante um show junino em Campina Grande, que teria um tempo reduzido para acochambrar os inúmeros sucessos pedidos pelo público. “Infelizmente, são essas coisas que os artistas da música nordestina sofrem. ‘Precisa cantar 1h30 não, […]
Aos 71 anos e muitas léguas tiranas nas alpercatas, o cantor paraibano Flávio José alertou seus admiradores, durante um show junino em Campina Grande, que teria um tempo reduzido para acochambrar os inúmeros sucessos pedidos pelo público.
“Infelizmente, são essas coisas que os artistas da música nordestina sofrem. ‘Precisa cantar 1h30 não, uma hora tá bom’. Vamos nos virar nos 30 para ver se a gente atende vocês”, explicou o artista. Mesmo com toda sua delicadeza, a queixa ecoou como um aboio de protesto entalado há anos na goela de quem faz o forró pé-de-serra no Nordeste.
O tempo tirado de Flávio José seria acrescido ao relógio do sertanejo Gusttavo Lima, a atração seguinte. Poderia ser qualquer outro astro pop — pouco importa o nome, a origem e o estilo —, o absurdo que se repetiu naquela noite na terra de Jackson do Pandeiro foi o de relegar ao segundo plano um dos maiores artistas do próprio Estado.
Óbvio que a música de Flávio José é bem mais rica e sintonizada culturalmente com as festas juninas. Isso até as brasas menos acesas da fogueira sabem de cor e salteado. Não quero, porém, aprumar o debate nesse rumo estético. O que faltou ao artista paraibano foi respeito, ser tratado com a mesma decência destinada às estrelas mais midiáticas.
Por isso que o seu protesto, com toda mansidão de um xote, logo virou o desabafo coletivo de forrozeiros e forrozeiras escalados para palcos menores nas hiperbólicas festas promovidas por prefeituras e marcas de cervejas.
De tanto deixar barato e não chiar — é bom lembrar o temor de retaliação no São João seguinte —, a turma do pé-de-serra foi perdendo espaço, como avalia o jornalista e crítico musical José Teles, paraibano radicado no Recife. “Agora é tarde, e Marinês está morta”, satiriza, lembrando o nome de uma das maiores cantoras de forró da história do Nordeste.
Flávio José chiou, como já chiava em outras temporadas o caboclo sonhador Maciel Melo, cita o mesmo Teles, autor de infinitas e pioneiras crônicas sobre o assunto. Agora dê licença, leitores e leitoras, vou procurar um bom trio de forró na festa de Barbalha, o melhor Santo Antônio casamenteiro do mundo, como assegura Socorro Luna, a solteirona mais feliz do Brasil — assim se define a famosa promotora da farra.
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