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Senado mais conservador: com 28 senadores, PL amplia força e prepara agenda sobre STF, segurança, costumes e agronegócio

Por Michael Andrade

O PL chegará a 2027 com 28 dos 81 senadores e a maior bancada da Casa, resultado que amplia o espaço do partido para tentar levar ao plenário pautas defendidas pelo bolsonarismo. Entre os temas estão mudanças relacionadas ao STF, segurança pública, educação, aborto e questões ligadas ao agronegócio e às terras indígenas.

O partido elegeu 19 senadores nas eleições de 2026 e, somados aos parlamentares com mandato até 2031, passará dos atuais 15 para 28 integrantes. O número representa mais de um terço do Senado e coloca a legenda em posição de maior influência sobre a definição das pautas e as negociações com outras bancadas.

Um dos principais temas defendidos durante a campanha foi o impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). A nova bancada, entretanto, não terá votos suficientes para aprovar sozinha uma eventual condenação. São necessários 54 dos 81 senadores para afastar um ministro da Corte.

A composição também deve aumentar o peso do PL na análise das futuras indicações ao Supremo. Cabe ao Senado sabatinar e decidir se aprova os nomes indicados pelo presidente da República para ocupar vagas no tribunal.

Outra frente citada por parlamentares eleitos envolve mudanças nas regras relacionadas à atuação do STF e uma participação mais ativa do Senado na relação entre Legislativo e Judiciário.

No agronegócio e na política para terras indígenas, propostas que estavam paradas podem ganhar novo impulso. Entre elas está a autorização para mineração e instalação de hidrelétricas em terras indígenas, tema apoiado por parlamentares eleitos para o Senado, como Carlos Jordy, Caroline de Toni e Bia Kicis, todos do PL.

A bancada também reúne defensores do marco temporal para a demarcação de terras indígenas, pauta que nos últimos anos provocou embates entre Congresso e Supremo.

Na segurança pública, estão entre as bandeiras defendidas por integrantes do grupo o endurecimento da legislação penal e propostas como redução da maioridade penal. Também há projetos em tramitação que tratam da chamada castração química para condenados por crimes sexuais.

A área deverá ganhar espaço com a chegada ao Senado de parlamentares que fizeram da segurança uma das principais bandeiras eleitorais. Entre eles está Guilherme Derrite (PP-SP), ex-secretário de Segurança Pública de São Paulo e aliado do grupo político de Flávio Bolsonaro.

Na educação, parlamentares alinhados ao bolsonarismo defendem a regulamentação do ensino domiciliar, conhecido como homeschooling. A proposta já passou pela Câmara e estabelece regras para que famílias possam optar pela educação dos filhos fora do ambiente escolar tradicional.

As chamadas pautas de costumes também estarão entre as prioridades de parte da nova bancada. Senadoras eleitas como Michelle Bolsonaro, Bia Kicis e Caroline de Toni defendem restrições ao aborto e já se posicionaram favoravelmente a propostas que ampliam a proteção jurídica à vida desde a concepção.

Apesar do tamanho da bancada, o PL dependerá de alianças para transformar parte dessas propostas em mudanças constitucionais. Uma PEC precisa de pelo menos 49 votos no Senado, enquanto o partido terá 28 cadeiras.

A nova composição também deverá influenciar a disputa pela Presidência do Senado e o comando das principais comissões da Casa, posições fundamentais para decidir quais projetos entram ou não na pauta de votação.

Os novos senadores assumem os mandatos em fevereiro de 2027.

Fonte: O Globo
Foto: Reprodução

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Outras Notícias

Coluna do Domingão

E se Marília ganhar?  Cada eleição conta uma história e é imprudente cravar agora a eleição da petista Marília Arraes como prefeita do Recife. Entretanto, com um pleito em uma semana e vantagem que de acordo com as últimas pesquisas oscila entre 7 e 10 pontos, o desafio da campanha de João Campos é tirar […]

E se Marília ganhar? 

Cada eleição conta uma história e é imprudente cravar agora a eleição da petista Marília Arraes como prefeita do Recife.

Entretanto, com um pleito em uma semana e vantagem que de acordo com as últimas pesquisas oscila entre 7 e 10 pontos, o desafio da campanha de João Campos é tirar um a dois pontos diários até domingo que vem. Impossível, não é.  Muito difícil, com certeza.

E se as projeções se materializarem, a petista não desidratar numericamente e ganhar a eleição da cidade mais importante do Nordeste e uma das mais importantes do país?

O primeiro impacto virá do núcleo socialista.  Lavagem de roupa suja, caça às bruxas, avaliação do resultado. O que terá pesado mais? Fadiga de material do PSB na capital? A avaliação ruim da gestão Geraldo Júlio?  A pecha de que a eleição de João será a continuidade de um “reinado” no Estado? Não faltarão argumentos e fogo amigo. Claro, só se a derrota vier. Uma virada vai ter o efeito contrário e as eventuais rusgas socialistas ficarão por baixo do tapete.

Muito se fala do impacto da eleição em Recife dois anos depois no Estado. Devagar com o andor.  Primeiro porque, caso eleita, Marília terá pouco mais de um ano pra mostrar serviço em uma cidade das mais complexas de gerir. São muitos Recifes dentro de um só.  Da cidade das palafitas e desigualdades à potência da era digital. Registre-se, com o ciclo bolsonarista em paralelo.

Mas algumas coisas poderão ser cravadas. A maior deles, a derrocada do projeto “Geraldo 2022”. Era certo até esse ciclo eleitoral dizer que Geraldo era nome natural à sucessão de Câmara. Se a avaliação negativa de sua gestão já impacta essa possibilidade, uma derrota de João Campos terá o carimbo de sua administração.  Vai ser derrota de Geraldo também.

Isso vai dar ao PSB o desafio de encontrar um nome pra chamar de seu. O trabalho será bem maior que o de Eduardo quando indicou o próprio Paulo em 2014. E em 2022, outra certeza, o PSB não terá apoio do PT, sua tábua de salvação para liquidar o pleito no primeiro turno em 2018.

Vale o registro, a oposição também continua buscando de reencontrar depois das derrotas seguidas de Armando.  Vale a pena insistir no petebista ou tentar achar um nome que busque simbolizar renovação, oxigenação, o novo? Se a resposta for a segunda, Miguel Coelho já está buscando programaticamente a viabilidade de seu nome.

A única certeza, esse momento deve estar acendendo não uma luz, mas um farol amarelo do tamanho do mundo no PSB. Isso porque a história pode contar daqui a alguns anos que essa eleição iniciou o fim de um ciclo com 16 anos – com os dois que restam a Paulo – de comando da legenda em Pernambuco.  Também é possível que não, com o conto da maior virada da história das eleições de Recife, batendo João Paulo x Roberto Magalhães.  Ainda poderemos ouvir que depois de Marília prefeita, o PSB acordou e conseguiu capitalizar administrativa e politicamente, mantendo-se com o trono do Palácio das Princesas.

Maa essa é a dificuldade de um texto avaliando fato não consumado. Começa com “e se”, tem muito “porém”, “quem sabe”, “se acontecer”. Conjectura, não crava. Projeta, não afirma.  Assim, espere domingo que vem. No texto da noite de 29 de novembro, não haverá talvez…

Dois pés na campanha

Luciano Duque quer sair dizendo que ajudou a eleger duas prefeitas.  Além de Márcia Conrado, de Serra Talhada, foi de mala e cuia para participar da reta final da campanha de Marília Arraes no Recife.

O segredo da virada 

Para algumas lideranças socialistas, a campanha de João Campos deve ter mais inserção da grande liderança que foi Eduardo, além de identificar Marília com o PT, que tem teto no Recife. Lembrar de João da Costa e seu desmantelo. E estruturalmente “amarelar” o Recife nessa semana.

Sobrando

Os cinco prefeitos com maior percentual da eleição foram por ordem no Pajeú, Luciano Bonfim, de Triunfo, com 73,45%, Zé Pretinho, de Quixaba, com 72,53%, Luciano Torres, da Ingazeira, com 66,53%, Djalma da Padaria, de Solidão (66,21%) e Sandrinho Palmeira, de Afogados, com 64,15%.

Fio de cabelo 

As disputas mais apertadas foram Nicinha 50,65% x 49,35% Flávio Marques em Tabira, Irlando Parabólica 51,92% x 48,08% de Filipe de Nael de Santa Cruz em Baixa Verde e Gilson Bento 52,49% x 47,51 de Zé Vanderlei.

Top 3

Das “marmotas eleitorais”, medalha de ouro para Faeca Melo, de Serra Talhada, com “temos pesquisas internas que dão empate técnico”. Prata para as desculpas de Nicinha de Dinca para faltar aos debates e bronze para  “nossa carreata atendeu todas as exigências da legislação em vigor”, da campanha de Sandrinho Palmeira em Afogados.

Cadê o Delegado? 

O promotor Romero Borja foi direto quando questionado por Anchieta Santos sobre o alto índice de homicídios em Tabira. “Não fomos procurados uma vez sequer pela Polícia Civil “. O MP promete uma força tarefa para uma atitude sobre o que tem ocorrido. O Delegado Thiago Souza, que ninguém ouve, tem sido criticado pela falta de respostas aos crimes.

Na mão 

Alguns prefeitos socialistas do Pajeú  tem sido muito duros com o comando do PSB, leia-se Sileno Guedes e Paulo Câmara.  “Não recebemos um telefonema de um ou de outro. Ficamos à deriva “, reclama um reeleito. Sobre prioridade ao Recife e falta ao interior.

Frase da semana:

“Prefeitura não é pirulito para estar dando de presente para um menino”.

De Marília Arraes atacando João Campos no debate da TV Clube.

Autor de tiros que mataram Major Resende é morto em confronto com a polícia

Urgente O terceiro indivíduo que participou da ação que matou o Major Resende acaba de morrer em confronto com a PMPE. José Pedro da Silva, conhecido como Sebinha, idade não informada, tem passagens por crimes em São Paulo, como tentativa de homicídio e tráfico de drogas. Ele foi o responsável pelos disparos que mataram o […]

Urgente

O terceiro indivíduo que participou da ação que matou o Major Resende acaba de morrer em confronto com a PMPE.

José Pedro da Silva, conhecido como Sebinha, idade não informada, tem passagens por crimes em São Paulo, como tentativa de homicídio e tráfico de drogas.

Ele foi o responsável pelos disparos que mataram o PM e estava escondido em área de mata na zona rural de Buíque. O corpo está sendo levado para o Hospital Regional de Arcoverde.

A ação conjunta reuniu BEPI, Segunda Seção e Malhas da Lei. Eles já teria sido ferido em confronto com policias na noite de ontem.

Dos três envolvidos, um dos elementos havia sido preso e outro se entregou com a mãe ontem, conforme noticiou o blog.

Relembre: o oficial da Polícia Militar de Pernambuco, Major Gláucio Rezende, natural de Custódia e Subcomandante da 1ª CIPM, localizada em Belém do São Francisco, foi morto no Distrito de Carneiro, entre Arcoverde e Buíque.

Segundo informações de um áudio que a redação do blog teve acesso, o Major, que também era dono de uma seguradora de veículos, teve uma moto roubada e a localização indicava que ela estaria no Distrito de Carneiro.

Ele seguiu a localização com uma funcionária de carro e um outro funcionário foi de moto. Chegando na localidade ele avistou a moto produto do roubo e rendeu dois suspeitos. Em um momento de descuido um deles acabou alvejando ele pelas costas. Depois pegou a arma do Major e terminou de executá-lo com tiros na cabeça.

Datafolha: 69% ainda vêem democracia como melhor forma de governo

Pesquisa Datafolha divulgada nesta quinta-feira (4) para presidente da República também avaliou qual a opinião dos brasileiros sobre a melhor forma de governo: “democracia”, “ditadura” ou “tanto faz”. O levantamento mostrou que 69% dos brasileiros acreditam que a democracia é sempre melhor do que qualquer outra forma de governo, contra 12% que acham que a ditadura é […]

Pesquisa Datafolha divulgada nesta quinta-feira (4) para presidente da República também avaliou qual a opinião dos brasileiros sobre a melhor forma de governo: “democracia”, “ditadura” ou “tanto faz”.

O levantamento mostrou que 69% dos brasileiros acreditam que a democracia é sempre melhor do que qualquer outra forma de governo, contra 12% que acham que a ditadura é melhor em certas circunstâncias. Para 13%, tanto faz se o governo é uma democracia ou uma ditadura. O índice de apoio à democracia, de acordo com a pesquisa, é o maior desde 1989.

A pesquisa também aponta: para 84% dos eleitores com ensino superior, a democracia é sempre a melhor forma de governo; o índice é de 72% entre os que têm ensino médio; 55%, com ensino fundamental. A porcentagem de apoio à democracia entre as mulheres é de 67%, e, entre os homens, de 71%.

74% dos eleitores mais jovens, de 16 a 24 anos, e 64% dos mais velhos, com mais de 60 anos, apoiam a democracia.

Santa Cruz da Baixa Verde: prefeito vistoria obra

O prefeito de Santa Cruz da Baixa Verde, Tassio Bezerra, vistoriou na manhã desta segunda feira (01) a obra da UBS Severiano Diniz, que atenderá 2 mil pessoas na sede do município e custou R$ 432 mil. “Essa obra está aproximadamente 90% concluída. É uma obra importante porque vai garantir assim como a primeira que […]

O prefeito de Santa Cruz da Baixa Verde, Tassio Bezerra, vistoriou na manhã desta segunda feira (01) a obra da UBS Severiano Diniz, que atenderá 2 mil pessoas na sede do município e custou R$ 432 mil.

“Essa obra está aproximadamente 90% concluída. É uma obra importante porque vai garantir assim como a primeira que inauguramos, qualidade no atendimento e conforto para a população e para os profissionais que atuarão nesta unidade”, destacou.

O prefeito afirmou também que o prédio ajudará o município a economizar com os aluguéis, já que secretarias e até a prefeitura funcionavam em prédios alugados.

“A economia é outro ponto positivo dessas conquistas. Quando assumi percebi que precisaríamos fazer algo e fomos caminhando com projetos que nos permitiram construir o prédio da prefeitura, onde também funciona algumas secretarias além dessas duas UBS’s”.

Articulação do Semi Árido critica “Agro é Pop” sobre tecnologias sustentáveis no NE

A ASA Articulação no Semiárido Brasileiro Brasileiro, rede da sociedade civil que congrega mais de 3 mil organizações em todo o Semiarido criticou a campanha “Agro é Pop” da Rede Globo que faz referência às tecnologias de convivência com a estiagem na região. “A campanha Agro é Pop, produzida e veiculada pela TV Globo, grande […]

A ASA Articulação no Semiárido Brasileiro Brasileiro, rede da sociedade civil que congrega mais de 3 mil organizações em todo o Semiarido criticou a campanha “Agro é Pop” da Rede Globo que faz referência às tecnologias de convivência com a estiagem na região.

“A campanha Agro é Pop, produzida e veiculada pela TV Globo, grande parceira do setor do agronegócio, anda dizendo que as tecnologias sociais que melhoram a qualidade dos agricultores do Nordeste, é Agro. Estas tecnologias não têm relação com o agronegócio como a TV Globo induz as pessoas a acreditar”, diz o texto.

É seguem: “as cisternas, especificamente, são fruto de um trabalho construído há mais de 20 anos pela sociedade civil organizada e o povo do Semiárido. Um trabalho concretizado pelas famílias agricultoras campesinas, que produzem mais de 70% dos alimentos consumidos pelos brasileiros e brasileiras e são responsáveis pela criação de 75% dos postos de trabalho no campo no Semiárido, ocupando apenas 27% da área, segundo dados do Censo Agropecuário de 2017 (IBGE)”.

E questiona: “Até quando o capital vai continuar se apropriando do que ele não  cuida e constrói? Até quando o discurso do Agronegócio vai continuar associando a sua imagem ao que é belo e fruto do trabalho de agricultores e agricultoras familiares?”

Ainda pergunta até quando o agronegócio vai fingir ter uma alma limpa quando sob si pesa a responsabilidade pela destruição da vegetação, de animais, de fontes de água doce e pelos males às pessoas causados pelos agrotóxicos.

“A Agro é Pop é uma campanha venenosa para o Brasil assinada pela TV Globo, uma emissora que se utiliza de uma concessão pública de radiodifusão para veicular assuntos de interesses privados, quando deveriam ser de interesse público”, conclui o texto.