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Mulher morre em grave acidente na estrada Ambó/São José do Egito

Por André Luis

Neste domingo (5), um grave acidente foi registrado em São José do Egito. Uma caminhonete capotou na Serra do Olho D’água, próximo a Fábrica Esquadrias Tuparetama.

Os Bombeiros foram solicitados no local e ao chegarem, foi constato haverem cinco vítimas: uma sem ferimentos; duas com escoriações leves (O motorista e a filha de 6 anos); uma com ferimento no crânio e possível Trauma cranioencefálico (TCE) e escoriações; e uma mulher, já em óbito, com ferimentos no crânio, ferimento na face, escoriações e esmagamento do membro superior esquerdo. 

A vítima que veio a óbito se chamava “Samara Batista” que trabalhava na Farmácia de Corrinha, em Teixeira, na Paraíba.

No carro vinham Samara, a filha (Ana Júlia), a irmã (Jordânia), seu marido (Eduardo) e mais uma pessoa.

As informações é que Jordânia sofreu ferimentos graves e foi transferida para Cidade de Patos-PB. Ana, Eduardo e o funcionário sofreram ferimentos leves. 

Todas as vítimas estavam fora do veículo. Parte da estrada que liga São José do Egito à Ambó está sem acostamento e sem sinalização. No local do acidente há uma ladeira íngreme, com curvas acentuadas e perigosas. As informações são do Blog do Marcello Patriota.

Outras Notícias

Zé Marcos oficializa que não disputará prefeitura de São José do Egito

Em carta aberta,  o ex-prefeito e ex-deputado José Marcos de Lima oficializou que não é mais pré-candidato à prefeitura de São José do Egito. “Dirijo-me a todos os meus correligionários, amigos (as) e a toda comunidade egipciense para informar que muito me satisfaz ter sempre meu nome lembrado para novamente disputar as eleições majoritárias na […]

Em carta aberta,  o ex-prefeito e ex-deputado José Marcos de Lima oficializou que não é mais pré-candidato à prefeitura de São José do Egito.

“Dirijo-me a todos os meus correligionários, amigos (as) e a toda comunidade egipciense para informar que muito me satisfaz ter sempre meu nome lembrado para novamente disputar as eleições majoritárias na minha querida São José do Egito. A simples menção do meu nome já é motivo de muito orgulho e vem coroar o trabalho que sempre realizei, primeiro como vereador, depois como prefeito e consequentemente como deputado estadual, onde atuei buscando o melhor para nossa gente. Esse desejo daqueles que admiram nossa história de luta por dias melhores vem coroar também o sentimento de amor incondicional que sempre nutri por este município e por seus filhos”, iniciou.

“Nunca pautei a minha atuação por apego a cargo ou ao poder. Isso pode ser comprovado pela minha própria trajetória de vida, pois sou e sempre serei um homem simples, íntegro, com valores humanos, éticos e morais solidificados e, principalmente, sou reconhecido por ser um verdadeiro amigo dos amigos”, seguiu.

“Hoje, como já foi frisado, muito me alegro por novamente ser lembrado pelo meu povo para disputar uma eleição, mas, após refletir muito, decidi por declinar da ideia. Não por recear uma disputa, pois nunca temi o enfrentamento político com quem quer que seja. Basta lembrar que disputei eleições com grande desvantagem e deixei de disputar outras onde estava virtualmente eleito. Isso, por si só, mostra que eu sou um homem honrado e, como disse antes, desapegado ao poder”.

“Nesse momento da vida pessoal e profissional preciso declinar dessa disputa para buscar dar à minha família mais atenção e segurança para o futuro. Isso demandará muito trabalho e presença constante com minha esposa, filhos e demais familiares”.

E concluiu: “Estou triste porque essa decisão não foi fácil, mas fica o compromisso de honra de continuar contribuindo com o meu município e com a minha gente, como sempre fiz e continuarei fazendo, até o fim da minha existência. A ligação que me une a São José do Egito e ao seu povo é inquebrantável”.

Ainda agradeceu especialmente ao grupo político que caminha com ele.

O papel do Vereador

Por Antonio de Pádua* O Vereador é a pessoa eleita pelo povo para cuidar do bem e dos negócios do povo em relação à administração pública, ditando as leis necessárias para esse objetivo, sem, contudo, ter nenhum poder de execução administrativa. Portanto, não pode prometer, já que não tem poderes para cumprir e/ou realizar obras, […]

Por Antonio de Pádua*

1296602084O Vereador é a pessoa eleita pelo povo para cuidar do bem e dos negócios do povo em relação à administração pública, ditando as leis necessárias para esse objetivo, sem, contudo, ter nenhum poder de execução administrativa.

Portanto, não pode prometer, já que não tem poderes para cumprir e/ou realizar obras, resolver problemas da saúde, da educação, do esporte, da cultura, do lazer, do asfalto, do meio ambiente, do trânsito, dos loteamentos e casas populares, etc.

Sua atribuição é auxiliar a administração nesses objetivos, por meio de Indicações e/ou Requerimentos.

Os Vereadores têm quatro funções principais:

Função Legislativa: consiste em elaborar as leis que são de competência do Município, discutir e votar os projetos que serão transformados em Leis, buscando organizar a vida da comunidade.

Função Fiscalizadora: o Vereador tem o poder e o dever de fiscalizar a administração, cuidar da aplicação dos recursos, a observância do orçamento. Também fiscaliza através do pedido de informações.

Função de Assessoramento ao Executivo: esta função é aplicada às atividades parlamentares de apoio e de discussão das políticas públicas a serem implantadas por programas governamentais, via plano plurianual, lei de diretrizes orçamentárias e lei orçamentária anual (poder de emendar, participação da sociedade e a realização de audiências públicas).

Função Julgadora: a Câmara tem a função de apreciação das contas públicas dos administradores e da apuração de infrações político-administrativas por parte do Prefeito e dos Vereadores.

Infelizmente uma parcela significativa da sociedade desconhece estas atribuições inerentes ao Vereador, e por ser ignorante a essas funções, é que muitas vezes vota erroneamente, deixando de fazer valer o pleno exercício da cidadania através do voto direto e livre, tutelado pela nossa Constituição Federal.

A estes Vereadores que desempenham sua função com legitimidade, desejo sucesso em sua missão e que sempre continue contribuindo com seu digno trabalho fazendo com que a sociedade aonde representamos possa sempre ter uma qualidade de vida que merece como cidadã.

*Antonio de Pádua é vereador e presidiu a Câmara de Vereadores na cidade

Caiu: rejeição derruba Secretário Aureliano em Serra Talhada

Anunciado como a redenção para a saúde da população serra-talhadense, o Secretário de Saúde de Serra Talhada Luiz Aureliano foi exonerado pelo prefeito Luciano Duque (PT). A informação foi confirmada pelo comunicador Francys Maya no programa Tribuna Popular. Procurado, o prefeito confirmou  em conversa pelo Facebook a exoneração, mas não justificou para saída a baixa […]

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Anunciado como a redenção para a saúde da população serra-talhadense, o Secretário de Saúde de Serra Talhada Luiz Aureliano foi exonerado pelo prefeito Luciano Duque (PT).

A informação foi confirmada pelo comunicador Francys Maya no programa Tribuna Popular. Procurado, o prefeito confirmou  em conversa pelo Facebook a exoneração, mas não justificou para saída a baixa popularidade do Secretário. Alegou que a necessidade de tratamento na visão acelerou a saída.

Mas não é novidade que a rejeição de Aureliano causou a saída. Hoje mesmo Aureliano se envolveu em polêmica com o Secretário Adjunto, Aron Lourenço. Dizendo discordar da conduta do auxiliar, Aureliano chegou a solicitar sua exoneração. Acabou sendo ele o dispensado.

Luiz Aureliano, que é vereador licenciado pelo PT em Paulo Afonso, na Bahia, foi indicado por um pedido de Humberto Costa a Duque. Chegou com pinta de nome que associava aspectos político e técnico. Assumiu em setembro de 2013.

Mas se envolveu em inúmeras polêmicas. Também não conseguiu cumprir as principais metas na pasta, como implementação do SAMU na cidade. Com a imprensa teve uma atuação tumultuada por ser avesso a questionamentos. Passava a impressão de estar acima de tudo e de todos, sem dar muitas vezes ouvidos nem ao prefeito. Também não era querido pela população. Chegou a ser eleito o pior Secretário da gestão.

Nem quando esteve em entrevista a Geraldo Freire, na Rádio Jornal, no Recife, há alguns dias, escapou das críticas. Um ouvinte chegou a implorar ao comunicador Geraldo Freire : “Fique com ele aí. Não deixe voltar a Serra”.

Estado recupera ponte na PE 275, em Brejinho

Uma ponte que estava em péssimo estado na PE 275, alvo de denúncias do blog,  teve o início do processo de recuperação. Segundo a Secretária Fernandha Batista,  a recuperação estrutural da ponte está em fase avançada. Ela destacou que estão sendo investidos R$ 21 milhões em várias pontes no estado. O trabalho é parte do […]

Uma ponte que estava em péssimo estado na PE 275, alvo de denúncias do blog,  teve o início do processo de recuperação.

Segundo a Secretária Fernandha Batista,  a recuperação estrutural da ponte está em fase avançada.

Ela destacou que estão sendo investidos R$ 21 milhões em várias pontes no estado. O trabalho é parte do programa Caminhos de Pernambuco.

Em abril de 2018, por exemplo, o blog denunciou que além da necessidade de recapeamento asfáltico urgente, havia preocupação com a ponte no Povoado de Placas de Piedade, em Brejinho.

Nas imagens era possível ver a armação exposta, com a estrutura da ponte em colapso progressivo, gerando risco de isolamento. O Secretário cobrado à época era Sebastião Oliveira.

Governadores do Nordeste rebatem falsas declarações de Romeu Zema

Em resposta a declarações recentes do governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), que associou os estados nordestinos a privilégios e subsídios, os governadores e governadoras do Nordeste divulgaram uma nota conjunta nesta sexta-feira (29).  O documento contesta a narrativa apresentada por Zema, apresenta dados oficiais sobre a distribuição de recursos federais e defende a […]

Em resposta a declarações recentes do governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), que associou os estados nordestinos a privilégios e subsídios, os governadores e governadoras do Nordeste divulgaram uma nota conjunta nesta sexta-feira (29). 

O documento contesta a narrativa apresentada por Zema, apresenta dados oficiais sobre a distribuição de recursos federais e defende a importância das políticas de desenvolvimento regional para reduzir desigualdades históricas no país. Leia abaixo a nota na íntegra:

As governadoras e os governadores do Nordeste vêm a público repudiar declarações recentes que insultam nossos estados e cidadãos, reafirmando que o Brasil só avançará com cooperação federativa, respeito e verdade. 

O que está em debate não é apenas uma disputa política circunstancial, mas a forma como o país encara suas desigualdades históricas e projeta o futuro de sua economia e de sua gente. A verdade dos números desmente a narrativa falaciosa do governador Romeu Zema, expressa em entrevista ao portal Metrópoles. 

Em 2024, o BNDES desembolsou R$ 133,7 bilhões, dos quais R$ 48,7 bilhões foram para o Sudeste e R$ 48,8 bilhões para o Sul. O Nordeste recebeu R$ 13,3 bilhões, o Centro-Oeste R$ 13,0 bilhões e o Norte R$ 9,7 bilhões. Ou seja, 73% de todos os desembolsos concentram-se no eixo Sul-Sudeste. Minas Gerais, sozinho, recebeu R$ 12,7 bilhões, sendo o quarto estado mais beneficiado.

O mesmo ocorre com os Gastos Tributários federais: em 2025, estima-se que o país renuncie a R$ 536,4 bilhões em tributos, dos quais R$ 256,2 bilhões ficarão no Sudeste e R$ 89,3 bilhões no Sul, enquanto o Nordeste receberá R$ 79,3 bilhões desses recursos. Em termos proporcionais, a relação entre Gastos Tributários e arrecadação revela que o Norte (75,6%) e o Nordeste (37,2%) dependem mais desses instrumentos que o Sudeste (14,9%) e o Sul (22,2%), o que evidencia a função redistributiva prevista na Constituição. Além disso, o Fundo Constitucional de Financiamento do Nordeste (FNE) também cobre o norte de Minas Gerais e do Espírito Santo, mostrando que não há preterição a esses estados. Os dados, portanto, são claros: não procede a ideia de que “o Nordeste vive de subsídios” ou que “Minas é prejudicada”.

Também não procede a insinuação de que os estados nordestinos seriam os principais responsáveis pelo endividamento do país. Dados atualizados até abril deste ano mostram que os estados brasileiros devem R$ 827,1 bilhões à União, sendo 92% dessa dívida concentrada nos estados do Sul e do Sudeste. O Nordeste responde por apenas 3% do total, proporção que desmente a narrativa de desequilíbrio e evidencia onde se encontra a real concentração do passivo.

É preciso compreender este cenário à luz da história. Desde o ciclo do ouro em Minas Gerais, que concentrou riqueza e infraestrutura na Colônia e no Império, passando pela centralização política no Rio de Janeiro e pela política do “café com leite” que assegurou recursos e crédito a São Paulo e Minas na República Velha, até os ciclos industriais do século XX, quando a indústria têxtil, automobilística e siderúrgica se instalaram no Sudeste com fortes subsídios e políticas de atração de mão de obra europeia, o Estado brasileiro sempre privilegiou o eixo Sudeste-Sul. Enquanto isso, o Nordeste foi marcado por migrações forçadas, desestruturação agrária e políticas emergenciais diante da seca. Apenas nas últimas décadas, com a expansão do sistema universitário federal e do investimento em pesquisa, a juventude nordestina começou a colher os frutos de uma presença mais consistente do Estado nacional, alcançando projeções positivas em ciência, cultura e economia.

Em pleno século XXI, porém, os recursos públicos destinados à modernização produtiva ainda se concentram majoritariamente nas regiões Sudeste e Sul. O Nordeste nunca reivindicou esmolas, mas lutou pela criação de políticas de desenvolvimento regional capazes de valorizar suas potencialidades e apoiar seus empreendedores. A concentração histórica de infraestrutura, capital humano e crédito no Centro-Sul contrasta com a luta do Nordeste contra o abandono e o preconceito, e torna ainda mais urgente uma política nacional de desenvolvimento equilibrado.

Nesse contexto, também é necessário defender as políticas assistenciais. Programas como Bolsa Família, BPC e Garantia Safra não são privilégios nem muletas, mas instrumentos contracíclicos indispensáveis ao combate das desigualdades sociais e regionais. Funcionam como colchão de proteção em tempos de crise e como alavanca para dinamizar as economias locais. Cada real transferido a famílias de baixa renda gera efeitos multiplicadores sobre o comércio, a agricultura familiar e os serviços, ampliando a base econômica e tributária dos municípios. Longe de fomentar dependência, essas políticas fortalecem o mercado interno, reduzem vulnerabilidades e consolidam a cidadania.

O que está em jogo, portanto, é a própria compreensão de desenvolvimento. Historicamente, setores do Sudeste resistem a discutir mecanismos de desenvolvimento regional, tratando-os como concessões indevidas. Mas não se trata de concessão: trata-se de justiça histórica e de cumprimento da Constituição, que reconhece a obrigação do Estado de corrigir desigualdades estruturais entre regiões.

A política nacional de desenvolvimento deve combinar crédito público — via BNDES, Caixa Econômica, Banco do Brasil, Finep e bancos regionais — com instrumentos tributários que garantam investimento, emprego e infraestrutura em áreas em que o mercado sozinho não entrega. Essa é uma agenda que os governadores nordestinos defendem com prioridade, e que não pode ser confundida com privilégios, mas sim entendida como condição para que o país inteiro avance.

A Federação é um pacto de solidariedade, não de hostilidade. Transformar diferenças econômicas em hierarquias morais de regiões e de pessoas é oportunismo eleitoral que empobrece o debate e fragiliza o Brasil. Esse tipo de retórica divide o país, desrespeita milhões de cidadãos e compromete o ambiente de negócios, porque cria incertezas institucionais.

Reafirmamos, por isso, nosso repúdio a toda forma de racismo, xenofobia e estigmatização regional. O Nordeste não aceitará ser transformado em bode expiatório de disputas eleitorais. Nossa cidadania é indivisível e exige respeito, com políticas públicas baseadas em dados e evidências, não em preconceitos e estereótipos.

Comprometemo-nos, como governadoras e governadores do Nordeste, a defender o crédito para o desenvolvimento com critérios técnicos e transparência; a aprimorar a avaliação dos Gastos Tributários, assegurando que gerem contrapartidas em emprego e inovação; a reforçar a cooperação inter-regional em cadeias estratégicas — das energias renováveis à logística, da saúde às tecnologias industriais e digitais —; e a promover o diálogo federativo em espírito republicano, pautado na verdade dos fatos e no respeito às instituições.