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MPPE cobra transparência à Câmara de Vereadores de Petrolina

Por Nill Júnior

Após constatar omissão de informações essenciais que dificulta o controle social da gestão da Câmara de Vereadores de Petrolina, o Ministério Público de Pernambuco (MPPE) expediu recomendação ao presidente da casa, vereador Aerolande da Cruz. 

A recomendação é para que sejam adotadas as providências cabíveis para garantir publicidade e transparência dos gastos do Poder Legislativo municipal.

“A possível falta de transparência foi atestada diante do descumprimento de exigências da Lei de Acesso à Informação (Lei Federal nº 12.527/2011), especificamente a ausência de informações acessíveis no site oficial do órgão com relação ao quadro de pessoal, remuneração, cargos e funções exercidas, bem como licitações e contratos administrativos instaurados ou firmados. A inobservância da legislação pode configurar conduta ilícita que enseja responsabilidade do agente público, caracterizando inclusive ato de improbidade administrativa”, ressalta o promotor de Justiça Carlan Carlo da Silva, no texto da recomendação, publicada no Diário Oficial Eletrônico do MPPE desta sexta-feira (4).

Dessa forma, a primeira providência recomendada é relacionar, no Portal da Transparência da Câmara Municipal de Petrolina, todos os procedimentos licitatórios e dispensas de licitação, acompanhados dos respectivos contratos administrativos firmados. Essa documentação deverá estar acessível na íntegra, através de link na página.

A Promotoria de Justiça de Petrolina também recomendou a publicação do quadro de pessoal da Câmara de Vereadores, com identificação dos servidores e seus respectivos cargos, funções, remunerações, locais de locação e forma de investidura (concurso ou livre nomeação). As mesmas informações devem ser apresentadas no caso de servidores cedidos por outros órgãos.

Por fim, o Ministério Público recomendou que a Câmara mantenha acessível toda a legislação municipal em vigor, incluindo leis e atos normativos. O presidente da Câmara tem um prazo de 60 dias para demonstrar o efetivo cumprimento das medidas recomendadas.

Outras Notícias

Escritores de Serra reclamam da falta de incentivo público e cobram o cumprimento da “Lei do livro”

Escritores serra-talhadenses reclamam de incentivos do município para produção literária. “Nossa produção literária é muito grande, mas, infelizmente temos que arcar com todas as despesas ou recorrer a iniciativa privada, é preciso que o município coloque em prática instrumentos que já existem para incentivar esta produção, e mais, leva-la para as bibliotecas e escolas de […]

Professor Paulo César
Professor Paulo César

Escritores serra-talhadenses reclamam de incentivos do município para produção literária. “Nossa produção literária é muito grande, mas, infelizmente temos que arcar com todas as despesas ou recorrer a iniciativa privada, é preciso que o município coloque em prática instrumentos que já existem para incentivar esta produção, e mais, leva-la para as bibliotecas e escolas de todo município”, desabafou o professor Paulo César, autor de dois livros e com um vésperas de ser lançado.

O assunto, que já foi levado a imprensa pelo professor no final do ano passado, voltou a tona em uma reunião do Instituto Histórico e Geográfico do Pajeú (IHGPajeú) que aconteceu no sábado (28 de março) na Casa do Artesão. O Instituto vem fazendo um trabalho de levantamento de todos os escritores do Pajeú, e Serra Talhada ,é de longe a que reúne maior número de escritores e de produção literária.

Paulo César reclama do cumprimento de uma lei de 2005, a “Lei do Livro, do então vereador Dr. Barbosa Neto, através da qual o município se obriga a adquirir 100 livros de autores serra-talhadenses, para tanto a obra deverá ser apresentada à Secretaria de Educação do Município através da Academia Serra-talhadense de Letras (ASL), que, conforme denuncia, não vem sendo cumprida e, na gestão do Prefeito Luciano Duque, ainda não foi aplicada.

Segundo César, o seu livro: D.Gritos, que resgata a história do mais importante grupo musical da cidade, embora tenha sido indicado para tal benefício, até hoje nunca foi adquirido pelo município.

“É lamentável, pois temos uma rica produção literária, que resgata nossa história, que pode perpetua-la e que está sendo desprezada”, Lamenta o escritor. ” Mas quando cobro não penso apenas no incentivo financeiro que isso representa, que de fato é importante, mas enxergo também que seria uma maneira do município fazer chegar nossas obras as escolas e bibliotecas, para que os estudantes possam pesquisar e conhecer. Sabemos que muitas vezes a situação financeira de muitos alunos não permite que eles possam adquirir as obras”, Explica e cobra também a realização de concursos literários, “salgueiro, recentemente abriu um concurso literário, essa é uma excelente forma de incentivo, aqui não temos nada”.

Por coincidência, o vereador Dr. Barbosa Neto, autor da “Lei do Livro”, atualmente suplente de vereador, deve está voltando à Câmara Municipal, para ocupar a vaga que será deixada pelo vereador Marcio Oliveira, que irá ocupar uma secretaria municipal. Dr. Barbosa declarou que “se realmente vier a assumir uma cadeira na Câmara, vai lutar pelo cumprimento da Lei, esta será minha principal bandeira”, Declarou.

Segundo o secretário de Educação de Serra Talhada, o professor Edmar Júnior. De fato tem aplicado menos do que o que desejaria na “Lei do Livro”, no entanto, garante que depois que assumiu a Secretaria já teve a oportunidade de conceder o incentivo da Lei em 2014 para os escritores, Socorro Duarte e Edileuza Guerra e agora em 2015 para Antonio Nunes e Amaurílio.

Edmar reconhece que falhou em ter agido sem a indicação da ASL, “por desconhecimento de tal regra”, disse ele, mas garantiu que vai procurar a Academia para estreitar relações e passar a atuar conforme determina a Lei. “O certo é que temos interesse em aplicar nessa área, infelizmente, muitas vezes somos impedidos por questões que fogem da nossa vontade, mas com certeza vamos procurar atender os escritores” concluiu ele.

Cautelar do TCE suspende concorrência pública da Assembleia Legislativa

A Primeira Câmara do TCE referendou nesta quinta-feira (21) uma Medida Cautelar expedida monocraticamente pela conselheira Teresa Duere, no dia 11 deste mês, determinando à Assembleia Legislativa que suspendesse todo e qualquer ato relacionado com o edital de Concorrência Pública nº 003/2015, cujo objeto é a contratação de empresa especializada para realizar as obras de […]

2016.01.21 Primeira Câmara (5)A Primeira Câmara do TCE referendou nesta quinta-feira (21) uma Medida Cautelar expedida monocraticamente pela conselheira Teresa Duere, no dia 11 deste mês, determinando à Assembleia Legislativa que suspendesse todo e qualquer ato relacionado com o edital de Concorrência Pública nº 003/2015, cujo objeto é a contratação de empresa especializada para realizar as obras de conclusão do plenário da Casa no valor estimado de R$ 27.847.296,41.

A representação com Pedido de Cautelar foi protocolada no TCE pela empresa Cinzel Engenharia Ltda. alegando que o edital contém cláusulas restritivas ao princípio da competitividade (Lei 8.666/93) e que afrontam a Constituição Federal (artigo 37, inciso XXI), a Resolução 1.025/2009 do Confea/Crea e a jurisprudência do próprio Tribunal de Contas.

O item do edital questionado exige que as empresas licitantes comprovem que os profissionais responsáveis técnicos integram o seu quadro permanente de servidores. Os advogados da Cinzel Engenharia pedem a supressão dessa exigência, bem como a republicação do edital e a reabertura dos prazos legais.

CONSULTA – A conselheira Teresa Duere solicitou parecer ao Núcleo de Engenharia do TCE (NEG), que deu razão à demandante. “O que está posto no edital equivale a dizer que somente serão aceitos atestados em nome da própria licitante, o que não se concebe. Admite-se o contrato de prestação de serviço justamente para que as empresas possam reunir os profissionais com acervo técnico em todas as áreas e participar das licitações”, diz o parecer do Núcleo de Engenharia do TCE.

Acrescenta ainda que o edital de Concorrência Pública, tal qual foi publicado pela Assembleia Legislativa, contém o “potencial risco” de que sejam desclassificadas empresas com propostas mais vantajosas para a administração pública, sem contar o fato de que muitas delas podem ter deixado de participar do certame devido àquela restrição.

ACATAMENTO – Teresa Duere acatou integralmente o opinativo do NEG e estranhou o fato de a página eletrônica da Alepe só conter informações sobre Pregões, omitindo-se dados sobre as Concorrências Públicas e as Tomadas de Preços, contrariando a Lei de Acesso à Informação (Lei nº 12.527/2011).

Ela deu prazo de cinco dias ao presidente da Assembleia, deputado Guilherme Uchoa, e à presidente da Comissão de Licitação, Maria do Socorro Christiane Vasconcelos Pontual, para apresentarem suas contrarrazões, e solicitou informações sobre a atual situação do certame e a relação das empresas habilitadas e inabilitadas para participarem do certame.

A presidente da CPL resumiu a sua defesa em sete itens, a saber: a) que ao receber a notificação do TCE, suspendeu imediatamente o processo licitatório; b) que o Edital de Concorrência Pública foi publicado no Diário Oficial do Estado e na Folha de Pernambuco; c) que 11 empresas retiraram o Edital de Licitação, cinco realizaram visita técnica, três fizeram caução (R$ 278.472,96) e apenas duas apresentaram propostas; d) que nenhuma das 11 empresas que retiraram o Edital questionaram os seus termos; e) que os envelopes foram abertos no dia 04/01/2016 e o resultado da habilitação publicado no dia seguinte, tendo sido classificada a empresa que ofertou o menor preço; f) que o prazo para apresentação de recurso se encerraria no dia 13/01/2016; e g) que a exigência impugnada pela Cinzel Engenharia “não trouxe nenhum prejuízo ou restrição ao certame”.

MÉRITO – De acordo com o voto da conselheira Teresa Duere, a presidente da CPL não apresentou nenhum “argumento jurídico” para justificar a exigência questionada pela impugnante e também não motivou a decisão de indeferir a impugnação feita na esfera administrativa. Por esse motivo, manteve os termos da Cautelar, monocrática, determinando à Assembleia Legislativa a suspensão do certame e à Coordenadoria de Controle Externo do TCE que instaure uma Auditoria Especial para “análise detalhada e meritória dos fatos”. Também ficou determinado o envio do inteiro teor do voto ao órgão de Controle Interno do Poder Legislativo estadual. Acompanharam o voto os conselheiros João Campos e Ranilson Ramos.

A força das redes

Aproveitando pra comemorar os 37 mil seguidores no Instagram, descobri que o alcance vai muito além disso: no último mês mais de 3,3 milhões de impressões, com um número de contas atingidas muito além dos seguidores da plataforma. De volta pra casa, fui informado pelo Pepeu Corujão que o alcance da conta impressiona, dado o número […]

Aproveitando pra comemorar os 37 mil seguidores no Instagram, descobri que o alcance vai muito além disso: no último mês mais de 3,3 milhões de impressões, com um número de contas atingidas muito além dos seguidores da plataforma.

De volta pra casa, fui informado pelo Pepeu Corujão que o alcance da conta impressiona, dado o número de pessoas engajadas com as publicações.

Hoje ela tem vida própria e postagens exclusivas, independente dessa plataforma nilljunior.com.br, que é uma das mais acessadas do estado.

A vida mantém sua trajetória na comunicação: o rádio segue imbatível, blogs de referência também. Mas mesmo esses veículos precisam ter presença nas demais plataformas. No nosso caso, o Instagram chega  a ser tratado como um canal independente.

Nas múltiplas linguagens do jornalismo, há informações próprias do rádio, que também podem tomar as redes. Por outro lado, há postagens que cabem ao blog. E pelo engajamento, o Instagram é um canal independente dos demais, com vida própria. Achar esse fio condutor e um dos desafios.

Morre Zé Preguiça, fundador da Pousada de Brotas

Faleceu nesta tarde, no Hospital Prontolinda, na Região Metropolitana do Recife, José Eurico Sansone, o Zé Preguiça. De acordo com o blogueiro Júnior Finfa, ele tinha 86 anos. A causa da morte foi falência múltipla dos órgãos. Zé Preguiça foi o fundador da antiga Pousada de Brotas, hoje Hotel Brotas, na década de 70. Por […]

Foto gentilmente cedida por Fernando Pires/arquivo
Foto gentilmente cedida por Fernando Pires/arquivo

Faleceu nesta tarde, no Hospital Prontolinda, na Região Metropolitana do Recife, José Eurico Sansone, o Zé Preguiça. De acordo com o blogueiro Júnior Finfa, ele tinha 86 anos. A causa da morte foi falência múltipla dos órgãos.

Zé Preguiça foi o fundador da antiga Pousada de Brotas, hoje Hotel Brotas, na década de 70. Por anos, a Pousada foi o principal empreendimento hoteleiro da cidade e um dos mais importantes da região.

Zé Preguiça também chamava a atenção pelo estilo orgânico e natural da pousada, usando muito do que era produzido na área para servir aos hóspedes. Afogados ainda não era tão urbanizada e a área verde da pousada de Brotas era privilegiada. À época, a frente era voltada para a PE 292, o que mudou por conta da comercialização da área que gerava a vista frontal de quem vinha ou deixava Afogados.

O jeito humano e autêntico do proprietário criou relação de amizade com personalidades como Miguel Arraes, Jarbas Vasconcelos, Joaquim Francisco, dentre outros nomes.

Era famosa a extensa lista de autoridades e artistas em uma grande galeria na entrada do Hotel, ao lado de Zé Preguiça. Ele tinha orgulho da amizade com Altemar Dutra, com quem manteve contato permanente até sua morte, em 1983, como lembra o historiador Fernando Pires em seu mural de visitas.

Zé Preguiça e um de seus registros históricos, com o amigo Altemar Dutra.
Zé Preguiça e um de seus registros históricos, com o amigo Altemar Dutra.

No final da década de noventa, ele acabou negociando o empreendimento ao empresário Antônio Rolin, de Arcoverde. Já não tinha o mesmo vigor e decidiu residir com a família em Recife.

Algum tempo depois, em 2009 , o empresário Carlos Brito e os filhos Guilherme e Caroline passaram a gerir o negócio. Hoje, o Hotel Brotas já conta com importante ampliação no número de quartos e um moderno auditório, recém inaugurado, mas pode-se dizer que é impossível não lembrar de seu idealizador.

O velório de Zé Preguiça acontecerá nesta quarta-feira (14) a partir das 9 horas. seu corpo será cremado ao meio dia no Morada da Paz em Paulista.

DER conclui operação tapa-buracos nos acessos ao aeroporto de Serra Talhada

Próximo a iniciar as operações do voo Azul entre Recife e Serra Talhada – a previsão é para o final de outubro – o DER informou em nota que realizo operação tapa-buracos em duas rodovias que levam ao aeroporto da Capital do Xaxado. Os trabalhos contemplaram oito quilômetros da VPE-412, denominada Rodovia Conselheiro Oliveira Neto, […]

Próximo a iniciar as operações do voo Azul entre Recife e Serra Talhada – a previsão é para o final de outubro – o DER informou em nota que realizo operação tapa-buracos em duas rodovias que levam ao aeroporto da Capital do Xaxado.

Os trabalhos contemplaram oito quilômetros da VPE-412, denominada Rodovia Conselheiro Oliveira Neto, que vai do centro de Serra Talhada até o entroncamento com a PE-390, e dá acesso ao aeroporto Santa Magalhães, que está sendo requalificado.

A iniciativa também incluiu dez quilômetros de extensão da PE-390, no trecho que vai do entroncamento com a BR-232 até o encontro com a rodovia VPE-412, que estava danificado.

“Priorizamos as ações nesses segmentos das duas vias para dotá-las de boas condições de trafegabilidade para os usuários e motoristas com mais conforto e segurança, pela importância de ambas como rotas de acesso ao novo aeroporto de Serra Talhada, que terá grande demanda com as operações dos voos comerciais” destacou o diretor-Presidente do DER, Silvano Carvalho.