Notícias

Morte de testemunha da Lava Jato pode estar relacionada à operação, diz Moro

Por André Luis

José Roberto Soares Vieira foi morto com nove tiros, na região metropolitana de Salvador

Da Folha de PE

Em despacho divulgado na última sexta (26), o juiz Sergio Moro afirmou que o assassinato de uma testemunha da Lava Jato pode estar relacionado às investigações da operação. José Roberto Soares Vieira, 47, foi morto no dia 17 com nove tiros na rodovia BA-522, em Candeias, região metropolitana de Salvador.

Soares Vieira foi a principal testemunha de uma investigação da Polícia Federal que resultou na prisão do ex-gerente da Transpetro na Bahia José Antonio de Jesus.

“Infelizmente, há notícia muito grave do assassinato do acusado José Roberto Soares Vieira em 17/01/2017 no curso da ação penal, o que ainda está em apuração”, afirmou Moro.

“Não se pode excluir a possibilidade de que o homicídio esteja relacionado a esta ação penal, já que, na fase de investigação, o referido acusado aparentemente confessou seus crimes e revelou crimes de outros.”

José Antônio de Jesus foi preso provisoriamente no dia 21 de novembro do ano passado na 47ª fase da Lava Jato, a Operação Sothis. Ele foi acusado de receber propinas de subsidiárias da Petrobras por meio de empresas e contas bancárias de familiares. Segundo o Ministério Público, os recursos seriam destinados ao PT da Bahia.

Em seu depoimento à PF, Soares Vieira disse que a JRA Transportes foi usada por José Antônio de Jesus para receber pagamentos de empresas fornecedoras da Transpetro sem ter prestado qualquer tipo de serviço. O Ministério Público Federal depois rastreou pagamentos de R$ 2,3 milhões para o ex-gerente da Transpetro.

As informações dadas por Soares Vieira também embasaram o pedido da Procuradoria-Geral da República, acatado por Moro, para que a prisão temporária de José Antônio de Jesus fosse transformada em preventiva, por tempo indeterminado.

Crime

No dia seguinte ao assassinato, a delegada Maria das Graças Barreto, titular da delegacia de Candeias que comanda as investigações, disse à Folha que “não há dúvida” de que Soares Vieira fora vítima de crime planejado.

O homem que o matou, segundo a polícia, foi à sede da transportadora à procura dele nos dois dias anteriores ao crime e informou a funcionários que estava oferecendo serviços para capinar e limpar o terreno. Por volta das 11h40 do dia 17, o homem abordou Vieira quando ele entrava na empresa, o atingiu com nove tiros e fugiu.

Testemunhas também afirmam que Vieira andava preocupado com sua segurança. Horas antes de ser morto, ele deixou seu carro em uma revendedora em Salvador. O objetivo seria comprar um novo automóvel, com vidros blindados. No momento em que foi morto, estava em um carro locado.

Segundo a delegada, a polícia trabalha com três linhas de investigação: queima de arquivo, vingança e crime político, já que a vítima era filiada ao PT e foi vice-prefeito da cidade de Ourolândia, norte da Bahia entre 2013 e 2016.

O esquema

As investigações do Ministério Público Federal apontam que o ex-gerente da Transpetro usou familiares e intermediários para receber R$ 7 milhões em propina da empresa de engenharia NM, fornecedora da Transpetro, entre setembro de 2009 e março de 2014.

Segundo os procuradores, o ex-gerente teria pedido, inicialmente, o pagamento de 1% do valor dos contratos da NM com a Transpetro como propina, mas o acerto final ficou em 0,5%. Esse valor teria sido pago mensalmente em benefício do PT.

Para dissimular e ocultar a origem ilícita dos recursos, o valor teria sido pago por depósitos realizados em contas bancárias de terceiros e familiares, vindo de contas de titularidade da empresa de engenharia NM e de seus sócios.

José Antônio de Jesus é investigado pela prática dos crimes de corrupção e lavagem de dinheiro. Em nota, sua defesa disse esperar “que a polícia identifique rapidamente os autores desse grave crime”.

Discriminação dos mandados

Bahia

  • 1 mandado de prisão temporária
  • 4 mandados de busca e apreensão
  • 2 mandados de condução coercitiva

Sergipe

  • 2 mandados de busca e apreensão
  • 1 mandado de condução coercitiva

Santa Catarina

  • 1 mandados de busca e apreensão

São Paulo

  • 1 mandado de busca e apreensão
  • 1 mandado de condução coercitiva

Outras Notícias

Zé Negão diz que ainda não sentou com ninguém sobre 2024 em Afogados. “Primeiro tem a eleição desse ano”

O ex-vereador e candidato a Deputado Federal Zé Negão,  do Podemos,  esteve no Debate das Dez de hoje na Rádio Pajeú. Zé falou dos passos de sua candidatura e negou que esteja candidato para marcar posição em relação às eleições de 2024. “Estou com 53 anos. Passei dessa época de fazer brincadeira com política.  Sou […]

O ex-vereador e candidato a Deputado Federal Zé Negão,  do Podemos,  esteve no Debate das Dez de hoje na Rádio Pajeú.

Zé falou dos passos de sua candidatura e negou que esteja candidato para marcar posição em relação às eleições de 2024.

“Estou com 53 anos. Passei dessa época de fazer brincadeira com política.  Sou candidato a Federal e há possibilidade de ganhar”, afirmou.

Zé disse que deverá ser votado em todo o Pajeú e falou de cidades de outras regiões do Estado que tem visitado.  Em Afogados da Ingazeira,  sua principal base, evitou dizer se acha que será majoritário,  mas afirmou que pode surpreender,  criticando os irmãos Campos.  “Um foi candidato,  o João Campos,  não veio nem agradecer os votos. Agora já estão apoiando o Pedro Campos.  O povo vê isso”.

Zé reforçou seu apoio à candidatura de Miguel Coelho dizendo que ele ele deve ser o nome das forças de oposição que vai para o segundo turno.  Na mesma análise,  criticou o governo Paulo Câmara,  citando a situação das estradas e disse que a população cansou do ciclo socialista,o que explica a atual posição de Danilo Cabral nas pesquisas.

Sobre Afogados, garantiu que não conversou com Evângela Vieira sobre um alinhamento em 2024 para formar um bloco de combate à Frente Popular,  mas afirmou que não se fecha a essa possibilidade.  “Mas primeiro tem a eleição de 2022”.

Também criticou o prefeito Sandrinho.  “A promessa dele de que iria cuidar dos bairros e zona rural não está sendo cumprida.  Basta ouvir as rádios.  Aqui na Pajeú antes as reclamações eram da Compesa.  Agora são da prefeitura”, criticou.

Eleição em Macapá pode levar 292,7 mil às urnas neste domingo

Votação acontece das 7h às 17h. Dez candidatos concorrem à prefeitura e 492 disputam 23 vagas na Câmara Municipal neste domingo (6). Se houver, 2º turno acontece em 20 de dezembro. G1 A última eleição de 2020 entre capitais acontece em Macapá neste domingo (6), para eleger o prefeito e os 23 vereadores da cidade […]

Votação acontece das 7h às 17h. Dez candidatos concorrem à prefeitura e 492 disputam 23 vagas na Câmara Municipal neste domingo (6). Se houver, 2º turno acontece em 20 de dezembro.

G1

A última eleição de 2020 entre capitais acontece em Macapá neste domingo (6), para eleger o prefeito e os 23 vereadores da cidade pelos próximos 4 anos. O pleito foi adiado por falta de segurança em função de crise energética que atingiu o Amapá em novembro. São 292,7 mil eleitores aptos para votarem 703 seções eleitorais, das 7h às 17h.

Dez candidatos concorrem ao maior cargo do Executivo da capital do Amapá. Conheça-os. Outros 492 candidatos disputam neste domingo as 23 vagas disponíveis na Câmara Municipal de Macapá.

Se nenhum candidato à prefeitura obtiver maioria absoluta (50% mais um) dos votos válidos, os dois mais votados se enfrentam em novo pleito. Se houver 2º turno, ele acontece em 20 de dezembro.

O apagão que gerou o adiamento do pleito iniciou no dia 3 de novembro, após um incêndio na principal subestação do estado. O governo federal e a distribuidora de energia garantiram que foi restabelecido em 100% o fornecimento de eletricidade no dia 24 de novembro. O Ministério de Minas e Energia descreve que a situação deve se tornar segura até o Natal.

A medida afetou somente a capital porque o Tribunal Regional Eleitoral do Amapá (TRE-AP) considerou que, nos outros 15 municípios, a segurança do eleitor poderia ser mantida sob controle, com o aparato de segurança disponível. No restante do estado, as eleições ocorreram no dia 15 de novembro.

Edilson diz que não vai mudar de postura na Alepe

O deputado Edilson Silva (PSOL) afirmou que sabe da pressão da maioria dos parlamentares contra o seu tipo de discurso feito na tribuna da Assembleia Legislativa do Estado (Alepe) e as medidas consideradas polêmicas que tenta tomar na Casa – como, por exemplo, a tentativa de criação de uma nova Frente LGBT. Mesmo diante da postura […]

edilsonsilvaradio

O deputado Edilson Silva (PSOL) afirmou que sabe da pressão da maioria dos parlamentares contra o seu tipo de discurso feito na tribuna da Assembleia Legislativa do Estado (Alepe) e as medidas consideradas polêmicas que tenta tomar na Casa – como, por exemplo, a tentativa de criação de uma nova Frente LGBT. Mesmo diante da postura dos deputados, principalmente os governistas, o psolista disse que não vai mudar de atitude.

“Tenho tido uma postura altiva, para a qual fui eleito. E se alguém acha que vamos recuar, não vamos nos intimidar com esse “recado” e nada vai nos fazer recuar com o compromisso com nossos princípios e eleitores. Não vamos nos submeter e não existe força humana que faça recuar”, declarou, durante entrevista à Rádio Folha FM, 96,7, nesta sexta-feira (27).

“Se houve por parte de algum candidato a intenção de mandar algum recado para nosso mandado, esse recado vai servir única e exclusivamente para tornar nosso mandato ainda mais defensor daquilo que estamos pregando desde o inicio da campanha”, completou.

O parlamentar também comentou sobre a blitz feita pelo bancada da oposição no corredor Leste-Oeste, na quinta (27).

“Uma visita muito oportuna, pois vislumbrou o caos em que se encontram as obras de mobilidade aqui no Estado, mais uma vez. As obras do corredor da Caxangá teve o orçamento inicial de R$ 8 a R$ 9 milhões, e estamos na casa dos R$ 50 milhões e sequer foi finalizado”, comentou Edilson.

Brejinho: TCE-PE aprova com ressalvas contas de 2018 da prefeita Tânia Maria

O Tribunal de Contas, por meio da sua Segunda Câmara, emitiu pareceres prévios recomendando a aprovação com ressalvas das contas de governo do município de Brejinho, relativas ao exercício financeiro de 2018. Os relatores dos votos proferidos na manhã desta quinta-feira (15) foram, respectivamente, os conselheiros Carlos Porto e Marcos Loreto. A análise das contas de […]

O Tribunal de Contas, por meio da sua Segunda Câmara, emitiu pareceres prévios recomendando a aprovação com ressalvas das contas de governo do município de Brejinho, relativas ao exercício financeiro de 2018. Os relatores dos votos proferidos na manhã desta quinta-feira (15) foram, respectivamente, os conselheiros Carlos Porto e Marcos Loreto.

A análise das contas de governo faz apreciação dos resultados da atuação governamental do chefe do Poder Executivo em cada exercício financeiro. São dados que refletem o planejamento governamental, a gestão fiscal e previdenciária e demonstram os níveis de endividamento e o atendimento ou não aos limites legais e constitucionais, a exemplo dos gastos previstos para a saúde, educação e com pessoal.

Com relação a apreciação das contas da prefeita de Brejinho (processo nº 19100168-5), Tânia Maria dos Santos, constatou o cumprimento dos limites constitucionais e legais, relativos às áreas de educação, saúde, despesa total com pessoal, repasse de duodécimos ao Poder Legislativo, Dívida Consolida Líquida e de alíquotas de contribuições previdenciárias. Também houve repasse e recolhimento integral das contribuições devidas ao RGPS e ao Regime Próprio de Previdência Social (RPPS).

Foram verificadas falhas, entretanto, que dizem respeito à Lei Orçamentária Anual, no processamento orçamentário e na contabilidade pública, contrariando as normas de controle. 

Elas ensejaram determinações do relator, conselheiro Marcos Loreto, para que não voltem a acontecer, entre as quais a reavaliação da metodologia de cálculo utilizada para a previsão da receita orçamentária e a especificação das medidas relativas à quantidade e valores de ações ajuizadas para cobrança da dívida ativa, bem como a evolução do montante dos créditos tributários passíveis de cobrança administrativa.

SESSÃO – Estiveram presentes à sessão o relator e presidente da Segunda Câmara, conselheiro Marcos Loreto, o conselheiro Carlos Porto e os conselheiros substitutos Ruy Ricardo e Marcos Nóbrega. O procurador Ricardo Alexandre foi o representante do Ministério Público de Contas na ocasião.

Efetividade das barreiras no Pajeú no Pajeú continua em xeque

Mesmo no feriado, as barreiras sanitárias de municípios como Tabira e Afogados da Ingazeira funcionaram normalmente. Em Carnaíba, as barreiras não atuaram ontem. “Parece até que na Terra de Zé Dantas, o vírus tirou uma folga no dia de Corpus Christi”, questionou o radialista Anchieta Santos em seu boletim de notícias. Outro problema é quando […]

Mesmo no feriado, as barreiras sanitárias de municípios como Tabira e Afogados da Ingazeira funcionaram normalmente. Em Carnaíba, as barreiras não atuaram ontem.

“Parece até que na Terra de Zé Dantas, o vírus tirou uma folga no dia de Corpus Christi”, questionou o radialista Anchieta Santos em seu boletim de notícias.

Outro problema é quando as barreiras são ausentes mesmo presentes. Não são poucos os casos emque, mesmo com baixo fluxo, as barreiras siomplesmente existem mas não atuam.

Essa queixa é de hoje: “Essa historia de barreira sanitária é balela. Fui pra Afogados semana passada nem policia tinha, quanto mais barreiras sanitária”, reclamou um internauta. O mesmo se aplica em outras cidades. A impressão é que nesses casos, a efetividade das barreiras depende da equipe no plantão. Umas fazem bem o serviço, outras não.