Notícias

Ministério anuncia liberação de R$ 192 mil para operação pipa

Por Nill Júnior

O Governo Federal, por meio do Ministério da Integração Nacional, autorizou hoje (9) a liberação de R$ 98 milhões para a Operação Carro-Pipa em diversos estados.

Com o repasse de R$ 94 milhões efetuado ontem (8), um total de R$ 192 milhões já está disponível para que o Exército faça o pagamento dos serviços prestados por pipeiros, nos meses de fevereiro e março, para o funcionamento da operação.

A Operação Carro-Pipa Federal atende cerca de 4 milhões de pessoas no Nordeste, Minas Gerais e Espírito Santo. A expectativa é que mais de R$ 1 bilhão seja investido nas ações em 2017.

A contratação, seleção, fiscalização e pagamento dos pipeiros é uma atribuição do Comando de Operações Terrestres (Coter) do Exército Brasileiro.

Outras Notícias

Serra, Belmonte e Arcoverde na agenda de Paulo Câmara

Governador autoriza reforma de Terminal Rodoviário, inaugura hoje Escola e Pátio, além de praça O Governador Paulo Câmara visita a partir de hoje três importantes cidades sertanejas. A agenda começa pela Capital do Xaxado, Serra Talhada. Às 16h, Câmara autoriza a ordem de serviço para a reforma do Terminal Rodoviário de Serra Talhada. O evento […]

Em Serra e Belmonte, agenda de Câmara será acompanhada pelo Secretário de Transportes Sebastião Oliveira
Em Serra e Belmonte, agenda de Câmara será acompanhada pelo Secretário de Transportes Sebastião Oliveira

Governador autoriza reforma de Terminal Rodoviário, inaugura hoje Escola e Pátio, além de praça

O Governador Paulo Câmara visita a partir de hoje três importantes cidades sertanejas. A agenda começa pela Capital do Xaxado, Serra Talhada. Às 16h, Câmara autoriza a ordem de serviço para a reforma do Terminal Rodoviário de Serra Talhada.

O evento terá lideranças oposicionistas na cidade como o Secretário de Transportes Sebastião Oliveira, seu irmão Waldemar Oliveira (pré candidato a prefeito da cidade) e o ex-prefeito Carlos Evandro.

Projeto da nova Rodioviária de Serra Talhada
Projeto da nova Rodioviária de Serra Talhada

O Prefeito Luciano Duque já avisou que não vai e mandará representante. Serra é cidade estratégica no Sertão e única no Pajeú governada pelo PT. O ato em Serra é sinal de que haverá um jogo pesado pelo Executivo.

Em São José do Belmonte, Câmara entrega ao lado do prefeito Marcelo Pereira a Nova Escola Técnica Pedro Leão Leal, cuja construção foi iniciada ainda durante a administração de Eduardo Campos.

A escola custou aos cofres do estado quase R$ 10 milhões. Também será inaugurado o Pátio de Eventos Antônio Carlos Gomes da Cruz (Cacau do Banco), construído pelo prefeito Marcelo Pereira com recursos do FEM.

011
Escola Técnica Pedro Leão Leal, em Belmonte

A solenidade de inauguração das duas obras vai acontecer às 17h com presenças do deputado Rogerio Leão e do Secretário de Transportes Sebastião Oliveira, majoritários no município. Câmara ainda aproveita e participa da  23ª Cavalgada a Pedra do Reino que  recebe hoje no Festival Nação Cultural shows de Guilherme Dantas e Flávio Leandro.

Neste sábado (30), às 10h, o governador e a prefeita Madalena Britto entregam a revitalização da Praça José Rabelo Vasconcelos, mais conhecida como Rodoviária, no São Cristóvão, Arcoverde.

A reforma do equipamento teve  investimento de R$ 525 mil da Secretaria das Cidades e abrange uma área de convivência com pista de cooper, parque infantil e paisagismo composto de vegetação nativa.

Antes, às 9h, visita à reforma do Centro Comercial da cidade, o CECORA, na  Avenida Zeferino Galvão,  Arcoverde, em frente ao Colégio Cardeal.
Praça José Rabelo, antiga Praça da Rodoviária, em Arcoverde
Praça José Rabelo, antiga Praça da Rodoviária, em Arcoverde
Ao lado de Diogenes e Sávio, Felipe Carreras anuncia aquisição de equipamentos para Tuparetama

O deputado federal Felipe Carreras compartilhou em suas redes sociais uma série de conquistas destinadas ao município de Tuparetama, em parceria com o pré-candidato a prefeito Diogenes Patriota, do bloco governista. A iniciativa visa fortalecer a infraestrutura e o desenvolvimento local, atendendo às demandas da população rural. “Tem mais conquistas chegando para Tuparetama! Compromisso é […]

O deputado federal Felipe Carreras compartilhou em suas redes sociais uma série de conquistas destinadas ao município de Tuparetama, em parceria com o pré-candidato a prefeito Diogenes Patriota, do bloco governista. A iniciativa visa fortalecer a infraestrutura e o desenvolvimento local, atendendo às demandas da população rural.

“Tem mais conquistas chegando para Tuparetama! Compromisso é compromisso. Vamos atender a solicitação do pré-candidato a prefeito Diogenes Patriota e do prefeito Sávio Torres e garantir a aquisição de três tratores equipados para as associações rurais de Tuparetama”, anunciou Felipe Carreras em sua publicação.

Além da aquisição dos tratores, o deputado revelou outra notícia: a destinação de recursos para atendimentos oftalmológicos, por meio da Fundação Altino Ventura. Essas medidas visam não apenas fortalecer a agricultura familiar, mas também promover o acesso à saúde ocular para os moradores do município.

Felipe Carreras ressaltou ainda que já destinou emendas para diversas áreas, como saúde, infraestrutura, saneamento, pavimentação e equipamentos agrícolas, demonstrando seu compromisso com o desenvolvimento de Tuparetama. “E não vai parar por aí, minha gente. É só o início dessa parceria que veio pra ficar”, afirmou o deputado, destacando sua disposição em continuar trabalhando em prol do progresso da região.

O vazio existencial dos obstinados

Era tão rico que só tinha dinheiro. Por Inácio Feitosa* No Cariri paraibano, em Monteiro, o tempo ensina mais do que corre. Foi ali, numa noite de lua alta sobre a caatinga, sentado à porta da casa grande da Fazenda Jatobá, dos Santa Cruz — terra de meus antepassados — que ouvi esse caso pela […]

Era tão rico que só tinha dinheiro.

Por Inácio Feitosa*

No Cariri paraibano, em Monteiro, o tempo ensina mais do que corre. Foi ali, numa noite de lua alta sobre a caatinga, sentado à porta da casa grande da Fazenda Jatobá, dos Santa Cruz — terra de meus antepassados — que ouvi esse caso pela primeira vez. Quem contava era Zé Preto, caseiro antigo, homem de poucas palavras e muita memória. Contava para mim e para meu pai, João Feitosa Santa Cruz, ainda na década de 1980, nós três deitados em redes armadas na varanda, cada qual na sua, enquanto ele enrolava o fumo com calma, cuspia de lado e deixava a história correr como quem puxa conversa para espantar o silêncio da noite. Contava como quem não prega, apenas lembra.

Dizia ele que, certa manhã, o açude estava parado. Água quieta, espessa de silêncio. Três homens pescavam. Pouca fala, nenhum aperreio. O peixe não vinha em fartura, mas vinha. O suficiente para o dia e para a dignidade.

Chegou um homem de fora. Sudestino. Roupa limpa demais para aquele chão rachado. Olhar inquieto, desses que medem tudo como se a vida fosse planilha.

— Por que vocês estão pescando aí? — perguntou.

O matuto respondeu simples, sem tirar os olhos da água:

— Pra comer. Pra levar pra casa.

O homem achou pouco. Pensou alto:

— Você podia botar esses homens pra trabalharem pra você. Comprar mais barcos. Pescar mais.

O matuto esperou um tempo, como quem escuta o vento antes da chuva:

— Pra quê?

— Pra vender mais.

— Pra quê?

— Pra ganhar dinheiro.

— Pra quê?

O sudestino respirou fundo:

— Pra um dia você não precisar mais trabalhar. Ficar tranquilo. Fazer só o que gosta. Pescar com seus amigos.

O matuto sorriu curto, quase piedoso:

— Oxente… é isso que eu já faço.

E voltou ao anzol.

Zé Preto dizia que o homem foi embora calado. A conta estava certa. O sentido, não. E talvez por isso a história tenha ficado.

Pensei nisso muitas vezes depois. Porque o obstinado moderno raramente se reconhece nesse espelho. Ninguém o chama de fracassado. Pelo contrário. Seu nome costuma ser sinônimo de sucesso, disciplina e vitória. Constrói biografias impecáveis, dessas que impressionam em discursos e causam silêncio em reuniões. Trabalha como quem cumpre um chamado — mas esquece de perguntar quem o chamou.

A obstinação começa como virtude. Acordar cedo, insistir, não desistir. Com o tempo, deixa de ser método e vira altar. Tudo passa a girar em torno do desempenho. Deus fica para depois, como se a eternidade pudesse aguardar o fechamento do próximo negócio.

Era tão obstinado que passou a criar mentiras — e acreditar fielmente nelas. Mentiras para justificar ausências, para suavizar durezas, para explicar por que não voltava cedo, por que não ouvia mais, por que não sentia culpa. Repetidas tantas vezes que já não distinguia estratégia de verdade. O autoengano virou abrigo.

A riqueza veio. Veio farta, visível, incontestável. Mas o coração continuava inquieto. Descobriu, tarde demais, que dinheiro compra quase tudo, exceto o silêncio interior. Quando cessava o barulho das metas, surgia um incômodo profundo — um vazio que não aparecia no balanço.

As pessoas foram virando meios. Relações, compromissos adiáveis. Afetos, custos operacionais. Ganhou influência, perdeu intimidade. Estava sempre cercado, raramente acompanhado. A solidão dos obstinados não é falta de gente; é falta de encontro.

Nunca aprendeu a parar. Ignorou o descanso como princípio, acreditando que pausar era sinal de fraqueza. Esqueceu que até Deus descansou — não por cansaço, mas para ensinar limite. O sábado simbólico da vida lhe parecia desperdício, quando era lembrança de humanidade.

Mediu o sucesso por números, não por frutos. Avaliou a vida por resultados, não por virtudes. Confundiu prosperidade com bênção, como se toda abundância fosse sinal de aprovação divina. Esqueceu que a Bíblia nunca prometeu cofres cheios, mas corações inteiros.

Evitava o silêncio. Sabia, no fundo, que é nele que Deus costuma falar. Preferia o ruído constante das ocupações, pois o recolhimento poderia revelar a distância entre tudo o que conquistou e tudo o que negligenciou.

Ajuntou tesouros onde o tempo alcança. Patrimônio, propriedades, poder. Mas esqueceu de construir o que não se perde: memórias, vínculos, fé, sentido. Quando percebeu, havia garantias para o futuro, mas nenhuma paz para o presente.

O matuto do açude da Fazenda Jatobá, em Monteiro, nunca fez conta grande. Não explorava ninguém. Dividia o pouco. Pescava com os amigos. Voltava para casa inteiro. Já vivia aquilo que o outro planejava viver um dia — quando tudo estivesse pronto.

No fim, o paradoxo se impõe sem barulho: há quem ganhe o mundo inteiro e perca a si mesmo. Era rico, sim. Tão rico… que só tinha dinheiro.

*Inácio Feitosa é advogado, escritor e pescador.

Carnaval: Recomendação de TCE e MPO serão seguidas em Tabira?

Prefeitura que ano passado queimou R$ 300 mil com “carnaval anti-cultural” e tem problema com servidores ainda não anunciou programação de Momo A recomendação expedida semana passada pelo Tribunal de Contas de Pernambuco, em conjunto com o Ministério Público de Contas, no sentido de evitar a realização de despesas com carnaval, especialmente festas e shows, […]

Prefeitura que ano passado queimou R$ 300 mil com “carnaval anti-cultural” e tem problema com servidores ainda não anunciou programação de Momo

A recomendação expedida semana passada pelo Tribunal de Contas de Pernambuco, em conjunto com o Ministério Público de Contas, no sentido de evitar a realização de despesas com carnaval, especialmente festas e shows, quando a folha de pessoal  estiver em atraso, gerou uma dúvida sobre a realização da Festa de Momo em Tabira.

Na cidade, o desequilíbrio fiscal tem gerado críticas por atrasos de servidores na gestão Sebastião dias (PTB). Há atrasos em áreas como Saúde, servidores que recebem por empenho, médicos, aposentados e pensionistas. As dificuldades são evidentes.

“Os municípios com dificuldades financeiras, que sofrem com a carência de recursos públicos, impõe-se ao administrador o dever de otimizar a alocação de tais recursos na satisfação das necessidades mais importantes da população. Sendo assim, a realização de gastos com festividades na pendência de quitação dos salários dos servidores, viola o princípio constitucional da moralidade administrativa”, disse o documento.

Ano passado, a programação carnavalesca na Cidade das Tradições consumiu R$ 302 mil. Ainda houve cachês inflacionados, como o da Banda Saia Rodada Elétrico que recebeu R$ 60 mil por um show que durou menos de duas horas, quando em Triunfo havia tocado no mesmo carnaval por R$ 40 mil.

Além dos gastos, a programação chamou a atenção pela falta de sintonia com a  tradição do carnaval de Pernambuco, tanto que foi batizado de carnaval anti-cultural. Em abril do ano passado na Rádio Pajeú, o prefeito Sebastião Dias prometeu não promover mais uma festa que agrida a tradição cultural do Estado. Até agora, mesmo quando procurada a Secretária de Cultura (ou de eventos) Gracinha Paulino não anunciou a programação nem se haverá festa de momo.

Incêndio em prédio no centro de São José do Egito

No início da noite desta sexta-feira (7), por volta das 18h, um incêndio de grandes proporções atingiu um apartamento na Rua 1º de maio, bairro Antônio Marinho, na PE 275, em frente a Escola Egipciense, em São José do Egito. O local é uma residência, perto da antiga loja de Dida Autopeças, hoje Max Peças. […]

No início da noite desta sexta-feira (7), por volta das 18h, um incêndio de grandes proporções atingiu um apartamento na Rua 1º de maio, bairro Antônio Marinho, na PE 275, em frente a Escola Egipciense, em São José do Egito. O local é uma residência, perto da antiga loja de Dida Autopeças, hoje Max Peças. As informações são do Blog do Marcello Patriota.

As chamas se espalharam por toda estrutura do primeiro andar rapidamente, queimando moveis e pertences dos moradores do local. 

Usando técnicas e equipamentos específicos, a equipe da 3ª sessão do Corpo de Bombeiros de São José do Egito rapidamente controlou as chamas, o apartamento têm como moradora uma senhora identificada por Dona Nicinha e sua família.

Uma pessoa e um cachorro estavam no local e foram resgatados pelos Bombeiros e não sofreram ferimentos.  Não foi divulgado as causas do incêndio.