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Miguel Arraes: compromisso popular

Por Nill Júnior

Por João Campos*

Nesse último 13 de agosto, fez 15 anos da morte do ex-governador Miguel Arraes, meu bisavô. Por uma infeliz coincidência, é também a data da morte do meu pai, há seis anos. São datas idênticas, mas de anos diferentes.

Devo aos dois, com muita honra e muito orgulho, a minha formação pessoal e política. Lembro bem que na minha infância costumava ir com meus pais visitar Dr. Arraes, na Rua do Chacon, no bairro de Casa Forte, no Recife. Guardo na memória a imagem do meu pai conversando com o avô e de vez em quando uma sonora gargalhada quebrava o silêncio do terraço onde os dois costumavam falar sobre política.

Dr. Arraes foi deputado estadual, federal, prefeito do Recife e três vezes governador de Pernambuco. Meu pai trilhou um caminho na política que o levou a sentar duas vezes na cadeira de governador, depois de ter sido deputado estadual, federal e ministro.

Os dois juntos, avô e neto, deixaram, cada qual no seu tempo, traços marcantes de uma política pública voltada para a população, em geral. Mas, com uma prioridade clara para os mais necessitados.

Dr. Arraes, como prefeito, criou o Movimento de Cultura Popular – um programa para educar jovens e adultos pobres da periferia do Recife, que tiveram também os primeiros contatos com a pintura, a poesia e o teatro. Foi, por exemplo, no MCP, que o saudoso ator global José Wilker, morador na época de Olinda, viveu suas primeiras experiências artísticas.

Como prefeito, Miguel Arraes também instalou chafarizes na periferia do Recife para evitar longas caminhadas dos moradores pobres em busca de água. E coordenou os trabalhos do traçado urbano do bairro da Imbiribeira, abriu as avenidas Sul, Abdias de Carvalho, Conselheiro Aguiar, concluiu a Avenida Norte e pavimentou com concreto a Avenida Boa Viagem.

Como governador, ampliou o MCP e sentou, na mesma mesa, trabalhadores da cana de açúcar e usineiros, celebrando uma negociação entre patrões e empregados que ficou conhecida como o “Acordo do Campo”. Foi esse pacto que regularizou os salários dos canavieiros e estabeleceu regras trabalhistas, distensionando assim os conflitos sociais que tanta violência geraram.

Em abril de 1964, o governador Miguel Arraes teve o mandato interrompido pelo golpe militar e se exilou na Argélia com a família. Só retornou a Pernambuco no fim da década de 70. E governou o Estado por mais dois mandatos, sempre de olho nas ações que priorizavam a população mais pobre de Pernambuco.

Criou programas de irrigação e de eletrificação rural de pequenas prioridades, abriu linhas de crédito agrícola e criou o programa Chapéu de Palha, até hoje em funcionamento, e que garante emprego e renda para os trabalhadores rurais da Zona da Mata durante a entressafra da cana-de-açúcar.

Que orgulho sinto do meu bisavô Miguel Arraes, que dedicou a vida dele aos mais pobres deste Estado, um contingente que forma a maioria da sua população.

*João Campos é engenheiro e deputado federal

Outras Notícias

Cauê Rodrigues fala pela primeira vez após prisão

O blogueiro Cauê Rodrigues falou pela primeira vez em carta ao Blog falando de sua prisão em São Paulo, acusado de e aliciamento sexual contra crianças e adolescentes. Foi na Coluna do Domingão do blog.  Cauê foi preso dia 4 de outubro em Suzano, São Paulo onde estava a alguns dias. Esse ano foi de reviravoltas […]

A Carta de Cauê.

O blogueiro Cauê Rodrigues falou pela primeira vez em carta ao Blog falando de sua prisão em São Paulo, acusado de e aliciamento sexual contra crianças e adolescentes. Foi na Coluna do Domingão do blog.  Cauê foi preso dia 4 de outubro em Suzano, São Paulo onde estava a alguns dias.

Esse ano foi de reviravoltas para o profissional que estava ente os mais acessados da região. Em 23 de setembro, foi noticiado que Cauê deixou a Assessoria de Imprensa da Câmara de Carnaíba por decisão de Gleybson Martins, atual Presidente da Casa. Ele já estava em São Paulo para tratamento de saúde. Cauê revelara que passava por um processo depressivo. A prisão aconteceu após a investigação conduzida pelo Delegado Ubiratan Rocha.

Ao blog, disse Cauê, em carta feita a punho na Delegacia da cidade de Mogi das Cruzes, a 16 quilômetros da cidade em que foi preso: “o motivo ainda não é propenso para relatar o motivo desse espetáculo, mas estou forte e de consciência limpa. Só espero que me deem a chance de ser ouvido tanto pelo Delegado, quanto pelo Juiz. Voltaria para Pernambuco no dia 12 de outubro, pois tinha compromissos para assumir em Quixaba, Carnaíba e Afogados da Ingazeira. Em um momento certo provarei a seus leitores e ouvintes da Rádio Pajeú a minha inocência”.

Cauê segue falando do local onde está: “Durante este período em que estou em uma sala da Delegacia de Mogi das Cruzes, estou escrevendo o livro Dias de Inferno, que detalha tudo o que houve para chegar a esse ponto e o  cotidiano do lugar que estou. Ressalto que não estou em presídio, pois não fui condenado a nada, apenas esperando ser ouvido pela polícia e pela Justiça”.

Rodrigues afirma que o livro que está escrevendo será publicado assim que possível, com a renda sendo revertida para a ASAVAP.

Ao final, lembra de seu ingresso à Rádio Pajeú, quando participou de um projeto como repórter esportivo após um teste na Rádio Pajeú. Àquela época, ganhou o nome de Dão Rodrigues e participou da resenha esportiva Esportes no Ar. Pouco depois foi para São Paulo, de onde só voltaria anos a frente. “Você me conhece desde nossa adolescência quando ingressamos no elenco da Rádio Pajeú e sabe minha índole. A mentira só prevalece enquanto a verdade não chega”, conclui.

Dois meses depois, dia 3 de dezembro, o Juiz de Direito em Exercício Cumulativo da Vara Criminal de Afogados da Ingazeira,  Bruno Querino Olímpio, deferiu pedido de Prisão Preventiva contra o blogueiro. A anterior era temporária.

Em 6 anos, Operação Lei Seca fez 2,1 milhões de abordagens e recolheu 42 mil habilitações em PE

Ao longo de seis anos, a Operação Lei Seca abordou, em Pernambuco, 2.117.000 motoristas, entre condutores de veículos e motos. Os dados, divulgados  são referentes às abordagens realizadas entre 2011 e 2017. Nesse período, operação recolheu 42.063 carteiras de habilitação e também registrou 39.787 infrações por alcoolemia, sendo 1.693 crimes de trânsito, 29.993 recusas ao […]

G1 PE

Ao longo de seis anos, a Operação Lei Seca abordou, em Pernambuco, 2.117.000 motoristas, entre condutores de veículos e motos. Os dados, divulgados  são referentes às abordagens realizadas entre 2011 e 2017.

Nesse período, operação recolheu 42.063 carteiras de habilitação e também registrou 39.787 infrações por alcoolemia, sendo 1.693 crimes de trânsito, 29.993 recusas ao teste do etilômetro, mais conhecido como bafômetro, e outras 8.101 constatações de bebida alcoólica ingerida por condutores.

Segundo a Secretaria Estadual de Saúde (SES), responsável pela operação, a média dos crimes por embriaguez chegou a quase 400 ocorrências por ano, entre 2012 e 2014. No período compreendido entre 2015 e 2017, o registro foi de 150 casos, em média. A redução do número é interpretada pela pasta como uma mudança na postura dos condutores diante das blitze.

Ontem,  a SES montou uma blitz educativa no Recife, com a entrega de materiais informativos e participação de educadores que foram vítimas de acidentes de trânsito. Com a chegada do período de festas de fim de ano, os bloqueios passam a ser intensificados entre os dias 21 de dezembro de 2017 e 1º de janeiro de 2018. Estão previstas, ao todo, 84 ações de fiscalização e 24 ações educativas em rodovias federais e estaduais de Pernambuco.

De acordo com a SES, Pernambuco gasta, anualmente, cerca de R$ 1 bilhão com vítimas de acidentes de moto, valor utilizado em áreas como saúde e previdência. De janeiro a novembro de 2017, 36.801 mil pessoas foram atendidas em alguma unidade de saúde do estado por se envolverem em acidentes de transporte terrestre, sendo 26.809 motociclistas. Em 2016, foram contabilizadas 39.227 vítimas, das quais 29.104 eram condutores de motocicletas.

Mais Médicos: cubanos entram na Justiça por salário integral e direito de ficar no país

G1 Pelo menos 154 ações são movidas na Justiça por 194 médicos de Cuba que vieram ao Brasil pelo programa Mais Médicos, de acordo com o Ministério da Saúde. Eles pedem para permanecer no país e receber o valor integral do salário que, pelo acordo estabelecido no programa, era transferido ao governo cubano e repassado […]

G1

Pelo menos 154 ações são movidas na Justiça por 194 médicos de Cuba que vieram ao Brasil pelo programa Mais Médicos, de acordo com o Ministério da Saúde. Eles pedem para permanecer no país e receber o valor integral do salário que, pelo acordo estabelecido no programa, era transferido ao governo cubano e repassado apenas parcialmente aos profissionais.

As ações na Justiça são contra a Organização Panamericana de Saúde (Opas), intermediária do convênio, a União Federal e/ou o governo de Cuba. O caso foi publicado pelo jornal “The New York Times”.

O advogado André Santana Correa, que com dois sócios representa parte dos médicos em ações na Justiça Federal do Distrito Federal, diz que os cubanos alegam falta de igualdade de condições em relação aos brasileiros e estrangeiros, como os argentinos, ao não conseguir renovar por mais três anos a participação no programa.

O G1 teve acesso a dois processos em que o juiz decide a favor dos médicos, exigindo o restabelecimento no Mais Médicos e a continuidade do visto no Brasil.

O Ministério da Saúde informa que parte dos médicos cubanos consegue renovação, mas que isso fica a critério do governo de Cuba. Afirma ainda que os “profissionais [de Cuba] mantêm o vínculo de trabalho com seu país de origem. Assim, os médicos cubanos, pela cooperação, estão em missão no país — diferente dos demais participantes que entraram no programa por meio de uma seleção via edital, e cujo vínculo é direto com o Ministério da Saúde do Brasil”.

No acordo que trouxe os cubanos ao Brasil, ficou estabelecido que o governo brasileiro deve pagar os salários deles à Opas, que então os repassa ao governo de Cuba, que é responsável pelo contrato com os médicos.

Essa forma de pagamento é alvo de outro pedido nos processos movidos pelos cubanos. Eles querem o recebimento do valor integral pago pelo governo brasileiro. Desde o início do programa, o Ministério da Saúde transfere à Opas o valor de R$ 10.570, reajustado neste ano para R$ 11.520. Os profissionais cubanos então recebem cerca de R$ 3 mil — o resto fica com o governo de Cuba.

O critério de isonomia (igualdade de condições), de acordo com as ações, não é respeitado neste caso, já que os médicos estrangeiros de outras nacionalidades, sem estarem no acordo de cooperação, recebem o valor integral. O Ministério da Saúde afirma que isso é uma interlocução dos cubanos com o governo de seu país.

Márcia dá start à campanha pró Danilo em Serra

A reunião com prefeitos puxada essa semana pela Frente Popular, convocando os gestores para arregaçar as mangas em favor da campanha de Danilo Cabral começou a ter os primeiros atos no dia de abertura oficial da campanha. O grupo político da prefeita de Serra Talhada, Márcia Conrado (PT) já puxou uma motociata por centro e […]

A reunião com prefeitos puxada essa semana pela Frente Popular, convocando os gestores para arregaçar as mangas em favor da campanha de Danilo Cabral começou a ter os primeiros atos no dia de abertura oficial da campanha.

O grupo político da prefeita de Serra Talhada, Márcia Conrado (PT) já puxou uma motociata por centro e bairros da cidade.

Com o governo Paulo Câmara enfrentado problemas de popularidade, além do alinhamento com o ex-presidente Lula, a participação dos prefeitos tem sido tratada como determinante para a melhoria do socialista nas pesquisas.

Nas suas redes sociais, Márcia Conrado comemorou. “O primeiro dia de campanha nem amanheceu direito e a onda amarela já havia invadido as ruas de Serra Talhada, deixando bem claro que estamos com o time da Frente Popular, o time de Lula: com Danilo Cabral, para governador, e Teresa Leitão, para senadora de Pernambuco”, disse.

Melhora na avaliação positiva: Márcia tem comemorado nos bastidores pesquisa que mostra a melhoria de sua aprovação. Segundo o radialista Francys Maya, na Vilabella FM, a aprovação da gestão pulou de 76,16% em junho para 76,16% agora. O instituto que costuma avaliar a gestão é o Múltipla do economista Ronald Falabella, mas também há uma segunda consultoria privada. A pesquisa foi contratada para consumo interno pela gestão.

Pasadena pode ter rendido a Cerveró e Fernando Baiano até US$ 30 milhões

Do O Globo A refinaria de Pasadena pode ter rendido a Nestor Cerveró, ex-diretor da área internacional da Petrobras, e ao lobista Fernando Soares, o Fernando Baiano, entre US$ 20 e US 30 milhões em propina, recebidos provavelmente da Astra, quando a Petrobras teve de comprar a parte de sua sócia no negócio. A informação […]

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Do O Globo

A refinaria de Pasadena pode ter rendido a Nestor Cerveró, ex-diretor da área internacional da Petrobras, e ao lobista Fernando Soares, o Fernando Baiano, entre US$ 20 e US 30 milhões em propina, recebidos provavelmente da Astra, quando a Petrobras teve de comprar a parte de sua sócia no negócio. A informação faz parte do depoimento de Costa e foi transcrita ontem pelo juiz Sérgio Moro, da 13ª Vara Federal do Paraná, ao decretar nova prisão preventiva de Nestor Cerveró, preso desde o último dia 14 na carceragem da Polícia Federal em Curitiba e deve depor sobre Pasadena na segunda-feira. O primeiro decreto de prisão preventiva de Cerveró foi anulado.

Costa afirmou que o lobista Fernando Baiano lhe pagou propina de US$ 1,5 milhão para que não causasse “problemas” na reunião de aprovação da compra de Pasadena. Os dois foram juntos ao Vilartes Bank, na Suíça, onde os valores teriam sido inicialmente depositados. Disse ainda que foi apresentado a Baiano por Cerveró e que já sabia que o lobista tinha “atuação forte” na diretoria Internacional, representando interesses do PMDB. Um dos primeiros negócios tratados com o lobista foi justamente Pasadena e, segundo ele, a proposta de associação com a Astra foi encaminhada a Cerveró por Alberto Feilhaber, um ex-funcionário da Petrobras que representava a trading de origem belga.

Costa disse que havia vários motivos para não aprovar o negócio: a Astra era uma pequena trading sem experiência em refino, seriam necessários mais de US$ 1 bilhão em investimentos para que a velha refinaria fosse útil à Petrobras. Segundo ele, toda a diretoria da Petrobras sabia disso, mas a aprovação foi unânime. Ele não soube dizer se outros diretores (eram seis no total) e o então presidente José Sérgio Gabrielli receberam propina.

Com a divergência entre a Astra e por força de uma claúsula contratual que impunha que a Petrobras pagasse para que sua sócia deixasse o negócio, a estatal teve de pagar para a trading cerca de R$ 1,2 bilhão. Costa disse que não sabe se os valores que a Petrobrás teve que pagar à Astra pela retirada desta do negócio foram objeto de conluio entre os donos da Astra e algumas pessoas da Petrobrás, mas ressaltou que “havia boatos na empresa de que o grupo de Nestor Cerveró, incluindo o PMDB e Fernando Baiano, teria dividido algo entre vinte e trinta milhões de dólares, recebidos provavelmente da Astra; (…)”

Com a descoberta do pré-sal, a prioridade de investimentos passou a ser exploração e produção e o Conselho de Administração decidiu reduzir os investimentos na área externa e não investir mais em Pasadena. Ele ressaltou ainda que, diferentemente do padrão, Pasadena não foi executado pela Gerência Executiva de Novos Negócios, o que seria o procedimento normal. A gerência de novos negócios é vinculada diretamente ao presidente da Petrobrás.