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Mesmo com impeachment, Temer mantém agenda normal no Planalto

Por Nill Júnior

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O presidente interino Michel Temer tem cumprido normalmente seus compromissos, mesmo com a sessão do julgamento final do processo de impeachment da presidenta afastada Dilma Rousseff, que começou nessa quinta-feira e promete se alongar durante os próximos dias.

Com agenda econômica, política e esportiva, Temer tem evitado acompanhar diretamente os discursos dos senadores, mantendo desligada a televisão do seu gabinete na maior parte do tempo.

Nesta sexta-feira, ele recebeu os governadores do Rio Grande do Sul, José Ivo Sartori, e do Distrito Federal, Rodrigo Rollemberg, que foram apresentá-lo pleitos específicos de suas unidades da Federação.

A bancada de deputados federais do DF e Rollemberg pediram para o governo federal dar atenção especial a Brasília em meio às negociações após o acordo que alonga as dívidas dos estados por 20 anos. Após o encontro, os deputados disseram que o presidente interino foi receptivo às propostas e ficou de analisá-las técnica e politicamente.

Mais cedo, Temer concordou em enviar 200 integrantes da Força Nacional para combater a onda de violência que atingiu o Rio Grande do Sul. De acordo com assessores presidenciais, ele não está telefonando a parlamentares, por entender que o assunto do impeachment tem de ser discutido no Senado.

Apesar de não interferir, Temer recebeu hoje de manhã no Palácio do Planalto o senador Magno Malta (PR-ES), defensor do impeachment.

O clima de aparente tranquilidade se estendeu pelos demais corredores do Palácio do Planalto, já que os ministros da Casa Civil, Eliseu Padilha, e da Secretaria de Governo, Geddel Vieira Lima, passaram o dia fora de Brasília.

Nessa quinta-feira, antes de receber no Palácio do Planalto a tocha paralímpica que fará o revezamento a partir da semana que vem, o presidente interino se reuniu com a área econômica do governo, que anunciou a abertura de linhas de crédito para empresas em crise.

Ontem (25), após o evento com os atletas paralímpicos, o presidente interino foi perguntado se estava nervoso ou inseguro com relação ao processo de impeachment. “Imagina! É uma coisa tão natural da democracia”, limitou-se a responder.

Outras Notícias

Após fala polêmica de Bolsonaro sobre o Nordeste, deputado pedirá investigações

O presidente se referiu à região como ‘de paraíba’ nessa sexta-feira (19) JC Online – Com informações do UOL Após Jair Bolsonaro chamar a região Nordeste de ‘Paraíba’ e se referir ao governador do Maranhão, Flávio Dino, como ‘o pior’ do Nordeste, o více-líder do PCdoB na Câmara, deputado federal Márcio Jerry (MA), informou que […]

Bolsonaro não se pronunciou sobre o caso.
Foto: Marcos Corrêa/PR

O presidente se referiu à região como ‘de paraíba’ nessa sexta-feira (19)

JC Online – Com informações do UOL

Após Jair Bolsonaro chamar a região Nordeste de ‘Paraíba’ e se referir ao governador do Maranhão, Flávio Dino, como ‘o pior’ do Nordeste, o více-líder do PCdoB na Câmara, deputado federal Márcio Jerry (MA), informou que irá pedir à Procuradoria-Geral da República (PGR) que investigue o presidente.

“Representarei à PGR para apurar cometimento de crime comum, neste caso crimes de ameaça, contra a honra e racismo [em referência ao uso da palavra ‘paraíba’, expressão pejorativa contra nordestinos usada no Rio de Janeiro]. Irei analisar também a existência de crime de responsabilidade”, afirmou o parlamentar.

”O presidente Jair Bolsonaro parte para agressões e ameaças aos governadores do Maranhão, Flávio Dino, e da Paraíba, João Azevêdo. Agride dois Estados, revela uma vez mais sua arrogância. Agride de novo a democracia, se mostrando totalmente despreparado para o exercício da presidência”, completou.

Temer e Jungmann são desequilibrados e irresponsáveis, acusa Humberto

Líder da Oposição no Senado, Humberto Costa (PT-PE) considerou como desastrosa a ação de Garantia da Lei e da Ordem (GLO) decretada por Michel Temer em Brasília, no fim da tarde dessa quarta-feira (24), e revogada na manhã de hoje. Para Humberto, a decisão de retirar as Forças Armadas das ruas da capital federal menos […]

Foto: Roberto Stuckert Filho

Líder da Oposição no Senado, Humberto Costa (PT-PE) considerou como desastrosa a ação de Garantia da Lei e da Ordem (GLO) decretada por Michel Temer em Brasília, no fim da tarde dessa quarta-feira (24), e revogada na manhã de hoje. Para Humberto, a decisão de retirar as Forças Armadas das ruas da capital federal menos de 24 horas depois de autorizar a ocupação demonstra o despreparo e o desequilíbrio do governo para lidar com um tema dessa gravidade.

“Foi um erro colossal, que denunciamos desde a primeira hora, estabelecer um estado de exceção em Brasília por conta de uma manifestação contra o governo. Temer se mostrou um tresloucado e seu ministro da Defesa, Raul Jungmann (PPS-PE), um completo irresponsável”, criticou o líder da Oposição.

Para Humberto, o decreto de Temer – que pôs as Forças Armadas para exercer o controle da segurança de prédios federais na capital – era flagrantemente inconstitucional e foi pautado numa mentira. Jungmann alegou que a decisão havia sido tomada para atender a um pedido do presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), que negou totalmente a informação. O decreto foi duramente criticado por parlamentares, juristas e pela imprensa internacional.

“Temer, mal assessorado por Jungmann, foi protagonista de mais um episódio patético. Seu governo é uma espécie de elenco de Os Trapalhões. Jungmann nunca teve atributo nem para chefe de Guarda Municipal, imagine para ministro da Defesa, Agora, vê-se que age com total despreparo. Deveria, a exemplo de Roberto Freire, pedir demissão do cargo.”

A informação da revogação do decreto chegou quando a bancada de Oposição no Senado estava em uma audiência com a presidenta do Supremo Tribunal Federal (STF), ministra Cármen Lúcia, para dar entrada em uma mandado de segurança na Corte contra a decisão de Temer. Paralelamente, a Oposição também havia apresentado um projeto de Decreto Legislativo para que o Congresso Nacional anulasse o decreto presidencial.

Denúncia de impeachment do prefeito de Camaragibe é aprovada

A Câmara de Vereadores de Camaragibe aprovou a denúncia que pede o impeachment do prefeito Demóstenes Meira (PTB), protocolado nesta última segunda-feira (25) por vereadores de oposição. A votação foi realizada na manhã desta terça-feira (26) e contou com todos os vereadores. Inicialmente houve quatro votos a favor do impeachment, quatro contra e quatro abstenções. […]

A Câmara de Vereadores de Camaragibe aprovou a denúncia que pede o impeachment do prefeito Demóstenes Meira (PTB), protocolado nesta última segunda-feira (25) por vereadores de oposição.

A votação foi realizada na manhã desta terça-feira (26) e contou com todos os vereadores. Inicialmente houve quatro votos a favor do impeachment, quatro contra e quatro abstenções. A aprovação se deu após o presidente da Câmara, Toninho Rodrigues, encontrar, em conjunto com a procuradoria do município, um artigo da Constituição que dá plausibilidade para que o presidente da Casa pudesse votar. Com cinco votos a favor da denúncia, quatro contra e quatro abstenções.

Após a aprovação, os vereadores Roberto da Loteria, Delio Junior e Léo Família farão parte de uma comissão, que em breve irão recomendar um parecer a favor ou contra o impeachment. Caso seja aprovado, o prefeito Demóstenes Meira terá 15 dias para se defender.

A iniciativa de cassar o mandato do petebista ocorreu após um aúdio vazado em que o gestor da cidade exigiu que os cargos comissionados participassem de um bloco carnavalesco em que sua noiva, a secretária de Assistência Social do município, Taty Dantas, foi uma das atrações.

Carlos Veras diz que apoio de Raquel a Lula é bem-vindo

O deputado federal e candidato à presidência estadual do Partido dos Trabalhadores (PT) Carlos Veras disse que a governadora Raquel Lyra é bem-vinda ao partido. Em entrevista á Rádio Folha 96,7, o político foi questionado se a governadora Raquel Lyra seria bem-vinda ao PT caso “fizesse o L”, termo usado para manifestar apoio do presidente […]

O deputado federal e candidato à presidência estadual do Partido dos Trabalhadores (PT) Carlos Veras disse que a governadora Raquel Lyra é bem-vinda ao partido.

Em entrevista á Rádio Folha 96,7, o político foi questionado se a governadora Raquel Lyra seria bem-vinda ao PT caso “fizesse o L”, termo usado para manifestar apoio do presidente Lula (PT). Veras respondeu “claro” e ainda complementou dizendo que qualquer outro candidato ao governo estadual também seria bem-vindo ao arco de alianças do petista. 

“Eu espero que todos os candidatos a governador de Pernambuco defendam publicamente a reeleição do presidente Lula. Independente do PT estar no palanque A, B ou C”, afirmou, em entrevista à Rádio Folha FM 96,7, nesta segunda-feira (7). As informações são da Folha de Pernambuco.

Debate dos candidatos a vice é mais quente, mas termina com gesto de paz

O debate com os candidatos a vice-prefeito de Afogados da Ingazeira foi alguns graus mais aquecido que o dos candidatos à prefeitura. Por uma hora e meia, Daniel Valadares e Edson Henrique debateram propostas e também se revezaram entre críticas e defesas da atual gestão. Edson apresentou questionamentos sobre servidores que deveriam estar a serviço […]

O debate com os candidatos a vice-prefeito de Afogados da Ingazeira foi alguns graus mais aquecido que o dos candidatos à prefeitura.

Por uma hora e meia, Daniel Valadares e Edson Henrique debateram propostas e também se revezaram entre críticas e defesas da atual gestão.

Edson apresentou questionamentos sobre servidores que deveriam estar a serviço pleno do município, mas, ou acumulam funções, citando Danilo Gonçalves, que acumularia função na Ouvidoria e no IFPE, e o Tenente Coronel Julierme. “Recebe R$ 4 mil para cuidar do trânsito e está lá fora com a militância”, questionou.

Em defesa, Daniel acusou Edson de baixar o nível e promover fake news, afirmando que a gestão Sandrinho não tem nenhuma condenação e sim, todas as contas aprovadas, além do respeito à legalidade.

No debate da iluminação pública, Daniel citou o projeto Terreiro Iluminado. Edson acusou faltar atenção ao campo e cobrança da iluminação públca na zona rural. Daniel disse ser problema da Neoenergia e citou o pai de Edson, Zé Negão, que também aprovou a CIP.  Sobre a Guarda, Edson Henrique , questionou a extinção e Daniel voltou a falar em concurso público.

Um dos momentos mais quentes foi quando Daniel disse que processaria Edson Henrique pelo mesmo motivo que o pai, Zé Negão, foi condenado, ao imputar a Valadares o suposto devolvimento de recursos públicos ao erário por determinação de órgão de controle.

Em outro momento, Edson acusou a gestão de cair em indicadores importantes. Sobre a Escola Dom Mota, chegou a dizer que ela foi entregue com 78% concluída. Daniel Valadares disse ser uma inverdade.

Os pais estiveram sendo invocados vez ou outra. Edson Henrique disse que Totonho Valadares estaria inelegível por ter o nome na lista do TCU. Daniel disse que a lista não garante necessariamente inelegibilidade, defendendo o pai.

Do lado de fora, o clima foi um pouco mais tenso que nos debates anteriores, dada a proximidade das militâncias, apesar do trabalho da Guarda Municipal e da segurança privada. Entre os candidatos, ao final, apesar de o ambiente não repetir plenamente o Sandrinho x Danilo, eles se cumprimentaram e se abraçaram, num gesto democrático. Assista aqui na íntegra como foi: