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Meirelles enfrentará rejeição a Temer, isolamento e dissidências no MDB

Por André Luis
Henrique Meireles durante convenção do MDB. Foto: Facebook/Reprodução

Do Congresso em Foco

Candidato do presidente Michel Temer à Presidência, o ex-ministro Henrique Meirelles teve seu nome aprovado, pela convenção nacional do MDB, como candidato à Presidência da República pelo partido. Ele contou com o apoio de 85% dos votantes. Esta é a primeira vez que o maior partido do país lança candidatura presidencial própria desde 1994, quando Orestes Quércia concorreu.

Presidente do Banco Central nos oito anos de governo Lula e titular da Fazenda de Temer por dois anos, Meirelles terá uma missão delicada para chegar ao Palácio do Planalto. Largando com apenas 1% das intenções de voto, segundo as últimas pesquisas, o ex-ministro enfrentará a falta de alianças e de unidade dentro do próprio partido. As composições estaduais tendem a esvaziar o palanque do emedebista em algumas regiões.

Além disso, terá a tarefa de se descolar dos índices recordes de rejeição popular do governo Temer (87% de rejeição), do qual foi o grande fiador das propostas mais impopulares, como as reformas trabalhista e da Previdência e o congelamento dos gastos públicos.

Por outro lado, Meirelles terá tempo no horário eleitoral e recursos próprios para financiar sua campanha. O teto para o financiamento da disputa presidencial é de R$ 70 milhões, valor que ele admite tirar exclusivamente do próprio bolso.

Meirelles destacou que chegar à Presidência é o seu grande sonho e relembrou sua trajetória, desde o movimento estudantil em Goiás, até sua carreira de sucesso como executivo, como presidente do Banco de Boston e de conselhos administrativos de outros gigantes do mercado.

“Chama o Meirelles”

Antes do anúncio do resultado da convenção, em uma tentativa de colar na popularidade do ex-presidente petista, sua equipe divulgou no telão um vídeo com elogios de Lula, Dilma, de quem é desafeto, Fernando Henrique Cardoso e Ciro Gomes. O propósito é reforçar o slogan de sua campanha: “Chama o Meirelles”. “Tenho profundo respeito pelo Meirelles. Devo a esse companheiro a estabilidade econômica e o respeito que o Brasil tem”, disse o petista em vídeo antigo.

Em seu discurso, feito logo após o do presidente Michel Temer, Meirelles adotou “confiança” como palavra de ordem de sua candidatura. “O ditado diz: confiança não se compra. Confiança se conquista. Por isso eu confio que cada um de vocês vai levar adiante um projeto de país que nós construímos juntos”. Em mais uma tentativa de conciliar seu passado no governo petista, disse que a política não pode se resumir ao antagonismo entre os apoiadores de Lula e os contrários ao ex-presidente.

“Mundo não se divide entre quem gosta de Lula e quem gosta de Temer, e quem não gosta do outro.”

Durante o discurso de cerca de 15 minutos, Meirelles anunciou algumas de suas propostas, em um programa batizado de “Pacto pela confiança”. Algumas das medidas citadas por ele são a complementação do Bolsa Família com o “Cartão Família”, concebido para estimular o crédito.

O candidato também mencionou uma ação integrada para que crianças atendidas pelo Bolsa Família, programa iniciado no governo Lula, sejam matriculadas em creches particulares, com o propósito de diminuir a desigualdade. “Para que possamos colocar o Pacto pela Confiança de pé temos que vencer essas eleições”, discursou.

Sem Messias

Meirelles também fez críticas veladas a Bolsonaro, Ciro Gomes e Lula ao afirmar que o Brasil “não precisa de um “Messias” que se veste como herói da pátria, nem de um líder destemperado, tratando o país como seu latifúndio. E nem eternos candidatos a presidente. Essas ofertas que os eleitores têm hoje só aumentam a desconfiança no Brasil e nas instituições”.

Após a convenção ser encerrada, Meirelles concedeu entrevista coletiva a jornalistas. Questionado sobre vice para sua chapa, ele disse que busca um perfil compatível com o dele e que “não necessariamente” será uma mulher. “Representação feminina é importante, mas não há essa pré-definição”. O ex-ministro disse ainda que “há vantagens” em uma candidatura chapa pura, mas que isso será definido após reuniões do diretório do partido.

Ao ser perguntado sobre se a impopularidade do presidente Temer atrapalharia sua campanha, Meirelles disse que é candidato da “própria história”. “Eu sou candidato de tudo o que fiz para o Brasil”, arrematou o emedebista.

Outras Notícias

Serra Talhada: Márcia Conrado assina PL que cria Auxílio Emergencial para Artistas

A prefeita de Serra Talhada, Márcia Conrado, encaminhou nesta quinta-feira (22) o Projeto de Lei Nº 015/2021 que institui o Auxílio Municipal Emergencial – AME Serra Talhada, projeto destinado à concessão de benefício financeiro aos cantores e grupos musicais serra-talhadenses que estejam impossibilitados de realização de shows artísticos em 2021, por força da permanência da […]

A prefeita de Serra Talhada, Márcia Conrado, encaminhou nesta quinta-feira (22) o Projeto de Lei Nº 015/2021 que institui o Auxílio Municipal Emergencial – AME Serra Talhada, projeto destinado à concessão de benefício financeiro aos cantores e grupos musicais serra-talhadenses que estejam impossibilitados de realização de shows artísticos em 2021, por força da permanência da pandemia da Covid-19.

Terão direito ao benefício os cantores e grupos musicais que se inscreverem no projeto Auxílio Municipal Emergencial – AME Serra Talhada e que tenham residência comprovada há pelos menos 02 (dois) anos em Serra Talhada, além de inscrição efetuada e homologada no Cadastro Municipal de Cultura há, no mínimo, 06 (seis) meses.

O pagamento do Auxílio Municipal Emergencial será feito em parcela única, condicionado à validação da inscrição, correspondente a R$ 500,00 por cantor(a) ou integrante de grupo musical, não podendo exceder R$ 2.000,00 (dois mil reais) por grupo musical. Cada cantor ou integrante de grupo musical somente será beneficiário do presente Auxílio Municipal Emergencial uma única vez, independente de participar de mais de um grupo musical ou manter carreira solo.

Como contrapartida ao recebimento do auxílio municipal, os artistas ou grupos musicais contemplados participarão de uma apresentação, em ambiente virtual, a ser designada pela Fundação de Cultura de Serra Talhada-PE nas comemorações cívicas do aniversário de 170 anos da Capital do Xaxado.

LANÇAMENTO

O lançamento do Projeto Auxílio Municipal Emergencial – AME Serra Talhada será nesta sexta-feira (23), a partir das 08h, no Museu do Cangaço.

Aos 83 anos, médico Edson Moura anuncia que parou de clinicar

Aos 83 anos, um dos médicos mais importantes de nossa geração, Edson Moura, anunciou em suas redes sociais que praticamente parou de clinicar. Moura afirmou que pretende contar memórias de sua atuação na Medicina em sua rede social. Ele tem 58 anos de serviço, já havia parado de operar e agora, de clinicar na Casa […]

Aos 83 anos, um dos médicos mais importantes de nossa geração, Edson Moura, anunciou em suas redes sociais que praticamente parou de clinicar.

Moura afirmou que pretende contar memórias de sua atuação na Medicina em sua rede social. Ele tem 58 anos de serviço, já havia parado de operar e agora, de clinicar na Casa de Saúde que tem o nome do irmão, José Evóide de Moura.

Natural de Cortês, filho de um trabalhador de engenho e menino pobre, conseguiu concluir os estudos no Recife. Chegou a Tabira quando os recursos na região eram poucos, como no exemplo que dava de quem tinha suspeita de diabetes. “Mandava fazer xixi num local e depois observar se juntava formiga”.

Moura foi ainda prefeito de Tabira e Deputado Estadual representando a região. É de uma geração imediatamente posterior a nomes como Hermes Canto. Teve contemporâneos como o também ex-prefeito e ex-deputado Orisvaldo Inácio.

Como legado, construiu em Afogados da Ingazeira a Casa de Saúde José Evóide de Moura. À exceção do surfista Paulo Moura, todos os filhos seguiram carreira na Medicina.

Rádio Pajeú completa 58 anos

Veja o documentário “No Coração do Povo”, a História da Rádio Pajeú A Rádio Pajeú de Educação Popular comemora hoje 58 anos. Em 04 de outubro de 1959, ela nascia através das ideias e mãos de um bispo visionário, Dom João José Mota e Albuquerque. É a primeira emissora de rádio do Sertão Pernambucano, a primeira católica […]

Veja o documentário “No Coração do Povo”, a História da Rádio Pajeú

A Rádio Pajeú de Educação Popular comemora hoje 58 anos. Em 04 de outubro de 1959, ela nascia através das ideias e mãos de um bispo visionário, Dom João José Mota e Albuquerque. É a primeira emissora de rádio do Sertão Pernambucano, a primeira católica do Estado – a Olinda só veio ser adquirida pela Arquidiocese alguns anos depois – e a décima a chegar no Estado.

Dom Mota viu no rádio um veiculo perfeito no processo não apenas de evangelização, mas especialmente o de criar um espaço de difusão de valores éticos, políticos e socioculturais, além de propor e efetuar uma formação educativa fundamental ao desenvolvimento da comunidade.

Dom Francisco a utilizou como instrumento de evangelização e defesa do povo, principalmente os mais pobres, missão que foi seguida por Dom Luis Pepeu e Dom Egídio Bisol.

Em todos esses anos esteve inserida como um agente histórico nos principais momentos da região. Na nossa História Política, nas transformações Sociais e Culturais do estado de Pernambuco e do Brasil em mais da metade do Século XX, e nestes anos iniciais do século XXI a Rádio Pajeú foi um veículo presente e atuante na divulgação dos fatos históricos que marcaram este período.

Waldecy Menezes: década de 80

Hoje completando 58 anos, a Rádio Pajeú continua sustentando o compromisso ético em ser uma emissora voltada para o serviço à comunidade dando diariamente dentro de sua grade de programação voz a centenas de pessoas que buscam resolver problemas do cotidiano através dos microfones da emissora.

Na programação, várias homenagens estão indo ao ar neste mês de outubro. Nomes como Elba Ramalho, Maciel Melo, Gilliard, Maria Dapaz, Victor e Léo e Alceu Valença fazem menção à importância da emissora. Reconhecendo a grande importância da Pajeú, o governador Paulo Câmara fez questão de enviar à  redação um áudio onde parabeniza a emissora pelo seu compromisso com a informação.

Nill Júnior Podcast: notícia boa e notícia ruim para a gestão Márcia

Pré-candidata à reeleição, a prefeita de Serra Talhada, Márcia Conrado, tem a missão de trabalhar sua articulação política e ainda ser gestora do maior município da região. Nas últimas horas, teve notícia boa e notícia ruim para seu governo, ligadas a uma auditoria do TCE e à solução para um problema que aflige área estratégica […]

Pré-candidata à reeleição, a prefeita de Serra Talhada, Márcia Conrado, tem a missão de trabalhar sua articulação política e ainda ser gestora do maior município da região.

Nas últimas horas, teve notícia boa e notícia ruim para seu governo, ligadas a uma auditoria do TCE e à solução para um problema que aflige área estratégica do município.

Ouça as impressões desse jornalista sobre o tema no Nill Júnior Podcast , analisando os fatos da política pernambucana, regional e do cotidiano. o episódio foi ao ar no Sertão Notícias,  da Cultura FM.

Siga, ouça, compartilhe! É só seguir o Nill Júnior Podcast no Spotify e demais plataformas de áudio, como Google Podcast e Amazon Music.  Ouça o episódio:

A emocionada fala de Aline Mariano na homenagem ao pai

Minha gente, Estou na batalha eleitoral por mais um mandato popular no Recife. Não é fácil a vida de político, mas quando se tem espírito público e disposição como meu pai Antônio Mariano primou seus 40 anos de vida pública, a gente ganha uma energia que supera todo cansaço, uma energia movida que vem do […]

Minha gente,

Estou na batalha eleitoral por mais um mandato popular no Recife. Não é fácil a vida de político, mas quando se tem espírito público e disposição como meu pai Antônio Mariano primou seus 40 anos de vida pública, a gente ganha uma energia que supera todo cansaço, uma energia movida que vem do povo, a nossa grande razão do viver, do combater o bom combate.

Na estrada, neste trecho percorrido por tanto tempo por mim e pelo meu pai me batia o sentimento de emoção e ansiedade pensando em está aqui nesse momento tão especial. Meu pai era apaixonado por esta terra e sua gente que felicidade ele deve estar sentindo neste momento, com esta belíssima homenagem.

Estou muito feliz e emocionada, a família orgulhosa e honrada. Esta, meu caro Sandrinho, não é uma obra qualquer. É a maior obra viária dos últimos 15 anos em Afogados da Ingazeira. Que honra! Que alegria! Nossos corações pulsam mais fortes, os de toda nossa família, especialmente minha amada mãe Aldenice, o grande amor da vida do meu pai.

Uma obra que não é só uma ponte de concreto com vigas, ferro e pinturas no acabamento, mas o símbolo maior que representa muito o que meu saudoso pai fez durante a sua vida pública: construir pontes, minimizar dificuldades, abrir o diálogo, trazer progresso e desenvolvimento para o nosso sertão do Pajeú.

Sandrinho, o senhor foi muito feliz na escolha de uma ponte para homenagear papai: ele era, literalmente, um construtor de pontes, encurtou as distâncias das divergências, encurtou o acesso do povo a bens públicos. Construiu pontes de amizade, do bem-fazer, pontes de quebra de resistências a consensos políticos que pareciam impossíveis.

Esta ponte com o nome do meu pai tem 100 metros no comprimento e 10 metros de largura. As que ele construiu na vida pública são imensuráveis, gigantescas. Esta ponte une dois bairros, abre uma nova era de desenvolvimento em nossa cidade , a terra mais amada pelo meu pai. Ele tinha por Afogados da Ingazeira um amor sem limites.

Os bairros de São Cristóvão e São Francisco, agora harmônicos e umbilicalmente ligados, têm a marca de Antônio Mariano em muitas das suas ações enquanto vereador, prefeito e deputado estadual nos 16 anos em que o trovão do Pajeú representou a nossa gente na Assembleia Legislativa.

Tio Heleno, que está aqui, a minha mãe Aldenice, os meus irmãos Antônio Filho, Alan e Alane, os primos e outros familiares sabem exatamente o que estou sentindo agora. É um orgulho danado que invade o coração da gente. Gratidão a você, Sandrinho e ao deputado Pedro Campos, por esta grande e marcante homenagem.

Meu pai foi devoto das boas práticas da política, da representação dos anseios de um povo. Era um homem à frente do seu tempo, de elevado espírito público. Abriu mão do seu tempo com a família para encampar lutas por mais acesso a água, por mais infraestrutura, por mais desenvolvimento econômico, por mais educação, mais saúde e mais oportunidade para toda a nossa região.

Papai exerceu com amor o seu ofício e mesmo fazendo tantos sacrifícios e renúncias, a paixão pela política e Afogados o fazia mover montanhas. Para servir ao Sertão, Afogados e sua gente não havia pedras pela frente que não removesse.

Sua entrada na vida pública foi como um relâmpago. Aos 24 anos de idade, já era vereador aqui em Afogados da Ingazeira. Aos 28 anos, prefeito. Anos depois, deputado estadual por 4 mandatos consecutivos chegando a ser parlamentar constituinte e 1º secretário na Assembleia Legislativa de Pernambuco.

Os grandes homens nunca se vão. Eles passam aqui na terra para deixar suas memórias imortalizadas. Meu pai nos deixou em 2018, mas tenho certeza que quem conviveu com ele vê muito de Antônio Mariano nesse pedaço do sertão.

Tem Antônio Mariano nas mãos de casas populares na época Vila Cohab, hoje bairro do Sobreira. Tem Antônio Mariano no início da construção do Centro Poliesportivo de Afogados da Ingazeira. Tem Antônio Mariano nas lutas por energia elétrica nos povoados do município. Tem Antônio Mariano na luta para trazer o hospital Emília Câmara, na instalação do Ciretran, no diálogo para trazer bancos públicos e privadas e em tantas outras realizações.

Parabéns, Sandrinho. Quero te agradecer em nome de toda a família Mariano por esse momento tão emocionante e especial.

Agradecer aos vereadores e tantas outras autoridades aqui presentes nesse dia que certamente ficará marcado na história da nossa cidade.

Só sabe a dificuldade quem precisa do serviço público. No caso da Ponte Antônio Mariano, que estamos entregando a inaugurando hoje, é uma obra que representa sobretudo acesso aos serviços. As famílias que moram no São Cristóvão reivindicavam há décadas esse acesso mais rápido ao bairro de São Francisco e ao centro da nossa cidade.

Antes era um arrodeio cansativo, intenso e prejudicial sobretudo para aquelas pessoas que precisavam acessar os serviços médicos. Agora tudo isso poderá ser feito por menos da metade do tempo de antes.

E a política, prefeito Sandrinho, só tem efetividade quando ela transforma a vida das pessoas. O que a prefeitura entrega aqui hoje é muito mais que uma ponte. É uma mudança de comportamento na mobilidade urbana. É desenvolvimento, acesso, progresso e futuro.

Nada mais justo que leve o nome de Antônio Mariano de Brito. Acredito que depois da dor de perder meu pai há 06 anos essa é a maior emoção que sinto na vida. Sei que nesse momento também falo pelo meus tios queridos, minha mãe, meus primos, grandes amigos e pelos meus três irmãos.

Por fim, Sandrinho, a política é tão excitante como a guerra e não menos perigosa. Na guerra, a pessoa só pode ser morta uma vez, mas na política diversas vezes. Papai escapou de todas as mortes na política porque sempre teve o povo ao seu lado.

Muito obrigada! Antonio Mariano presente ! viva o trovão do Pajeú!!

Aline Mariano (PSB)

Vereadora do Recife