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Matrículas de ensino médio integral em escolas públicas têm aumento de 22% no Brasil

Por Nill Júnior

As matrículas em escolas de tempo integral no ensino médio subiram 22% em 2017 nas escolas públicas de todo o país.

O percentual de alunos matriculados nesse regime de ensino saltou, também na rede pública, de 6,7%, em 2016, para 8,4%, no ano passado. Os dados são do Censo Escolar 2017, realizado ao longo de 2017 pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), órgão vinculado ao Ministério da Educação, e divulgados nesta quarta-feira, 31, em coletiva de imprensa.

“Esses dados do censo refletem a prioridade do MEC com a política da escola em tempo integral”, comemora a ministra substituta da Educação, Maria Helena Guimarães de Castro. “Isso demonstra que as mudanças realizadas pela nossa gestão já começam a dar resultado, principalmente em um modelo de ensino médio mais atrativo para os estudantes”.

O aumento das matrículas está diretamente relacionado à Política de Fomento às Escolas de Ensino Médio em Tempo Integral. Só neste ano, o MEC liberou recursos de R$ 406 milhões para apoiar os estados na implementação dessas unidades. A liberação pretende ampliar de 516 escolas financiadas pelo MEC, em 2017, para 967 em 2018, representando um aumento de 87% de instituições atendidas em todo o país. Considerados os recursos liberados também no ano de 2017, o programa deste ano alcançará o montante de R$ 700 milhões. No total, o MEC apoiará progressivamente 500 mil matrículas nas escolas de Ensino Médio em Tempo Integral (EMTI). Até 2020, os investimentos podem alcançar R$ 1,5 bilhão.

“A política foi lançada no fim de 2016 e, a partir de 2017, foi implementada junto às secretarias estaduais”, lembrou Maria Helena. “Isso significou um aporte maior de recursos, um aumento no número de escolas de ensino médio em tempo integral – e, mais do que isso, um novo modelo de gestão dessas escolas, com definição e prioridades, valorização do protagonismo juvenil”.

Além do ensino médio, o levantamento aponta que as matrículas em tempo integral do ensino fundamental na rede pública voltaram a crescer, saltando de 10,5%, em 2016, para 16,2%, no ano passado. O percentual de alunos, contando as redes pública e privada, passou de 9,1%, em 2016, para 13,9% em 2017. “O programa Novo Mais Educação, também desta gestão, foi determinante para o aumento dessas matrículas”, reforça Maria Helena, destacando que os investimentos nesse programa, juntando os anos de 2016 e 2017, foram de R$ 900 milhões. O Novo Mais Educação tem o objetivo de melhorar a aprendizagem em língua portuguesa e em matemática por meio da ampliação da jornada escolar de crianças e adolescentes em cinco a 15 horas semanais.

Também evoluíram as matrículas na educação Infantil, especialmente nas creches. Entre 2013 e 2017, os registros de alunos inscritos em creches cresceram 94,5%. Só em 2017, o aumento foi de 5,2%. Além da ministra da Educação substituta, a coletiva foi conduzida pela presidente do Inep, Maria Inês Fini; pelo diretor de Estatísticas Educacionais do Inep, Carlos Eduardo Moreno Sampaio; e pelo secretário da Educação Básica do MEC, Rossieli Soares da Silva.

Outras Notícias

Menino sírio que morreu afogado na Turquia é enterrado em Kobane

Aylan Kurdi, o menino sírio-curdo de três anos, cuja morte durante a viagem da Turquia para a Grécia se transformou em um símbolo da tragédia dos refugiados do Oriente Médio, foi enterrado nesta sexta-feira (4) em sua cidade natal de Kobane, no norte da Síria, informou a imprensa turca. A família Kurdi escapou dessa cidade, […]

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Aylan Kurdi, o menino sírio-curdo de três anos, cuja morte durante a viagem da Turquia para a Grécia se transformou em um símbolo da tragédia dos refugiados do Oriente Médio, foi enterrado nesta sexta-feira (4) em sua cidade natal de Kobane, no norte da Síria, informou a imprensa turca.

A família Kurdi escapou dessa cidade, sitiada durante meses pelo grupo jihadista Estado Islâmico (EI), em uma tentativa de emigrar para o Canadá, onde vive uma tia da criança.

Aylan, seu irmão e sua mãe estavam entre os 12 sírios que morreram afogados no Mar Mediterrâneo há três dias, após partir da cidade turca de Bodrum.

Os corpos de Aylan, seu irmão e sua mãe foram levados para Istambul por uma companhia aérea turca e de lá transferidos para esta manhã para Sanliurfa, no extremo sul da Turquia.

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Os corpos foram levados para Suruc, uma cidade turca fronteiriça com Kobane, sob estritas medidas de segurança e acompanhados pelo pai, Abdullah Kurdi, que não quis mais continuar sua viagem até o Canadá, mesmo tendo sido convidado oficialmente pelas autoridades do país.

Um comboio acompanhou Kurdi a partir da cidade balneária de Bodrum (sudoeste da Turquia), cenário da tragédia, até a fronteira síria. Kurdi, visivelmente devastado, falou com a imprensa em Istambul.

“Como pai que perdeu os filhos, não tenho mais nada o que esperar deste mundo. A única coisa que gostaria é que o drama e os sofrimentos na Síria acabassem, que a paz retornasse”, disse, de acordo com a agência turca Dogan. Ele também afirmou esperar que o mundo tome consciência do drama dos migrantes.

Vários deputados turcos atravessaram a fronteira para acompanhar o funeral. O pai de Aylan contou na quinta-feira como os filhos de três e cinco anos e a esposa morreram, ao lado de outros nove refugiados sírios, no naufrágio da embarcação em plena noite quando a família tentava chegar à ilha grega de Kos, porta de entrada para a União Europeia (UE).

Mais um: Zeca Cavalcanti será titular do PTB na comissão do impeachment

O líder do PTB na Câmara dos Deputados, Jovair Arantes (GO), divulgou na tarde desta segunda-feira (7/12/2015) os nomes dos parlamentares do partido que deverão compor a comissão especial para análise da abertura de processo de impeachment contra a presidente Dilma Rousseff. Os titulares serão a presidente nacional do PTB, deputada Cristiane Brasil (RJ), e […]

Dep Zeca Cavalcanti

O líder do PTB na Câmara dos Deputados, Jovair Arantes (GO), divulgou na tarde desta segunda-feira (7/12/2015) os nomes dos parlamentares do partido que deverão compor a comissão especial para análise da abertura de processo de impeachment contra a presidente Dilma Rousseff.

Os titulares serão a presidente nacional do PTB, deputada Cristiane Brasil (RJ), e os deputados Pedro Fernandes (MA) e Zeca Cavalcanti (PE). Os suplentes serão os deputados Luiz Carlos Busato (RS), Paes Landim (PI) e Nelson Marquezelli (SP).

A Câmara dos Deputados é responsável por definir se o processo é aberto ou não, mas o julgamento de um eventual impeachment cabe ao Senado Federal. Com informações da assessoria da Liderança do PTB na Câmara dos Deputados.

Estado notifica óbito de paciente de Arcoverde com Covid-19

Boletim da SES-PE não informa a data do óbito e nem a identidade do paciente sertanejo vítima da doença. Até 03 de julho Arcoverde havia registrado 141 óbitos.  A Secretaria Estadual de Saúde (SES-PE) registrou, neste sábado (16/07), 2.116 casos da Covid-19. Entre os confirmados, 18 (1%) são casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) […]

Boletim da SES-PE não informa a data do óbito e nem a identidade do paciente sertanejo vítima da doença. Até 03 de julho Arcoverde havia registrado 141 óbitos. 

A Secretaria Estadual de Saúde (SES-PE) registrou, neste sábado (16/07), 2.116 casos da Covid-19. Entre os confirmados, 18 (1%) são casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) e 2.098 (99%) são leves.

Agora, Pernambuco totaliza 1.012.127 casos confirmados da doença, sendo 59.264 graves e 952.83 leves, que estão distribuídos por todos os 184 municípios pernambucanos, além do arquipélago de Fernando de Noronha.

Também estão sendo contabilizados sete óbitos (4 masculinos e 3 femininos), ocorridos entre os dias 02/09/2020 e 15/07/2022. As novas mortes são de pessoas residentes dos municípios de Arcoverde (1), Belo Jardim (1), Chã de Alegria (1), Olinda (1), Recife (2) e Santa Cruz do Capibaribe (1). Com isso, o Estado totaliza 21.960 mortes pela Covid-19.

Os pacientes tinham entre 48 e 79 anos. As faixas etárias são: 40 a 49 (1), 60 a 69 (1) e 70 a 79 (5). Do total, seis pacientes apresentavam doenças preexistentes: doença cardiovascular (3), diabetes (2), histórico de AVC (2), câncer (1), obesidade (1), doença respiratória (1) e tabagismo (1). Um caso segue em investigação.

BALANÇO DA VACINAÇÃO – Pernambuco já aplicou 20.881.825 doses de vacinas contra a Covid- 19 na sua população, desde o início da campanha de imunização no Estado (no dia 18 de janeiro de 2021).

Com relação às primeiras doses, foram 8.290.386 aplicações (cobertura de 93,41%). Do total, 7.514.244 pernambucanos (84,67%) já completaram seus esquemas vacinais, sendo 7.338.961 pessoas que foram vacinadas com imunizantes aplicados em duas doses e outros 175.283 pernambucanos que foram contemplados com vacina aplicada em dose única.

Em relação às primeiras doses de reforços (terceira dose), já foram aplicadas 4.210.814 (cobertura de 54,74%). Também já foram aplicadas 825.629 segundas doses de reforço (cobertura de 27,3%).

Edson e Zé defendem legado de Raquel e atacam PSB: “Ela organizou a bagaceira”

Durante o Debate das Dez na Rádio Pajeú nesta segunda-feira (9), os vereadores de oposição, Edson do Cosmético (PSD) e Zé Negão (PP), subiram o tom contra os 16 anos de gestões do PSB em Pernambuco. Para os parlamentares, a governadora Raquel Lyra (PSD) encerra um ciclo de abandono administrativo e inicia uma fase de […]

Durante o Debate das Dez na Rádio Pajeú nesta segunda-feira (9), os vereadores de oposição, Edson do Cosmético (PSD) e Zé Negão (PP), subiram o tom contra os 16 anos de gestões do PSB em Pernambuco. Para os parlamentares, a governadora Raquel Lyra (PSD) encerra um ciclo de abandono administrativo e inicia uma fase de investimentos recordes, especialmente na segurança e infraestrutura do Sertão.

“Dizer que não está sendo aprovada é mentira”

O vereador Edson do Cosmético (PSD), que também é policial militar, trouxe o debate para o campo da segurança pública e da saúde. Ele rebateu as críticas da situação afirmando que a aprovação de Raquel no interior beira os 70% e que os números da pesquisa espontânea já a colocam à frente de João Campos.

“Dizer que esse governo não está sendo aprovado é querer mentir para a população”, disparou Edson.

Edson fez duras críticas à gestão do Recife, afirmando que a prefeitura da capital estaria “atolada em escândalos” e que João Campos teria buscado o STF para evitar investigações. No campo local, destacou que a saúde de Afogados só respira graças ao Hospital Regional, mantido pelo Estado. “O povo geme sem saúde no município. Quem está proporcionando saúde é o governo do estado na gestão de Raquel Lira”, pontuou.

Fim da “bagaceira” e retomada de obras

Já o vereador Zé Negão (PP) utilizou um tom ainda mais incisivo para descrever a herança recebida pela atual governadora. Segundo ele, Raquel passou os primeiros anos de mandato organizando as finanças para poder executar o que o PSB teria deixado apenas no papel.

“O estrago que o PSB fez no estado é grande. Ela passou 3 anos tentando organizar isso porque a bagaceira não existe”, afirmou Zé Negão.

O parlamentar listou obras como a PE-232, a Adutora do Agreste e investimentos em UTIs e tomógrafos como provas de que a “casa está arrumada”. Sobre a polêmica das creches, Zé Negão garantiu que o governo entregará pelo menos 200 unidades antes da eleição: “Ela não promete, ela mostra que tem o dinheiro. Hoje o estado de Pernambuco cresceu a nível de Nordeste”.

Congresso tem 24 propostas para mudar indicação ao Supremo Tribunal Federal

A sabatina do novo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, no último dia 21, requentou o debate político sobre a forma de escolha dos ministros da Corte hoje feita pelo presidente da República com aprovação do Senado. O próprio Moraes propõe em tese de doutorado um modelo distinto ao que está em […]

Indicado pelo presidente Michel Temer, o próprio Alexandre de Moraes propõe em tese de doutorado um modelo distinto (Valdenio Vieira/PR)A sabatina do novo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, no último dia 21, requentou o debate político sobre a forma de escolha dos ministros da Corte hoje feita pelo presidente da República com aprovação do Senado. O próprio Moraes propõe em tese de doutorado um modelo distinto ao que está em vigor no País.

Pesquisadores em Direito Constitucional ouvidos pela reportagem defendem atualização da lei brasileira em favor de maior participação de representantes sociais e políticos no processo de seleção dos magistrados. Já no Legislativo, existem atualmente 24 proposições de mudança desse processo em tramitação no Congresso desde 2001. Os dados fazem parte da pesquisa do consultor legislativo do Senado, Roberto da Silva Ribeiro.

Criado à semelhança do modelo norte-americano, o processo brasileiro estabelece que, para ser um dos 11 ministros do Supremo, é preciso ser indicado pelo presidente da República e, ato seguinte, ter indicação aprovada em sabatina por senadores. De acordo com os requisitos constitucionais, o pretendente deve ter notório saber jurídico e reputação ilibada. O mandato se estende até a aposentadoria compulsória aos 75 anos.

O principal risco que esse formato tem oferecido, segundo os pesquisadores, é a prevalência de critério essencialmente político na escolha do nome pelo chefe do Executivo potencializada pelo descompromisso do Senado em, de fato, testar as capacidades técnicas do postulante, já que o candidato pode ser encarado como um aliado que não precisa ser tratado com rigor. “Embora as últimas sabatinas tenham melhorado, ainda é um mecanismo pró-forma”, afirma Marcelo Figueiredo, professor da PUC-SP.

Já nos Estados Unidos, a arguição dos candidatos à Suprema Corte no Senado é considerada bem mais severa. “Lá, o candidato é altamente escrutinado sobre sua vida profissional e pessoal”, diz Figueiredo, acrescentando haver vários casos de não aprovação de indicados ao Supremo nos EUA.

Em tramitação. No Legislativo, a proposta que se encontra em estágio mais avançado é a de emenda à Constituição (PEC) 35, de 2015, do senador Lasier Martins (PSD-RS) por estar pronta para deliberação pelo plenário do Senado. O parlamentar propõe que os ministros do STF sejam escolhidos a partir de uma lista tríplice elaborada pelos tribunais superiores, Tribunal de Contas da União, procurador-geral da República e pelo presidente da Ordem dos Advogados da União (OAB). Estabelece também um mandato de 10 anos e inelegibilidade por cinco anos após o término do mandato.

Para o consultor legislativo, no entanto, a proposta mais “meritória” é a do hoje governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB-MA). O texto defende a participação de várias partes, como colegiados de faculdades de Direito, OAB, Conselho Nacional de Justiça, Conselho Nacional do Ministério Público, Tribunal Superior do Trabalho, Superior Tribunal de Justiça e as duas Casas do Congresso. Dino propõe um mandato dos ministros do STF de 11 anos sem recondução. “A proposta confere maior legitimidade democrática ao processo, na medida em que faculta a participação dos órgãos de representação popular, bem como fortalecendo a autonomia do Judiciário”, diz Ribeiro. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.