Mário Filho garante candidatura da oposição em Ingazeira
Por André Luis
Líder da oposição Ingazeirense, o jornalista Mário Viana Filho negou que as seguidas derrotas tenham lhe tirado a motivação para disputar a Prefeitura de seu município em 2020.
Falando ao comunicador Anchieta Santos na Rádio Cidade FM, Mário declarou que a decisão não é fácil pois envolve família e as atividades com sua empresa.
Ele descartou que mesmo diante de sua indecisão e a possível desistência de Itan do Mercado o grupo de oposição venha a perder a eleição por WO. “Teremos candidato sim. A oposição tem um grupo fiel que não ficará sem representação nesta eleição”.
Depois de enaltecer os seus feitos em favor de Ingazeira já citados em outras entrevistas, Mário criticou a situação do ex-prefeito Luciano Torres (PSB) que segundo ele terá dificuldades para enfrentar as urnas com as irregularidades apresentadas pelo TCE contra as contas de 2015/2016.
A gestão do prefeito Lino foi bastante criticada por Mário e o vereador Dorneles Alencar.
Ao contrário do que disse em entrevista anterior onde afirmou não ter obrigação de morar em Ingazeira respondendo ao vereador Geno, desta vez Mário Filho garantiu nunca ter prometido nos palanques de campanha que moraria na cidade. “Desafio que alguém tenha uma gravação com esta afirmação”. Ele descartou qualquer possibilidade de disputar o mandato de vereador.
Após debater políticas públicas para micro e pequenas empresas do Araripe e do São Francisco, a terceira reunião do Projeto Fala Pernambuco, que tem sido realizado virtualmente, enfocou, nesta quarta (14), demandas de empreendedores de outras áreas do Interior pernambucano. Na ocasião, foram abordados temas como infraestrutura, desburocratização e incentivo ao empreendedorismo nos Sertões do […]
Após debater políticas públicas para micro e pequenas empresas do Araripe e do São Francisco, a terceira reunião do Projeto Fala Pernambuco, que tem sido realizado virtualmente, enfocou, nesta quarta (14), demandas de empreendedores de outras áreas do Interior pernambucano.
Na ocasião, foram abordados temas como infraestrutura, desburocratização e incentivo ao empreendedorismo nos Sertões do Pajeú, do Moxotó, de Itaparica e Central.
Líderes do agronegócio, indústria, comércio e turismo apontaram uma reivindicação comum a todos os setores: a melhoria da infraestrutura. A empreendedora cultural Elis Almeida ressaltou, ao falar de turismo, que “uma região só poderá ser boa para o turista se for boa também para seus próprios habitantes”.
Ela destacou a importância de melhorar as estradas, a segurança nas rodovias, o fornecimento de água e a oferta de serviços públicos. “A hora de arrumar a casa é agora. Temos um aeroporto em Serra Talhada e podemos, inclusive, receber pessoas do Exterior”, citou.
A necessidade de reduzir a violência e problemas de infraestrutura pública foi reforçada pelo empresário Hugo Gonçalves de Souza, diretor-presidente da Tambaú Alimentos – indústria localizada em Custódia (Sertão do Moxotó).
“Um investidor de fora que possa trazer recursos, por exemplo, não vai investir se não tiver garantia de segurança pública. Isso é uma dificuldade devido à proximidade da região com o chamado ‘Polígono da Maconha’”, salientou. “O mesmo vale para a infraestrutura. Não haver certeza de que se vai ter água ou contar com a conservação das estradas para o transporte de produtos tira o foco do empresário.”
Em relação ao Aeroporto Regional de Serra Talhada, no Sertão do Pajeú, a cobrança do setor produtivo local é pela conclusão das obras de extensão da pista de pouso, que atualmente só permite aviões com capacidade de até nove passageiros. “Precisamos adequá-lo à demanda da região. Com pequenos aviões, as passagens ficam mais caras e inviabilizam o acesso para muitas pessoas”, apontou Magna Beserra de Melo, comerciante desse município.
Magna também apresentou reivindicações referentes a pedidos de incentivos fiscais, diminuição de carga tributária, flexibilização no prazo e parcelamento do ICMS.
“Hoje, o vencimento do ICMS é no mês seguinte ao da emissão da nota fiscal, e não da chegada do produto. Então, há ocasiões em que o comerciante paga o valor antes mesmo de o item ficar disponível para a venda”, relatou.
Além disso, ela apelou para que os contribuintes tenham direito a parcelar não apenas os débitos com o Fisco Estadual já incorporados à dívida ativa, mas também os mais recentes.
Do ponto de vista do agronegócio, uma das demandas diz respeito à simplificação da regulação ambiental e da vigilância sanitária.
“O custo para se regularizar um poço a fim de obter água para a produção agrícola pode chegar a até R$ 10 mil. No caso da pecuária, temos vários abatedouros fechados por questões de saúde pública, mas a produção acaba indo para o abate clandestino”, explicou Edmundo Souza Filho, morador do Sertão de Itaparica. Ele é representante do AD Líder, programa de lideranças empresariais mantido pelo Sebrae.
Para enfrentar esses problemas, foram feitas sugestões de possíveis mudanças na legislação para o agronegócio.
“Construir novos abatedouros fica muito caro, pois são exigidas regras para o abate bovino. Podemos estabelecer uma regulamentação específica para caprinos e aves”, propôs. Souza Filho também pleiteou que sejam elaborados mecanismos a fim de facilitar e baratear o plantio local de milho para ração.
Projeto Fala Pernambuco
Criado por meio de uma parceria entre o Sebrae-PE e a Assembleia Legislativa (Alepe), o Projeto Fala Pernambuco promove reuniões com empreendedores de todas as regiões do Estado. Prioridades são apresentadas à direção daquela entidade e à Alepe para discussão nos encontros. Uma agenda de debates está programada para acontecer até setembro.
“A partir desse mapeamento, vamos propor medidas ao Governo do Estado e também uma agenda legislativa que contemple a cadeia produtiva de cada região de Pernambuco, com especial atenção às pequenas empresas”, informou o presidente da Assembleia, deputado Eriberto Medeiros (PP).
O presidente do Sebrae, Francisco Saboya, comentou a avaliação de Pernambuco no estudo Doing Business, do Banco Mundial, em que o Estado aparece na pior posição do Brasil. “O ambiente regulatório é hostil. Entretanto, os problemas não estão só no âmbito federal, mas também nos Estados e municípios. A razão de ser do trabalho do Sebrae e do Fala Pernambuco é mudar essa situação”, declarou.
A prefeita de Serra Talhada, Márcia Conrado, acredita que o projeto “vai consolidar uma agenda a ser discutida com o Poder Executivo. É uma forma de auxiliar o governador Paulo Câmara a promover a recuperação da economia em nossa região”.
Por Magno Martins * Estou dando adeus ao Recife, rumo a uma praia distante e silenciosa. Fujo do Carnaval, diferentemente do passado. Já gostei muito da diversão do momo. Garoto no Sertão nos anos 70, “pulava”, como diziam por lá, os quatro dias sem parar no Aero Clube de Afogados da Ingazeira, o Acaí. Isso […]
Estou dando adeus ao Recife, rumo a uma praia distante e silenciosa. Fujo do Carnaval, diferentemente do passado. Já gostei muito da diversão do momo. Garoto no Sertão nos anos 70, “pulava”, como diziam por lá, os quatro dias sem parar no Aero Clube de Afogados da Ingazeira, o Acaí.
Isso mesmo, aero clube, sem nunca ter descido um avião por lá. Não me pergunte a razão, mas até hoje não sei a origem do nome. Só lembro que eram bailes românticos, apaixonantes, puxados pela orquestra de Dinamérico Lopes, com marchinhas que faziam sucesso no País inteiro, a coqueluche do Carnaval.
Dinamérico Lopes, “seu” Dino, era um maestro de mão cheia, criou uma escola de música em Afogados da Ingazeira sendo responsável pela formação de uma geração de novos e talentosos artistas. Sua orquestra era tão primorosa e famosa que animou carnavais em outras galáxias além da fronteira de Pernambuco.
Com a aguçada memória de Júnior Finfa, companheiro de jornadas carnavalescas no Acaí, cito integrantes da orquestra que encantavam com seus instrumentos soprando a nossa alegria, como Guaxinim, Luiz de Ernesto, Mestre Biu, Zé Pilão, Lulu Pantera, Chico Vieira e Chagas, este o caçula do grupo.
Também brilhavam Jarbinhas Gois, Adilson Ângelo, o grande Zé Malaia e Zé de Nora. O clube lotava numa animação contagiante. As mulheres vinham de shortinho, eram as colombinas em busca dos Pierrôs. Meu tio Coió, o mais animado da família, hoje já passando dos 80, formava um dos casais mais animados com a sua Tila.
Gedeão e dona Carmélia vinham em seguida, sem esquecer Zé Panqueta e dona Mariquinha, grandes personagens da nossa terra. Foi na lanchonete de Gedeão, aliás, que comi um Bauru pela primeira vez. Lá, os sanduiches vinham a jato. Explico: como o balcão era grande e Gedeão atendia sozinho a enorme clientela, mirava o cliente, chamava sua atenção e atirava o pedido em sua direção.
Os desavisados não conseguiam pegar o prato, que caia ao chão, se quebrava e quebrava a vontade de comer. Já Dona Mariquinha tinha um bar numa posição estratégica: no coração da praça central, batizada de Arruda Câmara, em homenagem ao ex-deputado, que era brabo e as vezes se armava feito um cangaceiro para defender o Sertão e nossa gente.
Era lá que a nossa turma da bebedeira e da molecagem esquentava os tamborins e molhava o bico antes de “decolar” para o Acaí, com direito a botar a conta no prego mais alto da parede dos fiados.
Havia nos saudosos carnavais uma romântica disputa entre o Pierrô e o Arlequim pelo amor da Colombina. Saudosos e saudáveis carnavais! Usávamos confetes, serpentinas e lança-perfumes. Lança- perfume era para se lançar uns nos outros, e não para ser inalado como hoje, numa delicada e bonita confraternização carnavalesca, assim como os confetes e as serpentinas.
Eram carnavais de belas fantasias: odaliscas, baianas, colombinas, holandesas, tirolesas, espanholas, portuguesas. De ingênuas marchinhas carnavalescas – marchas-rancho, sambas-canções, frevos e sambinhas de letras inocentes.
Maria Candelária que era alta funcionária. Olha a cabeleira do Zezé. Oi você aí, me dá um dinheiro aí… Filinto, Pedro Salgado, Guilherme, Feneloca e seus blocos famosos. Vem morena, morena do brinco dourado. Vem morena, vem depressa que eu estou apaixonado. Mamãe, eu quero, mamãe eu quero mamar…
Ah! Carnavais do passado! Tão cheios de alegria, olhares furtivos lançados para os seres desejados. Romances passageiros de folia, confete, serpentinas e lança-perfume. Gostosas marchinhas, que nos enchem o peito de saudade. Ah, belos carnavais!
Tempos de romantismo, que não voltam mais. Eu era tão feliz e nem sabia! Nas madrugadas, já cansados, saíamos em turma do Acaí, como alegres colibris, sonhando com outros dias. Belos carnavais de um tempo que não volta mais.
Candidato tem 35,7% dos votos contra 34,3% de Rorró Maniçoba e 18% de Gustavo Novaes. Quadro é de empate técnico entre Favinho e Rorró Um cenário dos mais acirrados do Sertão. É assim que o Múltipla desenha a reta final da caça ao voto na cidade de Floresta. De acordo com pesquisa divulgada hoje e […]
Candidato tem 35,7% dos votos contra 34,3% de Rorró Maniçoba e 18% de Gustavo Novaes. Quadro é de empate técnico entre Favinho e Rorró
Um cenário dos mais acirrados do Sertão. É assim que o Múltipla desenha a reta final da caça ao voto na cidade de Floresta.
De acordo com pesquisa divulgada hoje e realizada dias 4 e 5 de novembro, o candidato Favinho Ferraz, do Avante, tem no cenário estimulado 35,7% dos votos contra 34,3% da ex-prefeita Rorró Maniçoba (PSB). O candidato Gustavo Novaes aparece com 18%.
O resultado, apesar da pequena vantagem para Favinho, configura empate técnico, o maior aferido até agora nos levantamentos divulgados. Os indecisos, chave para o processo, são 11%. Não opinaram, 1%.
Entenda a margem de erro: como ela é de 5,7%, Favinho Ferraz tem entre 30% e 41,4%. Rorró tem entre 28,6% e 40%. E Gustavo Novaes entre 12,3% e 23,7%. Outro dado importante é que o dado é de uma semana atrás. Só abertura das urnas pode constatar se Favinho manteve ou aumentou a vantagem ou se Rorró recuperou percentual de votos. O mesmo se aplica a Gustavo Novaes, com bem menor possibilidade de alcançar os dois, mas sem esconder o imponderável da política.
Um dado importante para Favinho é que na pesquisa espontânea ele descola um pouquinho mais de Rorró, com 33% contra 29% da ex-prefeita. Ainda assim, com a margem de erro, não dá pra cravar outra coisa senão um empate técnico. Nesse levantamento, Gustavo Novaes tem 17,3%, indecisos são 17,7%, brancos e nulos, 1,3%, citaram outro nome 0,3% e não opinaram 1,3%.
EstimuladaEspontâneaRejeição
No item rejeição, Favinho Ferraz tem 38,3% que disseram não votar nele de jeito nenhum. Já Rorró Maniçoba tem rejeição de 44% e Gustavo Novaes, 51,3%.
A pesquisa foi registrada sob o número PE-06948/2020. Período de realização da coleta: 04 e 05/11/2020. Margem de erro: 5,7% para mais ou para menos, com intervalo de confiança de 95%. Foram 300 entrevistas.
Nome da entidade que realizou a pesquisa: André Cavalcante Falabella LTDA – nome de fantasia: Instituto de pesquisa Múltipla. Nome do contratante: Nivaldo A. Galindo Filho/NR Estúdio Multimídia – Blog Nill Júnior.
O governador Paulo Câmara visitou hoje o governador Geraldo Alckmin no Palácio dos Bandeirantes, em São Paulo. O encontro durou 1 hora e 20 minutos e contou com a presença do vice-governador Márcio França. Na pauta, os gestores trataram de questões federativas, previdência, dívida dos Estados, subfinanciamento da Saúde e as chamadas “pautas-bombas” em discussão […]
O governador Paulo Câmara visitou hoje o governador Geraldo Alckmin no Palácio dos Bandeirantes, em São Paulo. O encontro durou 1 hora e 20 minutos e contou com a presença do vice-governador Márcio França.
Na pauta, os gestores trataram de questões federativas, previdência, dívida dos Estados, subfinanciamento da Saúde e as chamadas “pautas-bombas” em discussão no Congresso Nacional.
Os dois também discutiram previsões para o ano de 2016. Os governadores concordam que o ano que vem também será “difícil e desafiador”.
“O governador Geraldo Alckmin, como sempre, foi muito atencioso. Conversamos sobre temas federativos e nossa preocupação com o país, que precisa sair deste conjunto de crises, que vem afetando o emprego, o crescimento e a geração de renda”, relatou Paulo Câmara.
No meu comentário para o Jornal Itapuama, relacionei alguns fatos que marcaram o ano no Portal do Sertão. A cidade foi marcada pelo primeiro ano da gestão Zeca, que em linhas gerais, dada a decepção com a gestão Wellington Maciel, veio cercado de expectativa. Seu governo teve como marca imprimir um ritmo que indicasse a […]
No meu comentário para o Jornal Itapuama, relacionei alguns fatos que marcaram o ano no Portal do Sertão.
A cidade foi marcada pelo primeiro ano da gestão Zeca, que em linhas gerais, dada a decepção com a gestão Wellington Maciel, veio cercado de expectativa.
Seu governo teve como marca imprimir um ritmo que indicasse a retomada nos trilhos. Zeca não teve oposição, já que arregimentou alianças com aqueles que o fizeram oposição. Nem Madalena Britto, vencida por ele em outubro, se prestou a ocupar o espaço que a cabia.
Assim, Zeca nadou de braçada e até quando teve problema, quando na fatídico entrega dos kits escolares no Sport lotado, não arranhou sua popularidade.
Na Câmara, os vereadores até debateram, mas refirmaram que o Legislativo arcoverdense teria 10 vereadores e não sofreria alterações, mesmo com um FPM que lhe permitisse ter 17 nomes.
O caso Claudelino carcomeu a imagem do vereador e respingou no Legislativo. A novela ficou pro ano que vem.
Ao final do ano, o presidente Luciano Pacheco doou um carro para a Terra da Misericórdia, do Padre Adilson Simões, e devolveu R$ 100 mil à prefeitura, pouco mais de 10% do duodécimo mensal.
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