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Lula sanciona com veto a Lei de Diretrizes Orçamentárias de 2024

Por André Luis

O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, sancionou com veto nesta terça-feira, 2 de janeiro, a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2024. Além de orientar a elaboração da Lei Orçamentária Anual (LOA), uma das funções da LDO é estabelecer parâmetros fundamentais para a alocação de recursos, de forma a garantir, dentro do possível, a realização das metas e objetivos contemplados no Plano Plurianual (PPA). A medida foi publicada no Diário Oficial da União.

Para a Presidência, o veto à emenda nº 30880002 se justifica por vários motivos. A própria LDO já não previa gastos nos temas variados apontados pela emenda, que inclusive já havia sido rejeitada na Comissão Mista de Orçamento (CMO). O texto da emenda também gera forte insegurança jurídica, frente à proposta que trazia, de forma vaga, a vedação a despesas que “direta ou indiretamente, promovam, incentivem ou financiem” várias condutas.

A mesma emenda havia sido apresentada quando a LDO estava em tramitação na Comissão Mista de Orçamento (CMO), responsável por aprovar o texto antes de ele ir ao plenário. Contudo, o relator do orçamento, deputado Danilo Forte, acabou rejeitando a proposta na comissão.

PLANEJAMENTO E ORÇAMENTO — A LDO é uma das etapas para a definição do orçamento que o governo brasileiro terá à disposição no ano seguinte. Como o próprio nome diz, ela estabelece as linhas gerais de como serão direcionados os recursos públicos ao longo do ano. Após a aprovação da LDO, cabe ao Congresso Nacional aprovar a LOA. Esta lei, por sua vez, trata do orçamento propriamente dito, com o detalhamento de receitas e despesas que serão gastas pelo governo federal e os demais Poderes no ano seguinte.

Na sua última sessão prevista no ano, realizada na sexta-feira (22), o Congresso aprovou o Orçamento da União para 2024 (PLN 29/2023), que prevê receitas e despesas de R$ 5,5 trilhões. No texto, por exemplo, estava previsto que o salário mínimo passaria dos atuais R$ 1.320 deste ano para R$ 1.412 em 2024. O Decreto 11.864/23 que dispõe sobre a mudança foi publicado nesta quarta-feira (27) no Diário Oficial da União.

Em 2024, a maior parte dos gastos federais continua sendo com o refinanciamento da dívida pública, cerca de R$ 1,7 trilhão, apesar de que o maior valor só tem impacto contábil no Orçamento federal em função da rolagem da dívida. O valor orçado repete o patamar dos três últimos anos.

Tradicionalmente a votação da Lei Orçamentária é a última atividade do Legislativo antes do início do recesso, já que os parlamentares devem fechar o ano com o orçamento para o próximo ano aprovado.

Outras Notícias

Assinado decreto que autoriza o tombamento do Acervo de Dom Helder Câmara

Com o intuito de valorizar e reconhecer a importância do arcebispo, decisão foi homologada, nesta sexta-feira, durante solenidade realizada no Palácio do Campo das Princesas O governador Paulo Câmara assinou, nesta sexta-feira (4), decreto que autoriza o tombamento do Acervo de Dom Helder Câmara. A proposição foi votada de forma unânime pelo Conselho Estadual de […]

Com o intuito de valorizar e reconhecer a importância do arcebispo, decisão foi homologada, nesta sexta-feira, durante solenidade realizada no Palácio do Campo das Princesas

O governador Paulo Câmara assinou, nesta sexta-feira (4), decreto que autoriza o tombamento do Acervo de Dom Helder Câmara. A proposição foi votada de forma unânime pelo Conselho Estadual de Preservação do Patrimônio Cultural. Durante a solenidade, realizada no Palácio do Campo das Princesas, o governador destacou que a iniciativa é mais um passo para preservar e perpetuar a memória de Dom Helder.

“Reverenciar Dom Helder é sempre muito importante, por tudo o que ele representa e fez em favor dos mais pobres, dos mais vulneráveis. Ele foi um homem incansável na busca por justiça social e pela diminuição das desigualdades. Desde sempre buscamos preservar essa memória e hoje estamos mais perto disso, com o tombamento do seu acervo”, frisou Paulo Câmara.

“Dom Helder é um patrimônio, que virou uma cultura. Entendemos que estava de hora de reconhecer e registrar essa obra, que pertence à humanidade. Foi uma decisão unânime, que hoje se tornou oficial através da assinatura do governador Paulo Câmara”, afirmou o secretário de Cultura, Oscar Barreto.

De acordo com o governador, uma parte do acervo já está totalmente digitalizada e a outra será encaminhada para passar pelo mesmo processo. Uma comissão está responsável por acompanhar periodicamente o andamento dessa transição, garantindo que essa memória viva seja de conhecimento de todo o povo pernambucano e brasileiro.

O arcebispo de Olinda e Recife, Dom Fernando Saburido, destacou que a iniciativa é muito significativa, reconhecendo todo o trabalho realizado por Dom Helder e pela igreja católica em Pernambuco. “Ele continua vivo através de suas obras, ensinamentos e suas palavras. Ainda hoje são materiais muito atuais e tornar isso disponível para todas as pessoas é uma forma de perpetuar o seu legado”, pontuou.

Estiveram presentes na solenidade a conselheira do TCE, Teresa Duere; os secretários Edilázio Wanderley (Desenvolvimento Social, Criança e Juventude) e Marcelo Canuto (chefe de Gabinete); o deputado estadual João Paulo; o presidente da Fundarpe, Severino Pessoa; a presidente do Instituto Arqueológico Histórico e Geográfico de Pernambuco, Margarida Cantarelli; o diretor do Instituto Dom Helder Câmara, Antônio Carlos Maranhão; e o prefeito de Flores, Marconi Santana.

Brejinho, Triunfo e Itapetim são exemplos de gestão fiscal, segundo pesquisa Firjan

Outro dado é que, na maioria do Nordeste, a gestão fiscal é péssima O Nordeste tem os municípios mais mal geridos do País, segundo estudo feito pela Federação das Indústrias do Rio (Firjan) e divulgado nesta quinta-feira, 18. Pelo Índice Firjan de Gestão Fiscal (IFGF), que há três edições avalia a situação fiscal dos municípios […]

Dados foram apresentados pelo Firjan
Dados foram apresentados pelo Firjan

Outro dado é que, na maioria do Nordeste, a gestão fiscal é péssima

O Nordeste tem os municípios mais mal geridos do País, segundo estudo feito pela Federação das Indústrias do Rio (Firjan) e divulgado nesta quinta-feira, 18. Pelo Índice Firjan de Gestão Fiscal (IFGF), que há três edições avalia a situação fiscal dos municípios por meio dos números de receita, gastos com pessoal, investimentos, custo da dívida de longo prazo e liquidez (suficiência de caixa), as dez cidades com pior desempenho em termos de governança ficam na região – nos Estados da Paraíba (cinco cidades), Bahia (três cidades), Sergipe (uma) e Ceará (uma).

Segundo a Firjan, 96,5% dos municípios nordestinos estão em situação fiscal difícil ou crítica e um terço das prefeituras compromete mais de 60% de suas despesas com o funcionalismo público – o que configura descumprimento da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), em vigor há 15 anos. Nenhum município ganhou conceito A (gestão de excelência), acima de 0,8 na escala que vai de 0 a 1, sendo 1 a melhor nota.

A situação só decaiu de 2012 para 2013. Entre as dez capitais brasileiras com melhor gestão fiscal estão Recife (4º lugar), Natal (7º) e Fortaleza (9º). Todas elas com conceito B (boa gestão). A capital com pior IFGF é João Pessoa, na posição 3.291 do ranking geral.

Os Estados com maior proporção de prefeituras no vermelho são Alagoas (66% das cidades) e Sergipe (62,7%). A Bahia tem 107 municípios na lista dos 500 menores índices. Os três com classificação mais baixa são Barro Preto (a pior do Brasil, com nota 0,0426), Santa Luzia (7ª pior) e São José da Vitória (10ª pior).

Pernambuco:  a pesquisa da Firjan  revela que o município de Brejinho, administrado pela quarta vez pelo prefeito José Vanderley da Silva (PSB), é o melhor de Pernambuco em termos de governança pública.

Ele ficou em primeiro lugar no Estado e em 44º no Brasil, seguido por Recife, Ipojuca, Tupanatinga, Triunfo, Salgueiro, Paulista, Itapetim, Olinda e Garanhuns.

Já as 10 piores governanças de Pernambuco estão nos municípios de Nazaré da Mata, Toritama, São João, Mirandiba, Chá de Alegria, Rio Formoso, Brejão, Maraial, Palmeirina e Vicência.

Prefeitura de Afogados vai promover conferência para ouvir mulheres rurais  

A Prefeitura de Afogados vai promover nesta quinta-feira (3) uma pré-Conferência de Mulheres Rurais, com o tema “ouvir para transformar”.  O evento acontecerá na AABB, das 8 às 16h, e reunirá associações, grupos de mulheres, representantes do Sindicato dos Trabalhadores Rurais, da FETAPE e de diversos órgãos parceiros da Rede de Enfrentamento à Violência Contra […]

A Prefeitura de Afogados vai promover nesta quinta-feira (3) uma pré-Conferência de Mulheres Rurais, com o tema “ouvir para transformar”. 

O evento acontecerá na AABB, das 8 às 16h, e reunirá associações, grupos de mulheres, representantes do Sindicato dos Trabalhadores Rurais, da FETAPE e de diversos órgãos parceiros da Rede de Enfrentamento à Violência Contra a Mulher.

O objetivo é ouvir as necessidades e anseios das mulheres do campo, promovendo um espaço de diálogo e construção coletiva de políticas públicas para as mulheres.

Além das discussões temáticas, a gestão municipal apresentará ações já realizadas e futuras iniciativas para a zona rural. O evento também contará com uma palestra sobre o CAF – Cadastro Nacional da Agricultura Familiar, ministrada por Kátia Patriota/FETAPE. Teremos também a participação de Marivaldo Manoel, gerente de relacionamento do Banco do Nordeste, falando sobre o Pronaf Mulher – Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf), esclarecendo dúvidas sobre esse benefício voltado às mulheres agricultoras. 

Teremos, ainda, a oferta de serviços essenciais, como:

Saúde: Testes rápidos HIV, sífilis, hepatites B e C, aferição de pressão e glicose, além da Ouvidoria da Saúde para dúvidas, sugestões e críticas.


Agricultura: Informações sobre garantia safra, ITR, carro-pipa e outros serviços.


Desenvolvimento Econômico e Turismo: Levantamento de demandas para cursos e informações sobre MEI, INSS, Sala do Empreendedor e crédito.


PROCON: Orientações sobre direitos das consumidoras.


Patrulha Maria da Penha: Informações sobre medidas protetivas e a Lei Maria da Penha.

Comissão da Mulher Advogada da OAB/subseção de Afogados: Com orientação jurídica para as mulheres.


Sindicato dos Trabalhadores Rurais: Informações sobre serviços previdenciários para a área rural, como aposentadorias e benefícios, emissão de CAF, contratos de comodato e parcerias, declaração de agricultora, declaração de confrontante, emissão de ITR, CAR – Cadastro Ambiental Rural, segunda via de CAD ÚNICO, Emissão de CNIS, criação e emissão de senha GOV. gratuitamente.


Assistência Social: Esclarecimentos sobre Bolsa Família, CRAS e CREAS.

O evento também terá apresentações culturais e uma exposição de produtos feitos por mulheres rurais, valorizando a cultura e o empreendedorismo feminino no campo.

Gilmar Júnior e Márcia Conrado discutem piso da enfermagem

O deputado Estadual Gilmar Júnior (PV), e a presidente da Associação Municipalista de Pernambuco (Amupe) e prefeita de Serra Talhada, Márcia Conrado, se reuniram para tratar da questão do piso salarial da enfermagem nos municípios pernambucanos. O encontro ocorreu meses depois de um pequeno conflito entre os dois.  Gilmar ressaltou um elemento novo na discussão, […]

O deputado Estadual Gilmar Júnior (PV), e a presidente da Associação Municipalista de Pernambuco (Amupe) e prefeita de Serra Talhada, Márcia Conrado, se reuniram para tratar da questão do piso salarial da enfermagem nos municípios pernambucanos. O encontro ocorreu meses depois de um pequeno conflito entre os dois. 

Gilmar ressaltou um elemento novo na discussão, que é o acórdão do Supremo Tribunal Federal, válido até o julgamento do mérito, que pode levar anos. Márcia demonstrou estar bem informada sobre o assunto e concordou com a importância do pagamento do piso, porém, levantou preocupações sobre a possível insuficiência de recursos que serão enviados pelo Ministério da Saúde, especialmente para os municípios de menor porte.

Em resposta a essa preocupação, Gilmar afirmou enfaticamente: “A responsabilidade dos municípios, por enquanto, é garantir dados atualizados e precisos sobre os profissionais de enfermagem nos sistemas de informação. Isso é fundamental para que a nova versão da Portaria MS 597/23 reflita a realidade de cada município.”

O deputado destacou que assim que o repasse financeiro do governo federal for efetuado, os municípios devem imediatamente remunerar os trabalhadores, tomando cuidado para não configurar uma composição salarial e respeitando as cargas horárias já praticadas. Até que esse repasse ocorra, Gilmar Júnior defende que os prefeitos cobrem do governo federal para evitar possíveis perdas de poder político nas eleições municipais do próximo ano.

Márcia Conrado garantiu que todos os prefeitos desejam cumprir o piso salarial, mas enfrentam dificuldades, incluindo as restrições impostas pela Lei de Responsabilidade Fiscal. O deputado se colocou à disposição para assessorar os gestores municipais e se comprometeu a apoiar uma das principais demandas da AMUPE: a ampliação do Fundo de Participação dos Municípios (FPM) em 1,5%, desde que o valor seja prioritariamente utilizado para o pagamento do piso.

Por fim, Márcia criou um grupo de trabalho para estudar o processo de implementação do piso salarial em Pernambuco. O objetivo é promover uma maior aproximação entre os prefeitos e as lideranças da enfermagem no estado. Gilmar Júnior expressou sua satisfação com essa iniciativa, que torna-se pioneira na articulação entre o movimento municipalista e o movimento da categoria da enfermagem. Ele espera que o grupo de trabalho obtenha sucesso em suas atividades e que essa iniciativa seja replicada em todo o Brasil.

O próximo encontro entre essas lideranças já está agendado: eles estarão juntos no início de agosto, em Brasília, para uma reunião com a Confederação Nacional de Municípios (CNM).

Serra Talhada investe quase R$ 800 mil em pavimentação na Malhada e Baixa Renda

A Prefeitura de Serra Talhada, por meio da Secretaria Municipal de Obras e Infraestrutura, inaugurou nesta terça-feira (22) a pavimentação de mais seis ruas nos bairros Malhada e Baixa Renda, dentro do Programa Mais Pavimentação.  Através de live nas redes sociais, a Gestão Municipal entregou 3.921,16 metros quadrados de pavimentação das ruas Antônio Mariano, Joaquim […]

A Prefeitura de Serra Talhada, por meio da Secretaria Municipal de Obras e Infraestrutura, inaugurou nesta terça-feira (22) a pavimentação de mais seis ruas nos bairros Malhada e Baixa Renda, dentro do Programa Mais Pavimentação. 

Através de live nas redes sociais, a Gestão Municipal entregou 3.921,16 metros quadrados de pavimentação das ruas Antônio Mariano, Joaquim Gonçalves, Travessa Projetada 01 e ruas 03, 07 e 08. O investimento nas obras é de R$431.161,97 mil (quatrocentos e trinta e um mil, cento e sessenta e um reais e noventa e sete centavos), com contrapartida de R$35 mil dos cofres municipais. 

“Hoje inauguramos mais seis ruas na Malhada e Baixa Renda, somando um investimento de mais de 400 mil reais em infraestrutura e qualidade de vida para a população dessas localidades, que merece toda atenção do nosso governo. E não vamos parar por aqui, estamos trabalhando para em breve assinarmos mais ordem de serviço e inauguramos mais pavimentação em nossa cidade”, afirmou a prefeita Márcia Conrado. 

De acordo com o secretário de Obras e Infraestrutura, Cristiano Menezes, a Prefeitura Municipal concluiu 100% da pavimentação do Bairro Malhada. 

“É com muita alegria que anunciamos que a Malhada hoje tem toda a pavimentação concluída, proporcionando uma vida melhor para todas as famílias que residem no bairro. Agora vamos passar no Mutirão inaugurando ruas e temos ordem de serviço para o Bairro Universitário”, informou. 

Através do Programa Mais Pavimentação, a Prefeitura Municipal já havia inaugurado as ruas Projetada 02, Travessa Projetada 02 e ruas 05 e 06 no bairro Malhada, com investimento de R$361.811, 26 (trezentos e sessenta e um mil, oitocentos e onze reais e vinte e seis centavos). 

O investimento total nas dez ruas é de  R$792.973,23 (setecentos e noventa e dois mil, novecentos e setenta e três reais e vinte e três centavos), com  R$60 mil de contrapartida do tesouro municipal.