Liminar da Justiça Federal suspende indicação de Renan Calheiros para relator da CPI
Por André Luis
Instalação da CPI da Covid no Senado está prevista para esta terça (27). Acordo prevê a indicação de Renan Calheiros para relator, o que contraria o governo, minoritário na comissão.
G1-Brasília
A 2ª Vara da Justiça Federal de Brasília concedeu nesta segunda-feira (26) liminar (decisão provisória) que suspende a eventual indicação do senador Renan Calheiros (MDB-AL) para relator da CPI da Covid.
O pedido foi formulado pela deputada Carla Zambelli (PSL-SP), uma das principais defensoras do presidente Jair Bolsonaro no Congresso.
A Comissão Parlamentar de Inquérito da Covid tem instalação programada para esta terça-feira. Um acordo entre a maioria dos senadores da CPI prevê a eleição de Omar Aziz (PSD-AM) para presidente e de Randolfe Rodrigues (Rede-AP) para vice. Pelo acordo, em seguida à eleição, Aziz escolheria Renan Calheiros como relator.
A indicação de Renan Calheiros como relator é a principal preocupação do governo, minoritário na comissão.
Na ação popular que levou à concessão da liminar, Carla Zambelli argumentou que a indicação de Renan Calheiros afronta a moralidade administrativa e compromete a “imparcialidade que se pretende de um relator” porque ele responde a processos em tramitação no Supremo Tribunal Federal (STF).
Além disso, a deputada sustenta que ele é pai do governador de Alagoas, Renan Filho, e um dos objetos de investigação da CPI será apurar o eventual desvio de verbas federais enviadas aos estados para o enfrentamento da pandemia de Covid.
Na decisão, a Justiça Federal determina que o nome de Renan Calheiros “não seja submetido à votação para compor a CPI em tela, e isso somente até a vinda da manifestação preliminar sua e da Advocacia Geral da União no caso”.
O Projeto de Lei nº 6569/13, do deputado Gonzaga Patriota (PSB-PE), que prevê a interligação entre as bacias do rio Tocantins com o rio São Francisco, voltou a ser discutido no Seminário “Velho Chico Sempre Vivo!”. Promovido pelo Rotary Clube Juazeiro São Francisco. De acordo com Wilson Mattos, governador assistente do Rotary Clube, o objetivo do […]
O Projeto de Lei nº 6569/13, do deputado Gonzaga Patriota (PSB-PE), que prevê a interligação entre as bacias do rio Tocantins com o rio São Francisco, voltou a ser discutido no Seminário “Velho Chico Sempre Vivo!”. Promovido pelo Rotary Clube Juazeiro São Francisco.
De acordo com Wilson Mattos, governador assistente do Rotary Clube, o objetivo do evento foi provocar uma discussão em torno do atual cenário em que se encontra o rio São Francisco.
Durante sua palestra, Gonzaga Patriota destacou dois pontos: impacto ambiental e aceitação do PL por parte dos tocantinenses. O socialista explicou que foi feito um estudo sobre a interligação entre as bacias do rio Tocantins com o rio São Francisco coordenado pela equipe do então vice-presidente José de Alencar, mas informou que esse estudo precisa ainda ser mais aprofundado.
“Governadores, deputados e os tocantinenses apoiam o meu projeto. Eles sabem que rio Tocantins tem 10 vezes mais água do que o rio São Francisco e estão solidários com a nossa causa”, ressaltou.
Do blog do Júnior Campos O cenário político em Carnaíba está ganhando cada vez mais destaque, à medida que se aproxima o pleito eleitoral que promete ser um dos mais emocionantes da história do município. Com a Secretária de Assistência Social do município, Thaynnara Queiroz, já sendo considerada uma pré-candidata à prefeita e a empresária […]
O cenário político em Carnaíba está ganhando cada vez mais destaque, à medida que se aproxima o pleito eleitoral que promete ser um dos mais emocionantes da história do município. Com a Secretária de Assistência Social do município, Thaynnara Queiroz, já sendo considerada uma pré-candidata à prefeita e a empresária Ilma Valério representando o bloco das oposições, a cidade sertaneja se prepara para um embate eleitoral que promete agitar as estruturas políticas locais.
Thaynnara Queiroz, auxiliar de primeira hora do prefeito Anchieta Patriota (PSB), tem intensificado suas atividades políticas e sociais nos últimos dias. Recentemente, ela esteve presente na comunidade do Capim Grosso, acompanhada pelo Secretário de Agricultura, Anchieta Alves, e pela diretora da Mulher, Nildinha. Juntos, participaram de uma capacitação para empreendedorismo agroecológico em parceria com o Sebrae. Thaynnara destacou a importância desse programa, que visa empoderar as mulheres da região e formar a primeira associação de mulheres de Carnaíba, além de organizar a FEMECA 2023.
Thaynnara Queiroz também prestigiou a Feira Agroecológica da Educação no Campo, um evento que promoveu a troca de conhecimentos e o aquecimento da economia local. Ela ressaltou o papel fundamental da educação como ferramenta de transformação e oportunidade, destacando o sucesso da educação nos anos iniciais em Carnaíba.
Por outro lado, Ilma Valério, presidente da CDL Afogados e NDL Carnaíba, também tem desempenhado um papel importante na política local. Recentemente, ela esteve no Palácio do Campo das Princesas, em reunião com o Secretário Executivo da Casa Civil, Rubens Júnior, e o Gerente de Articulação Regional Mário Viana, buscando atender demandas cruciais para Carnaíba.
Durante sua estadia na capital pernambucana, Ilma Valério visitou a Secretaria de Planejamento e Gestão e se reuniu com o presidente da Adepe, André Teixeira, com o objetivo de garantir apoio para a ExpoCarnaíba, evento tradicional que movimenta a economia local.
Um dos momentos de destaque da atuação de Ilma Valério foi seu apelo público à governadora Raquel Lira no Programa “Ouvir para Mudar”, onde solicitou a construção da estrada de Ibitiranga, terraplenagem das estradas de Lagoa do Caroá e Serra Branca, bem como a construção de um pátio de feira coberto com infraestrutura digna para os feirantes locais.
Com esses acontecimentos, a cidade de Carnaíba está se preparando para uma eleição que promete fazer história, com duas mulheres competindo pela liderança do município. O resultado dessa corrida eleitoral moldará o futuro da Terra de Zé Dantas.
do Diário de Pernambuco A presidente Dilma Rousseff (PT) e seu adversávio na disputa presidencial e ex-governador Eduardo Campos (PSB) se cumprimentaram, duas vezes, no velório do escritor Ariano Suassuna, que acontece desde o começo da manhã desta quinta-feira (23), no Palácio do Campo das Princesas. Até o mês de setembro do ano passado, os […]
A presidente Dilma Rousseff (PT) e seu adversávio na disputa presidencial e ex-governador Eduardo Campos (PSB) se cumprimentaram, duas vezes, no velório do escritor Ariano Suassuna, que acontece desde o começo da manhã desta quinta-feira (23), no Palácio do Campo das Princesas. Até o mês de setembro do ano passado, os dois eram aliados. Eduardo vem fazendo uma série de críticas ao governo petista.
Acompanhada de alguns ministros e do governador da Bahia, Jaque Wagner (PT), Dilma chegou ao palácio por volta das 14h30. Assim que chegou ao local, a presidente fez questão de cumprimentar o ex-governador. Logo em seguida, Dilma conversou com familiares de Ariano, como a viúva Zélia Suassuna, filhos e netos. Ao sair do palácio, por volta das 15h, a petista conversou, por cerca de dois minutos, com Eduardo Campos.
A presidente desembarcou na base aérea do Recife, no Aeroporto Internacional dos Guararapes, por volta das 13h45. A petista também veio acompanhada do senador Humberto Costa, também do PT. Eles foram recebidos pelo senador licenciado e candidato ao governo Armando Monteiro Neto (PTB), além dos deputados federais petistas Pedro Eugênio e João Paulo, este último candidato ao senado.
Após anunciar um programa de contigenciamento de gastos e um pacote de aumento de impostos, que passará a vigorar em 2016, o governo estadual se articula para incrementar o caixa de uma outra maneira. Integrantes da gestão Paulo Câmara (PSB) estão preparando a criação de uma empresa que terá a função de negociar títulos da […]
Paulo Câmara pensa em empresa para ajudar a melhorar arrecadação do Estado
Após anunciar um programa de contigenciamento de gastos e um pacote de aumento de impostos, que passará a vigorar em 2016, o governo estadual se articula para incrementar o caixa de uma outra maneira. Integrantes da gestão Paulo Câmara (PSB) estão preparando a criação de uma empresa que terá a função de negociar títulos da dívida ativa do Estado no mercado financeiro. O modelo deverá ser o mesmo da Companhia Recife de Desenvolvimento e Mobilizaçao de Ativos (Recda) criada este ano pela Prefeitura do Recife com objetivo idêntico.
Sem um nome definido, a empresa estadual deverá sair do papel no início de 2016 uma vez que o governo ainda está no processo de levantar informações. Para isso, técnicos da gestão analisam a fundo a Recda e empresas criadas por outros governos estaduais, como os de São Paulo, Rio Grande do Sul, Minas Gerais e Goiás, e prefeituras, como a de Belo Horizonte. O objetivo é verificar o estatuto e formação dessas companhias e trabalhar detalhadamente as minutas de lei para elaborar uma proposta considerada “redonda”.
A administração socialista também está na fase de estudo da carteira, fazendo uma classificação de risco dos devedores. Por isso, o valor dos papéis colocados à venda ainda não está definido e a expectativa é que o primeiro lote só seja disponibilizado no próximo ano.
“Em um cenário de crise, a criação da empresa é uma saída. São caminhos que o Estado percorre para agregar dinheiro e ampliar a receita”, afirma José Raimundo Vergolino, professor de Economia da Faculdade Guararapes. O especialista pondera que é preciso cuidado com a destinação dos recursos. “O governo tem que pensar bem o que vai fazer com esse dinheiro. Pegar o valor e destinar a pagar salários não é o mais recomendado, por exemplo. O governo deveria colocar em um fundo de investimentos”, diz.
A Recda será administrada por um Conselho Administrativo composto por cinco membros, eleitos em Assembleia Geral e funcionará no 14º anda da Prefeitura do Recife. No Estado, esses detalhes ainda não foram definidos. Como já está com dificuldades financeiras em relação à despesa com gasto de pessoal, a companhia estadual não deverá ter um número grandioso de funcionários e a tendência é que siga os moldes da Recda. O que se sabe é que a gestão incluirá profissionais que tenham experiência de mercado para poder cuidar da negociação dos títulos.
Polêmica sobre empresas – Para criar a empresa de negociação de títulos públicos estaduais, o governo Paulo Câmara (PSB) deverá enviar um projeto de lei para a Assembleia Legislativa e formalizá-la na Junta Comercial de Pernambuco (Jucepe). O fato de ter maioria na Casa facilitará a aprovação do projeto, mas os argumentos já estão prontos para eventuais debates. Os governistas vão afirmar que estarão criando mais uma empresa, porém enxuta e com a função de fazer entrar dinheiro no caixa estadual.
O governo estadual corre para enviar o projeto de lei à Assembleia ainda este ano, mas devido aos detalhes inerentes à criação da companhia acredita que não conseguirá antes do fim do ciclo legislativo, em dezembro. Até lá, vai se municiando para rebater as futuras críticas da oposição.
No Recife, a criação da Recda ocorreu com uma dose de polêmica. A vereadora Marília Arraes (PSB) criticou a medida e o Ministério Público Federal de Pernambuco instaurou um inquérito civil para estudar a operação municipal.
No caso municipal, Marília Arraes chegou a levar um especialista em mercado financeiro para um debate na Câmara de Vereadores. Na ocasião, o economista Diércio Ferreira apontou que a negociação de títulos públicos seria uma operação de risco e também uma forma de burlar a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF). Ele foi rebatido pela prefeitura, que usou argumentos que serão reciclados pelo Estado a partir da premissa que o processo é legal sob todos os pontos de político, jurídico e econômico.
As resistências enfrentadas não são exclusivas do Recife ou do governo estadual, caso ocorram no futuro. A criação da Companhia Paulista de Securitização, em São Paulo, da Caixa de Administração da Dívida Pública Estadual, no Rio Grande do Sul, e do Fundo de Investimento em Direito Creditório, de Minas Gerais, para ficar em alguns exemplos, também gerou polêmica. Todas elas são apontadas como exemplos que podem ser seguidos pelo governo de Pernambuco.
Decisão em caráter cautelar tem duração de 180 dias. MPF-PB denunciou prefeito por improbidade administrativa Uma decisão cautelar da 11ª Vara da Justiça Federal na Paraíba determinou o afastamento imediato do prefeito de Princesa Isabel, no Sertão do estado, Domingos Sávio Maximiano Roberto, o Dominguinhos (PSDB). A decisão foi divulgada pelo Ministério Público Federal (MPF) na […]
Obras do sistema de esgotamento sanitário de Princesa Isabel estão paradas desde 2012 (Foto: Reprodução/TV Cabo Branco)
Decisão em caráter cautelar tem duração de 180 dias. MPF-PB denunciou prefeito por improbidade administrativa
Uma decisão cautelar da 11ª Vara da Justiça Federal na Paraíba determinou o afastamento imediato do prefeito de Princesa Isabel, no Sertão do estado, Domingos Sávio Maximiano Roberto, o Dominguinhos (PSDB). A decisão foi divulgada pelo Ministério Público Federal (MPF) na Paraíba na manhã desta quarta-feira (18). Segundo o MPF, o afastamento tem o objetivo de preservar a instrução processual da ação por improbidade administrativa ajuizada pelo órgão em outubro deste ano e deve perdurar por 180 dias ou até o fim da instrução. Durante este período, o cargo será ocupado pela vice-prefeita do município.
O G1 PB entrou em contato com a assessoria de comunicação da prefeitura de Princesa Isabel, mas as ligações não foram atendidas. No dia 23 de outubro, na ocasião da denúncia por parte do MPF, a assessoria informou que a ação tramita em segredo de justiça e que o prefeito não iria se pronunciar sobre o fato até a conclusão do processo.
De acordo com o MPF, o prefeito sacou R$ 60 mil da conta de um convênio entre a prefeitura e a Fundação Nacional de Saúde (Funasa). O recurso deveria ser usado na construção de obras de esgotamento sanitário, mas o prefeito teria utilizado no final da campanha eleitoral de 2012. Na ação, o órgão aponta que, para encobrir o ilícito e justificar a despesa, o gestor criou uma licitação falsa e informou ao Tribunal de Contas do Estado da Paraíba que o valor foi contabilizado como “serviços de recuperação de estradas vicinais”, obras que não foram executadas.
Por 180 dias, sai Dominguinhos, entra a vice Germana Diniz. Foto: Duarte Lima
Conforme o documento, provas documentais e testemunhais indicam que houve o saque em espécie dessa quantia na véspera da eleição municipal, mediante cheques emitidos em favor da prefeitura e assinados pelo prefeito e pela secretária de Finanças do município. O MPF ainda explica que, após o saque, cópias do cheque atestando que eles haviam sido emitidos em favor de uma construtora foram arquivados na Secretaria de Finanças “com o intuito de maquiar a real destinação do dinheiro desviado”.
Além de Domingos Sávio, também foram denunciados a secretária de Finanças do município e membros da Comissão Permanente de Licitação. De acordo com a Lei nº 8.429/92 (Lei de Improbidades), a pena prevista para o crime é de perda da função pública e suspensão dos direitos políticos, além de ressarcimento ao erário, com pagamento de multa. Não foi informado pelo MPF se a decisão de afastamento também afeta os servidores citados na ação.
Obra inacabada: A obra de saneamento citada na ação foi mostrada no dia 15 de outubro em uma das reportagens feitas pelo G1 sobre obras inacabadas na Paraíba. No caso de Princesa Isabel, o projeto de saneamento básico do município foi iniciado em 2008 e estava paralisado desde 2012.
Segundo a Funasa, já foram gastos R$ 3,79 milhões e nos relatórios da área técnica foram constatadas irregularidades na construção. À época, a prefeitura informou que os problemas encontrados foram sendo sanados conforme a obra era executada. Caso o projeto não seja concluído, a cidade pode ficar sem receber as águas da transposição do rio São Francisco.
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