Levantamento da SDS aponta menor taxa de mortes violentas em 22 anos em Pernambuco
Pernambuco encerrou 2025 com a menor taxa de Mortes Violentas Intencionais (MVIs) por 100 mil habitantes desde o início da série histórica, em 2004. Segundo levantamento da Secretaria de Defesa Social (SDS), o índice chegou a 32,7, o mais baixo dos últimos 22 anos.
De janeiro a dezembro, o Estado registrou uma redução de 9,5% nas mortes violentas em comparação com 2024, o que representa 330 vidas preservadas ao longo do ano. O resultado consolida uma queda expressiva nos indicadores de criminalidade letal e reflete a intensificação das ações do Programa Juntos pela Segurança em todo o território pernambucano.
A governadora Raquel Lyra destacou que os dados confirmam a efetividade da política de segurança pública adotada pela gestão. Segundo ela, o governo tem investido R$ 2,3 bilhões em inteligência, tecnologia, reforço do efetivo e integração das forças policiais. “Preservar vidas e garantir tranquilidade à população são prioridades permanentes”, afirmou.
Historicamente, o pior cenário foi registrado em 2017, quando a taxa de mortes violentas alcançou 57,1 por 100 mil habitantes. Até então, o menor índice havia sido observado em 2013, com 34,1. O novo patamar de 32,7 estabelece um marco inédito na série.
O secretário de Defesa Social, Alessandro Carvalho, atribuiu o resultado às ações integradas de policiamento, inteligência e políticas públicas transversais. Ele ressaltou que o foco permanece na preservação de vidas e na manutenção da ordem social.
Entre as principais estratégias apontadas pela SDS estão o combate à circulação de armas de fogo ilegais e o enfrentamento ao crime organizado. Desde o início de 2023, mais de 18,3 mil armas foram apreendidas em Pernambuco. Operações interestaduais, como Divisa Integrada, Vale do São Francisco Seguro e Nordeste Integrado, também reforçaram o controle territorial e a atuação conjunta entre estados.
No eixo de pessoal, a secretaria executa o maior reforço de efetivo dos últimos anos. A previsão é incorporar mais de sete mil novos profissionais até dezembro de 2026. Até agora, 3.183 agentes já foram formados e outros 3.400 estão em processo de formação, ampliando a presença policial e fortalecendo as ações preventivas e repressivas no Estado.








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