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Juíza cassa registro de candidatura de Nininho à reeleição em Parnamirim

Por André Luis

A juíza eleitoral Laís de Araújo Soares, da 78ª Zona Eleitoral de Pernambuco, cassou o registro de candidatura de Ferdinando Lima de Carvalho, conhecido como Nininho, prefeito de Parnamirim e candidato à reeleição. 

A decisão ocorreu após a rejeição das contas de Nininho referentes aos anos de 2014 e 2016 pela Câmara Municipal, o que, de acordo com a legislação, o torna inelegível.

Embora Nininho tenha conseguido inicialmente uma liminar que permitia sua permanência na disputa eleitoral, essa liminar foi recentemente cassada pelo Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE), restabelecendo sua inelegibilidade. 

Agora, a candidatura de Nininho está sob avaliação da Justiça Eleitoral, que deve decidir até o dia 16 de setembro sobre sua efetiva possibilidade de concorrer nas eleições municipais. Entretanto, com a nova decisão, as chances de seu registro ser aceito são mínimas. As informações são do Blog do Alberes Xavier.

Outras Notícias

Sivaldo Albino contraria pesquisas e é eleito prefeito de Garanhuns

Socialista teve mais de 22 mil votos e, em primeiro discurso, desarma palanques e reafirma compromisso de governar para todos Com a decisão de 22.198 garanhuenses, Sivaldo Albino (PSB) será o prefeito do município pelos próximos quatro anos. “Essa eleição nos mostrou que a força vem do povo, fizemos uma campanha limpa, com diversos eventos […]

Socialista teve mais de 22 mil votos e, em primeiro discurso, desarma palanques e reafirma compromisso de governar para todos

Com a decisão de 22.198 garanhuenses, Sivaldo Albino (PSB) será o prefeito do município pelos próximos quatro anos.

“Essa eleição nos mostrou que a força vem do povo, fizemos uma campanha limpa, com diversos eventos públicos com adesão voluntária”, afirmou Sivaldo em seu primeiro discurso. A vitória do socialista contrariou as pesquisas.

Após a divulgação do resultado da votação, o socialista saiu em carreata da Vila do Quartel, bairro onde mora, acompanhado da família e do vice-prefeito eleito Dr. Pedro Veloso. Fez uma parada em frente à casa de sua mãe, Deny Albino, que não acompanhou tudo presencialmente por precaução com o Covid-19. De lá a carreata seguiu pelas ruas de Garanhuns até o comitê de campanha, onde o prefeito eleito, junto ao vice, conversou com eleitores e correligionários. No discurso, desmontou os palanques e afirmou que fará um governo para o desenvolvimento do município. “Não vou governar apenas pensando no amarelo. Vou governar para o azul, para o verde, para o branco. Meu objeto é mudar Garanhuns, colocar nossa cidade no rumo do desenvolvimento”, falou o prefeito.

Em momento de grande emoção, Sivaldo ainda agradeceu a Deus, à família, à equipe de campanha e dedicou a vitória ao empresário Ivailton Areias, falecido no mês de Outubro. Albino tinha uma amizade de mais de 30 anos com Ivailton, grande incentivador de sua trajetória política e “amigo das horas boas e ruins”, como definiu Sivaldo, que finalizou seu discurso garantindo que vai pegar no serviço e mudar Garanhuns de verdade, colocando em prática os compromissos assumidos durante a campanha.

Justiça suspende dissolução do PMDB de Pernambuco

A Justiça concedeu, em primeira instância, uma liminar suspendendo o processo de dissolução do diretório de Pernambuco pela direção nacional do PMDB. A decisão, concedida pelo juiz da 26ª Vara Cível da Capital José Alberto de Barros Freitas Filho, será anunciada em coletiva de imprensa, nesta segunda-feira (2), às 16h, na sede da sigla, no […]

A Justiça concedeu, em primeira instância, uma liminar suspendendo o processo de dissolução do diretório de Pernambuco pela direção nacional do PMDB.

A decisão, concedida pelo juiz da 26ª Vara Cível da Capital José Alberto de Barros Freitas Filho, será anunciada em coletiva de imprensa, nesta segunda-feira (2), às 16h, na sede da sigla, no Recife Antigo. Ainda cabe recurso, segundo o Blog da Folha.

O comando local ingressou com uma ação anulatória da decisão que promoveu o processo contra a gestão do presidente estadual do PMDB, Raul Henry, e o deputado federal Jarbas Vasconcelos (PMDB). Na prática, é a primeira derrota do senador Fernando Bezerra Coelho (PMDB), que pretende redirecionar a legenda para a oposição ao Governo Paulo Câmara.

O senador Fernando Bezerra Coelho garantiu ao Blog do Magno que a decisão não se sustenta. “Não tem a menor chance de prosperar. Estamos tranquilos, porque esta decisão, quando colocada em votação pela executiva, terá mais de dois terços dos votos dos seus integrantes”, afirmou. Segundo ele, a executiva nacional, em Brasília, deve se pronunciar sobre o assunto ao longo do dia. O senador acabou de embarcar para Brasília.

Queda de rejeição, melhoria na popularidade da gestão. Números ajudam Luciano Duque em Serra

O Prefeito Luciano Duque vai juntando boas notícias ao seu projeto de reeleição. De acordo coma pesquisa do Múltipla em parceria com o Farol de Notícias, a avaliação negativa do petista atualmente é de 21,7%. Isso significa uma queda de dez pontos percentuais em comparação com a pesquisa anterior, realizada entre 6 e 7 de junho. Dos […]

LucianoO Prefeito Luciano Duque vai juntando boas notícias ao seu projeto de reeleição. De acordo coma pesquisa do Múltipla em parceria com o Farol de Notícias, a avaliação negativa do petista atualmente é de 21,7%. Isso significa uma queda de dez pontos percentuais em comparação com a pesquisa anterior, realizada entre 6 e 7 de junho.

Dos seus adversários, só  Nena Magalhães tem patamar similar. Saiu de 19% para 21,3%.  Marquinhos Dantas (SD) é rejeitado por  29% do eleitorado. E o nome do PR, Victor Oliveira, chega a 34%, mostrando que tem que ser mais conhecido.

O pré-candidato do PCdoB, Otoni Cantarelli obteve a maior rejeição, registrando 42%, seguido por Ari Amorim, do Psol, com 39%. Não sabem ou não opinaram são 10%.

Luciano ainda teve aumento na popularidade da gestão,  atingindo  67,3% de aprovação contra 30% que desaprovam a gestão. Não sabem ou não opinaram são 2%. Subiu quatro pontos percentuais, já que havia registrado 63%.

 

Prefeitos e gestores de autarquias discutem Proupe

Do Blog do Magno Prefeitos do interior do Estado e gestores de 11 autarquias atenderam ao chamado da Associação Municipalista de Pernambuco (Amupe) e da Assiespe (Associação das Instituições de Ensino Superior) para discutir a situação do Proupe (Programa Universidade para Todos em Pernambuco). Todos aproveitaram a reunião, realizada ontem, no Recife, para apresentar as […]

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Do Blog do Magno

Prefeitos do interior do Estado e gestores de 11 autarquias atenderam ao chamado da Associação Municipalista de Pernambuco (Amupe) e da Assiespe (Associação das Instituições de Ensino Superior) para discutir a situação do Proupe (Programa Universidade para Todos em Pernambuco). Todos aproveitaram a reunião, realizada ontem, no Recife, para apresentar as dificuldades pelas quais as instituições estão passando devido ao atraso no repasse das bolsas.

O presidente da Faculdade de Ciências Aplicadas e Sociais de Petrolina (Facape) e vice-presidente da Assiespe, Rinaldo Remígio, destacou que, após um protesto realizado por professores e estudantes em frente ao Palácio do Campo das Princesas na semana passada, o governo realizou o pagamento de uma parcela atrasada na última segunda-feira, mas três meses ainda estão pendentes. O débito já ultrapassaria R$ 8 milhões. O presidente da Facape vem buscando, junto a parlamentares e representantes do Governo do Estado, estratégias para regularização do pagamento e permanência do programa nos próximos semestres.

“As autarquias atendem diretamente a uma população de quase 4 milhões de habitantes, chegando a beneficiar até municípios de estados vizinhos. Com o atraso do Proupe, muitas dessas instituições estariam com estrutura e salários comprometidos”, reforçou.

O presidente da Amupe, José Patriota, reconheceu a importância do pleito e destacou a necessidade de manter o Proupe como instrumento facilitador no acesso dos estudantes ao Ensino Superior. Durante a reunião de ontem, ficou agendado mais um encontro no dia 8 de outubro com os secretários estaduais da Fazenda, Márcio Stefani, e da Ciência e Tecnologia, Lúcia Melo.

“Representantes da União dos Estudantes de Pernambuco (UEP), secretários estaduais, prefeitos e gestores das autarquias deverão participar de uma nova reunião no início do próximo mês para apresentação de uma proposta definitiva acerca do futuro do Proupe. Acreditamos que a união de forças fortalecerá o programa que abre os caminhos e dá oportunidades para muitos estudantes do interior”, disse o professor Remígio.

Opinião: A auto crítica que Dilma poderia fazer

Por Edilson Xavier* O texto expressa a opinião do seu autor Após prevalecer sobre Aécio Neves na mais apertada disputa presidencial da história do país, Dilma Rousseff fez um ótimo discurso protocolar. Manifestou o desejo de “construir pontes” com todos os setores da sociedade. Declarou-se aberta ao “diálogo”. E prometeu honrar o desejo de mudança manifestado pelo […]

Por Edilson Xavier*

O texto expressa a opinião do seu autor

Após prevalecer sobre Aécio Neves na mais apertada disputa presidencial da história do país, Dilma Rousseff fez um ótimo discurso protocolar. Manifestou o desejo de “construir pontes” com todos os setores da sociedade. Declarou-se aberta ao “diálogo”. E prometeu honrar o desejo de mudança manifestado pelo eleitorado.

“Algumas vezes na história, os resultados apertados produziram mudanças mais fortes e rápidas do que as vitórias amplas”, leu Dilma. “É essa a minha esperança. Ou melhor, a minha certeza do que vai ocorrer…”

O futuro de Dilma chegou com tal rapidez que virou, ali mesmo, no púlpito da vitória, um futuro do pretérito. O amanhã da presidente reeleita estava gravado nas rugas da terrível cara de ontem dos aliados que a acompanham hoje.

Lá estava o vice-presidente Michel Temer, cujo partido, o PMDB, se equipa para reconduzir Renan Calheiros à presidência do Senado e acomodar Eduardo Cunha no comando da Câmara.

Lá estava Ciro Nogueira, presidente do PP, o partido que mordia propinas na diretoria de Abastecimento da Petrobras na época do ex-diretor Paulo Roberto Costa, hoje delator e corrupto confesso.

Lá estava Rui Falcão, presidente de um PT prestes a arrostar escândalo maior do que o do mensalão. Lá estava Antonio Carlos Rodrigues, do PR, uma legenda comandada pelo presidiário Valdemar Costa Neto, do escândalo anterior.

Lá estava Carlos Lupi, varrido em 2011 da pasta do Trabalho, ainda hoje sob domínio do PDT e sob investigação da Polícia Federal.

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Lá estavam Gilberto Kassab, Vitor Paulo, e Eurípedes Júnior, cujas legendas —PSD, PRB e Pros— são eloquentes evidências de que o país precisa de uma reforma política. Será a primeira reforma, anunciou a re-presidente.

A alturas tantas, Dilma soou assim: “Terei um compromisso rigoroso com o combate à corrupção e com a proposição de mudanças na legislação atual para acabar com a impunidade, que é protetora da corrupção.”

A frase chega com 12 anos de atraso. 
Lula, que também estava lá, deveria tê-la transformado em mantra desde 2003. Preferiu honrar as alianças esdrúxulas a salvar a biografia. Subverteu até a semântica, apelidando o cinismo de “amadurecimento político”.

Dilma retorna ao Planalto embalada pelo pior tipo de ilusão que um presidente pode ter: a ilusão de que preside. Seu poder efetivo não vai muito além dos três andares da sede do governo. Fora desses limites todo governante é, por assim dizer, governado pelas pressões da economia e pelos entrechoques das forças contraditórias que o cercam.

O que a presidente reeleita pode fazer para aproveitar o embalo do efêmero triunfo eleitoral é projetar as aparências do poder. Que a internet e os meios de tradicionais de comunicação cuidariam de propagar.

Para espelhar a imagem que o eleitor projetou nela, falta a Dilma uma disposição de zagueiro à antiga. Do tipo que mira o calcanhar adversário nas primeiras entradas do jogo, de modo a não deixar dúvidas sobre quem manda na grande área.

O problema é que os inimigos de Dilma estão muito próximos dela. A re-presidente teria de distribuir pontapés na turma do seu próprio time. Do contrário, perceberá logo, logo que o tempo no segundo mandato não passa. Já passou!

* Edilson Xavier é advogado e ex vereador de Arcoverde