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PEC da Segurança amplia recursos e fortalece Guardas Municipais

Por André Luis

Por Inácio Feitosa*

Na noite de ontem, a Câmara dos Deputados aprovou em dois turnos a chamada PEC da Segurança, uma proposta de emenda à Constituição que busca reorganizar o sistema de segurança pública brasileiro e ampliar os investimentos no setor. A votação ocorreu com ampla maioria parlamentar: 487 votos favoráveis e 15 contrários no primeiro turno, e 461 votos a favor e 14 contra no segundo turno. O texto agora segue para análise do Senado Federal.

O relatório da proposta foi apresentado pelo deputado Mendonça Filho, de Pernambuco, que conduziu diversas alterações no texto original com o objetivo de fortalecer a integração entre as forças de segurança e ampliar a cooperação entre União, estados e municípios.

A proposta faz parte de um conjunto de medidas para modernizar a política de segurança pública no país. Entre seus principais objetivos estão melhorar a coordenação entre as instituições policiais, ampliar o financiamento das políticas de segurança e reforçar o enfrentamento ao crime organizado.

Guardas Civis Municipais ganham reconhecimento institucional

Um dos pontos mais importantes da PEC envolve o papel das Guardas Civis Municipais. O texto aprovado reconhece e reorganiza a atuação dessas instituições dentro do sistema de segurança pública brasileiro, permitindo maior participação dos municípios nas políticas de proteção da população.

A proposta abre caminho para a consolidação e profissionalização das forças municipais de segurança, permitindo que os municípios organizem estruturas de policiamento comunitário voltadas para a prevenção da violência nas cidades.

Na prática, isso significa fortalecer a presença do poder público nos bairros e nos espaços urbanos, com atuação preventiva, patrulhamento comunitário e maior proximidade com a população.

Possibilidade de criação de polícias municipais

Outro ponto importante da proposta é a possibilidade de criação de polícias municipais de natureza civil, organizadas em carreira e voltadas ao policiamento ostensivo e comunitário.

Essas estruturas poderão atuar principalmente na segurança do dia a dia das cidades, permitindo que as polícias estaduais e federais concentrem seus esforços no combate ao crime organizado e em crimes de maior complexidade.

A criação dessas estruturas dependerá de critérios definidos em lei, como capacidade financeira do município e cumprimento de padrões nacionais de formação e organização institucional.

Preservação das guardas municipais existentes

Durante a tramitação da proposta no Congresso Nacional, representantes das guardas municipais manifestaram preocupação com a possibilidade de novas exigências que poderiam inviabilizar corporações existentes em cidades menores.

Após diálogo com entidades representativas da categoria, o relator Mendonça Filho incluiu no texto ajustes para garantir a preservação das guardas municipais já existentes, evitando regras que poderiam levar à extinção de grande parte dessas instituições.

Esse ponto foi considerado fundamental para assegurar estabilidade institucional às forças municipais de segurança.

Integração ao Sistema Único de Segurança Pública

A PEC também fortalece o Sistema Único de Segurança Pública, ampliando a cooperação entre União, estados, Distrito Federal e municípios.

Esse sistema busca integrar as diferentes instituições policiais, padronizar procedimentos, ampliar o compartilhamento de informações e permitir maior cooperação operacional entre as forças de segurança.

A integração entre as instituições é vista como um dos principais instrumentos para enfrentar a atuação cada vez mais articulada das organizações criminosas.

Ampliação dos recursos para segurança pública

Outro ponto central da PEC é o fortalecimento do financiamento das políticas de segurança pública.

A proposta amplia as fontes de recursos do Fundo Nacional de Segurança Pública e do Fundo Penitenciário Nacional, prevendo inclusive a destinação de parte das receitas provenientes das apostas esportivas para esses fundos.

A medida busca garantir maior estabilidade financeira para investimentos em segurança pública, incluindo equipamentos, tecnologia, inteligência policial e capacitação profissional.

Embora os recursos não sejam automaticamente destinados às guardas municipais, o fortalecimento desses fundos amplia as possibilidades de investimento em segurança pública também nos municípios.

Municípios mais presentes na segurança urbana

Atualmente, mais de mil municípios brasileiros possuem guardas municipais, que atuam principalmente na proteção de espaços públicos, no patrulhamento preventivo e na preservação da ordem urbana.

Com as mudanças previstas na PEC da Segurança, cresce a expectativa de fortalecimento dessas corporações e de ampliação do papel dos municípios na proteção da população.

A proposta reconhece que a segurança pública exige cada vez mais cooperação entre os diferentes níveis da federação e maior presença do poder público nas cidades.

A tramitação continua no Senado

A aprovação na Câmara representa apenas uma etapa do processo legislativo. O texto ainda será analisado pelo Senado Federal e poderá receber ajustes antes de ser definitivamente promulgado.

O Instituto IGEDUC acompanha atentamente essa tramitação no Congresso Nacional, especialmente no que diz respeito ao fortalecimento das Guardas Civis Municipais e à ampliação dos recursos públicos destinados à segurança nas cidades.

O Instituto IGEDUC é uma das poucas bancas do país que realiza todas as fases do concurso público para Guardas Civis Municipais, desde as provas até etapas essenciais como o curso de formação. A instituição também está entre as poucas que entregam cursos de formação estruturados de acordo com a matriz curricular da Secretaria Nacional de Segurança Pública – SENASP.

*Inácio Feitosa / Advogado e Fundador do Instituto IGEDUC

Outras Notícias

Após Flávio Bolsonaro alegar fraude, presidente do TSE afirma que eleições ocorreram dentro da normalidade

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kassio Nunes Marques, afirmou nesta quarta-feira (28) que as eleições de 2026 ocorreram dentro da normalidade, respeitando as regras legais e constitucionais. A manifestação foi divulgada após o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), derrotado na disputa presidencial, acusar o processo eleitoral de fraude em uma carta. Na declaração, […]

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kassio Nunes Marques, afirmou nesta quarta-feira (28) que as eleições de 2026 ocorreram dentro da normalidade, respeitando as regras legais e constitucionais. A manifestação foi divulgada após o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), derrotado na disputa presidencial, acusar o processo eleitoral de fraude em uma carta.

Na declaração, Nunes Marques destacou a participação de servidores públicos, mesários, forças de segurança e demais profissionais envolvidos na organização e realização da votação.

Segundo o ministro, as eleições transcorreram “dentro da mais absoluta normalidade e com respeito aos ditames legais e constitucionais”.

O posicionamento ocorre em meio à repercussão do documento divulgado por Flávio Bolsonaro, no qual o senador afirma que o pleito foi fraudado.

Fonte: Agência Brasil
Foto: Lula Marques/Agência Brasil

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Após reconhecer resultado da eleição, PL não se manifesta sobre autoproclamação de Flávio Bolsonaro

O Partido Liberal (PL) preferiu não se posicionar sobre a carta divulgada nesta quarta-feira (28) pelo senador Flávio Bolsonaro, na qual o candidato derrotado à Presidência da República se apresentou inicialmente como o verdadeiro presidente eleito do Brasil. A ausência de manifestação ocorre dois dias depois de a direção nacional da legenda reconhecer oficialmente o […]

O Partido Liberal (PL) preferiu não se posicionar sobre a carta divulgada nesta quarta-feira (28) pelo senador Flávio Bolsonaro, na qual o candidato derrotado à Presidência da República se apresentou inicialmente como o verdadeiro presidente eleito do Brasil. A ausência de manifestação ocorre dois dias depois de a direção nacional da legenda reconhecer oficialmente o resultado das eleições.

Questionado sobre a declaração do senador, o partido informou que ainda não tinha um posicionamento sobre o assunto.

A carta passou por alterações ao longo desta quarta-feira. Na primeira versão, Flávio utilizou a expressão “presidente eleito do Brasil”, apesar da derrota para Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno.

Pouco depois, o senador recuou e substituiu a autoproclamação pela expressão “líder do Brasil”. O documento chegou a ser publicado nas redes sociais de Flávio, mas a postagem foi apagada e substituída por outra com o texto modificado.

Antes da publicação no perfil do senador, a carta havia sido compartilhada pelo influenciador digital Paulo Figueiredo, aliado da família Bolsonaro.

O documento também apresentou uma mudança no brasão nacional. Na primeira versão divulgada por Figueiredo, aparecia a inscrição “Estados Unidos do Brazil”, denominação adotada após a Proclamação da República, em 1889.

Posteriormente, o influenciador compartilhou outra versão, desta vez com o brasão da República Federativa do Brasil.

A ausência de posicionamento do PL contrasta com a manifestação oficial da legenda na segunda-feira (26), quando reconheceu o resultado da eleição presidencial. Até a divulgação da reportagem, o partido não havia esclarecido sua posição sobre a declaração de Flávio.

Fonte: Diário de Pernambuco
Foto: Beto Barata/PL

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Tarcísio diz entender indignação de Flávio após carta golpista, mas cobra respeito ao resultado e responsabilidade

O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), afirmou nesta quarta-feira (28) entender a indignação de Flávio Bolsonaro (PL) após a derrota na eleição presidencial, mas defendeu que o resultado das urnas seja respeitado. A manifestação ocorreu depois que o senador divulgou uma carta na qual inicialmente se declarou o verdadeiro presidente eleito do […]

O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), afirmou nesta quarta-feira (28) entender a indignação de Flávio Bolsonaro (PL) após a derrota na eleição presidencial, mas defendeu que o resultado das urnas seja respeitado. A manifestação ocorreu depois que o senador divulgou uma carta na qual inicialmente se declarou o verdadeiro presidente eleito do Brasil, apesar da vitória de Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Aliado de Flávio durante a campanha, Tarcísio procurou conciliar a compreensão pela insatisfação do senador com a defesa de uma atuação política responsável após o encerramento da disputa.

O governador destacou a necessidade de respeito ao resultado eleitoral e de responsabilidade por parte das lideranças políticas, em um momento de reorganização da oposição ao governo federal.

A posição mantém a linha adotada por Tarcísio em um pronunciamento divulgado na terça-feira (27), quando reconheceu o resultado da eleição, mas fez críticas à condução do processo eleitoral.

“Reconhecer o resultado não significa calar sobre os excessos”, afirmou na ocasião.

O governador também mencionou o que considera uso da máquina pública, programas anunciados fora do prazo e interferência do Judiciário durante a campanha. Essas avaliações foram apresentadas por Tarcísio como críticas ao processo eleitoral.

“A eleição passou, mas o país continua fraturado, dividido. E isso exige muita responsabilidade de quem lidera”, declarou no pronunciamento anterior.

A manifestação desta quarta-feira ocorre após Flávio Bolsonaro divulgar uma carta contestando o segundo turno e acusando a Justiça Eleitoral de fraude, sem apresentar provas.

Na primeira versão do documento, distribuída por aliados, o senador se apresentou como o verdadeiro presidente eleito do Brasil. Posteriormente, ao publicar a carta em sua conta no X, substituiu a autoproclamação pela expressão “líder”.

Flávio também anunciou que pretende comandar a oposição brasileira a partir dos Estados Unidos, para onde viajou depois da derrota eleitoral.

Tarcísio, por sua vez, vem defendendo que os partidos de oposição concentrem sua atuação na fiscalização do governo Lula e na apresentação de propostas para os próximos quatro anos.

No pronunciamento de terça-feira, o governador defendeu uma oposição vigilante, com cobranças relacionadas à responsabilidade fiscal e ao funcionamento das instituições.

“A eleição passou. O Brasil continua”, concluiu.

Fonte: O Globo
Foto: Reprodução

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Tarcísio de Freitas sobre Flávio: “o caminho é respeitar o resultado das urnas e seguir em frente”

O governador reeleito de São Paulo, Tarcísio de Freitas, comentou a movimentação de Flávio Bolsonaro nos Estados Unidos, pregando teorias da conspiração sobre a eleição. Após a derrota, Flávio Bolsonaro viajou para os Estados Unidos e divulgou uma carta pública contestando os resultados eleitorais e declarando-se o “verdadeiro presidente eleito”. Mas Tarcísio afirmou textualmente ao […]

O governador reeleito de São Paulo, Tarcísio de Freitas, comentou a movimentação de Flávio Bolsonaro nos Estados Unidos, pregando teorias da conspiração sobre a eleição.

Após a derrota, Flávio Bolsonaro viajou para os Estados Unidos e divulgou uma carta pública contestando os resultados eleitorais e declarando-se o “verdadeiro presidente eleito”.

Mas Tarcísio afirmou textualmente ao Estadão:

“Entendo o sentimento de Flávio, entendo sua indignação e sua revolta, e esse sentimento é o de muitos brasileiros também. Mas o caminho é respeitar o resultado das urnas e seguir em frente.”

Tarcísio reforçou que a “eleição acabou” e defendeu que o papel da oposição agora deve ser construído de forma forte, serena e vigilante dentro do funcionamento regular das instituições democráticas e do Congresso Nacional.

Trump diz que não vai se envolver após Flávio Bolsonaro se declarar presidente eleito do Brasil

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta quarta-feira (28) que não pretende se envolver na declaração do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que divulgou uma carta na qual se apresentou como o verdadeiro presidente eleito do Brasil, apesar da derrota para Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno. Questionado por jornalistas sobre […]

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta quarta-feira (28) que não pretende se envolver na declaração do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que divulgou uma carta na qual se apresentou como o verdadeiro presidente eleito do Brasil, apesar da derrota para Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno.

Questionado por jornalistas sobre o documento, Trump evitou comentar as alegações feitas pelo brasileiro.

“Não vou comentar sobre isso. Não vou me envolver”, respondeu o presidente americano.

A manifestação ocorreu depois que Flávio chegou a Miami, acompanhado da esposa e das duas filhas. O senador deixou o Brasil apesar de uma determinação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que exigia a entrega de seus passaportes à Polícia Federal e proibia sua saída do país.

Na primeira versão da carta, divulgada por aliados, Flávio afirmou: “Dirijo-me ao povo brasileiro e à comunidade internacional como o verdadeiro presidente eleito do Brasil”.

Posteriormente, ao publicar o documento em sua conta na rede social X, o senador retirou a autoproclamação e passou a se apresentar como “líder do Brasil”.

Apesar da alteração, Flávio manteve as acusações de fraude eleitoral, sem apresentar provas, e os questionamentos à atuação do Supremo Tribunal Federal e do Tribunal Superior Eleitoral.

O parlamentar voltou a criticar a decisão que permitiu a ampliação do horário de votação em determinadas seções eleitorais. Também acusou a campanha de Lula de abuso de poder político e econômico e defendeu a cassação da chapa formada pelo presidente e pelo vice, Geraldo Alckmin (PSB).

Na carta, Flávio agradeceu a Donald Trump pelo acolhimento nos Estados Unidos e afirmou que pretende liderar a oposição brasileira a partir do território americano.

A resposta do presidente dos Estados Unidos, entretanto, não representou apoio às acusações apresentadas pelo senador nem reconhecimento de sua reivindicação à Presidência da República.

Trump já havia demonstrado disposição para receber Flávio e seus familiares no país. Também fez críticas à condução das eleições brasileiras, embora tenha afirmado que não tomou partido na disputa.

A declaração desta quarta-feira foi dirigida especificamente à carta divulgada pelo senador, sobre a qual o republicano preferiu não se posicionar.

Lula foi reeleito no domingo (25), com 51,79% dos votos válidos, contra 48,21% de Flávio Bolsonaro. O resultado foi proclamado pela Justiça Eleitoral e reconhecido oficialmente pela direção nacional do PL.

Fonte: O Globo
Foto: Reprodução

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