Notícias

Judiciário teme uso eleitoral por Bolsonaro do desfile militar do 7 de Setembro

Por André Luis

Ministros do STF (Supremo Tribunal Federal) e do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) temem que o presidente Jair Bolsonaro (PL) use o desfile militar do 7 de Setembro para inflar apoiadores contra o Judiciário e o sistema eleitoral brasileiro. A reportagem é de Cézar Feitoza/Folha de S. Paulo.

O receio é que Bolsonaro reedite a retórica golpista que marcou o último 7 de Setembro, mas com dois agravantes que agora podem aumentar a radicalização: a proximidade das eleições e a data comemorativa do Bicentenário da Independência, para quando é esperada uma parada militar de grandes proporções na Esplanada dos Ministérios.

Para evitar riscos de invasão aos tribunais, os presidentes do STF e do TSE, ministros Luiz Fux e Edson Fachin, têm discutido internamente quais serão os esquemas de segurança. Há, no entanto, divergências sobre como agir para conter eventuais ataques aos tribunais.

A reportagem conversou com ministros, interlocutores dos presidentes dos tribunais, auxiliares de Bolsonaro, militares e integrantes das áreas de segurança nas últimas duas semanas.

A avaliação é que o atual clima entre o Planalto e o Judiciário não está tão hostil como no ano passado. À época, Bolsonaro participou de diversas manifestações com teor golpista antes do 7 de Setembro. No dia da Independência, ele proferiu ameaças contra o STF e exortou desobediência a decisões da Justiça.

Dois dias depois, no entanto, ele recuou. O presidente divulgou uma nota na qual disse que não teve “nenhuma intenção de agredir quaisquer dos Poderes” e atribuiu palavras “contundentes” anteriores ao “calor do momento”.

Apesar do diagnóstico de que o clima está menos tenso neste ano, existe o receio de que a crise possa subir de temperatura nas próximas semanas, na medida em que o pleito se aproxima e diante da persistente estratégia de Bolsonaro de tentar desacreditar o sistema eleitoral.

Diante disso, integrantes do Supremo e de forças de segurança do Distrito Federal –responsáveis pela proteção do patrimônio na Esplanada– estão monitorando uma série de eventos com potencial de estressar a relação entre os Poderes.

O primeiro deles é a convocação de movimentos bolsonaristas para manifestações em São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília, em 31 de julho. Apoiadores do presidente tentam organizar o evento como uma espécie de preparativo para o 7 de Setembro.

“Vamos repetir o 7 de Setembro, agora ainda maior. Contamos com vocês para que esse dia (31 de julho) seja um prenúncio de uma eleição limpa no ano mais importante das nossas vidas”, disse a deputada Carla Zambelli (PL-SP), em vídeo.

A área de inteligência das equipes de segurança do DF tem monitorado as mobilizações, e a adesão ainda é considerada baixa.

Outras datas que preocupam são: a posse de Alexandre de Moraes na presidência do TSE (16 de agosto), o Dia do Soldado (25 de agosto) e a posse da ministra Rosa Weber na presidência do STF (12 de setembro).

Apesar dos diferentes eventos, o desfile militar do 7 de Setembro é o que gera maior preocupação na cúpula do Judiciário e entre agentes de segurança. As Forças Armadas preparam uma grande solenidade na Esplanada para este ano, em comemoração aos 200 anos da Independência.

A atual edição também marca a volta da tradicional parada militar após dois anos de suspensão por conta da pandemia da Covid.

O Comando Militar do Planalto enviou ofícios no fim de junho para saber quantas pessoas vão desfilar. Os documentos foram encaminhados a órgãos que participam do evento, como PF (Polícia Federal), PRF (Polícia Rodoviária Federal), PM-DF (Polícia Militar do Distrito Federal) e CBMDF (Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal), entre outros.

O Comando Militar disse, em nota, que ainda não definiu os detalhes do desfile.

Em entrevistas, Bolsonaro tem afirmado que os atos de comemoração do Bicentenário da Independência vão mostrar que ele é o único candidato à Presidência que tem grande apoio popular.

“Eles querem aproveitar a data de 7 de Setembro para ter uma grande concentração, por exemplo, em São Paulo e nas capitais, aqui em Brasília. Vai ser um 7 de Setembro e também um apoio a um possível candidato que esteja disputando”, disse ao SBT News, em junho.

Com discurso semelhante, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) disse à CNN Brasil que o 7 de Setembro terá grande participação popular.

“O político tem que brigar pela preferência do povo. Não é um membro do Judiciário que tem que brigar por isso. Mas as próprias pessoas estão se vendo motivadas a irem para a rua no 7 de Setembro este ano, exatamente para somar a esse grito de socorro que o presidente Bolsonaro está dando para a população.”

Para evitar possíveis tentativas de invasão ao STF, Luiz Fux tem discutido com ministros e a equipe de segurança da corte quais medidas devem ser adotadas para o início de setembro.

No ano passado, o Supremo criou três cordões de isolamento no raio de até três quilômetros, com auxílio da Secretaria de Segurança Pública do DF e da PF. A área mais próxima ao STF foi isolada por grades.

O STF avalia reeditar o esquema de 2021. A sugestão discutida atualmente é ampliar a duração dos cordões de isolamento do Supremo para dois dias antes e dois dias depois do 7 de Setembro.

Fux também tem debatido com ministros a possibilidade de decretar GLO (Garantia da Lei e da Ordem). Dessa forma, as Forças Armadas seriam convocadas para atuar na defesa do prédio do STF, se necessário.

As avaliações no Supremo, no entanto, são divergentes. Há ministros que defendem que as equipes de segurança da corte e a Polícia Militar do DF são suficientes para proteger o tribunal.

Segundo interlocutores, Fux também foi aconselhado a não decretar GLO porque, diante de uma retórica golpista por parte de Bolsonaro, não seria inteligente deixar a segurança do Supremo sob responsabilidade dos militares.

O STF disse, em nota, que tem discutido com o TSE um esquema de segurança conjunto para garantir a proteção dos tribunais e ministros.

“No contexto das eleições, assim como nas demais ações em que os ministros estejam envolvidos, há um canal livre de comunicação entre as áreas especializadas de STF e TSE, com a finalidade de garantir o pleno exercício das atribuições dos magistrados”, destacou.

A Secretaria de Segurança Pública do DF disse à reportagem que o plano e os protocolos de segurança estão em “fase de elaboração”. “O planejamento será constituído com a participação das forças de segurança, bem como de órgãos, instituições e agências locais e nacionais envolvidas”, afirmou em nota.

Outras Notícias

Delegados Alexandre Barros e Marcos Virgínio deixam Delegacia de Serra Talhada

Em seus lugares assumem os delegados Assis Moreira Francisco e George Dantas O Sertão Notícias PE, divulgou nesta terça-feira (28), com exclusividade, que o delegado municipal Alexandre Barros e o delegado regional Marcos Virgínio deixaram o comando da Delegacia de Polícia Civil de Serra Talhada.  De acordo com o site: Alexandre Barros foi transferido para […]

Em seus lugares assumem os delegados Assis Moreira Francisco e George Dantas

O Sertão Notícias PE, divulgou nesta terça-feira (28), com exclusividade, que o delegado municipal Alexandre Barros e o delegado regional Marcos Virgínio deixaram o comando da Delegacia de Polícia Civil de Serra Talhada. 

De acordo com o site: Alexandre Barros foi transferido para as delegacias de Calumbi e Flores. Ele estava em Serra Talhada desde o início de 2021 e presidiu alguns casos de grande repercussão, a exemplo do duplo homicídio contra um casal de idosos que chocou a capital do xaxado em 2022. 

A atuação dele também ficou marcada em Serra Talhada pelo forte combate aos crimes de maus-tratos contra animais. 

Já o delegado regional Marcos Virgínio assumiu a Gerência de Controle Operacional 2, na cidade de Petrolina. Ele estava atuando na regional de Serra Talhada há cerca de dois anos.

Com as mudanças feitas pelo governo Raquel Lyra, a Delegacia Municipal de Serra Talhada agora será conduzida pelo delegado Assis Moreira Francisco, que estava atuando na cidade de Betânia. Já a Delegacia Regional está sob o comando do delegado George Dantas, que já atuou na região de Araripina e Salgueiro.

Mais registros de Covid na região

A Prefeitura de Afogados da Ingazeira informa que nesta sexta (07) foram detectados dois novos casos para covid-19 em nosso município. São 214 casos confirmados. São pacientes do sexo masculino (27 e 42 anos), sendo um autônomo e o outro, agricultor. Entram em investigação os casos de 10 pacientes do sexo feminino com idades entre […]

A Prefeitura de Afogados da Ingazeira informa que nesta sexta (07) foram detectados dois novos casos para covid-19 em nosso município. São 214 casos confirmados.

São pacientes do sexo masculino (27 e 42 anos), sendo um autônomo e o outro, agricultor.

Entram em investigação os casos de 10 pacientes do sexo feminino com idades entre 19 e 63 anos, e três  pacientes do sexo masculino com idades entre 19 e 32 anos.

Hoje o município atingiu a marca de 1.963 pessoas testadas para a covid-19.

A Secretaria de Saúde de Sertânia informa, nesta sexta-feira (7), que oito casos de Covid-19 foram registrados no município: quatro com realização de testes rápidos e quatro com exames SWAB (UFPE).

Foram descartados 22 casos: 12 com realização de testes rápidos, onde dois estavam em investigação e dez com realização de exames SWAB (UFPE). A cidade chegou a 284 descartados.

A Secretaria de Saúde de Arcoverde informa que, nesta sexta-feira, 07 de agosto, até às 17 horas, registrou mais vinte e cinco (25) casos de Covid-19, além de noventa e oito (98) curados e dois (02) óbitos ocorridos.

O boletim diário, portanto, fica com quatrocentos e vinte e seis (426) suspeitos, mil cento e sessenta e oito (1.168) descartados, setecentos e nove (709) confirmados, vinte e nove (29) óbitos, e quatrocentos e setenta (470) recuperados.

Tabira chegou a 340 casos confirmados, com 6 óbitos e 312 descartados.  Ainda são 607 descartados e 37 em investigação.

Mais cinco são eliminados da escolha de Conselheiro Tutelar em Iguaraci

Em Iguaraci, uma nova decisão foi anunciada pela Comissão Eleitoral, pouco após as candidatas ao Conselho Tutelar de Iguaracy, Patrícia Nogueira Cabral e Edna Bezerra dos Santos terem sido eliminadas da seleção para eleição do Conselho Tutelar na cidade, acusadas de  fraudar a prova realizada dia 18. As duas haviam sido eliminadas sob alegação de […]

88cae71bee3dea1d051948c52dddd6e6Em Iguaraci, uma nova decisão foi anunciada pela Comissão Eleitoral, pouco após as candidatas ao Conselho Tutelar de Iguaracy, Patrícia Nogueira Cabral e Edna Bezerra dos Santos terem sido eliminadas da seleção para eleição do Conselho Tutelar na cidade, acusadas de  fraudar a prova realizada dia 18.

As duas haviam sido eliminadas sob alegação de que ficou comprovada a distribuição de respostas das questões da prova por elas. O certame de 18 de julho havia sido anulado.

Agora, após reunião com o promotor Lúcio Luiz de Almeida Neto, mais eliminações de candidatos foram anunciadas: além de Patrícia e Edna, foram desclassificados Inácio Nunes de Moura, Inácio Alves Nunes, Cláudia Tatiane Martins da Silva, Josefa de Carvalho Nascimento Panta e Washington Marques Souza. Estes últimos foram eliminados por “se beneficiar das informações sigilosas e/ou compactuar com o ocorrido se omitindo de denunciar o fato”. Em suma, além das acusadas de passarem cola, quem recebeu ou sabia e não combateu.

A nova prova escrita com os candidatos que restaram será dia 9 de agosto na Escola Diomedes Gomes Lopes.

Renan decide devolver MP que reduz desoneração da folha de pagamento

O presidente do Senado Federal, Renan Calheiros (PMDB-AL), anunciou nesta terça-feira (3) em plenário a devolução ao governo federal da medida provisória 669/2015 que trata da desoneração da folha de pagamento das empresas. A informação é do G1. Publicada pelo governo na última sexta-feira, a medida reduz a desoneração da folha de pagamentos das empresas, […]

O presidente do Senado Federal, Renan Calheiros (PMDB-AL), anunciou nesta terça-feira (3) em plenário a devolução ao governo federal da medida provisória 669/2015 que trata da desoneração da folha de pagamento das empresas. A informação é do G1.

Publicada pelo governo na última sexta-feira, a medida reduz a desoneração da folha de pagamentos das empresas, adotada em 2011 para aliviar os gastos com mão-de-obra das empresas e estimular a economia.

Segundo a Secretaria-Geral da Mesa do Senado, com a devolução, a medida provisória deixa de ter validade. Pela MP, quem pagava alíquota de 1% de contribuição previdenciária sobre a receita bruta passaria a pagar 2,5%. A alíquota de 2% aumentaria para 4,5%

Após o anúncio da devolução, o governo informou que a presidente Dilma Rousseff assinou um projeto de lei com urgência constitucional nos mesmos termos da medida provisória. Segundo nota, a substituição da MP pelo projeto ‘não trará prejuízo para o ajuste fiscal pretendido pelo governo’.
renan_calheiros_1

A decisão de devolver a MP foi anunciada depois de uma reunião de Renan Calheiros com líderes partidários. Ao tomar a decisão, Renan se baseou no artigo 48 do regimento interno Casa. Esse artigo estabelece que cabe ao presidente da Casa “impugnar as proposições que lhe pareçam contrárias à Constituição, às leis, ou ao próprio regimento”.

Para Renan Calheiros, a MP é inconstitucional. “Não recebo a medida provisória e determino a sua devolução à Presidência da República”, declarou no plenário.

O presidente do Senado disse que não se pode considerar urgente a medida provisória já que, segundo ele, a criação ou elevação de tributos tem prazo de 90 dias para entrar em vigor e que, por isso, o reajuste poderia ser editado por meio de um projeto de lei.

No início da noite, a Secretaria de Imprensa da Presidência da República divulgou nota na qual informou que a presidente Dilma Rousseff assinou um projeto de lei com urgência constitucional nos mesmos termos da MP. Com isso, segundo a nota, não haverá prejuízo para as medidas de ajuste fiscal propostas pelo governo.

“A presidenta Dilma Rousseff assinou agora à noite um Projeto de Lei com urgência constitucional que retoma os termos da MP 669/15, que alterava as alíquotas de desonerações das folhas de pagamento.O Projeto de Lei prevê a mudança nas alíquotas das desonerações 90 dias a partir da publicação, a chamada noventena. Isso significa que a substituição da MP pelo Projeto de Lei não trará prejuízo para o ajuste fiscal pretendido pelo governo federal”, diz o texto da nota.

‘Ouvir o Congresso’: Para Renan Calheiros, qualquer medida de ajuste fiscal deve ser, antes, analisada pelo Congresso Nacional. “Não é um bom sinal para um ajuste, para a democracia, para a estabilidade econômica, aumentar impostos por medida provisória. [Para] qualquer ajuste, é preciso primeiro ouvir o Congresso Nacional”, afirmou. “Esse é um péssimo sinal de instabilidade jurídica que o Brasil emite […]. Não dá, na democracia, para continuar usurpando o papel do Legislativo. Como presidente do Congresso, cabe a mim zelar pelo papel constitucional do Legislativo”, disse.

Durante a leitura da justificativa da devolução, Renan lembrou de outras duas medidas provisórias editadas pelo governo durante o recesso parlamentar e disse “lamentar” não ter tido tempo de devolvê-las ao Planalto.

As duas MPs, que alteraram regras para acesso a benefícios previdenciários e trabalhistas, foram editadas pelo governo e enviadas ao Congresso durante o recesso parlamentar. Com isso, o prazo de admissibilidade das matérias expirou e os textos puderam tramitar na Câmara e no Senado. “Apenas lamento não ter tido a oportunidade de fazer o mesmo com as medidas provisórias que limitaram o exercício de direitos previdenciários aos trabalhadores”, disse Renan.

Tavares: Coco de Odálio nega estar na oposição

Em carta aberta, o empresário Coco de Odálio se posicionou sobre as críticas de que, apesar de aliado de Ailton Suassuna, estaria se posicionando como nome da oposição. De acordo com sua assessoria, Coco não tinha conhecimento de material ainda vinculando seu nome à oposição em blogs e redes sociais. Segue o que ele escreveu […]

Coco diz que continua no mesmo time de Ailton

Em carta aberta, o empresário Coco de Odálio se posicionou sobre as críticas de que, apesar de aliado de Ailton Suassuna, estaria se posicionando como nome da oposição.

De acordo com sua assessoria, Coco não tinha conhecimento de material ainda vinculando seu nome à oposição em blogs e redes sociais. Segue o que ele escreveu e enviou ao blog:

Os amigos e amigas tavarenses, conhecem minha essência,  me acompanham a muitos anos e são sabedores que sempre mantive uma linha de trabalho e principalmente sempre fui o mesmo ser humano no tratamento com todos, independentemente da posição política.

Meu foco sempre é baseado no bem estar dos tavarenses, portanto todas as minhas decisões são resultados de muita reflexão e buscando a melhor forma de ajudar o próximo em suas necessidades e de fazer nossa Tavares querida um lugar cada vez melhor de se viver.

Portanto o fato de mudar de oposição para situação, em nada muda meus objetivos. Pelo contrário, os fortalecem. 

Aos que usam de palavras pejorativas em redes sociais contra minha pessoa, enviando textos para blogs, tentando denegrir minha imagem, só posso entregar a Deus que tudo vê.

Não me preocupo com comentários maldosos, pois confio naquele que coloco minha fé. Finalizo essa postagem desejando muita luz na vida daqueles que me perseguem.

Um abraço a todos os tavarenses, contem sempre comigo.