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Joesley perde imunidade e será denunciado ao STF junto com Temer

Por André Luis
Foto: Zanone Fraissat – 11.set.2017/Folhapress

Por: Reynaldo Turollo Jr/Folha de São Paulo

A PGR (Procuradoria-Geral da República) decidiu revogar a imunidade penal dos delatores da JBS e denunciar o empresário Joesley Batista nesta quinta (14) junto com o presidente Michel Temer e outros membros do chamado “quadrilhão do PMDB da Câmara”, apurou a Folha.

Joesley e o executivo Ricardo Saud, também delator, estão presos temporariamente em Brasília (por cinco dias). O prazo da prisão decretada pelo ministro Edson Fachin, do STF (Supremo Tribunal Federal), termina nesta sexta (15).

A prisão foi determinada depois que surgiram indícios de que os delatores omitiram informações em sua delação premiada, como a possível participação do ex-procurador Marcello Miller na elaboração do acordo apresentado à PGR. Miller foi auxiliar de Janot em Brasília até meados de 2016, quando voltou a trabalhar na Procuradoria no Rio.

Em fevereiro, o ex-procurador pediu sua exoneração e deixou o Ministério Público oficialmente em 5 de abril, mas, segundo a PGR, há indícios de que ele auxiliava a JBS enquanto ainda era funcionário público. Miller nega irregularidades.

Como a Folha noticiou nesta quarta (13), o procurador-geral, Rodrigo Janot, finalizou a denúncia contra Temer e outros membros do chamado “PMDB da Câmara”. O presidente será acusado formalmente perante o STF de tentar obstruir a Justiça e de integrar organização criminosa.

Ao menos o delator Joesley também será acusado. Isso não seria possível se a imunidade negociada em maio continuasse valendo. Pelo acordo inicial, o Ministério Público abriria mão de denunciar os executivos da JBS à Justiça em troca das informações e provas que eles entregassem.

O acordo de delação tem uma cláusula que estipula que, se os colaboradores omitirem informações, eles perdem os benefícios. A PGR entende que é esse o caso.

Outra cláusula do acordo prevê que, mesmo que os benefícios sejam revistos, as provas entregues pelos delatores e obtidas a partir da delação continuam válidas.

PRISÃO E INDÍCIOS DE MÁ-FÉ

A possibilidade de repactuação do acordo com a PGR no tocante a tempo de prisão, por exemplo, hoje é remota, conforme apurou a reportagem. O mais provável é que haja rescisão, com a perda total de benefícios.

Não está definido se a PGR pedirá a prorrogação da prisão temporária de Joesley e Saud, sua conversão em prisão preventiva (sem tempo para acabar) ou a soltura dos dois. De qualquer modo, Joesley poderá permanecer preso, porque nesta quarta (13) a Justiça Federal em São Paulo decretou a preventiva dele e de Wesley Batista, outro sócio da JBS.

A Polícia Federal e o Ministério Público Federal em São Paulo investigaram se eles se beneficiaram do acordo de delação para lucrar no mercado financeiro, fazendo reservas.

A prática, no mercado, é apelidada de “insider trading”. Documentos apresentados pela JBS à CVM (Comissão de Valores Mobiliários) mostram que pessoas ligadas aos irmãos Batista venderam R$ 200 milhões em ações da empresa alguns dias antes da divulgação do acordo com a PGR, em 17 de maio deste ano.

A investigação aponta que o grupo lucrou US$ 100 milhões com a alta do dólar após 17 de maio. Joesley e Wesley acertaram com a PGR o pagamento de multa de R$ 110 milhões cada um. No acordo de leniência com a Procuradoria no Distrito Federal, a multa acordada foi de R$ 10,3 bilhões.

Para a PGR, a investigação de “insider trading” traz mais indícios de que os executivos agiram de má-fé durante a negociação do acordo de delação, o que diminui a margem de manobra deles para tentar repactuar benefícios (como tempo de prisão em regime fechado) –daí a tendência pela rescisão.

Outras Notícias

Trump deve começar a perder hegemonia amanhã, com as eleições de meio de mandato

Em meu comentário das 12h desta segunda-feira (2) falo sobre a expectativa das eleições de meio de mandato (midterms) nos Estados Unidos e por que Donald Trump deve ser o grande derrotado no pleito. Com mais de 52 milhões de eleitores antecipando seus votos, destaco uma corrida às urnas inédita, impulsionada pela alta rejeição do […]

Em meu comentário das 12h desta segunda-feira (2) falo sobre a expectativa das eleições de meio de mandato (midterms) nos Estados Unidos e por que Donald Trump deve ser o grande derrotado no pleito.

Com mais de 52 milhões de eleitores antecipando seus votos, destaco uma corrida às urnas inédita, impulsionada pela alta rejeição do presidente americano que beira os 70%.

O cenário reflete a frustração da população com a política econômica e internacional do governo Trump

Diante disso, pesquisas indicam a possibilidade de uma virada democrata até mesmo em estados tradicionalmente republicanos como Texas (onde a maioria democrata não ocorre desde 1988), Kansas (desde 1932), além de Ohio, Michigan e Carolina do Norte.

Derrotar a maioria republicana na Câmara e no Senado é visto pela oposição como a única forma de impor um

“freio de arrumação” às pretensões hegemônicas de Trump, que já sinaliza contestar os resultados e alegar fraude caso a oposição vença.

Confira clicando no link abaixo

Morre em João Pessoa a enfermeira egipciense Helenice Andrade

A enfermeira Helenice Andrade, de São José do Egito, no Sertão do Pajeú, faleceu nesse domingo (1º), em João Pessoa, na Paraíba. A causa da morte não foi informada pela família. Helenice era filha do conhecido taxista Doutor da Praça, já falecido. O corpo será trasladado para São José do Egito, onde o velório acontecerá […]

A enfermeira Helenice Andrade, de São José do Egito, no Sertão do Pajeú, faleceu nesse domingo (1º), em João Pessoa, na Paraíba. A causa da morte não foi informada pela família.

Helenice era filha do conhecido taxista Doutor da Praça, já falecido.

O corpo será trasladado para São José do Egito, onde o velório acontecerá na Central de Velórios do PASC.

Os familiares ainda não divulgaram informações relacionadas ao sepultamento.

O Blog manifesta pesar pelo falecimento de Helenice Andrade e se solidariza com seus familiares e amigos neste momento de dor.

Informações: Gilberto Lopes
Foto: Reprodução

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Em São José do Egito, homem morre ao cair e bater cabeça em base de bandeira

Estava na festa da vitória  A morte de Epaminondas Celso da Silva, o Nondas, em São José do Egito, chamou atenção pela fatalidade. O eletricista, bastante conhecido, com passagem pela Neoenergia e proprietário da Climatização Silva, de instalação e manutenção de aparelhos de ar-condicionado. No dia 25, ele estava na Rua da Baixa, comemorando a […]

Estava na festa da vitória 

A morte de Epaminondas Celso da Silva, o Nondas, em São José do Egito, chamou atenção pela fatalidade.

O eletricista, bastante conhecido, com passagem pela Neoenergia e proprietário da Climatização Silva, de instalação e manutenção de aparelhos de ar-condicionado.

No dia 25, ele estava na Rua da Baixa, comemorando a vitória de Lula. Ele se desequilibrou e bateu a cabeça. Desacordado, foi socorrido, levado ao Hospital Maria Rafael de Siqueira e em seguida para Recife, onde faleceu no hospital Alpha.

Nondas teve melhoras, mas na noite desse domingo teve uma parada cardíaca e faleceu. Ainda não há informações sobre velório e sepultamento.

“Vamos bater no chão”: áudio revela últimos momentos de avião que caiu nos EUA e matou nove pessoas

  Uma gravação das comunicações de um avião com os controladores de tráfego aéreo revelou os momentos que antecederam a queda de um jato na Flórida, nos Estados Unidos, nesse domingo (1º). O acidente deixou nove mortos, e o áudio registra pedidos de socorro da tripulação diante da rápida perda de altitude. A gravação, divulgada […]

 

Uma gravação das comunicações de um avião com os controladores de tráfego aéreo revelou os momentos que antecederam a queda de um jato na Flórida, nos Estados Unidos, nesse domingo (1º). O acidente deixou nove mortos, e o áudio registra pedidos de socorro da tripulação diante da rápida perda de altitude.

A gravação, divulgada pela plataforma LiveATC, que monitora comunicações aeronáuticas, mostra que a tripulação enfrentava condições meteorológicas adversas antes do acidente.

O avião, um Learjet 60, havia decolado de Austin, no Texas, com destino às Bahamas. Durante o percurso, uma pessoa na cabine informou aos controladores que a aeronave estava a aproximadamente 35 mil pés de altitude e enfrentava turbulência moderada, formação de gelo e precipitação.

A tripulação solicitou autorização para subir, mas, pouco depois, comunicou uma descida acelerada e declarou emergência.

“Mayday, mayday”, disse uma voz da cabine, utilizando o código internacional de pedido de socorro.

Na sequência, a pessoa relatou que o avião perdia altitude a uma velocidade de aproximadamente 10 mil pés por minuto. Segundos depois, a taxa de descida chegou a 20 mil pés por minuto.

“Vamos bater no chão”, afirmou a voz durante a comunicação com os controladores.

Entre as últimas frases registradas está “Estamos sem tempo”, pronunciada pouco antes da interrupção da transmissão.

A aeronave caiu por volta das 12h50, no horário local, em uma área residencial do condado de Palm Beach, próximo à comunidade de Cresthaven.

Imagens registradas por testemunhas mostram o jato descendo em alta velocidade antes de atingir o solo e provocar uma explosão. O impacto deixou uma cratera próxima a uma rodovia movimentada e espalhou destroços pela região.

O secretário de Transportes dos Estados Unidos, Sean Duffy, confirmou que as nove pessoas que estavam a bordo morreram. As identidades das vítimas não haviam sido divulgadas.

O governador da Flórida, Ron DeSantis, esteve nas proximidades do local e informou que não havia registros imediatos de mortos ou feridos em solo.

A Administração Federal de Aviação (FAA) e o Conselho Nacional de Segurança nos Transportes (NTSB) investigam as circunstâncias do acidente.

Embora a gravação registre relatos de turbulência, gelo e perda acelerada de altitude, as autoridades ainda não determinaram a causa da queda.

Fonte: Correio Braziliense
Foto: Reprodução/AFP

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Em primeira aparição pública após fuga do Brasil, Flávio Bolsonaro participa de culto com mulher e Eduardo nos EUA

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) participou de um culto evangélico nesse domingo (1º), em Fort Lauderdale, na Flórida, nos Estados Unidos. Acompanhado da esposa, Fernanda, e do irmão Eduardo Bolsonaro, o parlamentar fez sua primeira aparição pública registrada após deixar o Brasil na semana passada. A celebração aconteceu na igreja Celeiro House of Prayer, que […]

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) participou de um culto evangélico nesse domingo (1º), em Fort Lauderdale, na Flórida, nos Estados Unidos. Acompanhado da esposa, Fernanda, e do irmão Eduardo Bolsonaro, o parlamentar fez sua primeira aparição pública registrada após deixar o Brasil na semana passada.

A celebração aconteceu na igreja Celeiro House of Prayer, que divulgou fotografias e vídeos da presença da família Bolsonaro em seu perfil nas redes sociais.

Além de Flávio e Fernanda, participaram do culto Eduardo Bolsonaro e sua esposa, Heloísa. Os quatro aparecem em registros publicados pela congregação, acompanhados dos pastores José Maurício Fernandes e Alice Fernandes.

Durante a celebração, o pastor José Maurício dirigiu palavras ao senador, fazendo referência ao resultado da eleição presidencial. Em um dos vídeos, afirmou que, independentemente de ganhar ou perder uma disputa, a fé deveria orientar sua trajetória.

A participação no encontro religioso ocorreu cinco dias depois da chegada de Flávio aos Estados Unidos, na quarta-feira (28). O senador deixou o Brasil após a derrota para Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno das eleições presidenciais.

A viagem aconteceu apesar das restrições determinadas pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que havia ordenado a entrega dos passaportes do parlamentar e proibido sua saída do território nacional.

Flávio afirmou anteriormente que decidiu viajar após conversar com a esposa e manifestou receio de novas medidas judiciais. A Polícia Federal investiga as circunstâncias de sua saída do país. Não há mandado de prisão expedido contra o senador.

Fonte: O Globo
Foto: Reprodução/Instagram

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