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Joesley Batista: “Temer é o chefe da quadrilha mais perigosa do Brasil”

Por Nill Júnior

O empresário Joesley Batista, um dos donos do grupo J&F, recebeu ÉPOCA para conceder sua primeira entrevista exclusiva desde que fechou a mais pesada delação dos três anos de Lava Jato.

Em mais de quatro horas de conversa, precedidas de semanas de intensa negociação, Joesley explicou minuciosamente, sempre fazendo referência aos documentos entregues à Procuradoria-Geral da República, como se tornou o maior comprador de políticos do Brasil. Atacou o presidente, a quem acusa, com casos e detalhes inéditos, de liderar “a maior e mais perigosa organização criminosa do Brasil” – e de usar a máquina do governo para retaliá-lo.

Contou como o PT de Lula “institucionalizou” a corrupção no Brasil e de que modo o PSDB de Aécio Neves entrou em leilões para comprar partidos nas eleições de 2014. O empresário garante estar arrependido dos crimes que cometeu e se defendeu das acusações de que lucrou com a própria delação.

A seguir, os principais trechos da entrevista publicada na edição de ÉPOCA desta semana. Leia as 12 páginas da conversa com Joesley na edição que chega às bancas neste sábado (17) ou disponível agora nos aplicativos ÉPOCA e Globo+:

ÉPOCA – Quando o senhor conheceu Temer?
Joesley Batista – Conheci Temer através do ministro Wagner Rossi, em 2009, 2010. Logo no segundo encontro ele já me deu o celular dele. Daí em diante passamos a falar. Eu mandava mensagem para ele, ele mandava para mim. De 2010 em diante. Sempre tive relação direta. Fui várias vezes ao escritório da Praça Pan-Americana, fui várias vezes ao escritório no Itaim, fui várias vezes à casa dele em São Paulo, fui alguma vezes ao Jaburu, ele já esteve aqui em casa, ele foi ao meu casamento. Foi inaugurar a fábrica da Eldorado.

ÉPOCA – Qual, afinal, a natureza da relação do senhor com o presidente Temer?
Joesley – 
Nunca foi uma relação de amizade. Sempre foi uma relação institucional, de um empresário que precisava resolver problemas e via nele a condição de resolver problemas. Acho que ele me via como um empresário que poderia financiar as campanhas dele – e fazer esquemas que renderiam propina. Toda a vida tive total acesso a ele. Ele por vezes me ligava para conversar, me chamava, e eu ia lá.

ÉPOCA – Conversar sobre política?
Joesley –
 Ele sempre tinha um assunto específico. Nunca me chamou lá para bater papo. Sempre que me chamava, eu sabia que ele ia me pedir alguma coisa ou ele queria alguma informação.

ÉPOCA – Segundo a colaboração, Temer pediu dinheiro ao senhor já em 2010. É isso?
Joesley –
 Isso. Logo no início. Conheci Temer, e esse negócio de dinheiro para campanha aconteceu logo no iniciozinho. O Temer não tem muita cerimônia para tratar desse assunto. Não é um cara cerimonioso com dinheiro.

ÉPOCA – Ele sempre pediu sem algo em troca?
Joesley –
 Sempre estava ligado a alguma coisa ou a algum favor. Raras vezes não. Uma delas foi quando ele pediu os R$ 300 mil para fazer campanha na internet antes do impeachment, preocupado com a imagem dele. Fazia pequenos pedidos. Quando o Wagner saiu, Temer pediu um dinheiro para ele se manter. Também pediu para um tal de Milton Ortolon, que está lá na nossa colaboração. Um sujeito que é ligado a ele. Pediu para fazermos um mensalinho. Fizemos. Volta e meia fazia pedidos assim. Uma vez ele me chamou para apresentar o Yunes. Disse que o Yunes era amigo dele e para ver se dava para ajudar o Yunes.

ÉPOCA – E ajudou?
Joesley –
 Não chegamos a contratar. Teve uma vez também que ele me pediu para ver se eu pagava o aluguel do escritório dele na praça [Pan-Americana, em São Paulo]. Eu desconversei, fiz de conta que não entendi, não ouvi. Ele nunca mais me cobrou.

ÉPOCA – Ele explicava a razão desses pedidos? Por que o senhor deveria pagar?
Joesley – 
O Temer tem esse jeito calmo, esse jeito dócil de tratar e coisa. Não falava.

ÉPOCA – Ele não deu nenhuma razão?
Joesley –
 Não, não ele. Há políticos que acreditam que pelo simples fato do cargo que ele está ocupando já o habilita a você ficar devendo favores a ele. Já o habilita a pedir algo a você de maneira que seja quase uma obrigação você fazer. Temer é assim.

ÉPOCA – O empréstimo do jatinho da JBS ao presidente também ocorreu dessa maneira?
Joesley –
 Não lembro direito. Mas é dentro desse contexto: “Eu preciso viajar, você tem um avião, me empresta aí”. Acha que o cargo já o habilita. Sempre pedindo dinheiro. Pediu para o Chalita em 2012, pediu para o grupo dele em 2014.

ÉPOCA – Houve uma briga por dinheiro dentro do PMDB na campanha de 2014, segundo o lobista Ricardo Saud, que está na colaboração da JBS.
Joesley –
 Ricardinho falava direto com Temer, além de mim. O PT mandou dar um dinheiro para os senadores do PMDB. Acho que R$ 35 milhões. O Temer e o Eduardo descobriram e deu uma briga danada. Pediram R$ 15 milhões, o Temer reclamou conosco. Demos o dinheiro. Foi aí que Temer voltou à Presidência do PMDB, da qual ele havia se ausentado. O Eduardo também participou ativamente disso.

ÉPOCA – Como era a relação entre Temer e Eduardo Cunha?
Joesley –
 A pessoa a qual o Eduardo se referia como seu superior hierárquico sempre foi o Temer. Sempre falando em nome do Temer. Tudo que o Eduardo conseguia resolver sozinho, ele resolvia. Quando ficava difícil, levava para o Temer. Essa era a hierarquia. Funcionava assim: primeiro vinha o Lúcio [o operador Lúcio Funaro]. O que ele não conseguia resolver pedia para o Eduardo. Se o Eduardo não conseguia resolver, envolvia o Michel.

ÉPOCA – Segundo as provas da delação da JBS e de outras investigações, o senhor pagava constantemente tanto para Eduardo Cunha quanto para Lúcio Funaro, seja por acertos na Câmara, seja por acertos na Caixa, entre outros. Quem ficava com o dinheiro?
Joesley –
 Em grande parte do período que convivemos, meu acerto era direto com o Lúcio. Eu não sei como era o acerto do Lúcio do Eduardo, tampouco do Eduardo com o Michel. Eu não sei como era a distribuição entre eles. Eu evitava falar de dinheiro de um com o outro. Não sabia como era o acerto entre eles. Depois, comecei a tratar uns negócios direto com o Eduardo. Em 2015, quando ele assumiu a presidência da Câmara. Não sei também quanto desses acertos iam para o Michel. E com o Michel mesmo eu também tratei várias doações. Quando eu ia falar de esquema mais estrutural com Michel, ele sempre pedia para falar com o Eduardo. “Presidente, o negócio do Ministério da Agricultura, o negócio dos acertos…” Ele dizia: “Joesley, essa parte financeira toca com o Eduardo e se acerta com o Eduardo”. Ele se envolvia somente nos pequenos favores pessoais ou em disputas internas, como a de 2014.

ÉPOCA – O senhor realmente precisava tanto assim desse grupo de Eduardo Cunha, Lúcio Funaro e Temer?
Joesley –
 Eles foram crescendo no FI-FGTS, na Caixa, na Agricultura – todos órgãos onde tínhamos interesses. Eu morria de medo de eles encamparem o Ministério da Agricultura. Eu sabia que o achaque ia ser grande. Eles tentaram. Graças a Deus, mudou o governo e eles saíram. O mais relevante foi quando Eduardo tomou a Câmara. Aí virou CPI para cá, achaque para lá. Tinha de tudo. Eduardo sempre deixava claro que o fortalecimento dele era o fortalecimento do grupo da Câmara e do próprio Michel. Aquele grupo tem o estilo de entrar na sua vida sem ser convidado.

ÉPOCA – Pode dar um exemplo?
Joesley – 
O Eduardo, quando já era presidente da Câmara, um dia me disse assim: “Joesley, tão querendo abrir uma CPI contra a JBS para investigar o BNDES. É o seguinte: você me dá R$ 5 milhões que eu acabo com a CPI”. Falei: “Eduardo, pode abrir, não tem problema”. “Como não tem problema? Investigar o BNDES, vocês.” Falei: “Não, não tem problema”. “Você tá louco?” Depois de tanto insistir, ele virou bem sério: “É sério que não tem problema?”. Eu: “É sério”. Ele: “Não vai te prejudicar em nada?”. “Não, Eduardo.” Ele imediatamente falou assim: “Seu concorrente me paga R$ 5 milhões para abrir essa CPI. Se não vai te prejudicar, se não tem problema… Eu acho que eles me dão os R$ 5 milhões”. “Uai, Eduardo, vai sua consciência. Faz o que você achar melhor.” Esse é o Eduardo. Não paguei e não abriu. Não sei se ele foi atrás. Esse é o exemplo mais bem-acabado da lógica dessa Orcrim.

ÉPOCA – Algum outro?
Joesley –
 Lúcio fazia a mesma coisa. Virava para mim e dizia: “Tem um requerimento numa CPI para te convocar. Me dá R$ 1 milhão que eu barro”. Mas a gente ia ver e descobria que era algum deputado a mando dele que estava fazendo. É uma coisa de louco.

ÉPOCA – O senhor não pagou?
Joesley –
 Nesse tipo de coisa, não. Tinha alguns limites. Tinha que tomar cuidado. Essa é a maior e mais perigosa organização criminosa deste país. Liderada pelo presidente.

ÉPOCA – O chefe é o presidente Temer?
Joesley –
 O Temer é o chefe da Orcrim da Câmara. Temer, Eduardo, Geddel, Henrique, Padilha e Moreira. É o grupo deles. Quem não está preso está hoje no Planalto. Essa turma é muita perigosa. Não pode brigar com eles. Nunca tive coragem de brigar com eles. Por outro lado, se você baixar a guarda, eles não têm limites. Então meu convívio com eles foi sempre mantendo à meia distância: nem deixando eles aproximarem demais nem deixando eles longe demais. Para não armar alguma coisa contra mim. A realidade é que esse grupo é o de mais difícil convívio que já tive na minha vida. Daquele sujeito que nunca tive coragem de romper, mas também morria de medo de me abraçar com ele.

ÉPOCA – No decorrer de 2016, o senhor, segundo admite e as provas corroboram, estava pagando pelo silêncio de Eduardo Cunha e Lúcio Funaro, ambos já presos na Lava Jato, com quem o senhor tivera acertos na Caixa e na Câmara. O custo de manter esse silêncio ficou alto demais? Muito arriscado?
Joesley –
 Virei refém de dois presidiários. Combinei quando já estava claro que eles seriam presos, no ano passado. O Eduardo me pediu R$ 5 milhões. Disse que eu devia a ele. Não devia, mas como ia brigar com ele? Dez dias depois ele foi preso. Eu tinha perguntado para ele: “Se você for preso, quem é a pessoa que posso considerar seu mensageiro?”. Ele disse: “O Altair procura vocês. Qualquer outra pessoa não atenda”.  Passou um mês, veio o Altair. Meu Deus, como vou dar esse dinheiro para o cara que está preso? Aí o Altair disse que a família do Eduardo precisava e que ele estaria solto logo, logo. E que o dinheiro duraria até março deste ano. Fui pagando, em dinheiro vivo, ao longo de 2016. E eu sabia que, quando ele não saísse da cadeia, ia mandar recados.

ÉPOCA – E o Lúcio Funaro?
Joesley –
 Foi parecido. Perguntei para ele quem seria o mensageiro se ele fosse preso. Ele disse que seria um irmão dele, o Dante. Depois virou a irmã. Fomos pagando mesada. O Eduardo sempre dizia: “Joesley, estamos juntos, estamos juntos. Não te delato nunca. Eu confio em você. Sei que nunca vai me deixar na mão, vai cuidar da minha família”. Lúcio era a mesma coisa: “Confio em você, eu posso ir preso porque eu sei que você não vai deixar minha família mal. Não te delato”.

ÉPOCA – E eles cumpriram o acerto, não?
Joesley – 
Sim. Sempre me mandando recados: “Você está cumprindo tudo direitinho. Não vão te delatar. Podem delatar todo mundo menos você”. Mas não era sustentável. Não tinha fim. E toda hora o mensageiro do presidente me procurando para garantir que eu estava mantendo esse sistema.

ÉPOCA – Quem era o mensageiro?
Joesley – 
Geddel. De 15 em 15 dias era uma agonia terrível. Sempre querendo saber se estava tudo certo, se ia ter delação, se eu estava cuidando dos dois. O presidente estava preocupado. Quem estava incumbido de manter Eduardo e Lúcio calmos era eu.

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Pedro Campos critica adiamento da concessão da Compesa e alerta para prejuízo bilionário

O deputado federal Pedro Campos (PSB) criticou o adiamento do início das operações das empresas privadas responsáveis pela distribuição de água e pelo esgotamento sanitário em Pernambuco. Em vídeo publicado no Instagram, o parlamentar questionou possíveis aumentos nas tarifas, a situação dos trabalhadores da Compesa e o risco de prejuízo bilionário para a estatal. A […]

O deputado federal Pedro Campos (PSB) criticou o adiamento do início das operações das empresas privadas responsáveis pela distribuição de água e pelo esgotamento sanitário em Pernambuco. Em vídeo publicado no Instagram, o parlamentar questionou possíveis aumentos nas tarifas, a situação dos trabalhadores da Compesa e o risco de prejuízo bilionário para a estatal.

A manifestação do deputado também foi mencionada na Coluna do Domingão aqui do Blog, publicada neste domingo (1º), que abordou os questionamentos envolvendo a concessão dos serviços da companhia.

A operação das concessionárias Aqua Pernambuco e Vita Sertão estava prevista para 26 de outubro, mas foi transferida para 23 de novembro. Segundo a Compesa, a mudança foi definida em conjunto com as empresas para concluir a integração dos sistemas comerciais, de atendimento e dos processos operacionais.

Pedro Campos questionou a possibilidade de as concessionárias assumirem a cobrança pelos serviços enquanto empregados públicos da Compesa continuariam executando atividades de distribuição de água, que passarão a ser responsabilidade das empresas privadas.

Segundo o deputado, essa possibilidade chegou a ser apresentada em reunião do Conselho de Administração da estatal. Ele também afirmou que centenas de trabalhadores ainda não sabem como serão realocados após a transição.

Outro ponto levantado foi a situação financeira da companhia. Pedro afirmou que foram apresentados dados indicando um possível prejuízo superior a R$ 3 bilhões para a parte da Compesa que permanecerá pública. O valor citado pelo parlamentar representa uma projeção, não um prejuízo já registrado.

O deputado também criticou a previsão de reajuste superior a 10% na tarifa de água e os aumentos que, segundo ele, ultrapassariam 600% em determinados serviços, como corte e ligação.

A nova tabela de serviços havia sido homologada pela Agência de Regulação de Pernambuco (Arpe), mas a Compesa informou anteriormente que sua aplicação estava suspensa para reavaliação técnica. Já o reajuste da tarifa de água depende dos procedimentos regulatórios previstos no contrato.

Em relação aos trabalhadores, a direção da Compesa informou anteriormente que os empregados efetivos serão realocados internamente durante a reestruturação da companhia.

Pedro Campos afirmou ainda que encaminhou um ofício à Compesa há mais de um mês solicitando esclarecimentos sobre a concessão, mas que não recebeu resposta.

O parlamentar disse que continuará cobrando explicações para evitar que a população arque com custos adicionais sem a correspondente prestação dos serviços.

Clique no link abaixo e confira, em nosso Instagram, o vídeo com as declarações de Pedro Campos sobre a concessão da Compesa.

 

Foto: Reprodução

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Corretor de Gramado diz a nordestinos que “fizeram o L” não comprem ou apareçam por lá . Ele é de Fortaleza

O corretor @oabraaofigueiredo , da @imobiliariatorela , gravou um vídeo para que nordestinos não invistam em Gramado. Detalhe: ele é nordestino de Fortaleza e ainda assim afirma que a cidade não necessita de investimentos do Nordeste. Dados indicam que o investimento de compradores e investidores da região Nordeste no mercado imobiliário de Gramado e Canela […]

O corretor @oabraaofigueiredo , da @imobiliariatorela , gravou um vídeo para que nordestinos não invistam em Gramado.

Detalhe: ele é nordestino de Fortaleza e ainda assim afirma que a cidade não necessita de investimentos do Nordeste.

Dados indicam que o investimento de compradores e investidores da região Nordeste no mercado imobiliário de Gramado e Canela tem apresentado um crescimento expressivo nos últimos anos. Tradicionalmente atrativa para investidores do Sul e do Sudeste, a Serra Gaúcha passou a figurar fortemente no radar do público nordestino.

Na cidade, há um movimento tentando estancar esse tipo de posicionamento, já que nordestinos estão entre os que mais investem no mercado imobiliário e turismo.

O post tem mais de 30 mil comentários. A @imobiliariatorela ainda não se manifestou, procurada pelo blog.

Veja a declaração dele clicando no link abaixo.

Rico dos Importados: a história do homem que perdeu R$ 2 milhões em apostas políticas e quebrou

Vivendo de reciclagem  Em São José do Egito, no Pajeú, o empresário José Ricardo, conhecido por Rico dos Importados, é notícia depois de uma entrevista exclusiva ao @portalrobertomurilo . Ele revelou que acumulou ao longo de alguns anos R$ 2 milhões em apostas políticas, sempre apostando em candidatos sem padrão estatístico. Além de apostas em […]

Vivendo de reciclagem 

Em São José do Egito, no Pajeú, o empresário José Ricardo, conhecido por Rico dos Importados, é notícia depois de uma entrevista exclusiva ao @portalrobertomurilo .

Ele revelou que acumulou ao longo de alguns anos R$ 2 milhões em apostas políticas, sempre apostando em candidatos sem padrão estatístico. Além de apostas em candidatos egipcienses que perderam, passou a apostar em nomes alinhados ao bolsonarismo, incentivado por pessoas e de forma compulsiva. Somando a crise do coronavírus e a concorrência que chegou, acabou quebrando.

A história é real. Ele por exemplo vendeu a loja hoje do Magazine dos Importados. O prédio do Casa Grande e outros imóveis eram dele. As apostas compulsivas acabaram tudo.

Agora, está vivendo de reciclagem e diz que vai tentar a vida de novo em São Paulo. Rico, que perdeu a riqueza financeira, alerta: “não apostem em política”.

Durante o desabafo, ele também afirmou que pretende viajar para São Paulo, onde deseja recomeçar a vida e reconstruir sua trajetória do zero.

Clique no link abaixo e veja o vídeo da entrevista.

Marqueteiro de Lula defende comunicação permanente do governo e regulação das redes sociais

O publicitário Raul Rabelo, responsável pela campanha de reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), defendeu que o governo mantenha uma comunicação mais próxima e constante com a população durante o quarto mandato. Em entrevista ao jornal O Globo, publicada neste domingo (1º), ele afirmou que a estratégia de diálogo com os eleitores […]

O publicitário Raul Rabelo, responsável pela campanha de reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), defendeu que o governo mantenha uma comunicação mais próxima e constante com a população durante o quarto mandato. Em entrevista ao jornal O Globo, publicada neste domingo (1º), ele afirmou que a estratégia de diálogo com os eleitores não pode ficar restrita aos períodos eleitorais.

“Não dá para chegar de quatro em quatro anos e recomeçar todo o processo. A experiência da campanha serve para que o campo progressista possa ter uma comunicação mais perene e constante”, declarou.

Segundo Rabelo, a oposição mantém uma atuação política contínua, principalmente nas plataformas digitais, o que exige do governo maior capacidade de apresentar suas políticas públicas e participar dos debates que mobilizam a sociedade. Ele também defendeu a regulação das redes sociais como uma medida importante para enfrentar a desinformação.

Ao avaliar a campanha presidencial de 2026, o publicitário rejeitou as críticas de que a comunicação de Lula teria cometido um erro ao concentrar o primeiro turno na apresentação dos resultados do governo. Para ele, a prestação de contas era necessária, mas a crise envolvendo o Banco Master contribuiu para desmobilizar parte do eleitorado petista.

Rabelo afirmou que o desempenho de Flávio Bolsonaro (PL) no primeiro turno levou a campanha a intensificar a mobilização e ampliar a comparação entre os projetos políticos dos dois candidatos.

A estratégia do segundo turno contou com maior participação de lideranças políticas, movimentos estudantis e representantes da juventude. O publicitário também destacou a utilização de vídeos mais informais, gravados pelo próprio presidente, para ampliar sua presença nas redes sociais.

Outro ponto abordado foi a participação do deputado federal André Janones (Rede-MG), responsável pela criação do canal “Exército do Lula” no WhatsApp. Segundo Rabelo, a equipe de comunicação da campanha passou a atuar em conjunto com o parlamentar, embora ele mantivesse autonomia sobre as publicações.

Questionado sobre conteúdos compartilhados no canal que foram retirados do ar pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) por conterem informações falsas, Rabelo negou que a campanha tivesse adotado deliberadamente a desinformação como estratégia. Ele admitiu a possibilidade de erros, mas afirmou que não havia intenção de divulgar notícias falsas.

O publicitário também comentou as mudanças na coordenação da campanha, que recebeu reforços como Camilo Santana, Rafael Fonteles e Rui Costa durante o segundo turno. Segundo ele, as decisões estratégicas eram submetidas a Lula, enquanto Edinho Silva exercia a coordenação política.

Sobre a vitória eleitoral, Rabelo avaliou que o resultado não pode ser atribuído exclusivamente à rejeição a Flávio Bolsonaro. Na interpretação do marqueteiro, a comparação entre propostas, governos e trajetórias políticas também influenciou a decisão dos eleitores.

Para o novo mandato, ele considera necessário manter a comunicação institucional ativa, mas sem reproduzir permanentemente o clima de confronto da campanha eleitoral.

Por fim, Rabelo afirmou não saber se o ministro Sidônio Palmeira permanecerá à frente da Secretaria de Comunicação Social da Presidência. Questionado sobre a possibilidade de assumir um cargo no governo, descartou a hipótese.

Fonte: O Globo
Foto: Reprodução

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Escândalo do Banco Master se aproxima de dois meses de impasse no STF

O Supremo Tribunal Federal (STF) se aproxima de completar dois meses de impasse sobre as investigações envolvendo o Banco Master e suspeitas que atingem integrantes da Corte. Os processos permanecem sob responsabilidade do presidente do tribunal, Edson Fachin, enquanto os ministros ainda precisam definir como serão conduzidas as apurações. Segundo reportagem do jornalista Robson Bonin, […]

O Supremo Tribunal Federal (STF) se aproxima de completar dois meses de impasse sobre as investigações envolvendo o Banco Master e suspeitas que atingem integrantes da Corte. Os processos permanecem sob responsabilidade do presidente do tribunal, Edson Fachin, enquanto os ministros ainda precisam definir como serão conduzidas as apurações.

Segundo reportagem do jornalista Robson Bonin, publicada pela revista Veja nesse sábado (31), a crise começou a se intensificar em 1º de setembro, quando o ministro André Mendonça retirou o sigilo de um relatório da Polícia Federal com mensagens atribuídas ao banqueiro Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master.

O material levantou suspeitas sobre uma possível relação entre Vorcaro e o ministro Alexandre de Moraes. As mensagens, supostamente enviadas por meio do recurso de visualização única do WhatsApp, motivaram questionamentos sobre a eventual atuação do magistrado em favor dos interesses do banqueiro.

Moraes rejeitou as acusações e questionou a atuação de Mendonça na condução das investigações. O ministro também apontou possíveis irregularidades em relatórios de inteligência da Polícia Federal que teriam monitorado seu gabinete.

As divergências provocaram uma crise interna no Supremo. Em setembro, Mendonça chegou a determinar o afastamento do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues. A medida foi contestada pelo ministro Flávio Dino e posteriormente suspensa por Fachin, que manteve o dirigente no cargo.

No dia 12 de setembro, o presidente do STF assumiu provisoriamente a responsabilidade pelos procedimentos relacionados ao Banco Master. Desde então, a indefinição sobre a condução das investigações tem afetado a análise de pedidos apresentados pelas defesas e outras decisões processuais.

Uma nova decisão de Fachin, publicada na quinta-feira (29), estabeleceu que os processos da Operação Compliance Zero, relacionada ao Banco Master, continuarão sob a Presidência do STF pelo prazo máximo de 90 dias, contados a partir de 12 de setembro.

A determinação permite a análise de questões urgentes, como a revisão de prisões cautelares, e poderá ser reavaliada antes do encerramento do prazo, conforme o andamento dos procedimentos.

Na mesma decisão, Fachin devolveu ao ministro André Mendonça a relatoria das investigações da Operação Sem Desconto, que apura irregularidades relacionadas ao INSS.

Outro ponto que permanece sem definição é o julgamento sobre o procedimento a ser adotado na análise das suspeitas envolvendo Moraes e Mendonça.

A discussão foi interrompida em 15 de setembro, depois que Flávio Dino pediu vista dos autos. Na ocasião, o plenário analisava uma proposta para reunir dois procedimentos relacionados ao caso Master, sem chegar ao mérito das suspeitas.

O tribunal ainda deverá decidir sobre a competência para conduzir as investigações e o tratamento das informações que mencionam integrantes do próprio Supremo.

As suspeitas envolvendo magistrados e autoridades continuam dependendo de apuração. A existência de mensagens e referências nos documentos investigativos não representa, por si só, comprovação de participação em irregularidades.

Fonte:  Agência Brasil
Foto: Reprodução

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