Destaque, Notícias

Itaú deve fechar portas em Arcoverde, Araripina e cidades da RMR

Por Nill Júnior

O avanço do processo de reestruturação do sistema bancário brasileiro, marcado pelo fechamento de unidades físicas e pela digitalização dos serviços, volta a impactar diretamente cidades do interior.

Desta vez, a decisão do Itaú Unibanco de encerrar sete agências em Pernambuco, incluindo a unidade de Arcoverde, reacende o debate sobre inclusão financeira e compromisso das instituições com municípios fora dos grandes centros. A informação é da Folha das Cidades.

Considerada uma cidade polo no Sertão do Moxotó, Arcoverde conta com mais de 14 mil clientes atendidos pela agência que terá suas atividades encerradas até o dia 7 de maio de 2026.

A medida tem gerado forte repercussão entre lideranças políticas, trabalhadores do setor bancário e a população local, que já enfrenta dificuldades com a sobrecarga no atendimento presencial.

De acordo com representantes sindicais, o fechamento da unidade deve agravar ainda mais a precarização dos serviços, forçando clientes a buscarem atendimento em cidades vizinhas. O impacto também recai sobre os bancários, que deverão absorver a demanda crescente em outras agências da região, intensificando o ritmo de trabalho e pressionando a estrutura existente.

Na tentativa de reverter a decisão, o Sindicato dos Bancários de Pernambuco, por meio da subsede de Arcoverde, iniciou articulações políticas.

Em reunião realizada no dia 1º de abril com o prefeito do município, a pauta foi apresentada como prioritária, encontrando receptividade por parte da gestão municipal, que demonstrou preocupação com os efeitos econômicos e sociais da medida.

Além de Arcoverde, o plano de encerramento do banco inclui unidades localizadas em bairros e cidades estratégicas, como Conde da Boa Vista (Recife), Paulista, Candeias, Olinda, Jaboatão dos Guararapes e Araripina.

O movimento reforça uma tendência nacional de redução da presença física das instituições financeiras, que têm priorizado canais digitais.

No entanto, em regiões onde o acesso à internet e à tecnologia ainda enfrenta limitações, o fechamento de agências levanta questionamentos sobre o impacto na economia local e na inclusão de milhares de usuários do sistema bancário.

Outras Notícias

São José do Egito: prefeitura comemora queda em índice de infestação do Aedes

Em nota, a Prefeitura de São José do Egito comemorou a redução do Índice de Infestação Predial, ou seja, a quantidade de casas que possuem foco do mosquito da dengue. O número hoje é de 0,6%, menor do que preconiza o Ministério da Saúde que é de até 1%. “A atual administração assumiu em Janeiro […]

Em nota, a Prefeitura de São José do Egito comemorou a redução do Índice de Infestação Predial, ou seja, a quantidade de casas que possuem foco do mosquito da dengue.

O número hoje é de 0,6%, menor do que preconiza o Ministério da Saúde que é de até 1%.

“A atual administração assumiu em Janeiro de 2017. Eram apenas seis agentes de endemias, hoje o município conta com vinte e um”, diz a gestão em nota.

São José do Egito é um dos municípios do Brasil que compra o seu próprio larvicida. No programa de combate ao mosquito transmissor da dengue, zika e Chikungunya, são executados mutirões de informação. “A população é grande parceira nessa guerra”.

Câmara de São José do Egito aprova Moção de Repúdio ao cantador Gilberto Alves

Na sessão ordinária da Câmara de Vereadores de São José do Egito realizada na noite desta segunda (25), foi aprovada moção de repúdio ao poeta e cantador Gilberto Alves. Subscrita por todos os parlamentares, a matéria foi um dos destaques da reunião. Após divulgação no blog de que o poeta negou o uso de sua […]

História revoltou comunidade artística e rendeu Moção de Repúdio

Na sessão ordinária da Câmara de Vereadores de São José do Egito realizada na noite desta segunda (25), foi aprovada moção de repúdio ao poeta e cantador Gilberto Alves. Subscrita por todos os parlamentares, a matéria foi um dos destaques da reunião.

Após divulgação no blog de que o poeta negou o uso de sua imagem na Olimpíada da Língua Portuguesa por parte de estudantes da Escola de Referência Oliveira Lima, o que impediu que o educandário participasse da fase nacional com ampla chance de ser vitorioso, além de tratar de forma grosseira alunos e professor.

Não bastasse, quis desqualificar o município do título de Berço Imortal da Poesia. Os parlamentares entenderam que deveriam dar resposta em forma de repúdio pelo mal causado principalmente aos estudantes.

Os alunos prejudicados estiveram presentes na sessão e a matéria entrou em votação sendo aprovada por unanimidade.

Opinião: Robin Hood às avessas

Por Lucas Ramos O que o Governo de Pernambuco poderia fazer com R$ 200 milhões de receitas extras? Recuperar quilômetros de estradas. Construir novas Escolas Técnicas e de tempo integral. Ampliar o acesso à água, a partir de novas adutoras ou através da perfuração de poços e implantação de Sistemas Simplificados de Abastecimento. Construir novos […]

Por Lucas Ramos

O que o Governo de Pernambuco poderia fazer com R$ 200 milhões de receitas extras? Recuperar quilômetros de estradas. Construir novas Escolas Técnicas e de tempo integral. Ampliar o acesso à água, a partir de novas adutoras ou através da perfuração de poços e implantação de Sistemas Simplificados de Abastecimento. Construir novos Centros Comunitários da Paz – Compaz. Hospitais para aumentar a cobertura de Saúde em nosso Estado. Projetos de inegável importância para a melhoria da qualidade de vida dos pernambucanos.

A realização de sonhos, a tão esperada geração de empregos e distribuição de renda. Os valores, no entanto, correm sério risco de nunca mais serem repassados. Agindo como um Robin Hood às avessas, a liderança do Governo Bolsonaro no Congresso Nacional, orquestrou uma manobra nos bastidores que impediu que essas novas receitas chegassem. Trabalhou para prejudicar Pernambuco e Nordeste e favorecer Estados mais ricos.

Os R$ 200 milhões seriam provenientes das novas regras de partilha entre Estados e municípios da cessão onerosa da exploração de petróleo no Brasil, previstas para o próximo megaleilão que acontecerá no mês de novembro. A estimativa é de que o novo certame arrecade R$ 106,6 bilhões. No projeto que passou pelo Senado, Pernambuco teria uma receita extra com a operação de R$ 695 milhões. Mas com as digitais do líder do Governo Federal nas negociações, esse valor despencou para R$ 489,8 milhões na proposta votada semana passada na Câmara dos Deputados – votação considerada simbólica, pois não foram identificados os votos de cada um dos parlamentares. Em valores absolutos, trata-se da maior perda entre os Estado brasileiros.

Pior. A nova divisão fez com que dos 10 estados que mais ganham com a partilha, cinco sejam do eixo Sul/Sudeste e Centro-Oeste. O Norte e Nordeste foram colocados de lado pelo líder do Governo Bolsonaro. No total, os nove estados nordestinos deixarão de receber R$ 1,85 bilhão. Somente São Paulo, por exemplo, saltou de R$ 93,2 milhões para R$ 632,6 milhões entre uma proposta e outra, um aumento de 573% na expectativa de arrecadação.

Qual serviço a liderança do Governo Bolsonaro no Senado esperava estar prestando aos pernambucanos e nordestinos ao operar tamanhas perdas? Em um cenário econômico ainda recessivo, onde o Governo de Pernambuco tem se destacado, com muita competência, para se manter fora do grupo de Estados com saúde financeira prejudicada, por que um de seus representantes no Senado Federal decidiu virar as costas para seu povo?

Não há respostas ou justificativas plausíveis. O projeto individualista, centrado na defesa de interesses de um pequeno grupo político, nunca deveria se sobrepor às necessidades do nosso povo pernambucano e nordestino. Corremos o risco de perder a oportunidade de melhorar o abastecimento de água, a Educação, a Saúde, a Segurança e a Economia de Pernambuco e região. De abrir mão de R$ 1,85 bilhão por ano. Por total falta de compromisso com a população.

 
Lucas Ramos é deputado estadual de Pernambuco
Encontro 2: Prefeitos levaram demandas para Paulo Câmara

Seca, resíduos sólidos, estradas e transporte escolar dominaram encontro O Presidente da Amupe, José Patriota pontuou alguns assuntos juntaente com os 26 prefeitos que tiveram encontro hoje com o governador Paulo Câmara: a seca, os resíduos sólidos e o fortalecimento dos consórcios. “Nós entendemos que muitos dos nossos problemas podem ser resolvidos apenas através de […]

ImageProxy (1)

Seca, resíduos sólidos, estradas e transporte escolar dominaram encontro

O Presidente da Amupe, José Patriota pontuou alguns assuntos juntaente com os 26 prefeitos que tiveram encontro hoje com o governador Paulo Câmara: a seca, os resíduos sólidos e o fortalecimento dos consórcios. “Nós entendemos que muitos dos nossos problemas podem ser resolvidos apenas através de consórcios, com a união dos pequenos municípios, a exemplo do encerramento dos lixões. Só um EIA (Estudo De Impacto Ambiental) e RIMA (Relatório de Impacto ao Meio Ambiente) custa em torno de R$ 600 mil, mais R$ 2 milhões para construção de um aterro sanitário, não tem condições, além da questão dos abatedouros e da saúde”.

O transporte escolar foi outro problema levantado por vários prefeitos como Alexandre José (Araripina), Adenilson (Salgadinho) e Eduardo Tabosa (Cumaru), que mencionou o subfinanciamento do transporte. “A maioria dos alunos transportados são do estado e recebemos apenas 1/3 do que é gasto, é uma conta que não fecha”, ressaltou Tabosa.

imagem-net

O prefeito José Neves (São Caetano) mencionou o projeto de um abatedouro regional que está pronto aguardando os recursos para iniciar a obra. Débora Almeida (São Bento do Una) mencionou a falta de financiamento para o TFD (Transporte fora do Domicílio) e vários outros cobraram a finalização de algumas estradas como a PE 78, PE 88 e PE 95.

Outros assuntos mais regionais ou localizados foram levados ao governador. O prefeito José Patriota sugeriu que durante a programação do Todos por Pernambuco o governador pudesse ter encontros com os prefeitos de cada região, o que facilitaria o diálogo na busca da otimização dos recursos em obras prioritárias num ano que promete ser difícil para a administração pública em todas as esferas de governo.