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Investigações revelam quadrilhas e ganho milionário por trás do desmate

Por André Luis
Foto: João Laet / AFP

Alguns dos casos investigados pela força-tarefa envolvem altas somas nos mais variados crimes ambientais

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Corrupção, formação de quadrilha, trabalho escravo, violência, grilagem, roubo de madeira. O desmatamento ilegal da Amazônia se insere em um conjunto de crimes que vai muito além do ambiental e envolve custos – e ganhos – milionários. Investigações da força-tarefa Amazônia, do Ministério Público Federal, demonstram que há elaboradas organizações criminosas por trás do problema. Nesse processo, as queimadas são apenas a sua face mais visível.

“Não vou ignorar que existe sim o desmatamento da pobreza, que é para fins de subsistência, mas o que realmente dá volume, o desmatamento de grandes proporções, que é o objeto de preocupação, é outro. No sul do Amazonas vimos cortes de 200, 500, 1 mil hectares (cada hectare equivale a cerca de um campo de futebol) de uma só vez. E isso quem faz é o fazendeiro já com rebanho considerável que quer expandir para uma área que não é dele. É o grileiro que invade uma terra pública. Não tem nada a ver com pobreza”, disse ao jornal O Estado de S. Paulo o procurador Joel Bogo, no Amazonas.

O custo para fazer um desmatamento desses é alto. Segundo ele, é de no mínimo R$ 800 por hectare, mas pode chegar a R$ 2 mil. “Depende das condições. Se tem muitas motosserras, por exemplo, ou se usa correntão. Um trator esteira, para abrir os ramais (estradas), custa centenas de milhares de reais. Em um desmate no Acre de 180 hectares, o Ibama encontrou 35 pessoas trabalhando ao mesmo tempo. Em condições análogas à escravidão”, relata.

Em pouco mais de um ano, o esforço da Procuradoria, que envolveu o trabalho de 15 procuradores em Amazonas, Rondônia, Amapá, Acre e Pará, resultou em seis operações com ações penais já ajuizadas Só no Amazonas, 33 pessoas foram denunciadas criminalmente.

Alguns dos casos investigados pela força-tarefa envolvem altas somas nos mais variados crimes ambientais. Um caso é o de uma família denunciada por extrair ilegalmente ouro ao longo de quase dez anos em garimpo no Amapá. A Polícia Federal estimou que o grupo tenha lucrado cerca de R$ 19 milhões. Em outro caso, de extração de madeira na terra indígena Karipuna, em Rondônia, o dano ambiental foi calculado em mais de R$ 22 milhões.

Nove pessoas e duas empresas foram denunciadas por invadir e lotear a terra indígena. Laudo da Política Federal descreveu grandes áreas desmatadas e construções sendo feitas para ocupação humana, sob a falsa promessa de regularização da área. A operação descreve que o desmate no local saltou de 1.195,34 hectares (de 2016 a 2017) para 4.191,37 hectares no ano seguinte.

Para Bogo, um dos casos mais exemplares foi o da Operação Ojuara, na qual o MPF denunciou 22 pessoas por corrupção, constituição de milícia privada, divulgação de informações sigilosas, lavagem de dinheiro e associação criminosa, em um processo que ocorria há anos no Acre e no Amazonas.

“Para levar a cabo o desmatamento e a grilagem (apropriação de terra pública e falsificação de documentos para, ilegalmente, tomar posse dessa terra), alguns fazendeiros tinham ramificação até em órgãos públicos”, diz Bogo. Segundo ele, havia crimes como falsidade em cartório e corrupção de servidor público. “Era um grupo organizado, que atuava até com georreferenciamento. Havia toda uma divisão de tarefas que leva à conclusão de que se tratava de crime feito de modo organizado.”

Grilagem

O desmate para especulação imobiliária é outra face do problema. A floresta é derrubada apenas para poder ser vendida. “Com floresta em pé, a terra vale pouco. O que valoriza é a derrubada Área pronta para pasto é muito mais cara”, resume Bogo.

Estudo publicado em junho na revista Environmental Research Letters mostra que grande parte dos lucros da grilagem se dá com estímulos da própria legislação. O trabalho avaliou o impacto de uma lei de 2017 que facilitou a regularização fundiária de terras da União ocupadas na Amazônia. A justificativa era dar título de terra para os mais pobres e reparar injustiças históricas com pessoas que ocuparam a região após chamado do governo federal na década de 1970 e nunca tiveram sua situação legalizada. Para ambientalistas, isso favoreceria grileiros.

“Além de usar a terra de graça por muitos anos, grileiros podem comprá-la por preços abaixo do mercado”, diz o pesquisador Paulo Barreto, da ONG Imazon, que conduziu o estudo. O trabalho avaliou perdas de receita que poderiam ocorrer com 32.490 terrenos – que somam 8,6 milhões de hectares -, e já estão no processo de receber o título de terra. “A perda de curto prazo varia de US$ 5 bilhões (cerca de R$ 20,7 bilhões) a US$ 8 bilhões (R$ 33,2 bilhões)”, calcula. Isso tem potencial de aumentar ainda mais o desmate, acrescenta, uma vez que estimula ocupações futuras com a esperança de regularizar a posse.

Outras Notícias

Sertão do Pajeú notifica apenas 8 novos casos de Covid em 24h

Casos ativos na região despencam e chegam a 28 De acordo com os boletins epidemiológicos divulgados pelas secretarias de saúde dos municípios do Sertão do Pajeú, nesta quarta-feira (23), foram notificados 8 novos casos de Covid-19, 22 recuperados e nenhum novo óbito na região nas últimas 24 horas.  Apenas quatro das dezessete cidades do Pajeú […]

Casos ativos na região despencam e chegam a 28

De acordo com os boletins epidemiológicos divulgados pelas secretarias de saúde dos municípios do Sertão do Pajeú, nesta quarta-feira (23), foram notificados 8 novos casos de Covid-19, 22 recuperados e nenhum novo óbito na região nas últimas 24 horas. 

Apenas quatro das dezessete cidades do Pajeú confirmaram novos casos. Foi 1 em Brejinho, 1 em Carnaíba, 5 em Serra Talhada e 1 em Tuparetama.

Dez cidades não registraram novos casos da doença, são elas: Afogados da Ingazeira, Calumbi, Flores, Iguaracy, Ingazeira, Santa Cruz da Baixa Verde, São José do Egito, Solidão, Tabira e Triunfo.

Já Itapetim, Quixaba e Santa Terezinha não divulgaram boletim epidemiológico.

Agora o Sertão do Pajeú conta com 51.084 casos confirmados, 50.344 recuperados (98,55%), 712 óbitos e 28 casos ativos da doença.

Arcoverde 96 anos: Wellington Maciel entrega Parque Verde Urbano

Na última terça-feira (10), o Prefeito de Arcoverde, Wellington Maciel, efetivou a entrega oficial do Parque Verde Urbano Iraci Albuquerque Maciel, marcando o início das celebrações pelos 96 anos de emancipação política da cidade. A ocasião também possibilitou ao público presente, diversos serviços e atendimentos de Saúde, Assistência Social, além de apresentações artísticas e culturais. […]

Na última terça-feira (10), o Prefeito de Arcoverde, Wellington Maciel, efetivou a entrega oficial do Parque Verde Urbano Iraci Albuquerque Maciel, marcando o início das celebrações pelos 96 anos de emancipação política da cidade.

A ocasião também possibilitou ao público presente, diversos serviços e atendimentos de Saúde, Assistência Social, além de apresentações artísticas e culturais.

“O Parque Verde Urbano amplia as nossas ações de levar de mais qualidade de vida e saúde para a população, enquanto novo equipamento urbano. A sua infraestrutura moderna preza por espaços para convivências e práticas de exercícios físicos, potencializando também uma área distante do centro da cidade, que agora valoriza os bairros do seu entorno, por meio de excelentes atrativos”, enfatizou o gestor municipal.

Considerado a maior obra de infraestrutura urbana de meio ambiente, esportes, lazer, recreação e contemplação da história do município, o equipamento urbano foi construído na antiga linha férrea da zona leste de Arcoverde, que contempla os bairros de São Geraldo, Boa Vista e Santa Luzia.

Com 20.247m², contém 8.636m² de área verde, playground de 424m² e mais de 1 km de comprimento, o equipamento conta com pista de cooper, academia completa ao ar livre, iluminação através de postes ornamentais e de jardins, brinquedos para crianças e bancos de praça, além de quatro unidades de multi-estação de musculação, oito unidades de bangalôs ecológicos e vários equipamentos multifuncionais para a prática de atividades de calistenia.

Veja imagens:

Estouramento de adutora interditou PE 320, próximo a Flores

Um grande estouramento da tubulação da Adutora do Pajeú interditou a PE 320 a dois quilômetros de Flores.”Era muita água e não tinha como passar”, disse a ouvinte Toinha Alcântara, relatando a força da água. Neste momento, a Compesa  está indo ao local para fazer o reparo do estouramento. A primeira providência foi fechar a […]

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Imagem ilustrativa

Um grande estouramento da tubulação da Adutora do Pajeú interditou a PE 320 a dois quilômetros de Flores.”Era muita água e não tinha como passar”, disse a ouvinte Toinha Alcântara, relatando a força da água.

Neste momento, a Compesa  está indo ao local para fazer o reparo do estouramento. A primeira providência foi fechar a distribuição. A via foi liberada.

Em linhas gerais, havia caído este tipo de ocorrência na área da Adutora. Também deverá ser acionado o DER para possível restauro da via, mesmo que não haja relato de grave dano à PE.

Sandrinho diz que manterá estratégia de uma entrega por semana

Sobre sucessão, Palmeira disse que não tratará do tema agora e que não aceitará pressões por antecipação do debate  O prefeito de Afogados da Ingazeira, Sandrinho Palmeira, disse hoje ao Debate das Dez do programa Manhã Total que manterá a estratégia de uma entrega por semana até dezembro desse ano. O gestor anunciou que até […]

Sobre sucessão, Palmeira disse que não tratará do tema agora e que não aceitará pressões por antecipação do debate 

O prefeito de Afogados da Ingazeira, Sandrinho Palmeira, disse hoje ao Debate das Dez do programa Manhã Total que manterá a estratégia de uma entrega por semana até dezembro desse ano.

O gestor anunciou que até o final desse ciclo de gestão serão calçadas ou asfaltadas mais 64 ruas. “Quando assumimos identificamos 160 ruas a calçar ou asfaltar em Afogados. Hoje são 126. Dessas ruas anunciadas, para 39 já temos o dinheiro”, disse.

A relação indica ruas com fontes de convênios e emendas garantidos, sem considerar as que serão feitas com recursos próprios, que não entraram na relação. Ele esteve acompanhado do vice-prefeito, Daniel Valadares.

O gestor garantiu que em março inicia a obra da ponte que liga São Cristóvão e Pacus ao São Francisco.  Também prometeu resolver ainda este ano três gargalos da gestão ainda esse ano: a entrega do pátio da feira, a municipalização do trânsito e o concurso público.

Dentre outros anúncios, o de que vai fazer em parceria com a prefeitura de carnaíba a ponte entre Alto Vermelho e Ibitiranga. Também revelou que projeta para o prédio do antigo açougue municipal a ocupação da Secretaria de Saúde, economizando R$ 15 mil mês com aluguel.

Outra queixa, da fonte da Praça Arruda Câmara. “O conserto custará R$ 56 mil. Pedimos um orçamento para resolver e dar mais vida útil à fonte”, informou.

Sobre sucessão, Sandrinho Palmeira recuou em relação à uma fala anterior, quando já se assumiu candidato a reeleição. Disse que não vai ser colocado em canto de parede, ou seja, pressionado por ninguém sobre o tema. Também que discutir a questão agora pode tirar o foco de sua gestão. Foto: Cláudio Gomes.

Itapetim: Câmara de Vereadores aprova PL do Executivo para crédito de R$ 4 milhões

Por André Luis Na última sessão da Câmara de Vereadores de Itapetim, realizada com grande participação popular, foram discutidos e aprovados diversos projetos e iniciativas que visam a melhoria da qualidade de vida dos cidadãos do município. O presidente da Câmara, Júnior de Diógenes, iniciou a sessão com elogios à Prefeitura e à Diretoria de […]

Por André Luis

Na última sessão da Câmara de Vereadores de Itapetim, realizada com grande participação popular, foram discutidos e aprovados diversos projetos e iniciativas que visam a melhoria da qualidade de vida dos cidadãos do município. O presidente da Câmara, Júnior de Diógenes, iniciou a sessão com elogios à Prefeitura e à Diretoria de Empreendedorismo pela iniciativa do programa Qualifica Itapetim, que busca proporcionar capacitação e empregos para a população.

Além disso, o Presidente Júnior de Diógenes destacou o excelente trabalho realizado pela Secretaria de Educação e sua equipe no desfile do Dia 7 de Setembro, enaltecendo a dedicação e a excelência demonstradas durante o evento cívico na cidade.

Uma notícia especialmente relevante foi a apresentação e aprovação do Projeto de Lei do Executivo n° 015/2023. Este projeto solicita a abertura de um crédito adicional no valor de R$ 4 milhões, com o objetivo de calçar e asfaltar 25 ruas do município. Essa iniciativa representa um importante avanço na infraestrutura de Itapetim e foi possível graças às emendas dos Deputados Gonzaga Patriota, que arrecadou R$ 2,5 milhões, e Felipe Carreras, que arrecadou R$ 1,5 milhões.

A vereadora Edilene Lopes também apresentou uma indicação (n°135/2023) solicitando o conserto do esgoto em uma rua projetada no distrito de São Vicente, demonstrando preocupação com as necessidades da comunidade local.

A sessão também foi marcada por momentos de homenagens póstumas, onde vereadores prestaram reverência aos falecidos do município, com o intuito de confortar suas famílias. O vereador Silvânio homenageou Evilazio Messias Nunes, Alice Conceição da Silva e Priminho, enquanto o vereador Romão prestou homenagens a Erasmo Felismino de Almeida e Raimundo Batista Alves. Os vereadores Júnior e Bernardo homenagearam Maria Rangel de Almeida e Pedro de Duzinha.

A sessão foi concluída com a palavra concedida aos vereadores por 10 minutos, permitindo que eles apresentassem seus trabalhos e projetos à comunidade. Essas reuniões na Câmara Municipal de Itapetim continuam sendo espaços fundamentais para debater as demandas da população e buscar soluções para o progresso da cidade.

A próxima sessão está agendada para o dia 20 de setembro de 2023, e todos os cidadãos são convidados a participar e contribuir com ideias e sugestões para o desenvolvimento do município.