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Inocêncio pagou para ver e viu

Por Nill Júnior

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Coluna Fogo Cruzado – Inaldo Sampaio

Por ter divergido da orientação do PR, que apoia Dilma Rousseff à reeleição, o deputado Inocêncio Oliveira perdeu o comando da legenda em Pernambuco. Ele já havia sido advertido, publicamente, por meio de nota na Folha de São Paulo, de que corria o risco de perder o cargo se declarasse apoio a Aécio Neves. Pagou para ver. E viu.

O senador Alfredo Nascimento, presidente nacional do partido, seguindo orientação do Palácio do Planalto, decretou intervenção no diretório estadual e nomeou para comandá-lo o deputado reeleito Anderson Ferreira. Inocêncio não foi a primeira vítima deste jogo bruto por insubordinação partidária.

Pelas mesmas razões, ou seja, por ter-se negado a apoiar Armando Monteiro para o governo estadual, o prefeito José Queiroz (Caruaru) foi destituído da direção regional do PDT.

Nesta sexta-feira (17), a antiga direção partidária dará uma coletiva de imprensa no Boteco do Porto do Recife, às 11h30, para anunciar a saída em bloco dos quadros do partido. Deverão abandoná-lo o próprio Inocêncio, o secretário-geral José Marcos de Lima, o deputado federal eleito Sebastiao Oliveira, o deputado estadual reeleito Alberto Feitosa e o deputado estadual eleito Rogério Leão. Isso sem falar em muitos prefeitos.

Outras Notícias

Advogado assistente de acusação tem convicção de que mais de uma pessoa participou do crime contra Yasmin

Profissional diz que confia no trabalho da polícia e diz que sociedade terá resposta em até oito dias O advogado Cláudio Soares, que auxilia como assistente de acusação a família da pequena Yasmin Pereira, assassinada no último dia 5, em Ibitiranga, distrito de Carnaíba, disse não ter dúvidas da participação de mais uma ou duas […]

Profissional diz que confia no trabalho da polícia e diz que sociedade terá resposta em até oito dias

O advogado Cláudio Soares, que auxilia como assistente de acusação a família da pequena Yasmin Pereira, assassinada no último dia 5, em Ibitiranga, distrito de Carnaíba, disse não ter dúvidas da participação de mais uma ou duas pessoas além do adolescente investigado pela polícia.

Ele voltou a cobrar mais informações sobre o caso para que a opinião pública tenha conhecimento de como andam as investigações, mas disse ter convicção de que o trabalho técnico, que combina amostras colhidas no local do crime e corpo de Yasmin, ao serem confrontadas com suspeitos e cena do crime apontarão os responsáveis.

“Há um adulto preso e um menor apreendido. Há indícios de que a criança tenha sido abusada sexualmente a ainda morta por objeto cortante de forma contundente. Acho muito difícil que uma só pessoa tenha cometido esse crime. Acredito na participação de mais uma ou duas pessoas”, afirmou, dizendo que a confirmação só virá com o resultado das perícias que serão determinantes.

Ele disse também que é importante o zelo nessa fase das autoridades para garantir no futuro um julgamento com robustez de provas. As perícias estão sendo conduzidas pela Unidade Regional de Polícia Científica do Sertão do Pajeú, em Afogados da Ingazeira.

Pai agradece solidariedade

O pai da pequena Yasmin Pereira, morta dia 5, Claudionor Cordeiro da Silva, diz ao programa Manhã Total, da Rádio Pajeú,  como faz pra sustentar seus quatro filhos e a esposa, que está depressiva. Ele trabalha de 5 às 9 da manhã como gari, recebendo meio salário mínimo.

Para quem puder ajudar, o pix é 08166089467 (CPF) em nome de CLAUDIONOR CORDEIRO DA SILVA. A Escola de Yasmin e populares querem lançar uma campanha para ele conseguir uma casa digna. Além dele, participaram do Debate das Dez a Diretora da Escola José Batista Neto, Adriana Marques, a tia da criança, Jaqueline Cordeiro, e Alexandro Ramos, o Sandrinho, que encontrou o corpo da menina no dia 6.

Brasil assina acordo que permite aos EUA lançar satélites da base de Alcântara

G1 Representantes dos governos do Brasil e dos Estados Unidos assinaram nesta segunda-feira (18) em Washington (EUA) um acordo de salvaguardas tecnológicas (AST) para permitir o uso comercial do centro de lançamento de Alcântara, no Maranhão. Na prática, o acordo prevê que os Estados Unidos poderão lançar satélites e foguetes da base maranhense. O território […]

G1

Representantes dos governos do Brasil e dos Estados Unidos assinaram nesta segunda-feira (18) em Washington (EUA) um acordo de salvaguardas tecnológicas (AST) para permitir o uso comercial do centro de lançamento de Alcântara, no Maranhão.

Na prática, o acordo prevê que os Estados Unidos poderão lançar satélites e foguetes da base maranhense. O território continuará sob jurisdição brasileira.

O acordo foi assinado em uma cerimônia na Câmara Americana de Comércio. Do lado do Brasil, assinaram o acordo os ministros Ernesto Araújo (Relações Exteriores) e Marcos Pontes (Ciência e Tecnologia). O presidente Jair Bolsonaro acompanhou a assinatura.

Bolsonaro está em visita oficial aos EUA e terá um encontro nesta terça-feira (19) com o presidente norte-americano Donald Trump.

O compromisso entre os países é um dos principais atos previstos para a viagem de Bolsonaro. Até a última atualização desta reportagem, o conteúdo do acordo ainda não havia sido divulgado.

Para entrar em vigor, o acordo exige a aprovação do Congresso Nacional, de acordo com o embaixador do Brasil em Washington, Sérgio Amaral.

O acordo de salvaguardas tecnológicas entre Brasil e EUA é negociado desde os anos 2000, chegou a ser assinado, porém foi rejeitado pelo Congresso brasileiro. O compromisso tem cláusulas que protegem a tecnologia usada pelos dois países.

Esperança está diminuindo, diz governador de Minas em Mariana

A esperança está acabando rapidamente. Esse foi o tom da entrevista coletiva do governador de Minas Gerais, Fernando Pimentel (PT), na manhã deste domingo (8), em Mariana. Na última quinta-feira (5), duas barragens administradas pela empresa Samarco romperam, derramando um mar de lama em rios e praticamente destruindo o subdistrito de Bento Rodrigues. Em um clima […]

fernando-pimentel-governador-de-minas-gerais-em-entrevista-na-cidade-de-mariana-1446995178165_300x300A esperança está acabando rapidamente. Esse foi o tom da entrevista coletiva do governador de Minas Gerais, Fernando Pimentel (PT), na manhã deste domingo (8), em Mariana. Na última quinta-feira (5), duas barragens administradas pela empresa Samarco romperam, derramando um mar de lama em rios e praticamente destruindo o subdistrito de Bento Rodrigues.

Em um clima de muito pesar, Pimentel declarou que dificilmente os funcionários da Samarco desaparecidos serão encontrados vivos. “Os 13 trabalhadores que estavam em cima da barragem na hora do acidente, lamentavelmente, têm poucas chances de estarem vivo. Temos de reconhecer isso.”

Ele manteve o tom sombrio, embora menos categórico, a respeito dos demais desaparecidos. “Os outros 15 não sabemos. Quem sabe a gente ainda pode localizar alguém que escapou da tragédia, que ficou perdido em alguma localidade. Não quero tirar a esperança de ninguém, pode ser que consigamos achar alguém com vida, mas à medida que o tempo vai passando, a esperança vai diminuindo. Se a tragédia ocorresse à noite, mais gente teria morrido.”

Fernando Pimentel reconheceu que a falta de um sinal sonoro de alarme foi um problema grave na hora do acidente. No começo da manhã, ele sobrevoou as áreas atingidas de helicóptero, passando pelos municípios de Mariana e Barra Longa. (Uol)

Justiça de PE condena responsável de hotelzinho pela morte do menino Davi

A Justiça de Pernambuco condenou a coordenadora do Hotelzinho Menino Jesus, em Belo Jardim, a dez anos de prisão pelo crime de abandono de incapaz qualificado pela morte. A decisão, assinada pelo juiz Leonardo Costa de Brito, responsabiliza a gestora pela morte do pequeno Davi Carvalho Cavalcanti Melo, de três anos, que se afogou em […]

A Justiça de Pernambuco condenou a coordenadora do Hotelzinho Menino Jesus, em Belo Jardim, a dez anos de prisão pelo crime de abandono de incapaz qualificado pela morte.

A decisão, assinada pelo juiz Leonardo Costa de Brito, responsabiliza a gestora pela morte do pequeno Davi Carvalho Cavalcanti Melo, de três anos, que se afogou em 20 de maio de 2022 após ficar cerca de doze minutos sem supervisão.

De acordo com o processo, uma funcionária chegou a alertar a coordenadora de que o menino precisava de atenção. Mesmo assim, ela permaneceu deitada em uma cama elástica, mexendo no celular, enquanto outra criança estava ao seu lado. Imagens analisadas pela Polícia Civil mostram que, nesse intervalo, Davi conseguiu remover sozinho uma grade metálica que separava o espaço interno da área da piscina, caminhou até a água, subiu a escada e caiu, se debatendo até perder os sentidos — tudo sem que a responsável percebesse qualquer movimentação.

Um laudo da Polícia Científica apontou que a grade instalada era improvisada e frágil, incapaz de funcionar como barreira. O próprio juiz destacou que o equipamento, adquirido pela ré, servia mais como “sensação ilusória de segurança” do que como proteção real.

Na sentença, o magistrado rejeitou o pedido do Ministério Público para enquadrar o caso como homicídio culposo. Ele ressaltou que, ao assumir a coordenação e permanecer no mesmo ambiente das crianças, a acusada tinha o dever legal de vigilância — posição chamada de garantidora. Para o juiz, o abandono se configura quando há omissão no cuidado, ainda que a pessoa não deixe fisicamente o local. As imagens e os depoimentos reforçaram que a ré simplesmente não exerceu essa vigilância mínima.

O magistrado lembrou ainda que a coordenadora tinha plena ciência do risco: dias antes, outra funcionária já havia impedido que o mesmo menino chegasse à piscina. Mesmo assim, ela manteve a porta aberta e continuou usando o celular, ignorando o perigo.

Além da pena em regime inicial fechado, a acusada foi condenada a pagar R$ 100 mil de indenização por danos morais — R$ 50 mil para cada um dos pais de Davi, valor que será atualizado com juros e correção. O juiz considerou que a perda de um filho nessas circunstâncias dispensa qualquer comprovação adicional de dano emocional. A ré poderá recorrer em liberdade, já que respondeu solta ao processo e não houve indicação de risco que justificasse prisão preventiva.

A Justiça também determinou que o Ministério Público de Arcoverde seja comunicado. Em depoimento, a coordenadora afirmou ser proprietária de outro hotelzinho na cidade, supostamente em funcionamento sem licença. Para o juiz, a informação acende alerta sobre a segurança de outras crianças e exige fiscalização imediata.

Após o trânsito em julgado, será expedido o mandado de prisão e a pena deverá ser cumprida na Colônia Penal Feminina de Buíque.

Cunha autoriza processo de Impeachment contra Dilma

O Presidente da Câmara dos Deputados, Luiz Eduardo Cunha (PMDB), acaba de confirmar em coletiva que acatou pedido de Impeachment assinado por Hélio Bicudo, em parecer de 22 páginas, que será publicado hoje no Diário Oficial. O pedido questiona decretos que movimentaram  R$ 2 bi em descumprimento a Lei Orçamentária. A crítica é de que […]

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O Presidente da Câmara dos Deputados, Luiz Eduardo Cunha (PMDB), acaba de confirmar em coletiva que acatou pedido de Impeachment assinado por Hélio Bicudo, em parecer de 22 páginas, que será publicado hoje no Diário Oficial.

O pedido questiona decretos que movimentaram  R$ 2 bi em descumprimento a Lei Orçamentária. A crítica é de que mesmo aprovado e sancionado o decreto afronta a Lei Orçamentária.

Ele afirmou que a motivação não foi política e que caberá ao Congresso definir o futuro do pedido. Coincidentemente, Deputados do PT decidiram na Comissão de Ética hoje não apoiar seus pares na defesa de Cunha na Comissão de Ética.

 “Proferi a decisão com o acolhimento da denúncia”, disse em entrevista coletiva na Câmara na tarde desta quarta-feira (2).

Os deputados da oposição entregaram no dia 21 de outubro à presidência da Câmara dos Deputados um novo pedido de impeachment contra a presidente Dilma Rousseff (PT) elaborado pelos juristas Hélio Bicudo, um dos pioneiros do PT, Miguel Reale Júnior, ex-ministro da Justiça do governo Fernando Henrique Cardoso (PSDB), e Janaína Conceição Paschoal, advogada.

“A mim não tem nenhuma felicidade em praticar esse ato. Não o faço em natureza política”, declarou o presidente da Câmara. “Lamentando profundamente o que está ocorrendo. Que nosso país possa passar por esse processo, superar esse processo.”

O documento entregue em outubro incorporou as denúncias de que as chamadas pedaladas fiscais continuaram a ser praticadas este ano, com base em representação do Ministério Público do TCU (Tribunal de Contas da União). O novo pedido também é visto como uma forma de superar a discussão jurídica sobre se o impeachment pode ser aplicado com base em fatos ocorridos no mandato anterior.

Bicudo e Reale Júnior já haviam protocolado um pedido de impeachment, mas o documento original foi apresentado antes das decisões do STF e não incluía os argumentos contra as pedaladas fiscais em 2015. Além dos juristas, a professora de direito da USP, Janaína Paschoal também assina o pedido.