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Humberto saiu satisfeito do Pajeú

Por Nill Júnior

O candidato ao Senado Humberto Costa, do PT, comemorou em nota a agenda em seis cidades da região do Pajeú. Ele passou defendendo Haddad, que muitos sertanejos chamaram na visita de “Andrade”.

“Não deixaram Lula ser candidato, mas vamos dar a resposta para eles elegendo Haddad presidente do Brasil. Eles verão que quem manda é o povo e o povo quer Lula e Haddad”, disse Humberto.

A agenda começou com uma carreata com a prefeita Tânia, em Brejinho. De lá, a comitiva seguiu para Itapetim onde participou de mais uma carreata da Frente Popular, junto com o prefeito Adelmo Moura.

Em São José do Egito, Humberto esteve com o prefeito Evandro Valadares. Em Santa Terezinha, houve carreata organizada pelo prefeito Vaninho de Danda. Ainda em Santa Terezinha, a comitiva fez visita ao ex-prefeito Adeval, que anunciou apoio aos candidatos da Frente Popular.

O início da noite ficou em Afogados da Ingazeira houve a Prosa Política, da chapa majoritária. O prefeito José Patriota, que também é presidente da Amupe (Associação Municipalista de Pernambuco), comemorou a ida de Paulo, Humberto e Jarbas à cidade e afirmou que, lá, a ordem é votar na chapa completa. “Teremos uma enorme votação para a Frente Popular, vamos reeleger Paulo e os dois senadores”, se comprometeu Patriota.

Após passar por cinco municípios, a agenda encerrou em Tabira com uma caminhada e comício que reuniu diversos prefeitos da região. Humberto falou da importância de trabalhar todos os dias para eleger o representante de Lula.

Outras Notícias

Médico cubano se apaixonou no Sertão

LeiaJá Itapetim é uma pequena cidade de 13 mil habitantes do Sertão de Pernambuco. Em dezembro de 2013, nessa cidade, chegava o ortopedista Miguel Lopez Valdes, através da segunda etapa do Programa Mais Médicos (PMM). Mal imaginava o cubano que, quando finalmente tivesse que deixar o país, sairia acompanhado de esposa e filha. Até a […]

Miguel e Jessika [detalhe] têm uma filha de dois anos. Eles devem se mudar para Cuba
Montagem/Divulgação e redes sociais
LeiaJá

Itapetim é uma pequena cidade de 13 mil habitantes do Sertão de Pernambuco.

Em dezembro de 2013, nessa cidade, chegava o ortopedista Miguel Lopez Valdes, através da segunda etapa do Programa Mais Médicos (PMM). Mal imaginava o cubano que, quando finalmente tivesse que deixar o país, sairia acompanhado de esposa e filha. Até a próxima quinta-feira (6), Miguel continuará atendendo no posto médico do município. Sua saída iminente tem deixado triste uma população não acostumada a ver um médico se manter tanto tempo no mesmo cargo.

Miguel, com média de atender 30 pessoas por dia, tem recebido cerca de 60 pacientes nos últimos dias. São pessoas querendo saber se o cubano está mesmo deixando a cidade, pedindo para que ele fique, trazendo presentes ou querendo um último atendimento com o doutor que eles aprovaram. “Eu me sinto grato. É uma situação difícil, muita preocupação dos pacientes. Mas de forma geral, me sinto feliz”, diz Miguel ao LeiaJá. Ainda em dezembro, o médico deve viajar de volta para Cuba, mas não decidiu se continuará vivendo na terra natal. “É complicado ficar sem emprego. Acho que não dá para ficar aqui, infelizmente”, acrescenta.

Apesar da esposa de Lopez ser da área de saúde, eles não se conheceram por isso. A auxiliar de saúde bucal Jessika Elaine Amorim Vieira, 29, é filha da dona da pousada na qual o estrangeiro ficou alojado. “Quando Miguel veio para Itapetim, foi algo que se criou muita expectativa. Muita gente esperando. Da minha parte não houve expectativa, agi normalmente. Médicos por aqui, os que conheci, querem ser um rei. O paciente vai para a consulta com medo, não sabe o que falar. Mas minha mãe ficou muito surpresa com a simplicidade dele”, recorda Jessika. Um almoço não programado em um bar da cidade foi a ocasião em que os dois se conheceram. “Acho que foi amor à primeira vista”, sorri um Miguel nervoso, envergonhado com o clichê da frase. “A gente se identificou na hora. A gente fica falando sobre isso, ‘nossa, como foi naquela vez que a gente se conheceu?’, e a gente concorda que houve uma identificação”, completa o cubano.

Eles continuaram mantendo contato. Um namoro teve início. E depois veio Emily Vanessa, agora com dois anos e seis meses. Jessika, no início do relacionamento, já era mãe de um garoto de dois anos. “Meu filho hoje chama ele de pai”, diz ela, orgulhosa. “Eu nunca imaginei” continua Miguel, “Eu estive em vários países e isso nunca passou pela minha cabeça, de casar fora de Cuba”.

Uma estimativa da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas) aponta que 1,4 mil cubanos do Mais Médicos se casaram no Brasil. Miguel tem garantia de permanência no Brasil, não havendo risco de ficar em situação irregular no país. Temendo o desemprego, entretanto, Lopez deve voltar para Cuba. Uma viagem com a família já está sendo programada para dezembro e janeiro. Após isso, o destino deles deve ser selado.

“Minha mãe está doidinha para conhecer minha família”, ele brinca.   Miguel tem recebido grande apoio da esposa, que está disposta a abandonar a carreira na sua cidade e seguir com o companheiro para Cuba. “Não me assusto em deixar minha cidade. A base é a família. Minha família é minha filha e meu marido. Onde a base da minha família for eu vou e o que der pra eu fazer por ele eu faço. Eu não opino em nada. A decisão que ele tomar está tomada”, diz a auxiliar com firmeza.

Enquanto eles não deixam o Sertão, não param de receber visitas. Jessika diz não ter conseguido fazer a faxina porque a todo momento chegam pessoas, até aos prantos, querendo saber de Miguel e trazer presentes. Ela cita alguns dos presentes oferecidos ao companheiro: galinha, peru, passarinho, cachorro, feijão, banana, maçã, queijo, uva e morango.

O prefeito de Itapetim, Adelmo Moura (PSB), esteve no posto médico para cumprimentar o cubano e constatou o aumento de pacientes querendo ser atendidos por ele. “Eu recebi a notícia da saída dos cubanos com muita tristeza, eles são muito bons. Atendem a população muito bem. São treinados para fazer atenção básica. Tem gente que vem de outra cidade para ser atendido pelo Miguel”, afirma o prefeito.

Para Adelmo, o presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL) deveria ter recuado e negociado com mais calma a saída dos cubanos.   Apesar de uma médica já ter sido selecionada para assumir a vaga de Miguel a partir do dia 7 de dezembro, o prefeito já vê a saúde do município piorar.

Um médico do programa Estratégia Saúde da Família (ESF) saiu de Itapetim para trabalhar no Mais Médicos de uma cidade vizinha. Segundo o Conselho Nacional de Secretários Municipais de Saúde (Conasems), um terço dos brasileiros inscritos para substituir os cubanos deixou vagas em seus postos de saúde. Foi criado um déficit de 2.844 profissionais.

Os dados do conselho apontam que das 8,3 mil vagas preenchidas pelo edital do Ministério da Saúde, 34% foram ocupadas por médicos que já atuavam no ESF. O Mais Médicos oferece bolsas de R$ 11,8 mil, valor superior à média do Norte e Nordeste ofertada aos profissionais do ESF, além de uma ajuda de custo paga pelo município variando entre mil e três mil por profissional.  O médico vinculado ao Programa tem carga horária semanal de 32 horas de trabalho e oito horas dedicadas às atividades de ensino, pesquisa e extensão.

Lopez diz não gostar de falar sobre política, mas avalia que a saída dos cubanos é fruto de discriminação. Ele também afasta a versão de Bolsonaro de que os médicos seriam escravos no Brasil. “Existe um contrato que foi firmado e todo cubano sabia. Ninguém foi obrigado a vir para o Brasil nem foi enganado. Todo mundo sabia o salário e o que aconteceria no programa desde o princípio”, explica. “Houve um momento em que Cuba quebrou o contrato porque se falou para os cubanos fazerem um teste de conhecimento. Veja, os médicos cubanos trabalham em 62 países, por que o Brasil tem que fazer esse teste? Passei por exames em Cuba e no acolhimento quando cheguei no Brasil”.

Questionado sobre o governo de Cuba, o ortopedista nega que seu país viva em uma ditadura. “Quem tiver interesse em saber se Cuba é uma ditadura, que viaje e fale com a população cubana. Eu não considero que a gente viva em uma ditadura. É um socialismo que quer igualdade, mas ditadura é uma palavra muito forte. Ditadura é a Coreia do Norte. Lá em Cuba está minha mãe e meu pai, ninguém é obrigado a nada. Se existe tanta carência, tantos problemas e dificuldades no Brasil, não seria bom criticar outros países”, opina.

A esposa do médico diz ideia semelhante. “As pessoas mais carentes serão as mais prejudicadas. O presidente [eleito] se incomoda tanto com o que Cuba faz e aqui no Nordeste ainda morre criança com diarreia. É uma ingratidão. Como nós brasileiros vamos falar de Cuba se a nossa saúde e educação são precárias? Não nos dá o direito”, avalia Jessika.

Perto de se despedir da cidade onde conheceu a esposa e teve sua primeira filha, o cubano diz que sentirá saudades. Ele percebeu uma mudança no comportamento da população nos últimos anos. “Quando comecei aqui, a saúde era diferente. Hoje em dia tem melhorado muito, mas não só pelo meu atendimento”, afirma, compartilhando os louros. “Itapetim agora tem uma infraestrutura melhor. A população também mudou muito, a forma de pensar tem mudado. Hoje em dia a maioria sabe se expressar, está atenta e participa de palestras”.

Projeto de Danilo Cabral deduz integralmente do IR despesas com educação

Tramita na Comissão de Finanças e Tributação da Câmara dos Deputados o Projeto de Lei nº 164/15, de autoria do deputado federal Danilo Cabral (PSB-PE), que deduz integralmente as despesas com educação do imposto sobre a renda das pessoas físicas. A proposta altera a legislação do Imposto de Renda (Lei nº 9.250). De acordo com […]

comisso-de-educao-0806-2016-por-srgio-francs_27443487472_oTramita na Comissão de Finanças e Tributação da Câmara dos Deputados o Projeto de Lei nº 164/15, de autoria do deputado federal Danilo Cabral (PSB-PE), que deduz integralmente as despesas com educação do imposto sobre a renda das pessoas físicas.

A proposta altera a legislação do Imposto de Renda (Lei nº 9.250).

De acordo com o parlamentar, o projeto tem por objetivo tornar sem limite a dedutibilidade de despesas com instrução, para efeito da formação da base de cálculo do imposto sobre pessoa física. O socialista explica que a Constituição Federal assegura que a educação é um direto de todos e dever do Estado. “A Carta Magna visa o pleno desenvolvimento da pessoa, seu preparo para o exercício da cidadania e sua qualificação para o trabalho.”

Danilo Cabral também diz ser tempo de reconhecer, conceitualmente, que a renda investida pelo cidadão em formação e treinamento, complementando o investimento básico e insuficiente do Estado, deve reputar-se renda não sujeita à tributação.

Dilma e Aécio tentam reconstruir carreira política em Minas Gerais

Do Poder 360 A ex-presidente Dilma Rousseff (PT) e o senador Aécio Neves (PSDB) tentam reconstruir suas carreiras políticas nas eleições legislativas de Minas Gerais. Depois de sofrer processo de impeachment em 2016, a petista é favorita para a disputa mineira pelo Senado. Apesar de ter sido afastada da Presidência da República, seus direitos políticos […]

Dilma e Aécio estão confirmados no segundo turno

Do Poder 360

A ex-presidente Dilma Rousseff (PT) e o senador Aécio Neves (PSDB) tentam reconstruir suas carreiras políticas nas eleições legislativas de Minas Gerais.

Depois de sofrer processo de impeachment em 2016, a petista é favorita para a disputa mineira pelo Senado. Apesar de ter sido afastada da Presidência da República, seus direitos políticos foram mantidos e ela pode concorrer a cargos eletivos.

Ela tem 29% da intenções de votos pontuados na pesquisa Datafolha do dia 19 de setembro, seguida por Carlos Viana (PHS), com 13%, Rodrigo Pacheco (DEM), com 10%, e Dinis Pinheiro (SD), com 7%, que disputam a 2ª vaga. Em 2018, são eleitos 2 senadores.

Já o tucano adotou uma campanha mais discreta e desistiu da reeleição ao Senado para ser candidato a deputado federal. Aécio não aparece no palanque do candidato a governo do PSDB e seu afilhado político, Antonio Anastasia.

Seu 1º evento de campanha foi em uma fazenda na cidade de mineira de Teófilo Otoni, distante 446 quilômetros da capital Belo Horizonte. Para chegar no local do evento era preciso percorrer 2 quilômetros por uma estrada de terra.

O senador ficou a menos de 3 pontos percentuais dos votos válidos da candidata vencedora Dilma Rousseff no 2º turno das eleições presidenciais de 2014, Aécio pontuou 48,36% contra 51,64% de Dilma. Ele era visto como nome natural do partido para participar do pleito nas eleições para presidente de 2018.

Em maio de 2017, o mineiro foi gravado pedindo R$ 2 milhões a Joesley Batista, dono da JBS, para pagar sua defesa na operação Lava Jato. Depois disso foi afastado da presidência do PSDB e deixou de ser considerado como nome a ser candidato a presidente.

O ex-governador de São Paulo Geraldo Alckmin assumiu tanto o comando da legenda como a candidatura tucana a presidente.

Governo do Estado

O governador de Minas Gerais, Fernando Pimentel (PT), enfrenta dificuldades para se reeleger. O candidato Antonio Anastasia (PSDB) está com 33% das intenções de votos enquanto o petista está com 23%. Os dados são da pesquisa Datafolha do dia 19 de setembro.

O ex-prefeito de Belo Horizonte Marcio Lacerda, então filiado ao PSB, tentou ser candidato ao governo mineiro, mas as executivas nacionais do PT e do PSB fizeram 1 acordo que resultou na retirada de sua candidatura e o apoio do PSB ao Pimentel em Minas Gerais.

Pesquisa do Datafolha do dia 22 de agosto, a última que incluía 1 cenário com Lacerda, indicava que ele estava em 3º lugar, com 9% das intenções de voto, atrás de Pimentel, com 20%, e de Anastasia, com 29%.

A negociação entre PT e PSB também passou pela desistência da candidata petista Marília Arraes ao governo de Pernambuco e pelo apoio do PT a reeleição do governador Paulo Câmara (PSB). Por conta disso, o PSB nacional decidiu pela neutralidade nas eleições presidenciais em vez de apoiar o candidato Ciro Gomes (PDT).

Mesmo com a decisão da Executiva Nacional pessebista, Lacerda decidiu por insistir com a candidatura. Ele registrou no TRE-MG (Tribunal Regional Eleitoral de Minas Gerais) sua intenção de disputar o governo mineiro e Adalclever Lopes (MDB) como seu vice.

O ex-prefeito da capital mineira desistiu de disputar o pleito e anunciou a desfiliação do PSB. Adalclever entrou no seu lugar na disputa estadual.

O MDB inicialmente faria parte da coligação do PT em Minas Gerais, mas Dilma Rousseff foi contra pelo fato da sigla ter apoiado seu impeachment. Os emedebistas embarcaram na candidatura de Lacerda e assumiram a cabeça de chapa quando ele desistiu da disputa com a Executiva Nacional do PSB.

Danilo Cabral: Reforma Trabalhista foi um estelionato contra o trabalhador

O deputado federal Danilo Cabral voltou a criticar hoje (28), o texto da Reforma Trabalhista do Presidente Temer, aprovada na Câmara, depois de tomar conhecimento dos dados da Pesquisa da PNAD Contínua divulgada pelo IBGE – Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A Pesquisa mostrou que a taxa média de desemprego no Brasil atingiu […]

O deputado federal Danilo Cabral voltou a criticar hoje (28), o texto da Reforma Trabalhista do Presidente Temer, aprovada na Câmara, depois de tomar conhecimento dos dados da Pesquisa da PNAD Contínua divulgada pelo IBGE – Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A Pesquisa mostrou que a taxa média de desemprego no Brasil atingiu 12,7% – a maior da série histórica das Pesquisas, desde 2012.

Danilo classificou a Reforma como um grande estelionato. “Os dados da PNAD só ratificam nossa posição de que essa Reforma Trabalhista do Presidente Temer é um grande estelionato contra o trabalhador brasileiro”, criticou, lembrando que ela foi apresentada como uma alternativa que iria gerar muitas oportunidades de emprego, a partir da flexibilização das relações de trabalho.

Hoje o deputado recebeu membros da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Comércio, preocupados com as consequências da Reforma.

Na próxima semana, inclusive, será instalada no Congresso a Comissão Mista que vai avaliar as emendas parlamentares apresentadas sobre o tema. Foram, ao todo, 967 propostas de mudança ao texto do Projeto de Lei – um número recorde.

O deputado socialista, inclusive, foi um dos que mais apresentou emendas ao Projeto de Lei (PL 6787/2016), todas no intuito de tirar do texto pontos que ameaçam os direitos dos trabalhadores, como a que foca no chamado trabalho intermitente, que é o contrato de trabalho não contínuo, mas subordinado. Pelo texto original, o trabalho pode ser determinado em horas, dias ou meses, independentemente do tipo de atividade do empregado.

Na avaliação de Danilo Cabral, a nova possibilidade criada transfere do risco do negócio da empresa para o empregado, que fica à disposição integral do empregador na espera de ser chamado para executar o trabalho, o que obviamente representa precarização das relações trabalhistas.

Moro marca primeiras audiências de processo sobre sítio de Atibaia na Lava Jato

G1 O Juiz federal Sérgio Moro, responsável pelos processos da Lava Jato na primeira instância, marcou, para fevereiro de 2018, o início das audiências do processo que acusa o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva de receber reformas no Sítio Santa Bárbara, em Atibaia, no interior de São Paulo, como propina. Ainda não há data […]

G1

O Juiz federal Sérgio Moro, responsável pelos processos da Lava Jato na primeira instância, marcou, para fevereiro de 2018, o início das audiências do processo que acusa o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva de receber reformas no Sítio Santa Bárbara, em Atibaia, no interior de São Paulo, como propina. Ainda não há data definida para Lula ser ouvido. O despacho é desta terça-feira (7).

Segundo o Ministério Público Federal (MPF), Lula recebeu propina proveniente de seis contratos firmados entre a Petrobras e a Odebrecht e a OAS. Os valores foram repassados ao ex-presidente em reformas realizadas no sítio, dizem os procuradores. Conforme a denúncia, as melhorias no imóvel totalizaram R$ 1,02 milhão.

O ex-presidente foi denunciado por corrupção passiva e lavagem de dinheiro em maio de 2017 e se tornou réu na ação em agosto.

Lula nega as acusações e diz não ser o dono do imóvel, que está no nome de sócios de um dos filhos do ex-presidente. O ex-presidente afirma que todos os bens que pertencem a ele estão declarados à Receita Federal.

O processo começa com a oitiva das testemunhas de acusação. Em seguida, são ouvidas as testemunhas de defesa. De acordo com o juiz, os advogados do ex-presidente arrolaram 59 pessoas como testemunha de defesa.

Moro questionou a defesa de Lula sobre a possibilidade de emprestar o depoimento de algumas testemunhas. “Deve a Defesa informar se não é viável a utilização de prova emprestada em relação aos depoimentos já tomados desta mesmas testemunhas nos aludidos autos”, afirmou o juiz. Após os depoimentos das testemunhas, os réus serão ouvidos.

No dia 5 de fevereiro, Moro ouve o ex-gerente da Petrobras Eduardo Costa Vaz Musa; o ex-marqueteiro do PT João Cerqueira de Santana Filho e a mulher dele, Mônica Regina Cunha Moura.

Já no dia 7 do mesmo mês, são ouvidos os irmãos e empresários Milton Taufic Schahin e Salim Taufic Schahin; o ex-presidente da Braskem Carlos José Fadigas de Souza Filho; e o engenheiro civil Frederico Marcos de Almeida Hora Barbosa.

A acusação trata do pagamento de propina de pelo menos R$ 128 milhões pela Odebrecht e de outros R$ 27 milhões por parte da OAS. Conforme a denúncia, Lula foi beneficiado com parte desse dinheiro, por meio de obras realizadas no sítio Santa Bárbara, em Atibaia.