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Governo diz ao Congresso que dívida com ‘pedaladas fiscais’ soma R$ 57 bi

Por Nill Júnior

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Do G1

O governo federal informou nesta quarta-feira (4) à Comissão Mista de Orçamento (CMO) que deve R$ 57,013 bilhões a bancos públicos e ao Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) pelas operações financeiras chamadas de “pedaladas fiscais”. Segundo o Executivo federal, esse é o valor da dívida a ser quitada até dezembro deste ano.

Esta é a primeira vez que o governo divulga oficialmente o valor exato da dívida com as pedaladas. No mês passado, o secretário do Tesouro Nacional, Marcelo Saintive, havia informado que o passivo com os bancos públicos era de R$ 50 bilhões até o final de 2014.

Entretanto, Saintive já tinha ressaltado que haveria uma “atualização” dos valores, com a incorporação dos juros incidentes nestas operações, além de novas “obrigações” neste ano.

O secretário havia dito que o valor que poderia ser abatido da meta fiscal era de R$ 50 bilhões – mesmo com o pagamento de R$ 17 bilhões das “pedaladas” do ano passado.

Na ocasião, Saintive também admitiu que o rombo nas contas do governo, em 2015, pode superar a marca de R$ 110 bilhões, caso não ocorra o leilão das hidrelétricas, marcado para dia 25 deste mês, e se forem pagas até dezembro todas as “pedaldas” do ano passado.

Atraso em repasses: As chamadas “pedaladas fiscais” consistiram no atraso dos repasses da União para bancos públicos do dinheiro de benefícios sociais e previdenciários. Essa prática fez com que instituições financeiras como Caixa Econômica Federal e Banco do Brasil usassem recursos próprios para honrar esses compromissos, numa espécie de “empréstimo” ao governo, o que é vedado pela Lei de Responsabilidade Fiscal.

Também nesta quarta, o governo informou o valor da dívida por instituição: O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES): R$ 22,438 bilhões. A do  Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS): R$ 20,737 bilhões. No caso do  Banco do Brasil: R$ 12,329 bilhões. E da  Caixa Econômica Federal: R$ 1,509 bilhão.

De acordo com o governo, esses valores já consideram os juros devidos. Segundo a tabela encaminhada pela equipe econômica do governo, os R$ 57,013 bilhões a serem pagos em dezembro deste ano são resultado de uma dívida total de R$ 51,488 bilhões e encargos de R$ 5,525 bilhões sobre a dívida.

Além disso, o documento prevê uma necessidade de suplementação orçamentária de R$ 29,318 bilhões.

Recomendação do TCU: Em razão das “pedaladas fiscais”, o Tribunal de Contas da União (TCU) aprovou, em 7 de outubro, por unanimidade, relatório do ministro Augusto Nardes recomendando rejeição.

Outras Notícias

Serra Talhada: dados confirmam queda nos números da covid-19

Segundo levantamento da Prefeitura município também tem um dos menores percentuais de letalidade no estado. A Prefeitura de Serra Talhada apresenta dados oficiais referentes à evolução da Covid-19 no município. Os dados levantados pela Secretaria de Transparência Fiscalização e Controle no último sábado (05.09) sinalizam uma tendência de queda nos números de casos confirmados, percentual […]

Segundo levantamento da Prefeitura município também tem um dos menores percentuais de letalidade no estado.

A Prefeitura de Serra Talhada apresenta dados oficiais referentes à evolução da Covid-19 no município. Os dados levantados pela Secretaria de Transparência Fiscalização e Controle no último sábado (05.09) sinalizam uma tendência de queda nos números de casos confirmados, percentual de casos ativos e aumento no percentual de casos recuperados.

De acordo com o último boletim epidemiológico da Secretaria Municipal de Saúde, divulgado na sexta-feira (04.09), foram registrados 42 novos casos no intervalo de 24 horas, somando 3.482 casos confirmados, 3.221 pacientes recuperados, 211 casos ativos em recuperação, 105 casos suspeitos, 15.034 descartados e 50 óbitos.

O gráfico apresenta a evolução diária dos casos confirmados no município, nele é possível observar claramente um perfil de queda pela qual passa o município.

Diante da consolidação dos dados desde o início da pandemia, o município apresenta um percentual de casos ativos de 6,06%, um percentual de recuperados de 92,50%. O número de casos ativos, 211, é o mesmo de aproximadamente dois meses, ou seja, números equivalentes às datas de 03 e 07 de julho, quando o município registrou 210 e 207 casos ativos respectivamente.

Câmara de Petrolina negou entrega de título a Bolsonaro

O presidente da Câmara de Petrolina, Aero Cruz, do MDB, negou em nota que a casa faria hoje qualquer “entrega de honrarias” ao presidente e postulante à reeleição, Jair Bolsonaro (PL). Segundo agenda divulgada ontem pelo candidato, ele receberia nesta manhã um “título cidadão” em Petrolina , onde realizou atividades de campanha e motociata De […]

O presidente da Câmara de Petrolina, Aero Cruz, do MDB, negou em nota que a casa faria hoje qualquer “entrega de honrarias” ao presidente e postulante à reeleição, Jair Bolsonaro (PL).

Segundo agenda divulgada ontem pelo candidato, ele receberia nesta manhã um “título cidadão” em Petrolina , onde realizou atividades de campanha e motociata

De acordo com a Câmara Municipal, a suposta homenagem, no entanto, nada tem a ver com os protocolos oficiais da cidade. A Casa informou que há um decreto em vigor que “suspende as solenidades de entrega de títulos honoríficos, outras honrarias e demais eventos solenes durante o período eleitoral”.

Na verdade,  houve uma manifestação do ex-ministro do Turismo Gilson Machado, candidato ao Senado pelo PL em Pernambuco, indicando que Bolsonaro era cidadão de Petrolina, segundo reportagem do UOL.

Moradores do entorno do lixão de Afogados: sofrendo e esquecidos

O MP tem brigado, mas uma  das questões que ainda causa gargalos e precisa ser respondida com mais velocidade pelos agentes públicos é a necessidade de um plano sério  de tratamento de resíduos sólidos, na busca de cumprimento do Termo de Ajustamento de Conduta – TAC, cujo prazo inicial já foi descumprido e prorrogado. Em Afogados, […]

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Queima do lixão continua sem ação de combate. e quando moradores do entorno terão a paz desejada…

O MP tem brigado, mas uma  das questões que ainda causa gargalos e precisa ser respondida com mais velocidade pelos agentes públicos é a necessidade de um plano sério  de tratamento de resíduos sólidos, na busca de cumprimento do Termo de Ajustamento de Conduta – TAC, cujo prazo inicial já foi descumprido e prorrogado.

Em Afogados,  moradores afetados na área não sabem mais o que fazer com o problema que se arrasta a anos da queima de material no lixão da cidade.

Tal problema tem causado sérios danos  ao meio ambiente e às famílias do entorno, com destaque para comunidades de Poço de Pedra e Residencial Miguel Arraes. São vários moradores, principalmente crianças e idosos, sofrendo com toda sorte de problemas de saúde, principalmente respiratórios.

Chama a atenção que, provocada, a prefeitura local alega não haver o que ser feito, diante da dificuldade de parcerias e captação de recursos para implementação do plano acordado com o MP. Admite que a questão deverá se arrastar para a próxima gestão.

Com base nesses relatos, há reconhecimento de que alguns passos foram dados, como projeto embrionário de coleta seletiva, mas, em nome de moradores daquela área, enquanto não há cumprimento da política de resíduos sólidos, ação emergencial é necessária em nome da qualidade de vida das pessoas daquela área.

Sertânia : oposição diz que prefeitura não concluiu limpeza de Açude em Distrito

A oposição do prefeito Guga Lins denuncia que o gestor de  Sertânia divulgou por bastante tempo a realização da limpeza e desassoreamento do açude do distrito de Albuquerque-Né. Porém, a obra, que chegou a ser iniciada, parou faz seis meses. O trator de esteira da prefeitura que trabalhava no local quebrou e o serviço foi interrompido.

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A oposição do prefeito Guga Lins denuncia que o gestor de  Sertânia divulgou por bastante tempo a realização da limpeza e desassoreamento do açude do distrito de Albuquerque-Né. Porém, a obra, que chegou a ser iniciada, parou faz seis meses. O trator de esteira da prefeitura que trabalhava no local quebrou e o serviço foi interrompido.
Ministro do Turismo obteve recursos desviados da Petrobras, diz Janot

Em despacho enviado no fim de abril ao Supremo Tribunal Federal, o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, disse que o ministro do Turismo, Henrique Eduardo Alves, atuou para receber recursos desviados da Petrobras em troca de favores para a empreiteira OAS. A informação é do jornal Folha de S.Paulo. De acordo com o jornal, uma […]

henrique-eduardo-alves-abrEm despacho enviado no fim de abril ao Supremo Tribunal Federal, o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, disse que o ministro do Turismo, Henrique Eduardo Alves, atuou para receber recursos desviados da Petrobras em troca de favores para a empreiteira OAS. A informação é do jornal Folha de S.Paulo.

De acordo com o jornal, uma parte do dinheiro do esquema investigado na Operação Lava Jato teria sido utilizado para abastecer a campanha de Henrique Eduardo Alves ao governo do Rio Grande do Norte nas últimas eleições, em 2014. Na ocasião, Alves foi derrotado.

Janot afirmou ainda que a negociação também envolveu o presidente afastado da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), e o ex-presidente da OAS Léo Pinheiro. Cunha e Alves teriam atuado para beneficiar empreiteiras no Congresso Nacional em troca de doações.

Ainda segundo Janot, “houve, inclusive, atuação do próprio Henrique Eduardo Alves para que houvesse essa destinação de recursos, vinculada à contraprestação de serviços que ditos políticos realizavam em benefício da OAS […] Tais montantes (ou, ao menos, partes deles), por outro lado, adviriam do esquema criminoso montado na Petrobras e que é objeto do caso Lava Jato”.

Henrique Eduardo Alves foi ministro do Turismo na gestão da presidente afastada Dilma Rousseff e agora novamente no governo Temer.

O processo se encontra oculto e, portanto, não é possível saber se houve decisão do STF pela abertura do inquérito. As suspeitas são de corrupção ativa, passiva e lavagem de dinheiro.

O pedido de inquérito cita ainda outros nomes fortes do governo Temer, inclusive o próprio presidente em exercício, e ainda o ministro Geddel Vieira Lima, da Secretaria de Governo, e Moreira Franco, secretário-executivo do Programa de Parcerias de Investimento.

A Procuradoria-Geral da República baseia a investigação em mensagens apreendidas no celular de Léo Pinheiro.

Em nota, o ministro Henrique Alves afirmou que todas as doações recebidas em 2014 foram registradas e aprovadas pela Justiça Eleitoral.