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Governo deixa de aplicar R$ 171 bilhões na saúde pública desde 2003, diz nota

Por Nill Júnior

O Ministério da Saúde deixou de aplicar cerca de R$ 171 bilhões no Sistema Único de Saúde (SUS) desde 2003. O valor é superior ao que Estados e municípios gastam no setor durante um ano – R$ 142 bilhões em 2013, por exemplo. A conclusão é o do Conselho Federal de Medicina (CFM), que, com base em dados do Sistema Integrado de Administração Financeira (Siafi), revela os resultados da falta de qualidade da gestão financeira em saúde.

As informações veem na esteira da divulgação de pesquisa encomendada pelo CFM ao Instituto Datafolha, e que, dentre outros pontos revelou: para 77% da população brasileira, o dinheiro destinado ao SUS não é bem administrado. Mais da metade dos entrevistados também acreditam o SUS não tem recursos suficientes para atender bem a todos.

Segundo o presidente da CFM, Carlos Vital, essa percepção sobre as finanças do setor está diretamente relacionada à má gestão dos recursos públicos na área. “A administração dos recursos da saúde tem sido preocupação recorrente dos Conselhos de Medicina. A população brasileira tem o direito de saber onde, como e se os recursos que confiamos aos governos estão sendo bem aplicados. No caso da saúde, isso é ainda mais proeminente, tendo em vista as dificuldades de infraestrutura que milhares de pacientes, médicos e outros profissionais de saúde enfrentam todos os dias”, declarou Vital.

No período apurado, cerca de R$ 1,2 trilhão foi autorizado para o Ministério da Saúde no Orçamento Geral da União (OGU). Os desembolsos, no entanto, chegaram a pouco mais de R$ 1 trilhão. Em 2014, apesar do maior orçamento já executado na história da pasta – quase R$ 107 bilhões –, o valor efetivamente gasto representou 91% do que havia sido previsto.

Ao que os dados do próprio governo indicam, o Governo também está longe de executar os recursos previstos para este ano – cerca de R$ 121 bilhões. Deste total, até agosto, R$ 69,4 bilhões (57% do valor) haviam sido efetivamente gastos, incluindo os restos a pagar quitados – compromissos assumidos em anos anteriores transferidos para os exercícios seguintes. Se considerada a projeção média de gastos mensais da pasta, atualmente em R$ 8,7 bilhões, serão desembolsados até dezembro pouco mais de R$ 104 bilhões, isto é, quase R$ 17 bilhões a menos que o montante previsto.

O presidente da autarquia também lembrou que, apesar dos avanços do SUS, um de seus grandes gargalos é o subfinanciamento. “O Brasil é o único país do mundo que tem uma rede de saúde pública universal e, ao mesmo tempo, vê o mercado privado e as famílias gastarem diretamente mais dinheiro do que o Estado. Aqui, o gasto público representa 46% do total aplicado em saúde, o que contraria o que acontece em muitos países de sistemas semelhantes ao brasileiro, onde a média de investimento público supera 70%”.

Falta de investimentos em obras e equipamentos – Outro termômetro do mau desempenho no uso dos recursos disponíveis está nos investimentos. Os dados apurados pelo CFM mostram ainda que, dos recursos autorizados no orçamento do Ministério da Saúde entre 2003 e agosto de 2015, mais de R$ 96,4 bilhões deveriam ter sido destinados a melhoria da infraestrutura (realização de obras e aquisição de equipamentos) em saúde. No entanto, apenas R$ 35,5 bilhões foram efetivamente gastos e outros R$ 60,9 bilhões deixaram de ser investidos.

Para este ano, a dotação prevista para o gasto nobre da administração em saúde é de quase R$ 10,4 bilhões. No entanto, até 31 de agosto, R$ 1,9 bilhão (18%) foi efetivamente pago pelo Ministério da Saúde. Neste ritmo de aproximadamente R$ 234 milhões por mês, a expectativa é de que, ao final do ano, apenas R$ 2,8 bilhões sejam realmente investidos.

Com recursos escassos, menos unidades de saúde serão dotadas de infraestrutura e equipamentos em quantidade e qualidade suficientes para prover assistência à população. “Mesmo considerando os contingenciamentos, se não houver um esforço para priorizar a Saúde, a população brasileira certamente será ainda mais prejudicada pela falta de infraestrutura e equipamentos fundamentais para a assistência”, avalia Carlos Vital, presidente do CFM.

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Outras Notícias

Patriota não quer o lugar de Ângelo na Assembleia

Em sua coluna de hoje na Folha de Pernambuco, o Jornalista Inaldo Sampaio diz que o PSB já trabalha com a hipótese de o deputado Ângelo Ferreira eleger-se prefeito de Sertânia. Caso isso aconteça, a cadeira que ele ocupa na Assembleia Legislativa será disputada por um socialista do Pajeú. O candidato natural seria o prefeito […]

LJA_54111Em sua coluna de hoje na Folha de Pernambuco, o Jornalista Inaldo Sampaio diz que o PSB já trabalha com a hipótese de o deputado Ângelo Ferreira eleger-se prefeito de Sertânia.

Caso isso aconteça, a cadeira que ele ocupa na Assembleia Legislativa será disputada por um socialista do Pajeú.

O candidato natural seria o prefeito José Patriota (Afogados), que não quer. O seu projeto é a Câmara Federal, diz o jornalista.

Com Lula e Marta, PSOL oficializa candidatura de Boulos à Prefeitura de SP

O PSOL confirmou na tarde deste sábado (20) Guilherme Boulos (PSOL) como candidato a prefeito de São Paulo nas eleições de 2024. A homologação da candidatura aconteceu em evento no Expo Center Norte, na Zona Norte da capital paulista, com transmissão pela internet. O presidente Lula esteve no local. Pela primeira vez na história, o […]

O PSOL confirmou na tarde deste sábado (20) Guilherme Boulos (PSOL) como candidato a prefeito de São Paulo nas eleições de 2024.

A homologação da candidatura aconteceu em evento no Expo Center Norte, na Zona Norte da capital paulista, com transmissão pela internet.

O presidente Lula esteve no local. Pela primeira vez na história, o PT não lançará candidato cabeça de chapa para a prefeitura da capital paulista. O partido indicou a ex-prefeita Marta Suplicy para vice na chapa.

Na última pesquisa Datafolha, de 5 de julho, Ricardo Nunes (MDB) e Boulos (PSOL) estavam empatados tecnicamente, com 24% e 23%, respectivamente.

O PSOL irá concorrer com 48 candidatos a vereador em coligação com a Rede.

Com a frase de campanha “Amor por São Paulo, Guilherme Boulos (PSOL), afirmou que a capital “precisa de um prefeito que cuide do seu patrimônio mais importante: as pessoas que vivem nessa cidade”.

“Vamos ter o desafio de mostrar para a cidade que enfrentar as desigualdades é bom para todo mundo”, completou Boulos.

Durante o discurso, Boulos mencionou alguns projetos de sua campanha na área da educação, como a implementação de ensino integral em escolas da capital e a ideia de um “mutirão para acabar com o analfabetismo”.

O presidente Lula, em seu discurso, mencionou que a candidatura de Boulos não é só pelo PT. “É o candidato do PT, do PDT, de todos os oito coligados”, disse Lula.

“Eu conheci esse jovem aqui protestando na frente do meu apartamento em São Bernardo, defendendo o MTST, defendendo moradia, eu não conhecia ele. O primeiro pensamento meu foi dar um cascudo nele. Mas, depois eu tive oportunidade de conhecer melhor o Boulos e tive oportunidade de fazer muita discussão política com o Boulos e eu quero, Boulos, que você saiba de uma coisa: eu tenho tanta fé e tanta certeza que você e a Marta vão consertar São Paulo, como se fosse eu.”, disse Lula.

Sertânia participa do 3º Ciclo de Capacitação do selo UNICEF

O município de Sertânia participou na quarta-feira (7) do 3º Ciclo de Capacitação do selo UNICEF, que aconteceu no auditório do Hotel Cruzeiro em Arcoverde e reuniu 32 municípios das regiões do Pajeú, Moxotó e Ipanema, que fazem parte do polo. Representaram Sertânia no encontro o articulador do Selo UNICEF no município Ricardo Pinheiro; o […]

O município de Sertânia participou na quarta-feira (7) do 3º Ciclo de Capacitação do selo UNICEF, que aconteceu no auditório do Hotel Cruzeiro em Arcoverde e reuniu 32 municípios das regiões do Pajeú, Moxotó e Ipanema, que fazem parte do polo.

Representaram Sertânia no encontro o articulador do Selo UNICEF no município Ricardo Pinheiro; o mobilizador do Selo Geovane Santos; a orientadora pedagógica representante da secretaria de Educação Dionice Pereira; a coordenadora do NASF Allana Vaz e a secretária de Saúde Mariana Araújo.

O evento tem como objetivo a capacitação de representantes da gestão municipal sobre a metodologia e as ferramentas de monitoramento do Selo UNICEF.

Vandinha da Saúde assegura emenda de R$ 150 mil para Tuparetama

Em parceria com o ex-deputado, Gonzaga Patriota, a vereadora de Tuparetama, Vandinha da Saúde assegurou uma emenda no valor de R$ 150 mil destinados à área da saúde do município. A emenda tem como objetivo fortalecer a infraestrutura e o atendimento nos serviços de saúde em Tuparetama. Com o montante será possível investir em equipamentos, […]

Em parceria com o ex-deputado, Gonzaga Patriota, a vereadora de Tuparetama, Vandinha da Saúde assegurou uma emenda no valor de R$ 150 mil destinados à área da saúde do município.

A emenda tem como objetivo fortalecer a infraestrutura e o atendimento nos serviços de saúde em Tuparetama. Com o montante será possível investir em equipamentos, medicamentos e melhorias nas unidades de saúde, beneficiando diretamente a população local.

A destinação dos recursos será definida em conjunto com o prefeito Sávio Torres e profissionais de saúde, levando em consideração as demandas mais urgentes e necessárias para o fortalecimento da rede de atendimento no município.

Escolha de Carlos Siqueira no PSB deve precipitar a saída de Marina da sigla

A escolha de Carlos Siqueira para a presidência do PSB deve precipitar a saída de Marina Silva da sigla. Os dois não se falam desde 21 de agosto, quando ele a acusou de tratá-lo de modo “grosseiro” e deixou a campanha presidencial. A informação é do jornalista Bernardo Mello Franco, na coluna Painel. Segundo aliados, […]

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A escolha de Carlos Siqueira para a presidência do PSB deve precipitar a saída de Marina Silva da sigla. Os dois não se falam desde 21 de agosto, quando ele a acusou de tratá-lo de modo “grosseiro” e deixou a campanha presidencial. A informação é do jornalista Bernardo Mello Franco, na coluna Painel.

Segundo aliados, Marina só espera o fim da eleição para retomar a coleta de assinaturas pela criação da Rede. O objetivo dos marineiros é registrar o novo partido nos primeiros meses de 2015 e disputar as eleições municipais do ano seguinte.

Quando ainda concorria ao Planalto, Marina sinalizou que ficaria mais quatro anos no PSB, caso eleita. A derrota no primeiro turno sepultou a ideia.