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Governo de Pernambuco envia para a Alepe pacote fiscal com redução do IPVA

Por André Luis

O Poder Executivo encaminhou para a Assembleia Legislativa do Estado de Pernambuco (Alepe) na noite desta terça-feira (22) o pacote de justiça fiscal Descomplica PE, composto por dois projetos que congregam uma série de modificações na sistemática tributária estadual com o objetivo de simplificar, desburocratizar e modernizar a cobrança de tributos estaduais, um dos compromissos da nova gestão. 

Também compõe o Descomplica PE um Decreto estadual assinado pela governadora, que será publicado no Diário Oficial desta quarta-feira, modificando a cobrança do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) com a eliminação da cobrança antecipada para a indústria e revogação das Margens de Valor Agregado (MVA) para uma série de atividades econômicas vinculadas ao comércio. Com o decreto, as empresas do setor industrial que se enquadram nas especificações não estarão mais obrigadas a recolher o ICMS antecipadamente, melhorando os seus fluxos de caixa.

Em relação às modificações legislativas, o Governo do Estado está propondo dois projetos de lei, um ordinário e outro complementar. Em relação ao primeiro, que possui um amplo arcabouço de alterações distribuído em 47 páginas, as principais modificações são relativas ao ICMS e ao Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA), com foco no realinhamento de alíquotas, adequações prévias à Reforma Tributária, diminuição de multas e juros, maior parcelamento de dívidas e facilitação da participação dos contribuintes nos processos de pagamentos de dívidas e no cumprimento das suas obrigações acessórias. (autorregulação – programa Coopera). Para se adequarem às normas tributárias e estarem vigentes a partir de janeiro de 2024, os projetos precisam ser sancionados até o final de setembro e por isso tramitarão em regime de urgência. 

De acordo com a governadora Raquel Lyra, a essência do pacote de justiça fiscal enviado à Assembleia é facilitar a relação dos contribuintes com o Governo, reduzindo multas, ampliando parcelamento e fortalecendo a pactuação federativa com os municípios. “Nós temos o compromisso de trabalhar para somar forças com o setor produtivo, buscando caminhos que facilitem os negócios em Pernambuco. O Descomplica PE garante uma nova perspectiva na relação da Fazenda com o contribuinte, desburocratizando, reduzindo multas e abrindo a possibilidade de todos ficarem quites através do Dívida Zero, além de preparar o futuro de Pernambuco perante as modificações que virão com a Reforma Tributária”, registra. 

A proposta governamental inclui ajustes na legislação do ICMS ainda referentes às leis complementares federais 192 e 194, ambas de 2022, que modificaram alíquotas relativas a produtos como combustíveis, energia elétrica e serviços de telecomunicação. Em relação a esses itens, não haverá qualquer modificação: as alterações são apenas adequações à nova legislação federal. 

A alíquota modal do ICMS (que não se adequa a vários produtos, como gasolina, óleo diesel, álcool combustível  e cesta básica) passa a ser 20,5%, medida considerada fundamental em vista das alterações previstas na Reforma Tributária, que utilizará a média de arrecadação de 2024 a 2028 como parâmetro para compensações de possíveis perdas para os estados e municípios. Com a Reforma, o ICMS será substituído pelo Imposto sobre Bens e Serviços (IBS), arrecadado e distribuído por um conselho federativo nacional. Caso a média dos próximos quatro anos seja abaixo das expectativas, a arrecadação do Estado poderá ser prejudicada num prazo de 50 anos. 

Segundo o secretário da Fazenda, Wilson José de Paula, o impacto anual caso não seja realizada a adequação na alíquota modal do ICMS será de R$ 2,8 bilhões. “A adequação é importante porque não podemos deixar que a fotografia dos próximos cinco anos esteja descalibrada da realidade. Isso resultaria em prejuízos para Pernambuco por várias décadas. O nosso pacote de justiça fiscal estabelece uma nova relação entre a Fazenda e o contribuinte, fortalecendo uma relação de confiança. Além disso, estamos garantindo o menor IPVA do Nordeste, com vários avanços para o contribuinte”, afirma. Como a arrecadação do ICMS é distribuída com os municípios (25%), a medida também atende demanda da pactuação federativa em meio às dificuldades fiscais enfrentadas pelas prefeituras atualmente. 

O Descomplica PE estabelece alterações também no IPVA, que terá em Pernambuco a menor alíquota do Nordeste: 2,4% para automóveis. Outras novidades são o parcelamento da cota do imposto de três para dez parcelas, a possibilidade de parcelamento da dívida em até 60 meses, a limitação das multas em até 15% (atualmente é 100%) do valor do imposto e a ampliação das isenções para portadores de síndrome de down, mototaxistas e transporte escolar com sete passageiros, já incluindo o condutor. A proposta do Governo de Pernambuco também reduz a alíquota para automóveis de até R$ 100 mil movidos a Gás Natural (GNV) para 1,5%, desde que com equipamentos comprados e instalados no território pernambucano. 

DÍVIDA ZERO – Além do projeto ordinário, a outra matéria proposta pelo Executivo é um projeto de lei complementar que estabelece para este ano a implantação do Dívida Zero, um Programa Especial de Recuperação de Créditos Tributários para todos os impostos estaduais – o ICMS, o IPVA e o Imposto sobre Transmissão Causa Mortis e Doação de quaisquer Bens ou Direitos (ICD). O Dívida Zero garante redução de multas em 90%, de juros em 95% e o parcelamento das dívidas em até sessenta meses. A oportunidade para o contribuinte ficar em dia com a Fazenda permitirá um incremento de arrecadação previsto em cerca de R$ 250 milhões ainda em 2023.

PRINCIPAIS MUDANÇAS:

ICMS

Parcelamento do crédito tributário relativo ao ICMS será desburocratizado por meio da retirada de regras proibitivas e limitativas;

Instituição do Programa de Autorregularização e Conformidade Tributária – Coopera, consistindo basicamente em estimular a autorregularização dos contribuintes do ICMS mediante a adoção de medidas que assegurem a sua espontaneidade;

Modificação das regras relativas ao ressarcimento, com vistas a facilitar e agilizar a devolução do imposto antecipado a maior pelo contribuinte;

Ajuste da alíquota modal para 20,5%, a partir de 1º de janeiro de 2024.

IPVA

Para automóveis, alíquota passa para 2,4%;

Ampliação de 3 para 10 a quantidade de cotas para pagamento do imposto;

Aplicação de benefícios fiscais, em especial aqueles concedidos a pessoas com deficiência, antes mesmo da conclusão da análise do processo de reconhecimento dos mencionados benefícios pela Secretaria da Fazenda;

Automóvel movido a gás natural, cujo valor da respectiva base de cálculo seja igual ou inferior a R$ 100 mil, passa de 2,5% para 1,5%;

Isenção para veículo destinado ao transporte escolar com capacidade superior a 7 (sete) passageiros;

Isenção para portadores de síndrome de down;

Isenção para motocicleta e veículo similar utilizados na categoria táxi;

Multa de 100% é substituída por multa de 0,25% do valor do imposto, por dia de atraso, tendo por limite máximo de 15%. A medida beneficiará, aproximadamente, 690 mil contribuintes e 837 mil veículos.

Sobre o Processo Administrativo Tributário

Relativamente ao imposto declarado pelo contribuinte, será feita a substituição das atuais multas de 40% e 60% pela multa de 0,25% do valor do imposto, por dia de atraso, tendo por limite máximo 15%;

A atualização monetária dos tributos estaduais será limitada, calculada com base na variação do Índice de Preços ao Consumidor – IPCA, ao valor da taxa do Sistema Especial de Liquidação e Custódia – Selic;

A taxa de juros de 1% ao mês será substituída pelo resultado da diferença positiva entre a taxa Selic e a atualização monetária.

Sobre os créditos não tributários

Multas relativas ao descumprimento de obrigação tributária principal serão reduzidas a apenas três;

Limite de cotas para parcelamento do Imposto sobre Transmissão Causa Mortis e Doação de Quaisquer Bens ou Direitos – ICD passará de 12 para 60.

Outras Notícias

Deputado estadual Marcelo Aguiar é detido após disparo de arma em festa em São Paulo

O deputado estadual Marcelo Aguiar (PL-SP) foi detido na madrugada desta segunda-feira (19), após um disparo de arma durante uma festa no bairro do Itaim Bibi, em São Paulo. Segundo testemunhas, o tiro ocorreu de forma acidental durante uma confusão. Ninguém ficou ferido. De acordo com informações divulgadas pelo Hora 1, da TV Globo, testemunhas […]

O deputado estadual Marcelo Aguiar (PL-SP) foi detido na madrugada desta segunda-feira (19), após um disparo de arma durante uma festa no bairro do Itaim Bibi, em São Paulo. Segundo testemunhas, o tiro ocorreu de forma acidental durante uma confusão. Ninguém ficou ferido.

De acordo com informações divulgadas pelo Hora 1, da TV Globo, testemunhas relataram que o parlamentar apresentava sinais de embriaguez e estaria incomodando frequentadores da casa noturna.

Ainda segundo os relatos, houve uma confusão e Marcelo Aguiar caiu no chão. Nesse momento, a arma que estava com o deputado teria disparado acidentalmente.

A Polícia Militar foi acionada e informou que não houve feridos. O parlamentar possui porte federal de arma, segundo a reportagem. O armamento foi apreendido e encaminhado para perícia.

Marcelo Aguiar foi levado a uma delegacia em Pinheiros para o registro da ocorrência e posteriormente liberado. As circunstâncias do disparo serão apuradas.

A polícia também apreendeu um automóvel que estava com placa de veículo oficial da Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp). Segundo a apuração divulgada, o carro não aparece na relação oficial de veículos vinculados ao deputado, e a procedência da identificação será investigada.

Marcelo Aguiar exerce atualmente mandato na Alesp. Nas eleições deste ano, recebeu 37.585 votos e não conseguiu se reeleger diretamente, ficando como suplente para a próxima legislatura. A própria Assembleia o mantém na relação atual de deputados.

Até a última atualização das reportagens consultadas, não havia manifestação pública da defesa do parlamentar sobre o episódio.

Fonte: g1
Foto: Reprodução/TV Globo

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Eleição da Mesa Diretora da Alepe em 2027 já movimenta bastidores da política pernambucana

A eleição que definirá o comando da Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe) a partir de 2027 já provoca articulações entre deputados e partidos. A governadora Raquel Lyra (PSD) acompanha as negociações e busca construir uma composição que dê maior estabilidade à relação do Executivo com a Casa. A escolha da nova Mesa Diretora está prevista […]

A eleição que definirá o comando da Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe) a partir de 2027 já provoca articulações entre deputados e partidos. A governadora Raquel Lyra (PSD) acompanha as negociações e busca construir uma composição que dê maior estabilidade à relação do Executivo com a Casa.

A escolha da nova Mesa Diretora está prevista para 1º de fevereiro de 2027, quando os deputados eleitos em outubro tomarão posse para a próxima legislatura.

As conversas envolvem principalmente partidos que integram a base da governadora. No PSD, legenda de Raquel, os deputados Antônio Moraes, Débora Almeida, Joãozinho Tenório e Aglailson Victor aparecem entre os nomes citados nas articulações para a presidência.

Outras legendas também buscam espaço. Gustavo Gouveia, do Podemos, é um dos nomes mencionados para a disputa, enquanto France Hacker aparece nas negociações envolvendo a Federação União Progressista.

Raquel tem conversado com deputados e dirigentes partidários sobre a formação da Mesa e o comando das principais comissões da Alepe. A intenção manifestada aos aliados é buscar uma composição por consenso e evitar uma disputa que provoque divisões dentro da base governista.

O interesse do Palácio do Campo das Princesas na eleição interna ocorre após uma legislatura marcada por sucessivos embates entre o Executivo e o comando da Assembleia.

Álvaro Porto, atual presidente da Alepe, foi eleito para o posto no início do primeiro mandato de Raquel e, posteriormente, rompeu politicamente com a governadora. Ao longo dos últimos anos, Executivo e Legislativo protagonizaram divergências envolvendo orçamento, operações de crédito, emendas parlamentares e outros projetos.

A nova correlação de forças na Casa é mais favorável ao governo. O PSD, partido da governadora, e o PSB terão nove deputados cada e formarão as duas maiores bancadas da próxima legislatura.

A eleição da presidência não é a única negociação em curso. Também estarão em disputa os demais cargos da Mesa Diretora e o comando de comissões consideradas estratégicas, como Constituição, Legislação e Justiça, Finanças e Administração Pública.

As articulações devem continuar nos próximos meses. Até o momento, não há candidatura oficialmente definida para a presidência da Assembleia.

Fonte: Diario de Pernambuco
Foto: Rinaldo Marques/Alepe

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Tática de Flávio de se posicionar atrás de Lula no debate é comparada nas redes à de Trump contra Hillary

A movimentação de Flávio Bolsonaro (PL) durante o debate da Band, nesse domingo (18), chamou atenção nas redes sociais. Ao se posicionar atrás de Lula (PT) enquanto o adversário falava, o candidato foi comparado a Donald Trump em debates contra Hillary Clinton na eleição americana de 2016. Durante diferentes momentos do confronto, Flávio procurou permanecer […]

A movimentação de Flávio Bolsonaro (PL) durante o debate da Band, nesse domingo (18), chamou atenção nas redes sociais. Ao se posicionar atrás de Lula (PT) enquanto o adversário falava, o candidato foi comparado a Donald Trump em debates contra Hillary Clinton na eleição americana de 2016.

Durante diferentes momentos do confronto, Flávio procurou permanecer no enquadramento da câmera enquanto Lula respondia às perguntas. O senador apareceu ao fundo fazendo gestos e expressões de discordância mesmo quando não estava com a palavra.

A postura repercutiu nas redes sociais e foi associada à estratégia adotada por Donald Trump em 2016. Na disputa presidencial dos Estados Unidos daquele ano, o republicano também chamou atenção ao permanecer atrás de Hillary Clinton enquanto a democrata falava durante um dos debates.

A movimentação de Flávio também gerou reclamações da equipe de Lula. Sidônio Palmeira, responsável pela comunicação da campanha petista, questionou o candidato do PL durante um dos intervalos por permanecer atrás do presidente e reagir às falas.

Mesmo após a reclamação, Flávio voltou a aparecer atrás de Lula em outros momentos do programa. As regras estabelecidas para o debate permitiam que os candidatos circulassem pelo estúdio.

No fim do confronto, a movimentação voltou a provocar tensão. A mediadora Adriana Araújo chegou a pedir que Flávio permitisse que Lula fizesse suas considerações finais sem aproximações que interferissem naquele momento.

O jornalista Mauricio Stycer também relacionou o comportamento do senador ao adotado por Trump contra Hillary, comparação que se espalhou pelas redes durante e depois do debate.

A linguagem corporal dos candidatos se tornou um dos pontos mais comentados do encontro, que marcou o primeiro confronto direto entre Lula e Flávio em toda a campanha presidencial.

Fonte: O Globo
Foto: Reprodução/Band

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Desempenho de Lula e Flávio nos debates pode influenciar votos na reta final do segundo turno?

O primeiro debate da campanha entre Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL), realizado nesse domingo (18) pela Band, ocorreu em meio a uma disputa apertada pelo Planalto. Levantamentos feitos ao longo da campanha indicam que a maioria dos eleitores não pretende alterar sua escolha por causa dos confrontos, mas uma parcela admite rever o voto […]

O primeiro debate da campanha entre Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL), realizado nesse domingo (18) pela Band, ocorreu em meio a uma disputa apertada pelo Planalto. Levantamentos feitos ao longo da campanha indicam que a maioria dos eleitores não pretende alterar sua escolha por causa dos confrontos, mas uma parcela admite rever o voto a partir do desempenho dos candidatos.

O peso dos debates na decisão eleitoral foi medido por levantamentos realizados antes do confronto da Band. Os dados ajudam a dimensionar até que ponto uma boa ou má participação pode produzir mudanças nesta última semana de campanha.

Pesquisa Quaest divulgada no início de setembro mostrou que o desempenho em debates era apontado como o fator mais importante para definir o voto por 14% dos entrevistados.

Naquele levantamento, as propostas dos candidatos apareciam como principal fator para 45% dos eleitores. A ideologia vinha em seguida, mencionada por 17%.

Já um levantamento do Datafolha divulgado em outubro mostrou que 78% dos brasileiros consideravam muito importante a participação dos candidatos nos debates do segundo turno. Outros 11% consideravam pouco importante, enquanto 10% não atribuíam importância aos encontros.

Quando questionados diretamente sobre uma possível mudança de voto, 18% admitiram alguma possibilidade de alterar a escolha por causa do desempenho nos debates. Desse grupo, 5% apontaram chance grande, 7% possibilidade média e 6% chance pequena.

A maioria, 82%, afirmou que não mudaria o voto em razão do desempenho dos candidatos nos confrontos televisivos.

A possibilidade de mudança é maior entre os eleitores não alinhados a Lula ou Flávio. Nesse grupo, 40% admitiram alguma chance de rever a decisão: 12% consideraram a possibilidade grande, 18% média e 11% pequena. Outros 60% descartaram alterar o voto.

A idade também aparece como fator de diferença. Entre os eleitores de 16 a 24 anos, 31% admitiram alguma possibilidade de mudança. Já entre os brasileiros com 60 anos ou mais, 91% disseram que não alterariam a escolha por causa dos debates.

Entre os eleitores que já declaram voto nos dois candidatos, a decisão aparece mais consolidada. Segundo o Datafolha, 85% dos eleitores de Lula e 83% dos que pretendem votar em Flávio descartaram mudar de candidato em razão dos confrontos.

O levantamento do Datafolha ouviu 2.520 pessoas com 16 anos ou mais nos dias 6 e 7 de outubro. A margem de erro é de dois pontos percentuais e o nível de confiança, de 95%. A pesquisa está registrada no TSE sob o número BR-02949/2026.

A Quaest ouviu 2.004 pessoas entre 30 de agosto e 1º de setembro. A margem de erro também é de dois pontos percentuais, com nível de confiança de 95%. O registro eleitoral é BR-07065/2026.

O debate da Band foi o primeiro encontro direto entre Lula e Flávio durante toda a campanha. O segundo turno será realizado no próximo domingo (25).

Fonte: O Globo
Foto: Reprodução/Band

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Da irritação de Sidônio com Flávio à camisa “Eu prendi o Lula” de Deltan: os bastidores do debate da Band

O primeiro debate da campanha entre Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL), realizado nesse domingo (18) pela Band, teve momentos de tensão também fora das câmeras. Reclamações entre integrantes das campanhas, provocações na plateia, atrasos e mobilização de apoiadores marcaram os bastidores do confronto. Um dos principais episódios ocorreu no primeiro intervalo. Sidônio Palmeira, responsável […]

O primeiro debate da campanha entre Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL), realizado nesse domingo (18) pela Band, teve momentos de tensão também fora das câmeras. Reclamações entre integrantes das campanhas, provocações na plateia, atrasos e mobilização de apoiadores marcaram os bastidores do confronto.

Um dos principais episódios ocorreu no primeiro intervalo. Sidônio Palmeira, responsável pela comunicação da campanha de Lula, reclamou da movimentação de Flávio Bolsonaro enquanto o presidente respondia às perguntas.

Segundo relatos de pessoas presentes no estúdio, o candidato do PL permanecia ao fundo do enquadramento de Lula, fazendo gestos e reagindo às falas do adversário. A movimentação não era proibida pelas regras do debate, mas provocou reclamação de integrantes da campanha petista.

Sidônio chegou a se dirigir a Flávio e depois discutiu com Fábio Portela, responsável pela comunicação da campanha do candidato do PL. A equipe da Band interveio para conter os ânimos antes da retomada da transmissão.

Quando o programa voltou ao ar, a mediação pediu aos candidatos que evitassem movimentos e reações capazes de atrapalhar as respostas do adversário.

Outra provocação ocorreu na plateia. O senador eleito Deltan Dallagnol (Novo-PR), ex-coordenador da força-tarefa da Lava Jato em Curitiba, acompanhou o debate na primeira fila usando uma camiseta com a frase “Eu prendi o Lula, STF soltou”. A estampa também reproduzia o PowerPoint utilizado por ele durante a Lava Jato.

Deltan estava ao lado de Sergio Moro (PL), governador eleito do Paraná e ex-juiz responsável por processos da operação envolvendo Lula. As condenações do presidente foram posteriormente anuladas pelo Supremo Tribunal Federal.

Os dois candidatos também chegaram depois dos horários inicialmente previstos pela organização. Flávio deveria chegar por volta das 18h45 e Lula às 19h10. Com os atrasos, nenhum dos dois concedeu a entrevista coletiva prevista antes do programa.

Flávio chegou acompanhado por um grupo de aliados. Nikolas Ferreira (PL-MG), Sergio Moro, Deltan Dallagnol e Pablo Marçal estavam entre os nomes que chegaram juntos em uma van. Marçal participou da preparação de Flávio para o debate.

Lula chegou acompanhado da primeira-dama Janja. Entre os aliados presentes estavam Geraldo Alckmin (PSB), Fernando Haddad (PT), Simone Tebet (PSB), Marina Silva (Rede), André Janones (Rede-MG), Tabata Amaral (PSB-SP) e João Campos (PSB).

Do lado de fora da emissora, grupos favoráveis aos dois candidatos também acompanharam a movimentação. Apoiadores de Lula e Flávio se concentraram nas proximidades da Band antes e durante o confronto.

O debate marcou o primeiro encontro direto entre os dois candidatos nesta campanha e aconteceu a uma semana do segundo turno da eleição presidencial, marcado para o próximo domingo (25).

Fonte: O Globo
Foto: Reprodução

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