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Gonzaga Patriota homenageia Inaldo Sampaio na Câmara

Por Nill Júnior

No final dos anos sessenta, me casei na terra dos poetas, São José do Egito, aos 18 anos de idade e, lá, conheci um menino que estudava em Recife, o nome dele, Inaldo Sampaio. Conheci sua linda e querida mãe, seu pai, uma irmã, ainda novinha e mais uma meia dúzia de meninos, seus irmãos.

Depois, já como parlamentar, me aproximei do Inaldo Sampaio Jornalista do Jornal do Commércio, da Coluna Fogo Cruzado e, depois do Pinga Fogo. Assinava  uma coluna política no Diário de Pernambuco. Lí o último texto dessa Coluna, “Lula só não pode incendiar o país”, publicado na edição desta segunda feira. Inaldo Sampaio tinha também Coluna e Banda Musical Forrozeira.

Hoje, ao amanhecer do dia, tomei conhecimento do falecimento, em Recife, aos 64 anos de idade, deste irmão, amigo e colega jornalista Inaldo Sampaio. Nem demonstrava, mas, Inaldo Sampaio já vinha lutando desde 2016, contra um câncer na próstata e posteriormente um tumor na coluna.

Natural de São José do Egito, no meu querido Pernambuco, Inaldo Sampaio deixa esposa, a grande Teresa Cristina e os dois filhos, Joana e João Marcelo. O enterro de Inaldo Sampaio será às 17 horas de hoje, no cemitério Morada da Paz, em Paulista, onde está o meu filho, também egipciense, Lucyanno Patriota.

Formado em Jornalismo pela Universidade Católica de Pernambuco e Direito pela Faculdade de Direito do Recife, Inaldo Sampaio trabalhou por 12 anos no jornal O Globo, no Rio de Janeiro. Assinou durante 22 anos a coluna de política Pinga Fogo, no Jornal do Commércio. Há 24 anos atuava no setor de comunicação social do Tribunal de Contas do Estado (TCE-PE) e atualmente era comentarista político na rádio CBN, além de assinar uma coluna no Diário de Pernambuco e escrever o blog Política, com “P” Maiúsculo.

Além da paixão pela política e pelo jornalismo, Inaldo Sampaio também tinha vocação para a música. Fundou, na década de 90, a banda Pinga Fogo, na qual tocava saxofone. Fez inúmeros shows pelo Estado e em cidades do interior.

Considerado um dos mais sérios e esclarecidos analistas políticos no país, Inaldo Sampaio, apesar de bastante reservado em sua vida pessoal, tinha como uma das características, a solidariedade para com o próximo. Era daquelas pessoas que praticavam o bem, sem pensar em retribuição. Vai muita fazer falta para o mundo do jornalismo, da política e, sobretudo, na vida daqueles que tiveram o prazer de conviver com ele.

Dentre tantos votos de pesar e lamentações, transcrevo aqui artigo do também amigo e colega comunicador, José Adalberto Ribeiro:

Fico triste com a partida prematura de Inaldo, triste partida. Existe o principio existencial de que devemos saudar os que partem com bons sentimentos. Sim, mais que isto, por uma questão de justa fidelidade à memória de quem reverenciamos. Um pouco mais jovem do que eu, Inaldo brilhava e brilha na geração do nosso jornalismo impresso desde a década de 1980. Deixou um legado na galeria da Imprensa pernambucana.

Inaldo na coluna “Pinga-Fogo” no Jornal do Commércio e eu na coluna Diário Político do Diário de Pernambuco, vivenciamos o apogeu do jornalismo impresso em Pernambuco. Foi o trem da história que passou na vida de nossas gerações nas décadas de 1980 e 1990.

Louvando o que bem merece, seja dito: Inaldo era um ótimo jornalista e também ótimo músico instrumentista de saxofone. Uma vez assisti uma performance dele na banda Pinga Fogo e fiquei empolgado com o repertório e com os trinados do sax. Eu disse a ele: “Tu sôis bom, bicho”. Ele respondeu na brincadeira: “Que nada, bom sôis tu”.

Diletante na música e admirador dele, emprestei-lhe um LP intitulado “Ronnie Aldrich e seus dois pianos”, com repertório de clássicos universais, de Mozart, Schubert, Chopin, gênios. Inaldo adorou. O tema de “Elvira Madigan”, de Mozart, sublime criação da natureza humana!

Ele e eu almoçamos certa vez no antigo restaurante Lobster na Av.Rui Barbosa com o então governador Miguel Arraes. De modo meio enigmático, o “mito” na época nos recomendou que devíamos valorizar cada centímetro de jornal para abordar temas de interesse do povo. Inaldo ouvia o mito com atenção reverencial. O “pessedista” Arraes, como dizia, era um dos seus ídolos e o velho gostava dele. Se entendiam nos roçados da política interiorana.

Pertence a uma família de irmãos vitoriosos e bem sucedidos nas suas áreas de atuação, a exemplo do competente e também respeitável editor Ivanildo Sampaio, a quem rendo homenagem como jornalista da melhor estirpe.

Ele era conhecido por seus “arquivos implacáveis”, tipo aqueles fichários com relatos sobre os cenários e personagens da cena política, nacional e local. Também de boa memória, conhecia, de salteado e de cor, os viventes e os fatos da nossa fauna e nosso flora política. Conhecia e gostava do traçado.

A vida física foi ingrata para Inaldo. Devido a uma cirurgia mal sucedida, perdeu a articulação no joelho e ficou com a perna travada. Com mobilidade limitada, tornou-se um sedentário, ele um andarilho da notícia nas nuvens da política. Certamente sofria no coração, mas não externava amargura por essa limitação física. Resultado é que ficou obeso.

Construiu uma boa família, viveu cercado da melhor estima de familiares, parentes, aderentes, conterrâneos, amigos e conhecidos.

Tinha um viés progressista de esquerda no sentido humanitário, do bem.

Nesta despedida, recorrendo ao gênio de Mozart, dedico o tema  de “Elvira Madigan” em reverência à boa memória do amigo e repito: “Tu sôis bom, Inaldo!”.

Inaldo Sampaio foi um dos mais talentosos colunistas de todo o País. Fez aqui na terra tudo que desejava fazer, segundo o seu querido irmão Iradilson Sampaio, nosso companheiro socialista e presidente do PSB, em Roraima, a quem transmito estes meus votos de pesar à querida família de Inaldo Sampaio, com orações, orações e orações.

Saudades,

Gonzaga Patriota – Deputado Federal

Outras Notícias

Secretário de Desenvolvimento Social e Cidadania de Sertânia é reeleito diretor do Moxotó 

O secretário de Desenvolvimento Social e Cidadania, Paulo Henrique Ferreira, foi reeleito diretor para a região do Moxotó, durante Encontro Estadual de Gestores Municipais de Assistência Social de Pernambuco. O evento foi realizado entre os dias 13 e 14 de abril, no Recife. A iniciativa do COEGEMAS-PE, associação civil de direito privado, fomentadora e defensora […]

O secretário de Desenvolvimento Social e Cidadania, Paulo Henrique Ferreira, foi reeleito diretor para a região do Moxotó, durante Encontro Estadual de Gestores Municipais de Assistência Social de Pernambuco.

O evento foi realizado entre os dias 13 e 14 de abril, no Recife. A iniciativa do COEGEMAS-PE, associação civil de direito privado, fomentadora e defensora dos interesses das secretarias municipais de Assistência Social, ampliou o debate sobre a Gestão da Assistência Social. 

Os desafios e avanços na reconstrução do SUAS, o Programa de Fortalecimento Emergencial do Atendimento do Cadastro Único – PROCADSUAS e as conferências também foram debatidas.

Após a eleição da nova diretoria do COEGEMAS/PE para o biênio 2023-2025, o secretário Paulo Henrique Ferreira lembrou, em seu discurso, a suspensão por parte do Governo do Estado do programa Leite para Todos. 

“Esse assunto trata de segurança alimentar, mas também de desenvolvimento econômico e cadeia produtiva. Temos que registrar que esse período de suspensão de quase quatro meses tem prejudicado as famílias. Em Sertânia, o leite é um dos principais arranjos produtivos locais. Não estão só tirando o leite da mesa das pessoas, mas a capacidade do pequeno produtor de comprar o pão de cada dia”, pontuou, ao lado da vice-diretora eleita, Rejane Maciel, da Secretaria de Arcoverde. “Pedimos que o Estado não se esqueça dos pobres e reveja essa questão”, concluiu Paulo Henrique.

Morre aos 85 anos Roberto Bolaños, “Chaves”

Morreu nesta sexta-feira (28) o ator mexicano Roberto Bolaños, conhecido por criar os personagens Chaves e Chapolin Colorado. Bolaños tinha 85 anos e morreu em sua casa em Cancún, onde morava com a mulher, a também atriz Florinda Meza, que faz o papel da Dona Florinda no programa “Chaves”.

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Morreu nesta sexta-feira (28) o ator mexicano Roberto Bolaños, conhecido por criar os personagens Chaves e Chapolin Colorado.

Bolaños tinha 85 anos e morreu em sua casa em Cancún, onde morava com a mulher, a também atriz Florinda Meza, que faz o papel da Dona Florinda no programa “Chaves”.

Afogados da Ingazeira: Caixa e Manu Imóveis promovem Feirão da Casa Própria

Por André Luis Tentando suprir o histórico deficit habitacional em Afogados da Ingazeira, a Caixa Econômica Federal em parceria com a Manu Imóveis promovem nos próximos dez dias, tendo início nesta sexta-feira (31), o Feirão da Casa Própria. O gerente da Caixa, Joelson Marlon que depois de algum tempo volta a gerir a agência no […]

Por André Luis

Tentando suprir o histórico deficit habitacional em Afogados da Ingazeira, a Caixa Econômica Federal em parceria com a Manu Imóveis promovem nos próximos dez dias, tendo início nesta sexta-feira (31), o Feirão da Casa Própria.

O gerente da Caixa, Joelson Marlon que depois de algum tempo volta a gerir a agência no município e a responsável pela Manu Imóveis, Naldiane Góes, falaram sobre as particularidades do Feirão e informaram sobre como as pessoas interessadas poderão fazer para adquirir o seu imóvel próprio. Foi no programa Manhã Total da Rádio Pajeú FM 104,9, desta quinta-feira (30).

Joelson informou que a decisão de lançar o Feirão, partiu após um levantamento do deficit habitacional no município.

Joelson também informou que a Caixa trabalha com duas linhas de crédito, o Minha Casa Minha Vida, programa com subsídios do Governo Federal, para compra de imóveis até R$130 mil reais e outra linha de crédito para imóveis acima desse valor.

Naldiane informou que as pessoas interessadas precisam se enquadrar em alguns critérios, dentre estes, ter tenda comprovada e não possuir restrições no CPF.

Os interessados podem procurar a Manu Imóveis, a partir das 08h da manhã desta sexta-feira (31), localizada na Avenida Aparício Veras, nº 283, Centro, Afogados da Ingazeira-PE. Clique aqui e ouça a entrevista na íntegra.

Flávio Marques anuncia empresa que fará a restauração da PE-304

O prefeito eleito de Tabira, Flávio Marques (PT), divulgou nesta quinta-feira (24), em suas redes sociais, o recebimento do contrato para as obras de restauração da PE-304, rodovia que liga Tabira ao Estado da Paraíba, passando pelo município de Água Branca. Segundo Marques, o contrato para a execução da obra foi celebrado no Departamento de […]

O prefeito eleito de Tabira, Flávio Marques (PT), divulgou nesta quinta-feira (24), em suas redes sociais, o recebimento do contrato para as obras de restauração da PE-304, rodovia que liga Tabira ao Estado da Paraíba, passando pelo município de Água Branca.

Segundo Marques, o contrato para a execução da obra foi celebrado no Departamento de Estradas de Rodagem (DER) de Pernambuco, e a empresa Uniterra foi a vencedora da licitação.

Durante o anúncio, o prefeito destacou a importância da obra para Tabira e para os municípios vizinhos, especialmente Água Branca. A restauração da rodovia promete restabelecer a ligação entre as duas cidades, facilitando o fluxo comercial e estreitando os laços econômicos que estavam interrompidos devido à precariedade da estrada.

“Essa obra vai restabelecer a ligação de Tabira com a Paraíba, via Água Branca, fortalecendo o comércio local e estreitando os laços que estavam interrompidos ao longo desse período em que a obra não foi realizada”, afirmou Flávio Marques.

O prefeito eleito também agradeceu à governadora de Pernambuco, Raquel Lyra, pela realização da obra, e ao deputado federal Carlos Veras pela articulação junto ao governo estadual, que garantiu a execução do projeto. “Essa é uma conquista importante para o nosso município, para toda a região e também para o Estado da Paraíba”, concluiu Marques.

A restauração da PE-304 foi divulgado na quarta-feira (23), durante o lançamento do Programa PE na Estrada e é vista como um marco no desenvolvimento da infraestrutura regional, com impacto positivo para o transporte e a economia local.

Lula diz que há ‘clima de ódio’ e que defender impeachment é ‘ser golpista’

G1 Em ato contra o impeachment realizado em Fortaleza (CE), o ex-presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que o país vive um “clima de ódio” nunca visto antes e disse que “defender o impeachment” da presidente Dilma Rousseff é agir “como golpista”. “Eu estou estranhando um pouco o que está acontecendo no […]

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Em ato contra o impeachment realizado em Fortaleza (CE), o ex-presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que o país vive um “clima de ódio” nunca visto antes e disse que “defender o impeachment” da presidente Dilma Rousseff é agir “como golpista”.

“Eu estou estranhando um pouco o que está acontecendo no nosso país. Eu completei 70 anos de idade. Vivo nesse país fazendo política e nunca vi um clima de ódio estabelecido no país como está estabelecido agora. Aqueles que amam a democracia aqueles que gostam de fazer política, […] querem que se respeite a coisa mais elementar, que é o respeito ao voto popular que elegeu a Dilma”, discursou diante do público presente ao ato.

Para o ex-presidente, Dilma não cometeu crime de responsabilidade e, por isso, não pode ser afastada do cargo. “Foi só a Dilma começar a andar de bicicleta que eles inventaram as pedaladas. Ninguém aqui é contra o impeachment que está na Constituição, mas tem que ter base legal, crime de responsabilidade. E a companheira Dilma não cometeu crime de responsabilidade. Por isso, defender impeachment é ser golpista”, disse.

Lula lembrou que perdeu várias eleições antes de ser presidente e fez um “apelo” à comissão especial da Câmara destinada a dar parecer pela continuidade do processo de impeachment. “Eu não vou deixar que haja golpe. Vou fazer apelo aos deputados federais que estão na comissão. Eu perdi muitas eleições. Eles sabem que o que estão fazendo é golpe”, disse.

Lula também fez referência ao vice-presidente da República, Michel Temer, quem assumiria o comando do Executivo no caso de Dilma ser afastada. Desde que o PMDB rompeu oficialmente com o governo, no dia 29 de março, petistas engrossaram as críticas a Temer.

“Eu perdi muitas eleições. Eu quero que ele [Temer] aprenda sobre eleições […] o Temer é um professor de Direito e sabe que o que estão fazendo é um golpe. Mais tarde, vão cobrar dos filhos dele e do neto dele, porque a forma mais vergonhosa é tentar derrubar um mandato legal”, declarou.