O ex-eduardista, vindo da escola de Miguel Arraes, o egipciense e socialista histórico, Gilberto Rodrigues do Nascimento usou os microfones da Rádio Gazeta FM 95,3 de São José do Egito para homenagear o ex-governador de Pernambuco Eduardo Campos.
Gilberto era um dos homens de confiança de Eduardo e ocupou cargos importantes tanto quando Campos assumiu cargos de deputado estadual e federal, e também no Governo do Estado de Pernambuco, mais do que uma pessoa próxima, eles eram amigos de primeira hora.
Ao lembrar da data de aniversário de Eduardo, que se estivesse vivo teria feito 59 anos no último dia 10 de agosto, e do dia de sua morte ocorrida em plena campanha eleitoral de 2014, no dia 13 do mesmo mês em que nasceu, Gilberto se emocionou.
“Eduardo Campos deixou um legado histórico para Pernambuco, além de ser lembrado como uma figura emblemática da política, que transcendeu os limites territoriais do Leão do Norte e chegou aos quatro cantos do Brasil”, destacou.
A homenagem foi feita dentro do Programa Debate do Sábado, na manhã de sábado, dia 10 de agosto e retransmitido pelo Giro Pelos Blog’s com Marcello Patriota. As informações são do Blog do Erbi.
Impressionante a história de superação contada no Debate das Dez de hoje na Rádio Pajeú. Jesufino Ferreira de Lima, o Jorge Lima, 49 anos, ficou quatro meses internado no Hospital Neomater, São Bernardo do Campo, São Paulo lutando contra a Covid-19. Internado em maio de 2020, enfrentou a Covid quando ainda não havia tratamento ou […]
Impressionante a história de superação contada no Debate das Dez de hoje na Rádio Pajeú.
Jesufino Ferreira de Lima, o Jorge Lima, 49 anos, ficou quatro meses internado no Hospital Neomater, São Bernardo do Campo, São Paulo lutando contra a Covid-19.
Internado em maio de 2020, enfrentou a Covid quando ainda não havia tratamento ou protocolo adequado. Àquele tempo, a média de sobrevida em UTIs não chegava a 50%.
Foram três intubações, 17 dias em coma, várias sessões de hemodiálise, duas tromboses, escaras, e o mais impressionante, chegou a ser dado como morto. “Chegaram a tirar meu oxigênio, mas mantive-me vivo”.
Jorge garante ter tido uma Experiência de Quase Morte (EQM), que é muito relatada. No período em coma, teve experiências impressionantes como acompanhar tudo que os profissionais faziam para tentar mantê-lo vivo.
Natural do Sítio Fundões, Afogados da Ingazeira, veio ver familiares e dar testemunho. Garante que sua fé o salvou. “Deus esteve presente o tempo todo”. Ele fez um panfleto para distribuir em igrejas na região.
O pré-candidato prefeito de Arcoverde, Zeca Cavalcanti, iniciou uma série de encontros para ouvir os setor produtivo do município. Com o nome de “Acelera, Arcoverde“, a série de reuniões foi aberta com uma conversa com os Micro e Pequenos Empresários na última quinta-feira (16). “Na verdade, o convite partiu dos Empresários, que pediram o encontro […]
O pré-candidato prefeito de Arcoverde, Zeca Cavalcanti, iniciou uma série de encontros para ouvir os setor produtivo do município.
Com o nome de “Acelera, Arcoverde“, a série de reuniões foi aberta com uma conversa com os Micro e Pequenos Empresários na última quinta-feira (16).
“Na verdade, o convite partiu dos Empresários, que pediram o encontro para conhecer nossas propostas. E é claro que atendemos a solicitação; não só para falar, como também – e muito mais – para ouvir. Além de passar a nossa mensagem, vamos reunir ideias e contribuições para a formulação do nosso Plano de Governo”, explicou Zeca Cavalcanti.
Mais de 150 empresários participaram do encontro. Temas como empreendedorismo, capacitação, geração de emprego e renda, e a importância dos pequenos negócios para a economia local estiveram em pauta.
Jornalismo tem que ser instrumento de transformação Na noite deste sábado, por ocasião da programação dos 114 anos de Afogados da Ingazeira, fui honrosamente um dos agraciados com a Medalha Dom Francisco Austregésilo de Mesquita Filho, comenda criada na gestão José Patriota para homenagear instituições e pessoas cuja obra segue princípios defendidos e praticados pelo […]
Jornalismo tem que ser instrumento de transformação
Na noite deste sábado, por ocasião da programação dos 114 anos de Afogados da Ingazeira, fui honrosamente um dos agraciados com a Medalha Dom Francisco Austregésilo de Mesquita Filho, comenda criada na gestão José Patriota para homenagear instituições e pessoas cuja obra segue princípios defendidos e praticados pelo saudoso bispo.
Estive em meio a mulheres que fizeram por merecer ou por representar a homenagem: a Escola de Referência em Ensino Médio Professora lone de Góes Barros, representada pela professora Nadja Patrícia, Maria de Lourdes Leandro (Pastoral Carcerária), Maria Ilma Gomes dos Santos (Pastoral da Criança), Vera Leandro (representando o líder comunitário Expedito Leandro da Silva) e Socorro Vasconcelos, representando Emídio Vasconcelos.
No meu caso, enquanto era lida a minha biografia, passava um filme na cabeça. A começar pela história de meus pais, que muito jovens tentaram construir um futuro próspero em Brasília. Dos sonhos que Nivaldo Alves Galindo e Cleonice Ramos Galindo depositaram em mim e em minha irmã. Da guinada de uma família de classe média que perdeu tudo em virtude dos problemas de saúde que afetaram minha mãe e, em seguida, meu pai, nos obrigando a, no caso deles, voltar à sua terra e no meu, aportar aqui pela primeira vez e pra sempre, começando tudo do zero.
Claro, também das pessoas que ficaram no caminho, a partir de meu pai e mais recentemente, em uma quadra difícil, minha irmã Nívea Cléa Ramos Galindo, mais Emídio Vasconcelos, Anchieta Santos e Monsenhor João Acioly, referências de vida. Por isso tanta emoção ao receber a comenda das mãos de Sandrinho e Patriota, que também estão ligados à minha caminhada.
Mas também foi uma solenidade marcada pela certeza: a primeira, de que valeu a pena buscar atuar nesse meio com correção, com ética, valores inegociáveis, compromissos firmados com a construção, a partir do que faço, de uma sociedade melhor. De Afogados, vi o mundo. Foi a atuação na Rádio Pajeú que me projetou para tão longe: da missão de geri-la administrativamente, da criação de um dos blogs mais respeitados do Estado à presidência da ASSERPE. Tudo isso sem trocar o chip, mantendo o “87”, sem deixar Afogados da Ingazeira e o Pajeú, minha base de atuação. Por isso sou tão grato à Rádio Pajeú, com a certeza de que nenhuma emissora me garantiria tamanho alinhamento de propósitos, conceitos, desse jeito de fazer rádio onde o principal agente é o povo, a sociedade.
Foi sendo moldado nesses princípios que entendi que jornalismo tem que fazer diferença na vida das pessoas. É por isso que construí esse nível de respeito principalmente da base da sociedade, por sua defesa intransigente, muitas vezes desagradando quem está no topo do poder, em suas diversas dimensões. É essa população que me leva tão longe. O resto, é consequência.
Fazendo uma retrospectiva pessoal, ao menos a certeza de que a minha escalada profissional e social não me afastou do alicerce. Ainda tenho a mesma visão de mundo de quem se indigna com o abismo social, com a falta de direitos a quem direitos tem, com as injustiças, com a ganância, com a negação de uma sociedade mais justa. Minhas lutas, bons debates, levantar de voz, derivam disso, com todas as minhas virtudes e defeitos.
Dedico essa medalha a essas pessoas, tantas anônimas, que de uma forma ou de outra confiaram a mim suas dores, aflições, demandas, através dos instrumentos que ocupo. E me desculpem aos que ofendi em nome dessa causa ao longo de mais de 30 anos. É porque exatamente por ter convivido com aquele que estampa a medalha, aprendi que na vida, há de se ter lado. Eu escolhi o meu, e não saberia mais abrir mão dele.
Deu sono
Foi interminável a solenidade da Câmara de Vereadores que entregou moções de aplauso e títulos de cidadão afogadense pelos 114 anos. Indiscutivelmente, o modelo deve ser repensado. Não é aceitável um evento marcado para 9 da manhã terminar quatro horas depois, em cima das 13 horas. Alguns discursos cansativos, parte deles sem nenhum nexo, foram muito criticados. Até quem ouviu pela Rádio Pajeú ficou cansado, imagine quem estava no espaço. O Presidente Rubinho tem que resolver isso antes de pendurar as chuteiras.
Ainda não
O blog perguntou à vereadora Patrícia de Bacana: você vai buscar voltar para o bloco de Evandro Valadares? A resposta: “quero dizer que não houve conversa. Sigo fazendo meu trabalho de representar o povo, ouvindo a população as suas necessidades e reivindicando do poder executivo”. Pela fala, numa leitura psicológica e subliminar, também não disse que se fecha para conversa de pé de ouvido.
Sou, mas ainda não
O vice-prefeito de São José do Egito, Eclérinston Ramos, voltou a negar em entrevista a este blogueiro na Gazeta FM que seja o nome confirmado para 2024, com prego batido e ponta virada, na sucessão de Evandro Valadares. Mas admite estar conversando com nomes que disputaram a eleição em 2020 e podem unir-se ao palanque governista como Rona Leite e Roseane Borja. Há quem diga que Eclérinston já o é, mas assumir agora daria uma dor de cabeça da gota…
Pagando pelo irmão
O radialista Júnior Alves quis saber na Cidade FM se a população votaria para prefeita em Socorro Veras, irmã de Aristides Veras, hoje na Contag, e do Federal Carlos Veras. O dado impressionou: 85% não votariam nela. A maior justificativa: Carlos Veras ainda não destinou emenda parlamentar para Tabira.
Atchiiiinnnnn!
O Presidente da Câmara de Vereadores de Arcoverde, Weverton Siqueira, o Siqueirinha, pegou uma virose muito agressiva, que o tirou de combate por uma semana. “Já estou quase pronto para voltar à ativa”, disse em sua rede social. Pra tirar onda, governistas disseram que foi a friagem excessiva que o parlamentar pegou caçando defeito no São João de LW.
Responsáveis
Não se faz oposição só aparecendo em entrevistas por telefone ou vídeo chamada. Por isso, Sebastião e Waldemar Oliveira são padrinhos da deserção de cada vez mais nomes que os trocam por Márcia Conrado e o bloco governista. Enquanto se preocupam com a macro política, com o AVANTE estadual e nacional e outras demandas, debandaram do debate em Serra. Viraram personagens virtuais. Some-se a isso a falta de espaços com a derrota de 2022 da chapa Marília-Sebá.
Rádio segue mais forte
O Instituto Múltipla aferiu os hábitos de consumo de mídia de Afogados da Ingazeira. O rádio continua sendo a principal fonte de informação, com praticamente 50% da preferência da população. Uma observação, a penetração é ainda maior, já que muitos que não o usam como principal fonte, mas também o escutam. Pesquisa Kantar Ibope mostrou que no estado 83% ouvem rádio, com média de 4 horas diárias.
Insta cresceu
Uma curiosidade, do crescimento da preferência o uso da ferramenta Instagram para ter acesso à informação (26,7%), contra 14% do Facebook, 12,3% de blogs e sites, 8,3% de WhattsApp e apenas 3% de carro de som. Isso explica porque alguns blogs estão gradativamente migrando para a plataforma Insta.
Pajeú disparada
Dos que ouvem rádio como principal fonte de notícias, a Rádio Pajeú alcança 72,7% de preferência, contra 20,8% da segunda colocada e 3,5% dos que citaram outros veículos. Em agosto do ano passado, no calor da cobertura eleitoral, essa preferência chegou a incríveis 76,7%.
Blog preferido
Ninguém lê apenas um blog ou canal no Instagram e Facebook para ter acesso a informações. Por isso há uma leitura de que esse perfil de levantamento deveria aferir pelo menos três nomes de veículos mais acessados. Mas, quando o Múltipla perguntou qual Instagram, blog, site ou Facebook que o afogadense mais acompanha para acessar notícias, o blog foi o mais citado, com 38,3% dos entrevistados. Considerando o número de blogs na cidade (aqui tem mais blogueiro do que gente), um número bastante expressivo.
Frase da semana:
“Que se promova a devida anotação do histórico de Jair Messias Bolsonaro no cadastro eleitoral de restrição à sua capacidade eleitoral passiva”.
Do Ministro Alexandre de Moraes, decretando o fim dos direitos políticos de Jair Bolsonaro por oito anos, esta semana, no julgamento do TSE por ataques do ex-presidente à democracia.
O Departamento de Estado dos EUA chamou a condenação do ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) de “perseguição e manipulação jurídica”. Na última terça (16), a Primeira Turma do Supremo condenou o ex-deputado Eduardo Bolsonaro a 4 anos e 2 meses de prisão, em regime semiaberto. A decisão foi unânime. Os ministros consideraram que o ex-deputado tentou coagir […]
O Departamento de Estado dos EUA chamou a condenação do ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) de “perseguição e manipulação jurídica”.
Na última terça (16), a Primeira Turma do Supremo condenou o ex-deputado Eduardo Bolsonaro a 4 anos e 2 meses de prisão, em regime semiaberto. A decisão foi unânime.
Os ministros consideraram que o ex-deputado tentou coagir os magistrados e articulou sanções dos Estados Unidos contra o Brasil para atrapalhar o julgamento de Jair Bolsonaro por golpe de Estado.
“Este é o mais recente exemplo de perseguição e manipulação jurídica por parte dos tribunais brasileiros contra a oposição política. Os debates políticos devem ser resolvidos por eleições democráticas, não por condenações”, declarou um porta-voz do Departamento de Estado dos EUA, sobre o caso.
Na quarta (17), o presidente dos EUA, Donald Trump, falou sobre o Brasil após ser questionado sobre sua interação com Lula pela repórter da TV Globo Bianca Rothier, durante uma entrevista à imprensa na cúpula de Évian, na França. Ele pareceu confundir os filhos de Bolsonaro, Flávio e Eduardo.
“Ouvi dizer que prenderam alguém que está concorrendo a um cargo hoje. Fiquei sabendo disso depois que saímos. Eu tinha acabado de me despedir dele [Lula] e ouvi dizer que prenderam o Bolsonaro Jr. Ele estava indo bem nas pesquisas, e o prenderam porque ele deu uma declaração no Texas. Prenderam ele, ou querem prender ele.”
O ministro do STF Alexandre de Moraes, relator do caso, entendeu que há elementos que comprovam que Eduardo Bolsonaro praticou o crime de coação no curso do processo, como acusou a Procuradoria Geral da República (PGR).
Eduardo Bolsonaro é acusado de promover junto ao governo Donald Trump, dos Estados Unidos, ações para criar um clima de instabilidade e temor, ameaçando e projetando retaliações estrangeiras contra ministros do STF e o Brasil.
Eduardo foi denunciado pela Procuradoria-geral da Pública e virou réu no STF. O objetivo das ações do deputado cassado no exterior, segundo a Procuradoria, era tentar impedir que o ex-presidente Jair Bolsonaro fosse condenado na chamada trama golpista. Bolsonaro foi condenado a mais de 27 anos de prisão e cumpre prisão domiciliar.
A procuradoria argumentou que as provas reunidas ao longo do processo confirmavam a conduta criminosa, sendo que o objetivo sempre foi o de sobrepor os interesses da família Bolsonaro às normas do devido processo legal e do bom ordenamento da Justiça para livrar o pai da responsabilização criminal.
A Procuradoria listou uma série de declarações de Eduardo, em entrevistas e em postagens em redes sociais, além de trocas de mensagens com Jair Bolsonaro que revelam articulações nos Estados Unidos para constranger a cúpula do Judiciário.
O advogado que falou em defesa de Eduardo foi o Defensor Público Esdras dos Santos Carvalho. Eduardo não indicou advogado. Ele pediu a absolvição do ex-deputado por falta de provas. A DPU afirmou que questões processuais justificam a anulação de todo o processo, entre elas, a participação de Moraes no julgamento.
Do Curiosamente – Ed Wanderley e Rafael Martins – Diário de Pernambuco Do ano em que houve o primeiro voo em avião comercial da história e o mundo enfrentava sua primeira grande guerra, José Miguel Lucio só lembra de ter nascido. Era 1914 e uma das últimas testemunhas ainda vivas do tempo em que Venceslau […]
Do Curiosamente – Ed Wanderley e Rafael Martins – Diário de Pernambuco
Do ano em que houve o primeiro voo em avião comercial da história e o mundo enfrentava sua primeira grande guerra, José Miguel Lucio só lembra de ter nascido. Era 1914 e uma das últimas testemunhas ainda vivas do tempo em que Venceslau Braz sucedia ao Marechal Hermes da Fonseca na presidência do Brasil começava a desmamar, numa pequena casa do Centro de Belo Jardim, no Agreste pernambucano.
José Miguel Lucio faz parte de um grupo raro: aos 101 anos, integra uma demografia que se resume a 0,07% da população. Na casa de alvenaria, coberta por madeira, no meio do barro da caatinga que castiga a zona rural de Iguaracy, a 365km do Recife, ainda reside outra improbabilidade: Rita Josefa de Jesus, que acaba de completar seu centenário.
Por poucos meses, o casal, junto há 80 anos, não foi contemporâneo do naufrágio do Titanic, ainda que o ambiente de mar nunca lhe tenha sido familiar. No meio tempo, foram oito filhos, 38 netos, 56 bisnetos e um trineto.
Os dois se conheceram na Paraíba, depois de Seu Lúcio fugir de casa, ainda com 12 anos. Bateu na porta da mãe de Rita, então criança, para pedir abrigo, depois de quase se afogar num rio durante uma enxurrada. O menino se fez homem na enxada. E, nos anos seguintes, trabalharia de carpinteiro a professor. Ela, filha de um agricultor dono de sítio, ia, sem sucesso, se dedicando a possíveis paixões e ao terço, de quem não desgruda desde os primeiros anos de vida.
“Era pra ser. Ninguém que aparecia agradava minha família. Mas, desde sempre, todo mundo gostava dele, mesmo quando eu nem pensava nada”, diz.
Apenas anos de convivência depois foi que a possibilidade se desenhou. Foi numa novena do município do Congo, na Paraíba, que “se engraçaram”. Do namoro ao casamento, um ano. Ele, que lembra de ter sido professor de português e matemática, não conseguiu ensiná-la a ler. Ela, que ensinava o terço, até hoje se ajoelha sozinha em sua devoção a São Sebastião.
Desde 1966, se mudaram para Iguaracy, na mesma casa onde estão desde então. Ao atingirem cem anos e quase cem descendentes, são a definição do que seria complementaridade. Lúcio, de pernas frágeis, passa a maior parte dos dias na cama ou em cadeiras reclinadas, contando longas histórias sobre a própria vida e, do quarto, ouve cada cômodo da residência.
Rita teve os olhos visitados pela neblina do tempo e só ouve o que é importante o bastante para lhe ser quase gritado e, no entanto, se desloca a passos pequenos pela casa até a pequena sala, onde ajoelha diante das imagens de seus protetores.
Questionados sobre o tempo que desejariam viver, dizem apenas seguir vivendo. Sem planos, sem expectativas, sem preocupações. Com a simplicidade de quem viveu mais que a maioria, sem, no entanto, se importar com ela.
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