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Folha: Patrimônio de candidatos a governador quase dobra

Por Nill Júnior

O patrimônio dos atuais candidatos a governador que também disputaram as eleições de 2010 quase dobrou em quatro anos. O valor total que esses políticos declararam para seus bens passou de R$ 179,7 milhões nas eleições passadas para R$ 342,3 milhões, uma evolução de 90%.

A inflação acumulada no período foi de 29%, segundo dados do IPCA, do IBGE. A Folha analisou as declarações de 129 candidatos a governador em todos os Estados. Foi possível checar a evolução de somente 95 deles, já que esses haviam apresentado seus dados à Justiça Eleitoral também em 2010.

Destes, 68 ampliaram o patrimônio, 23 reduziram e outros cinco se mantiveram iguais nesses quatro anos. O candidato a governador mais rico do país é o senador Eunício Oliveira (PMDB), líder nas pesquisas para a sucessão estadual no Ceará. Ele declarou ser dono de um patrimônio de R$ 99 milhões.

“É mesmo? Coisa boa, rapaz!”, respondeu o peemedebista após ser informado pela reportagem sobre sua posição na lista de mais ricos. “Isso é sinal de que tudo o que eu ganhei na iniciativa privada foi declarado no Imposto de Renda”, completou.

As declarações dos candidatos à Justiça Eleitoral subestimam o valor de seus bens, porque eles não são obrigados a informar o valor real de mercado dos imóveis que possuem. Basta indicar o valor histórico pelo qual foram adquiridos, sem correção, de acordo com normas da Receita Federal que valem para todos os contribuintes.

Além disso, muitos políticos têm empresas para administrar parte do patrimônio. Eles são obrigados a informar à Justiça Eleitoral as ações que possuem nessas empresas, mas não o valor dos imóveis que elas administram. Veja levantamento:

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Outras Notícias

Candidatos da terra precisam provar viabilidade eleitoral em Arcoverde

Em Arcoverde, já são 5 pré-candidatos da terra para o legislativo. No comentário para o Jornal Itapuama desta segunda-feira (06), trago um ponto central para esses ‘possíveis postulantes’ à Alepe e à Câmara Federal: não basta ser “da terra”; é preciso mostrar fôlego nas pesquisas e nas bases. Até agora, os pré-candidatos têm mostrado mais […]

Em Arcoverde, já são 5 pré-candidatos da terra para o legislativo.

No comentário para o Jornal Itapuama desta segunda-feira (06), trago um ponto central para esses ‘possíveis postulantes’ à Alepe e à Câmara Federal: não basta ser “da terra”; é preciso mostrar fôlego nas pesquisas e nas bases.

Até agora, os pré-candidatos têm mostrado mais disposição local e de missão partidária do que de viabilidade eleitoral.

​Os possíveis nomes locais – Olavo Bandeira, Luciano Pacheco, Já Morreu, Warton Brito, Coronel Tibério e, agora também, Israel Guerra (ex-vereador e ex-deputado eatasual) enfrentam o desafio de provar que possuem real viabilidade eleitoral para enfrentar o pleito com chances reais de vitória.

Fabrizio Ferraz comemora desempenho no Sertão de Itaparica

Com o resultado das eleições municipais, o deputado estadual Fabrizio Ferraz, que está em seu primeiro mandato, ampliou sua base eleitoral de forma consistente. O parlamentar garantiu a vitória dos prefeitos Gustavo Caribé, em Belém do São Francisco; Elizinho, em Carnaubeira da Penha; Washington, em Tacaratu, e Rogério Ferreira, em Jatobá. Todos no Sertão de […]

Com o resultado das eleições municipais, o deputado estadual Fabrizio Ferraz, que está em seu primeiro mandato, ampliou sua base eleitoral de forma consistente.

O parlamentar garantiu a vitória dos prefeitos Gustavo Caribé, em Belém do São Francisco; Elizinho, em Carnaubeira da Penha; Washington, em Tacaratu, e Rogério Ferreira, em Jatobá. Todos no Sertão de Itaparica. Fabrizio também comemorou a vitória de diversos vereadores aliados, com destaque para Fabiano Ferraz, eleito vereador do Recife com uma votação expressiva.

“Tivemos candidatos aliados disputando as eleições em diversos municípios pernambucanos. O nosso saldo é extremamente positivo. Junto aos nossos parceiros, fizemos uma campanha limpa, propositiva e participativa. Saímos vitoriosos em quatro prefeituras e com muitos vereadores eleitos, do Sertão à capital. Estamos muito felizes com o apoio e o reconhecimento da população. Esse resultado só aumenta a nossa responsabilidade”, disse.

Ferraz destacou ainda que já está dialogando com novas lideranças. “ Estamos conversando com líderes políticos de todas regiões e renovando o nosso compromisso com os municípios pernambucanos. Essas alianças são muito importantes para darmos continuidade ao nosso projeto na Assembleia Legislativa e seguir trabalhando em defesa do interesse de todos. Não tenho dúvidas de que, até 2022, teremos uma base ainda mais sólida”, finalizou.

Antonio de Pádua é nomeado superintendente da PF-PE

O governo Lula (PT) nomeou Antonio de Pádua, ex-secretário estadual de Defesa Social, para o cargo de superintendente da Polícia Federal (PF) em Pernambuco. A nomeação foi assinada pelo ministro Rui Costa, da Casa Civil, que também dispensou o chefe da Polícia Rodoviária Federal (PRF), Antonio Vital de Moraes Júnior, mas não nomeou um substituto. […]

O governo Lula (PT) nomeou Antonio de Pádua, ex-secretário estadual de Defesa Social, para o cargo de superintendente da Polícia Federal (PF) em Pernambuco. A nomeação foi assinada pelo ministro Rui Costa, da Casa Civil, que também dispensou o chefe da Polícia Rodoviária Federal (PRF), Antonio Vital de Moraes Júnior, mas não nomeou um substituto.

A publicação da nomeação do superintendente da PF saiu na edição de quarta-feira (18) do Diário Oficial da União. Antonio de Pádua Vieira Cavalcanti foi chefe da Secretaria de Defesa Social (SDS) por quatro anos, entre junho de 2017 e junho de 2021, durante a gestão do ex-governador Paulo Câmara (PSB).

Antonio de Pádua deixou o cargo de secretário após a repressão violenta da Polícia Militar a um protesto pacífico contra Bolsonaro (PL), no Recife. Em 29 de maio de 2021, policiais militares atacaram manifestantes, agrediram uma vereadora e atiraram nos olhos de dois homens que sequer participavam do ato e perderam a visão de um dos olhos.

Antonio de Pádua substitui o delegado Daniel Grangeiro de Souza, que assumiu em junho de 2021, no lugar da delegada Carla Patrícia Cintra Barros da Cunha, primeira mulher a chefiar a Polícia Federal em Pernambuco. Neste ano, ela se tornou secretária de Defesa Social do governo de Raquel Lyra (PSDB), mesmo cargo já ocupado por Pádua. As informações são do G1.

SJE: decreto estende fechamento do comércio aos domingos

A Prefeitura de São José do Egito tomou mais uma medida para evitar disseminação do coronavirus e resolveu fechar o comércio aos domingos. A exceção são farmácias e postos de combustíveis. O prefeito Evandro Valadares no uso de suas atribuições, baixou o novo decreto na manhã desta sexta (15), determinando o fechamento do comércio em […]

A Prefeitura de São José do Egito tomou mais uma medida para evitar disseminação do coronavirus e resolveu fechar o comércio aos domingos. A exceção são farmácias e postos de combustíveis.

O prefeito Evandro Valadares no uso de suas atribuições, baixou o novo decreto na manhã desta sexta (15), determinando o fechamento do comércio em geral aos domingos. A medida vale até o dia 31 de maio.

A medida tem objetivo de evitar aglomerações e aumentar o isolamento social. Em São José do Egito, o isolamento está abaixo da metade desejável.

O decreto 014, de 15 de maio, autoriza a comercialização via delivery, em modo de entrega. Unidades de saúde, em prontidão para combate ao coronavirus, também estão com funcionamento autorizado.

TRE-PE rejeita recurso e confirma mandato de Gilvandro Estrela

Tribunal entende que posts em redes sociais privadas e apoio voluntário de servidores não anulam eleição em Belo Jardim O Tribunal Regional Eleitoral de Pernambuco (TRE-PE) encerrou mais um capítulo da disputa jurídica sobre a eleição em Belo Jardim. Por unanimidade, os magistrados rejeitaram os embargos de declaração que tentavam reverter a vitória do prefeito […]

Tribunal entende que posts em redes sociais privadas e apoio voluntário de servidores não anulam eleição em Belo Jardim

O Tribunal Regional Eleitoral de Pernambuco (TRE-PE) encerrou mais um capítulo da disputa jurídica sobre a eleição em Belo Jardim. Por unanimidade, os magistrados rejeitaram os embargos de declaração que tentavam reverter a vitória do prefeito Gilvandro Estrela e de seu vice, José Lopes Silveira. A decisão reafirma que não houve abuso de poder ou uso indevido da máquina pública durante a campanha.

A oposição buscava apontar irregularidades em postagens de redes sociais e na participação de servidores municipais em atos políticos, mas o tribunal considerou as provas frágeis e insuficientes para cassar os mandatos.

Um dos pontos centrais do julgamento foi o uso de redes sociais. A acusação alegava que o uso de “slogans” e identidades visuais que remetiam à prefeitura configuraria propaganda institucional irregular. No entanto, o TRE-PE aplicou a Súmula nº 16, que diferencia o que é oficial do que é privado.

Perfil Privado: O tribunal entendeu que postagens feitas em perfis pessoais dos candidatos, sem o uso de dinheiro público ou símbolos oficiais, não violam a Lei das Eleições.

Liberdade de Expressão: O uso de elementos gráficos que lembrem a gestão, quando feitos em contas particulares, não foi considerado ilícito, já que não ficou provado o gasto de verbas do município nessas publicações.

Outro argumento derrubado pelo tribunal foi o de que servidores estariam trabalhando para a campanha em horário de serviço. Segundo o acórdão, os depoimentos colhidos mostraram uma realidade diferente:

“Servidores públicos teriam atuado voluntariamente em atos de campanha, fora do horário de expediente, sem prova de ordem superior e sem utilização de bens públicos”, diz trecho da fundamentação.

O tribunal também analisou um episódio isolado envolvendo um veículo público, mas concluiu que um fato único, sem prova de comando direto ou gravidade que desequilibrasse o pleito, não é capaz de configurar abuso de poder.

Ao rejeitar o recurso, o TRE-PE fixou uma tese importante para futuros casos eleitorais: para cassar um mandato por abuso de poder, é necessária uma “prova robusta” e a demonstração de que o fato teve gravidade real. A simples soma de “fatos isolados ou frágeis” não serve como base para punições severas como a perda do cargo.

Com essa decisão, o colegiado considerou que os embargos foram apenas uma tentativa de “rediscutir o mérito” por inconformismo da parte derrotada, mantendo o resultado das urnas inalterado.