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“Foi uma decisão muito tranquila”: Maria Arraes explica filiação ao PSB 

Por André Luis

Em entrevista ao programa A Tarde é Sua, da Rádio Pajeú, nesta segunda-feira (30), a deputada federal Maria Arraes detalhou os motivos que a levaram a se filiar ao Partido Socialista Brasileiro (PSB). A parlamentar classificou a mudança como um processo natural e refletido, destacando a importância da coletividade na política.

“Foi uma decisão muito tranquila. A gente sabe que política é coletiva, que a gente não faz nada sozinho”, afirmou.

Ao comentar sua trajetória no primeiro mandato, Maria Arraes ressaltou que, apesar de ter origem em uma família tradicional da política pernambucana, a experiência prática no Legislativo trouxe novos aprendizados. Segundo ela, um dos principais desafios enfrentados foi o isolamento político.

“Eu fiquei muito isolada nesses últimos anos e percebi a necessidade de ter alguém, de ter um grupo ali pra gente caminhar juntos”, declarou.

A deputada também citou a relação histórica de sua família com o partido como um dos fatores que pesaram na decisão. Além disso, destacou que encontrou no PSB um equilíbrio entre acolhimento e independência política.

“O PSB me assegurou liberdade e autonomia para poder tomar minhas decisões individuais, ao mesmo tempo em que me ofereceu acolhimento, o acolhimento de um time”, disse.

Maria Arraes ainda enfatizou a identificação ideológica com a legenda, que, segundo ela, reúne grupos com pensamentos semelhantes e alinhados ao campo progressista.

“É um time que compartilha ideais parecidos com os meus, que tá no campo progressista, que caminha com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, é um partido que tem história de luta, que tem lado e compromisso com políticas públicas que fazem de fato a diferença na vida do povo”, destacou.

Ao final, a deputada reforçou que a mudança foi fruto de reflexão e planejamento, com expectativas positivas para o futuro.

“Foi um movimento muito tranquilo, muito pensado, muito consciente e que eu tenho certeza que vão render bem bons frutos aí nos próximos anos”, concluiu.

Outras Notícias

Serra: Presidente da Câmara impede manifestação e encerra sessão em Serra Talhada

Em Serra Talhada, o presidente da Câmara Manoel Enfermeiro aderiu ao famoso dois pesos e duas medidas. Em uma casa onde vaias, aplausos e toda sorte de manifestação tradicionalmente são respeitados, considerando ser “a Casa do Povo”, onde um presidente raramente invoca o regimento, ao não ser em grandes excessos, o presidente encerrou uma sessão […]

Fotos: WhattsApp

Em Serra Talhada, o presidente da Câmara Manoel Enfermeiro aderiu ao famoso dois pesos e duas medidas.

Em uma casa onde vaias, aplausos e toda sorte de manifestação tradicionalmente são respeitados, considerando ser “a Casa do Povo”, onde um presidente raramente invoca o regimento, ao não ser em grandes excessos, o presidente encerrou uma sessão por discordar da linha de atuação do público presente à Casa, formado em sua maioria por apoiadores do PSL e do Presidente Jair Bolsonaro.

A discussão era de uma Moção de Repúdio  013/2019, de autoria do vereador Sinézio Rodrigues (PT). Ela condenava os cortes de 30% na Educação. O alvo, o Presidente Jair Bolsonaro. Algo legítimo por parte do parlamentar, assim como o direito de acompanhar por quem discordava. Um grupo da Direita Serra Talhada foi à Câmara acompanhar.

Rosimério de Cuca defendeu a Moção. Paulo Melo e André Maio a criticaram. O último disse que votou em Bolsonaro e que ele é Presidente de Serra e de todos, no que foi aplaudido. Foi a hora que Manoel Enfermeiro entrou em cena. “Eu peço a vocês mais uma vez. Eu nem quero que vocês aplaude bem nem o mal. Não aplaude. Não. vamo fazer…” Alguém reclama da plateia invocando a liberdade de expressão, mas sem estardalhaço. Manoel: “tá suspensa a sessão, pronto!” E encerra os trabalhos.

 

Ouça Manoel encerrando a sessão. Aparentemente não há motivação ou baderna que justifiquem a decisão:

 

O que incomoda saber é que Manoel invoca a máxima de que, para uns, a lei para outros, a força da lei. Não são poucas as sessões, transmitidas por emissora local e redes sociais em que a população se manifesta e muitas vezes não tem nenhum advertência pelo Presidente da Casa.  No caso, não houve intimidação.

O grupo, apesar das bandeiras polêmicas, muitas com as quais a maioria da população não se identifica, como no caso dos recursos para universidades, não era representado por baderneiros. Muitos tem vida social conhecida, ativa, trabalham e moram em Serra Talhada. Assim, por mais complexo que possa parecer, o Presidente recorreu ao mesmo expediente que sempre condenou: a intolerância e falta de respeito á liberdade de expressão em uma casa que é do povo. Uma pena…

Janot apresenta denúncia contra Temer até terça

G1 O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, deverá apresentar nesta semana denúncia contra o presidente Michel Temer junto ao Supremo Tribunal Federal (STF) pelo crime de corrupção passiva. O prazo para o oferecimento da denúncia termina na terça (27), mas é possível que a peça seja protocolada nesta segunda (26). A acusação preparada por Janot […]

G1

O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, deverá apresentar nesta semana denúncia contra o presidente Michel Temer junto ao Supremo Tribunal Federal (STF) pelo crime de corrupção passiva.

O prazo para o oferecimento da denúncia termina na terça (27), mas é possível que a peça seja protocolada nesta segunda (26).

A acusação preparada por Janot deverá se basear nas investigações abertas a partir das delações de executivos da JBS no âmbito da Lava Jato.

Além de Temer, é alvo do inquérito o ex-assessor do presidente e ex-deputado federal Rodrigo Rocha Loures (PMDB-PR), flagrado com uma mala com R$ 500 mil.

Segundo o Ministério Público, o dinheiro era parte de propina paga pela empresa para ser favorecida, por influência do governo, no Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), órgão federal que arbitra disputas entre empresas concorrentes.

Para a Polícia Federal, a ligação de Rocha Loures com Michel Temer foi atestada numa conversa gravada, em março, na qual o presidente indica o ex-deputado como “homem de confiança” a um dos donos da JBS, Joesley Batista, para tratar problemas enfrentados pela empresa no governo.

Prefeito de Calumbi participa de debates sobre reforma tributária, educação e saúde durante Marcha dos Municípios

O prefeito de Calumbi, Joelson, destacou a participação do município na Marcha dos Municípios, realizada em Brasília, como uma oportunidade de aprendizado e articulação política em defesa das demandas municipais. Segundo o gestor, a quarta-feira (20) foi marcada por uma série de encontros institucionais e debates voltados ao fortalecimento das administrações municipais. Entre os compromissos, […]

O prefeito de Calumbi, Joelson, destacou a participação do município na Marcha dos Municípios, realizada em Brasília, como uma oportunidade de aprendizado e articulação política em defesa das demandas municipais.

Segundo o gestor, a quarta-feira (20) foi marcada por uma série de encontros institucionais e debates voltados ao fortalecimento das administrações municipais. Entre os compromissos, Joelson visitou o senador Túlio Gadêlha, ocasião em que foram discutidas pautas consideradas estratégicas para o desenvolvimento de Calumbi.

Durante a programação, o prefeito também esteve acompanhado do prefeito de Custódia, Manoel Messias, além das vereadoras de Betânia, Pelôca e Espedita Quilombola, que participaram do congresso municipalista em Brasília.

A agenda incluiu palestras e debates sobre temas considerados prioritários para os municípios brasileiros, entre eles: Tribunal de Contas da União (TCU), Reforma Tributária, Educação em Tempo Integral, Educação Especial, Emenda 136 e CNPrev, Emergência Climática, Assistência Social, Saneamento e Saúde Pública.

De acordo com Joelson, a participação no evento possibilita a troca de experiências entre gestores e o acesso a novas estratégias administrativas que podem contribuir para o crescimento de Calumbi e para a melhoria da qualidade de vida da população.

A Marcha dos Municípios reúne anualmente prefeitos, vereadores e representantes de administrações públicas de todo o país para discutir políticas públicas, financiamento e desafios enfrentados pelas cidades brasileiras.

Ataque contra secretária da Mulher do Cabo foi forjado, diz polícia; atirador é pai de motorista

Da Folha PE A Polícia Civil de Pernambuco concluiu que foi forjado o ataque contra a secretária da Mulher da Prefeitura do Cabo de Santo Agostinho, ocorrido em março deste ano. A informação foi divulgada nesta segunda-feira (18). A caminhonete em que Aline Melo estava como passageira foi alvo de tiros na noite de 27 […]

Da Folha PE

A Polícia Civil de Pernambuco concluiu que foi forjado o ataque contra a secretária da Mulher da Prefeitura do Cabo de Santo Agostinho, ocorrido em março deste ano. A informação foi divulgada nesta segunda-feira (18).

A caminhonete em que Aline Melo estava como passageira foi alvo de tiros na noite de 27 de março, na rodovia estadual PE-28. Na ocasião, o veículo ficou com marcas de dois disparos. A gestora e seu motorista não ficaram feridos, e Aline, à época, disse que o caso poderia ter sido motivado por violência de gênero.

Segundo a delegada Myrthor Andrade, titular da 14ª Delegacia de Polícia de Homicídios (14ª DPH), o atirador, que estava em uma motocicleta no momento dos disparos, é o pai do motorista da secretária. Imagens mostram o momento em que o atirador e as supostas vítimas se encontraram momentos antes dos tiros.

As investigações iniciaram após a secretária e o motorista registrarem um boletim de ocorrência para relatar a tentativa de homicídio sofrida na PE-28.

“Eles contaram que saíram do local de trabalho e o destino final seria Gaibu. Antes de pegar a PE-28, passaram por uma obra, mas não desceram do carro. Eles disseram que não mantiveram contato com ninguém, foram direto para a estrada sentido Gaibu”, informou a delegada.

Diante do ocorrido, a equipe de investigação tentou buscar imagens de câmeras de segurança do trecho que pudessem ter flagrado a ação e a placa da moto usada no crime. Uma das câmeras flagrou o momento em que uma moto com as mesmas características da usada pelo suspeito está parada no início da PE-28.

“Logo em seguida, o veículo onde estavam essas duas vítimas também parou e eles conversaram, interagiram durante 17 segundos. Nesse meio tempo, chegou a notícia para a equipe de investigação da delegacia que o pai do motorista teria uma moto com características parecidas”, relatou a delegada.

O pai foi levado à unidade policial para prestar depoimento e, inicialmente, informou não ter feito o percurso do crime, e que só teria saído até a delegacia após saber da tentativa de homicídio contra o filho.

“Diante desse primeiro depoimento e das imagens que a gente captou desse prévio encontro, os três foram convidados novamente à delegacia, intimados para prestar esclarecimento. O motorista, quando a gente apresentou as imagens, permaneceu em silêncio”, afirmou a delegada.

Já a secretária informou ter lembrado da parada, mas, questionada sobre o que teria sido essa conversa de 17 segundos, ela afirmou que não prestou atenção.

“A passageira disse: ‘Ah, realmente, o carro teve uma parada lá e eu percebi quando o motorista pegou ou recebeu alguma entrega’, e questionada se ela reconheceria quem era essa pessoa da moto que estava pilotando, ela disse que não”, detalhou a delegada.

O homem assumiu que era ele que estava na moto e que realmente tinha feito um prévio encontro com o filho, mas sob a justificativa de que fariam uma entrega de canetas emagrecedoras e que essa entrega seria feita em Gaibu. Relatou, ainda, que não teria mencionado antes com medo da comercialização ilícita.

As imagens mostraram que o motociclista retornou pela via em curto espaço de tempo, divergindo do relato de entrega de medicamento em Gaibu. O homem teria dito que voltou após o filho pedir para ele buscar uma maquineta de cartão de crédito.

Ao ser questionada se os envolvidos teriam forjado a ação, a delegada destacou que “a conclusão foi nesse sentido”, e que não ficou claro para a polícia o motivo e intenção. Ressaltou, também, que a secretária correu risco, apesar da farsa.

“Não foi uma pedrada, foi um disparo de uma pessoa que estava sozinha numa moto, pilotando no escuro. A pessoa que efetuou os disparos assumiu esse risco, quem estava dentro também. É muito subjetivo, a gente não pode avaliar do porquê de uma pessoa assumir isso. Mesmo a vítima tendo consciência, o motociclista vai responder pela tentativa”, detalhou a delegada.

Os envolvidos foram responsabilizados de acordo com a conduta no crime. A mulher e o motorista vão ser responsabilizados por fraude processual, falsa comunicação de crime e denunciação caluniosa. Já o motorista, piloto da moto, que efetuou dois disparos, foi denunciado por fraude processual e tentativa de homicídio.

A arma usada no crime não foi encontrada. “O procedimento, o inquérito, já foi concluído, já foi remetido ao Ministério Público. Agora fica a cargo da promotoria de indiciar e analisar a conduta, a tipificação e seguir para a Justiça”, afirmou Myrthor Andrade.

Secretária afastada

Por meio de nota, a Prefeitura do Cabo de Santo Agostinho informou que tomou conhecimento das informações divulgadas pela Polícia Civil de Pernambuco sobre o caso e que, diante dos fatos apresentados e enquanto as investigações seguem em andamento, a gestão determinou o afastamento da secretária e do motorista citado no caso.

Mauro Cid confirma bastidores das articulações golpistas após eleições de 2022

O Supremo Tribunal Federal (STF) iniciou nesta segunda-feira (9) a fase de interrogatórios dos réus acusados de envolvimento na tentativa de golpe de Estado para manter Jair Bolsonaro no poder após a derrota nas eleições de 2022. Os depoimentos são presenciais e conduzidos na Primeira Turma do STF pelo ministro Alexandre de Moraes, relator do […]

O Supremo Tribunal Federal (STF) iniciou nesta segunda-feira (9) a fase de interrogatórios dos réus acusados de envolvimento na tentativa de golpe de Estado para manter Jair Bolsonaro no poder após a derrota nas eleições de 2022. Os depoimentos são presenciais e conduzidos na Primeira Turma do STF pelo ministro Alexandre de Moraes, relator do processo.

Entre os principais depoimentos, o do tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Bolsonaro, joga luz sobre as movimentações nos bastidores do governo e das Forças Armadas nos dias que se seguiram ao segundo turno. Em sua fala, Cid detalha pressões para um golpe, articulações financeiras para sustentar manifestações antidemocráticas e o monitoramento ilegal de autoridades, entre elas o próprio Moraes.

Encontros, dinheiro vivo e acampamentos

Cid revelou que participou de uma reunião no dia 12 de novembro de 2022, na casa do então ministro da Defesa, General Braga Neto, ao lado dos coronéis de Oliveira e Ferreira Lima. Segundo ele, o encontro foi convocado para discutir a insatisfação com o processo eleitoral e a atuação das Forças Armadas. Cid permaneceu no local por cerca de 15 minutos e foi retirado antes da parte considerada mais sensível: as “medidas operacionais”.

Dois dias depois, o então Major de Oliveira o procurou solicitando recursos financeiros para “trazer pessoas do Rio de Janeiro”, em referência às manifestações em frente aos quartéis. O tesoureiro do PL, partido de Bolsonaro, se recusou a fornecer o dinheiro, e Braga Neto então entregou pessoalmente uma quantia em espécie a Cid, dentro de uma caixa de vinho, no Palácio da Alvorada. O dinheiro foi repassado ao militar no mesmo dia. Segundo Cid, a origem provável dos recursos seria o agronegócio.

Pressões por um decreto e caos social

O ex-ajudante de ordens revelou ainda que havia pressão constante para que Bolsonaro assinasse um decreto de estado de sítio ou estado de defesa, o que abriria caminho para uma intervenção militar. A ideia, segundo Cid, era provocar “caos social” com manifestações massivas, criando o clima para o decreto. Os debates aconteciam em reuniões e grupos de WhatsApp, inicialmente vistos por ele como bravatas, mas com o tempo ganharam força.

Entre os mais radicais, Cid citou o General Mário Fernandes, que insistia para que generais como Freire Gomes e Jorel Arruda apoiassem uma ação militar. Bolsonaro, segundo relato, acreditava que qualquer medida poderia ser tomada até 31 de dezembro — data em que deixaria o cargo, e não apenas até a diplomação de Lula, em 12 de dezembro.

Tentativa de manipular relatório das Forças Armadas

Outro ponto sensível do depoimento foi a tentativa de Bolsonaro de influenciar o relatório da Comissão de Transparência Eleitoral do Ministério da Defesa. O documento técnico original não apontava fraude, mas o então presidente queria algo “mais político”. O resultado foi um texto ambíguo: não afirmava fraude, mas dizia que “não foi possível auditar” completamente o processo eleitoral.

Monitoramento ilegal de Alexandre de Moraes

Mauro Cid também confirmou que recebeu ordens de Bolsonaro para monitorar o ministro Alexandre de Moraes, presidente do TSE e relator dos inquéritos no STF. Em um caso, o presidente queria confirmar um suposto encontro entre Moraes e o então vice-presidente Hamilton Mourão. Em outro, o pedido veio do Major de Oliveira. As ordens foram repassadas ao Coronel Câmara. Cid, no entanto, disse não saber se houve retorno.

Forças especiais infiltradas e expectativas de fraude

O militar relatou ainda que as Forças Armadas infiltraram agentes de inteligência e forças especiais nos acampamentos antidemocráticos, com a missão de levantar informações sobre vulnerabilidades e possíveis ações. Cid também intermediou, a pedido de Bolsonaro, uma reunião com o General Estevan Theophilo, apontado como alguém que poderia “fazer” se recebesse uma ordem — embora fosse legalista e dependente da anuência do Comandante do Exército.

Documentos encontrados com Cid também foram esclarecidos: o chamado “Plano de Fuga” era, segundo ele, uma estratégia de defesa caso Bolsonaro fosse alvo de um golpe. Já o documento “Copa 2022”, recebido do Major de Oliveira, trazia apenas logística de viagem para Brasília, sem planos operacionais.

O “Plano 142”, que previa anulação das eleições e a permanência de Bolsonaro no poder, não foi reconhecido por Cid, que também negou ter recebido qualquer ordem para desmobilizar os acampamentos. Para ele, o grande estopim desejado pelos radicais seria a descoberta de fraude nas urnas — algo que não ocorreu.

Enfim, o silêncio da cúpula militar

O depoente reforçou que o General Freire Gomes, então comandante do Exército, jamais foi criticado por Bolsonaro, embora se recusasse a apoiar qualquer aventura golpista. Cid afirmou que a postura de Freire Gomes foi correta, pois qualquer ação fora da Constituição levaria o país a uma crise sem precedentes.

Um retrato da conspiração

O depoimento de Mauro Cid, feito sob risco de prisão e rompimento do acordo de colaboração, traça um retrato minucioso da conspiração golpista que se formou dentro e fora do Palácio do Planalto, revelando como alas militares, civis e políticas se articularam em torno da ideia de subverter a ordem democrática.

Com o início dos interrogatórios no STF, o Brasil aprofunda sua investigação sobre os que buscaram romper com o resultado das urnas e a legalidade institucional — um processo que poderá redefinir os limites entre o poder civil e militar no país.