Desde terça-feira (18/11), o Festival Pernambuco Nação Cultural aportou na charmosa cidade de Gravatá, no agreste pernambucano, em uma edição que abarca a 16ª Festa da Estação. O festival espalha arte pela cidade fomentando a cadeia produtiva das mais variadas linguagens, além de oferecer oficinas e workshops que buscam despertar novos agentes culturais. Um momento de celebrar a rica cultura de Pernambuco.
Durante o fim de semana, a programação recebe um reforço com os shows no Palco Nação Cultural, instalado no Pátio de Eventos Chucre Mussa Zarzar. Com o intuito de fortalecer a música local e valorizar os artistas gravataenses, dois projetos da cidade abrem as noites de shows: Gravatá Pop, com Paulo Taciano, Sandro Monteiro, Thaiza Doolira, Rodrigo Lins e Jarbas Travassos, na sexta-feira (21/11); e o Samba Gravatá com Carlinhos Cantor, Andrea Santos, Sérgio Buq e Thiaguinho Rodrigues, no sábado (22/11).
A programação no Palco Nação Cultural segue, na sexta-feira, com show do cantor Gustavo Travassos e da forrozeira Cristina Amaral. No sábado, o público confere os shows do Pernambuco Samba Show, do cantor Silvério Pessoa que traz para a cidade o repertório do seu mais recente CD ‘No Grau’ e todo o romantismo e o balanço da paraense Fafá de Belém.
PRIMEIRA MÃO O Tribunal Regional Eleitoral de Pernambuco (TRE-PE) impôs uma derrota contundente às manobras que tentam esvaziar a participação feminina na política. Por unanimidade, a Corte manteve a condenação do Partido dos Trabalhadores (PT) em Manari por fraude à cota de gênero nas eleições de 2024. A decisão determina a anulação de todos os […]
O Tribunal Regional Eleitoral de Pernambuco (TRE-PE) impôs uma derrota contundente às manobras que tentam esvaziar a participação feminina na política. Por unanimidade, a Corte manteve a condenação do Partido dos Trabalhadores (PT) em Manari por fraude à cota de gênero nas eleições de 2024. A decisão determina a anulação de todos os votos recebidos pela legenda para o cargo de vereador e a cassação imediata dos diplomas dos candidatos envolvidos.
O relator do processo, Desembargador Paulo Machado Cordeiro, foi enfático ao apontar que as candidaturas de Síntia Henrique Vieira e Maria José de Brito Pereira foram meramente fictícias. Segundo o acórdão, as candidatas serviram apenas como “peças de preenchimento” para que o partido atingisse o percentual mínimo de 30% exigido por lei, permitindo o lançamento de candidaturas masculinas.
Provas do descaso
Os números e os fatos apresentados no processo desenham um cenário de total abandono das candidaturas femininas pela estrutura partidária:
Votação irrisória: em um universo de 11 mil eleitores, as candidatas obtiveram apenas 3 e 2 votos, respectivamente.
Campanha inexistente: não houve registro de gastos, materiais gráficos ou qualquer movimentação em redes sociais.
Militância para terceiros: em vez de buscarem votos para si, fotos e vídeos mostram as candidatas fazendo campanha para o candidato majoritário de outra legenda (Republicanos), usando cores e números que não eram os seus.
“Precisam parecer verdadeiras”
Em seu voto, o relator destacou que a fraude de gênero fere o espírito da democracia e que as candidaturas de mulheres não podem ser tratadas como um detalhe burocrático. Para o magistrado, as candidatas eram “invisíveis aos olhos do eleitorado”.
“Candidaturas femininas urgem ser tratadas com seriedade e compromisso”, afirmou o relator.
Com a decisão, o TRE-PE determinou o recálculo dos quocientes eleitoral e partidário no município. O caso serve como um alerta rigoroso: a democracia brasileira não aceita mais o uso de mulheres como laranjas para manter o poder nas mãos de velhas oligarquias ou estruturas patriarcais.
Contas foram julgadas pela Justiça Eleitoral; Ministério Público Eleitoral já havia se manifestado pela desaprovação. Por André Luis EXCLUSIVO Nesta terça-feira (8), a Justiça Eleitoral, julgou desaprovadas as contas de campanha do vereador de Carnaíba, eleito no pleito de 2020, Esdras Paulo dos Santos, o Irmão Paulinho de Serra Branca (DEM). O Ministério Público Eleitoral, […]
Contas foram julgadas pela Justiça Eleitoral; Ministério Público Eleitoral já havia se manifestado pela desaprovação.
Por André Luis
EXCLUSIVO
Nesta terça-feira (8), a Justiça Eleitoral, julgou desaprovadas as contas de campanha do vereador de Carnaíba, eleito no pleito de 2020, Esdras Paulo dos Santos, o Irmão Paulinho de Serra Branca (DEM).
“Aprioristicamente consigno que as contas foram apresentadas tempestivamente pelo prestador o e que os elementos que compõem os autos são suficientes para a formação do juízo de mérito, sendo despicienda qualquer diligência adicional. Após a análise técnica dos aspectos formais e do conteúdo da prestação de contas, que se reveste de natureza objetiva, a equipe técnica apontou a presença de irregularidades. A deficiência apontada reside em 1 ponto nevrálgico: constatou-se que o candidato efetuou diretamente ao
fornecedor Luiz Raony Avelino Lima o pagamento da importância de R$300,00 (trezentos reais), referente ao serviço de Produção de jingles, sem a imprescindível circulação de recursos pela conta bancária específica de campanha eleitoral. Impende observar que tal montante totalizou a integralidade dos recursos arrecadados pelo candidato”, escreveu o Juiz Eleitoral Bruno Querino Olímpio na sentença.
“Ante o exposto, em função da infração ao art. 14 da Res. 23.607/2019, da Res. TSE n. 23.607/2019, Julgo Desaprovadas as contas de Esdras Paulo Dos Santos, nos termos do art. 74, III, da Resolução TSE n. 23.607/2019” sentenciou o juiz. Leia aqui a íntegra da sentença.
Os foliões de Petrolina conhecerão na próxima semana o Rei e a Rainha do Carnaval 2018. As majestades serão escolhidas, na terça-feira (30), durante um concurso promovido pela prefeitura no Parque Municipal Josepha Coelho. Mas, a disputa já começou nas redes sociais onde acontece uma votação popular que dará 3 pontos extras ao candidato ou […]
Os foliões de Petrolina conhecerão na próxima semana o Rei e a Rainha do Carnaval 2018. As majestades serão escolhidas, na terça-feira (30), durante um concurso promovido pela prefeitura no Parque Municipal Josepha Coelho. Mas, a disputa já começou nas redes sociais onde acontece uma votação popular que dará 3 pontos extras ao candidato ou candidata escolhido pela população.
O título é disputado entre 10 casais indicados através dos Centros de Referência de Assistência Social (CRAS) para representar suas respectivas comunidades. Durante o desfile da terça, que acontece a partir das 17h, uma comissão vai julgar os candidatos que serão avaliados em critérios como: desenvoltura, elegância, simpatia, traje e torcida.
A proposta é que o candidato escolhido através da votação popular siga para o concurso com a vantagem dos ‘pontos extras’ em relação aos demais concorrentes. O evento faz parte de uma parceria entre a Secretaria de Desenvolvimento Social e Direitos Humanos e a Secretaria de Cultura, Turismo e Esportes.
Segundo a secretária de Desenvolvimento Social, Kátia Carvalho, o objetivo é valorizar o público atendido através dos serviços de convivência dos Centros de Referência de Assistência Social. “A ideia é que as comunidades se sintam, de fato, representadas neste processo de escolha do rei e da rainha do nosso carnaval. É uma grande responsabilidade para cada participante que vai levar a alegria do carnaval para seu bairro e para toda Petrolina”, disse a gestora da pasta.
Basta uma foto nas redes sociais para alimentar especulação e imaginação. O Deputado Estadual Luciano Duque esteve cumprindo agendas em Serra Talhada, com o ex-presidente da CDL e empresário Marcos Godoy, o Marquinhos. Uma em Santa Cruz da Baixa Verde. Outro encontro em uma comunidade rural de Serra Talhada. Marquinhos nunca escondeu seu desejo de […]
Basta uma foto nas redes sociais para alimentar especulação e imaginação.
O Deputado Estadual Luciano Duque esteve cumprindo agendas em Serra Talhada, com o ex-presidente da CDL e empresário Marcos Godoy, o Marquinhos.
Uma em Santa Cruz da Baixa Verde. Outro encontro em uma comunidade rural de Serra Talhada.
Marquinhos nunca escondeu seu desejo de um dia, servir politicamente a Serra Talhada. Em 2020, teve o nome colocado no bloco de oposição e chegou a ser cotado para ser candidato a prefeito ou vice.
Claro, a especulação aumenta depois das declarações recentes de Duque reclamando da condução da prefeita Márcia Conrado. Nos bastidores, Duque invoca que teria uma base fiel a ele e que poderia abalar a ala governista, apesar de dizer não ser o seu objetivo.
No momento mais dramático da recente história democrática brasileira, eis que surgem fatos controversos buscando atrair os olhares da população encarecida de conhecimento, suprimindo o diálogo e, com isso, tentando ocultar as mazelas que se apresentam diuturnamente. Num País de tantas desavenças, criminalizar o exercício judicante da magistratura, o trabalho dos membros do Ministério Público, […]
No momento mais dramático da recente história democrática brasileira, eis que surgem fatos controversos buscando atrair os olhares da população encarecida de conhecimento, suprimindo o diálogo e, com isso, tentando ocultar as mazelas que se apresentam diuturnamente.
Num País de tantas desavenças, criminalizar o exercício judicante da magistratura, o trabalho dos membros do Ministério Público, das polícias e dos agentes públicos que trabalham incessantemente para mudar a realidade do Brasil não é, a meu ver, a melhor solução.
O abuso de autoridade não é uma conduta defensiva. Mas, saliente-se que no Brasil já existe uma lei que trata dos infratores que abusam de autoridade, a normativa é a Lei 4898/65. Ou seja, há uma Lei de Abuso de Autoridade em vigor no nosso país desde 1965, no auge do Regime Militar.
Deveras reconhecer, que há abusos por parte de agentes públicos investidos de autoridade Estatal, que usurpam de suas funções e despertam, no legislador, esse anseio por uma nova legislação que contenham criminalize tais condutas.
É sabido que após a deflagração da denominada “Operação Lava Jato”, o seu modus operandi não agradou a maioria da doutrina processualista brasileira. Tal operação foi muito importante para a descoberta de crimes de colarinho branco que dificilmente recebiam a resposta do Estado-juiz que a sociedade tanto espera. Espera, porque está cansada de tanta corrupção. De tanta desigualdade. No entanto, antes da operação lava jato, a Constituição da República Federativa do Brasil, de 1988, o Código de Processo Penal e demais leis correlatas, já existiam e, por isso, precisam ser respeitadas.
Alguns juízes, promotores, delegados, militares e agentes públicos usam a máquina estatal para satisfazer seus desejos, dar carteiradas e agir em desacordo com o conjunto jurídico-normativo que rege o nosso Estado Democrático Brasileiro. Assim, por essas condutas é que o legislador propôs o Projeto de Lei nº 7.596, de 2017, concluso ao Presidente da República, que poderá receber sanção ou veto, total ou parcial.
Contudo, a maioria dos juízes, membros do Ministério Públicos, e demais agentes públicos exercem suas funções com zelo e presteza, respeitando o Ordenamento e dilatando a Justiça para aquelas vidas severinas que não têm quem os ampare. Criticar o Poder Judiciário, pedir o impeachment de ministros dos tribunais superiores, e fomentar na população o desrespeito à Justiça, é o que os ditadores e golpistas mais sabem fazer. Um Estado sem juiz é como uma partida de futebol sem árbitro, os mais fortes vencerão os mais fracos e com eles farão o que bem entenderem.
Portanto, é papel da sociedade brasileira fomentar o respeito às instituições democráticas, zelando por todos os que compõe o Sistema de Justiça que, em consonância com a CRFB/88, têm garantido a sociedade, sempre que por ela provocado, o acesso aos direitos e garantias fundamentais.
À vista dessas considerações, entendo que o Presidente da República deve vetar totalmente o PL nº 7.596, de 2017, para que o Congresso Nacional, à luz da boa hermenêutica penalista, da sua principiologia e da Constituição, discuta com a sociedade e, indo novamente a votação, que esta seja aberta e amplamente difundida para o conhecimento da população.
Por Renan Walisson de Andrade é acadêmico de Direito na Faculdade de Integração do Sertão – FIS.
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