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Fechamento de estação de transbordo pode afetar a vida de quase 30 famílias, em Tabira

Por Nill Júnior

Reunião com prefeitura hoje define encaminhamentos. Na Associação, clima é de apreensão 

A Presidente da Associação de Catadores e Catadoras de Tabira, entidade que realiza as operações de coleta e seleção de materiais recicláveis na estação de transbordo de Tabira, Cleciana Brito, demonstrou apreensão com a perspectiva de fechamento da unidade.

A associação é composta por 22 famílias além de algumas outras que não são associadas.

“Nosso papel é selecionado o material reciclável a partir de todo o lixo coletado em Tabira. Fazemos essa separação e a comercialização após o beneficiamento do material”, explica.

A luta da associação é para que a gestão Flávio Marques não feche o local. Haverá uma reunião hoje e há rumores do fechamento, sob alegação de que há exigência da CPRH, a Agência Estadual de Meio Ambiente. “Eles alegam que não tem como manter pelo custo alto. Mas a CPRH deu prazos e fez recomendações para que essas famílias continuem desempenhando o trabalho”. Uma das ideias era de ter uma solução intermediária. A gestão sinaliza que deve levar os resíduos sólidos para um aterro mais próximo,  em Afogados.  Há caminhos para uma saída que mantenha a Associação em atividade.

Tabira é a única cidade do Pajeú que tem uma estação de triagem e transbordo. “São mais de 22 agentes ambientais que contribuem com a cidade, retirando do meio ambiente muita coisa que levaria anos, décadas para ser absorvida pela natureza, que vão deixar de poluir a terra, além da renda que gera para as famílias”.

Diz só querer continuar trabalhando. “A maioria, 70%, são mães solo, provedoras do lar, amedrontadas com a ideia de perder a renda. “Tirar essa atividade é uma maldade. Nossa associação é modelo. Temos apoio de entidades como Diocese, Meio Ambiente, e acho que o caminho não é esse”.

O local é visitado por escolas e estudantes,  tem apoio da Diocese de Afogados da Ingazeira e Diaconia, e auxilia no debate sobre educação ambiental.  Tem refeitório,  galpão,  precisando apenas de alguns ajustes.

A notícia gera apreensão em pleno ano de debate da Campanha da Fraternidade Ecológica que teve lançamento do Regional Nordeste 2 na Diocese de Afogados. Com o tema “Fraternidade e Ecologia Integral”, alerta para os impactos da ação humana no meio ambiente .

Outras Notícias

Lula vem a Pernambuco dia 22

O Deputado Federal Carlos Veras (PT-PE) confirmou a vinda de Lula a Pernambuco dia 22. Ele estará em Recife lançando a nova fase do Programa de Aquisição de Alimentos – PAA, com investimentos de R$ 500 milhões. A agenda, em local a definir, terá participação de Fetape, MST, CUT PE,  mandato de Doriel Barros e […]

O Deputado Federal Carlos Veras (PT-PE) confirmou a vinda de Lula a Pernambuco dia 22.

Ele estará em Recife lançando a nova fase do Programa de Aquisição de Alimentos – PAA, com investimentos de R$ 500 milhões. A agenda, em local a definir, terá participação de Fetape, MST, CUT PE,  mandato de Doriel Barros e outras instituições.

Segundo ele, falando ao programa Frente a Frente, a governadora Raquel Lyra e o prefeito João Campos serão convidados institucionalmente. Não há notícia de agenda reservada.

Ela também deve fazer visita ao pátio da Jeep em Goiana. Na agenda há também previsão de ida de Lula a João Pessoa.

Victor Oliveira anuncia candidato a vice

O pré-candidato Victor Oliveira acabou com um dos mistérios da sucessão em Serra Talhada. Ele anunciou seu pré-candidato a vice. É José Edilmo, o Véi das Verduras, do PSC. Ele tem histórico como feirante conhecido na cidade. Foi ao comunicador Anderson Tennens no programa A Voz da Notícia, da Vilabella FM.  “Não é alguém que […]

O pré-candidato Victor Oliveira acabou com um dos mistérios da sucessão em Serra Talhada. Ele anunciou seu pré-candidato a vice. É José Edilmo, o Véi das Verduras, do PSC. Ele tem histórico como feirante conhecido na cidade.

Foi ao comunicador Anderson Tennens no programa A Voz da Notícia, da Vilabella FM.  “Não é alguém que vai interagir só na formação de chapa. quero parceiro que esteja junto com a gestão”. Segundo ele, o nome tem uma bela história e conhece os problemas reais da população”. Pouco depois, soltou um vídeo em sua conta no Instagram apresentando o candidato.

Ele ponderou sobre a fala de ontem no Sertão Notícias  sobre a pré-candidata Socorro Brito e disse que sua fala foi tirada de contexto, mesmo mantendo praticamente a mesma afirmação. Ele negou que a fala tenha sido preconceituosa.

“Os almoços dela são sempre deliciosos. Habilidade de receber bem na casa dela e aprendi muito com ela, não só sobre politica mas sobre gestão de área da saúde. Admiro a pessoa dela, apesar de não concordar com o modelo implantado na prefeitura”.

Sertanejos na “Assembleia Chororô”

Na Assembleia Geral Extraordinária realizada ontem (14) na Amupe, estiveram presentes além do Presidente, José Patriota (Prefeito de Afogados),  João Batista (Triunfo), Adelmo Moura (Itapetim), Zeinha Torres (Iguaracy), Lino Morais (Ingazeira), Tânia Maria (Brejinho), Sávio Torres (Tuparetama), Emmanuel Fernandes, oManuca (Custódia), Mário Flor (Betânia), Tião Gaudêncio (Quixaba), Sandra Magalhães (Calumbi). A Assembleia Geral Extraordinária foi, segundo a Amupe em nota, a mais difícil dos últimos tempos, […]

Foto/Informações: JÚNIOR FINFA

Na Assembleia Geral Extraordinária realizada ontem (14) na Amupe, estiveram presentes além do Presidente, José Patriota (Prefeito de Afogados),  João Batista (Triunfo), Adelmo Moura (Itapetim), Zeinha Torres (Iguaracy), Lino Morais (Ingazeira), Tânia Maria (Brejinho), Sávio Torres (Tuparetama), Emmanuel Fernandes, oManuca (Custódia), Mário Flor (Betânia), Tião Gaudêncio (Quixaba), Sandra Magalhães (Calumbi).

A Assembleia Geral Extraordinária foi, segundo a Amupe em nota, a mais difícil dos últimos tempos, devido às medidas drásticas necessárias que os gestores estão tomando para conter a crise: demissões, diminuição de cargos, corte de gratificação e dos serviços prestados à população.

José Patriota, presidente da Amupe e prefeito de Afogados da Ingazeira, destacou o momento ao abrir os debates para que cada prefeito desse seu depoimento. Cerca de 5 mil servidores, entre comissionados e contratados, já foram demitidos este ano, além da previsão de novas medidas igualmente drásticas.

A herança fragmentada de Miguel Arraes

Herdeiros e antigos aliados de Miguel Arraes compõem ao menos três tendências diferentes. E sem nenhuma harmonia Por Paulo Veras e Renata Monteiro / JC Online Mente por trás de projetos que mudaram a vida de milhares de pernambucanos, o ex-governador Miguel Arraes deixou um legado agora disputado por pelo menos três membros da sua […]

O imaginário do “Doutor Arraes” está cada vez mais vivo na memória dos pernambucanos
Foto: Alexandre Severo/ Acervo JC Imagem

Herdeiros e antigos aliados de Miguel Arraes compõem ao menos três tendências diferentes. E sem nenhuma harmonia

Por Paulo Veras e Renata Monteiro / JC Online

Mente por trás de projetos que mudaram a vida de milhares de pernambucanos, o ex-governador Miguel Arraes deixou um legado agora disputado por pelo menos três membros da sua família: seus netos Antônio Campos (Podemos) e Marília Arraes (PT), e seu bisneto, João Campos (PSB), que pretendem concorrer a cargos nas eleições deste ano. Construído praticamente do zero pelo jovem cearense que chegou ao Recife em meados dos anos 1930 para estudar e trabalhar, esse capital político hoje mostra-se valioso, com o imaginário do “Doutor Arraes” cada vez mais vivo na memória dos que o conheceram.

Mas como surgiu o “mito” Arraes? Por que essa figura, distante do governo do Estado há 20 anos, ainda provoca comoção? A resposta para essas perguntas está, em grande medida, no direcionamento que ele deu às suas gestões. No início da década de 1960, por exemplo, ainda prefeito do Recife, toca iniciativas que ampliaram o fornecimento de água e luz na cidade, cria o Movimento de Cultura Popular (MCP) e urbaniza bairros como o de Boa Viagem, na Zona Sul da capital. Ao chegar ao Palácio do Campo das Princesas, incentiva a sindicalização de trabalhadores rurais, leva luz elétrica para o interior e desenvolve programas nas áreas da habitação, saúde e documentação, por exemplo. Sua deposição pelos militares, em 1964, reforça sua aura mítica, fazendo com que retorne do exílio, em 1979, ainda mais forte politicamente.

“A obra de Arraes não é física, embora ele tenha obras físicas, mas é muito mais profunda, de impregnação na alma coletiva. Para você ter uma ideia, em 1959, 75% das casas do Recife eram mocambos. Favelas sem água encanada, energia elétrica, feitas de palafitas no meio do rio; muitas ocupações. E foi ele que conseguiu a posse da terra e deu origem a vários bairros do Recife. Esse povo humilde sempre contou com Arraes como alguém que ia olhar por eles e ficar do lado deles. Ficou uma aura de líder popular, que falava simples, de um carisma enorme”, rememorou o jornalista Evaldo Costa, que foi secretário de imprensa de Arraes e Eduardo Campos.

Eduardo, inclusive, demonstrou ao avô ter o interesse para a política que nenhum dos dez filhos dele tinha. Durante o segundo e terceiro mandatos de Arraes como governador, Eduardo o acompanhou de perto, chegando a atuar como seu secretário de Governo. Em 1994, ao concorrer ao cargo de deputado federal, venceu a eleição com mais de 100 mil votos. Era o sucessor natural do avô e alcançou por duas vezes o cargo mais alto do Estado, mas teve a trajetória interrompida em agosto de 2014, quando foi vítima de um acidente de avião durante sua campanha presidencial.

Para Carlos Siqueira, presidente nacional do PSB, o legado de Arraes não pode ser adquirido, pois, segundo ele, pertence a todos aqueles que compartilham das suas ideias. “Os herdeiros de Doutor Arraes não se resumem a um partido, a pessoas ou a família. É uma herança que deve ser dividida, não só em Pernambuco, mas no Brasil, com todos os que compartilhem das ideias de justiça social que ele sempre defendeu. Inclusive, muitas pessoas o admiram mesmo sem estar em partidos”, avaliou Siqueira.

“Arraes tá aí de novo”

Marília, que inclusive reeditou o jingle “Arraes tá aí, Arraes tá aí de novo” para a sua pré-campanha, diz acreditar que esta não é uma disputa de família, mas sim de posições político-partidárias. “Eu não acredito que pelo fato de haver pessoas da família disputando em seja qual for o palanque vá haver alguma briga desse tipo (pela herança política de Arraes). O que há é uma demarcação e um entendimento da própria população do campo onde Arraes estaria e o que Arraes faria no momento político que o Brasil está vivendo. Isso eu acho que está muito claro no imaginário das pessoas. Que Arraes era um político de esquerda e estava na esquerda em favor dos direitos das pessoas que mais precisavam”, disse a vereadora.

No partido onde Arraes foi presidente durante 12 anos, o PSB, João Campos, filho de Eduardo, se prepara para disputar sua primeira eleição. Candidato a deputado federal, João deve utilizar o número 4040, que já foi usado pela avó, Ana Arraes, e pelo bisavô, Miguel. Procurado para comentar o tema, o chefe de Gabinete do governador Paulo Câmara (PSB) não foi localizado pela reportagem.

O escritor e advogado Antônio Campos trava atualmente uma batalha judicial com o PSB na tentativa de proibir a legenda de vincular imagem, nome, voz ou qualquer outra referência a Arraes em suas propagandas de rádio e TV. Tonca preside o Instituto Miguel Arraes (IMA) e concorreu à Prefeitura de Olinda nas últimas eleições municipais, sendo derrotado pelo candidato Lupércio Nascimento (SD). Nas eleições deste ano, ele pretende concorrer ao Senado. Tonca não retornou às chamadas da reportagem.

São José do Egito: João de Maria anuncia apoio a Fredson Brito

Neste sábado (6), o presidente da Câmara de Vereadores de São José do Egito, João de Maria, declarou seu apoio à pré-campanha de Fredson Brito para prefeito, causando surpresa no cenário político da cidade. Com a adesão de João de Maria, a bancada de oposição na Câmara passa a ter maioria, um fator que pode […]

Neste sábado (6), o presidente da Câmara de Vereadores de São José do Egito, João de Maria, declarou seu apoio à pré-campanha de Fredson Brito para prefeito, causando surpresa no cenário político da cidade.

Com a adesão de João de Maria, a bancada de oposição na Câmara passa a ter maioria, um fator que pode alterar consideravelmente a dinâmica política local. João de Maria é vereador do PSB e sua saída do grupo do prefeito Evandro Valadares e do secretário Paulo Jucá representa uma significativa baixa na Frente Popular. 

Agora a bancada de oposição tem João de Maria, Albérico Tiago, Aldo da Clipsi, Maurício do Bairro São João, Damião de Carminha, Vicente de Vevéi e Jota Ferreira (Representado na foto pelo seu filho, Júnior).

“A adesão de João de Maria fortalece a pré-campanha de Fredson, que já lidera todas as pesquisas e é considerado o grupo favorito para vencer as eleições municipais de 2024 na Terra da Poesia”, diz a assessoria.

Segundo a assessoria de Fredson, a movimentação política de João de Maria ressalta a crescente fragmentação dentro da Frente Popular e o fortalecimento da oposição, que agora conta com uma maioria decisiva na Câmara de Vereadores de São José do Egito.