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“Faz o L”: bolsonaristas agora criticam Lula por fim de desoneração de impostos sobre gasolina

Por Nill Júnior

Sem desoneração, gasolina pode subir até R$ 0,90 em 1º de janeiro.

A estimativa foi feita por José Alberto Paiva Gouveia, presidente do Sincopetro (Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo do Estado de São Paulo). No caso do etanol, o aumento na bomba pode ser de até R$ 0,70.

Nesta terça-feira (27), o futuro ministro da Fazenda, Fernando Haddad, pediu para que o atual ministro da Economia, Paulo Guedes, não prorrogasse a desoneração dos impostos federais sobre combustíveis.

Na avaliação de Gouveia, no entanto, “nada impede” que o governo Lula publique, já no dia 1º de janeiro, decreto renovando a desoneração de impostos. “Haddad pode fazer isso a qualquer momento”, disse Gouveia. Para o presidente do Sincopetro, o governo Lula busca fazer ganho político da situação. “Politicamente é inteligente. Por que o novo governo daria esse louro ao governo que está saindo?”, disse.

Hoje, Haddad disse que precisa de mais tempo para avaliar a desoneração de impostos sobre combustíveis. Qual é a urgência de tomar medidas a três dias da posse? Sobretudo em temas que podem ser decididos sem atropelo”. Nas redes sociais, bolsonaristas que estiveram calados em todas as altas na gestão Bolsonaro já reagem com o tradicional “Faz o L”.

Outras Notícias

Lula cumpre agenda em Pernambuco no próximo dia 22

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) visita Pernambuco no próximo dia 22 de março. Ele vem acompanhado do ministro de Desenvolvimento, Paulo Texeira. O chefe do Executivo nacional vai lançar o novo Programa de Aquisição de Alimentos (PAA).  A iniciativa foi uma das marcas do Governo do PT e foi parada no Governo […]

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) visita Pernambuco no próximo dia 22 de março. Ele vem acompanhado do ministro de Desenvolvimento, Paulo Texeira. O chefe do Executivo nacional vai lançar o novo Programa de Aquisição de Alimentos (PAA). 

A iniciativa foi uma das marcas do Governo do PT e foi parada no Governo Bolsonaro. O investimento da iniciativa é de R$ 500 milhões para todo o país. A confirmação foi dada na quarta-feira (8), e a agenda deverá ser realizada no Recife. Na Capital, ele vai assinar uma medida provisória para viabilizar o programa. 

O anúncio será realizado por conta de um simbolismo. Durante o governo Bolsonaro, o Governo de Pernambuco criou um Programa de Aquisição de Alimentos estadual. A iniciativa é fruto de uma articulação dos movimentos sociais.

“O PA é um programa responsável pela agricultura familiar. Ele compra produtos da agricultura familiar e faz processo de doação para famílias carentes. A gente precisa investir para acabar com a fome do país. A agricultura familiar é responsável pela alimentação de 80% das famílias brasileiras”, afirmou o deputado federal Carlos Veras (PT). “É um programa sensível que garante a compra da produção dos produtos cultivados por agricultores familiares e também o combate à fome”, disse o deputado federal Carlos Veras (PT).

O deputado também cobrou que o Governo do Estado mantenha a iniciativa em Pernambuco.

“A gente espera que o Governo do Estado dê continuidade ao programa para que a gente não fique dependente do Governo Federal”, concluiu. As informações são do Blog da Folha.

Oposição com data marcada para debater seus rumos

Blog da Folha A oposição ao Governo Paulo Câmara (PSB) vai se reunir mais uma vez em busca de consolidar sua força e definir seus rumos para 2018. Diante de um quadro que parece ter mudado desde o fim do ano passado, quando a candidatura da vereadora Marília Arraes (PT) ganhava mais força, o grupo […]

Blog da Folha

A oposição ao Governo Paulo Câmara (PSB) vai se reunir mais uma vez em busca de consolidar sua força e definir seus rumos para 2018. Diante de um quadro que parece ter mudado desde o fim do ano passado, quando a candidatura da vereadora Marília Arraes (PT) ganhava mais força, o grupo terá de traçar estratégias para lidar com uma possível aliança entre o PT e o PSB em Pernambuco, desmanchando a programação prévia do conjunto oposicionista.

Depois de terem se reunido em janeiro, em Petrolina, no Sertão, num evento comandado pelo prefeito Miguel Coelho (PSB), o bloco de oposição a Paulo Câmara já tem data e local definidos para o próximo encontro: 3 de março, numa casa de shows em Caruaru, no Agreste. O grupo terá como anfitriã a prefeita Raquel Lyra (PSDB) e o ex-governador João Lyra Neto (PSDB), liderança com forte influência na região.

Se antes o grupo contava com o crescimento da pré-candidatura de Marília Arraes para o Governo e, com isso, poderia apostar em lançar apenas um nome para a disputa para o Palácio do Campo das Princesas, possivelmente terá de rever a sua estratégia. Para levar o pleito para o segundo turno, talvez seja preciso considerar dois nomes do mesmo grupo na disputa. Isso porque se as negociações de PT e PSB avançarem, o nome da vereadora petista ficará em segundo plano na aliança.

Ainda no fim de janeiro, o senador Fernando Bezerra Coelho (MDB), que é um dos nomes cotados por esse conjunto da oposição para disputar o Governo do Estado, chegou a declarar que o melhor caminho para eles seria uma candidatura única, em função do crescimento da pré-candidatura de Marília Arraes. No entanto, se ele já havia declarado que seria “o candidato” da oposição, também já considerou que o bloco pode oferecer dois nomes.

Coluna do Domingão

Nada será como hoje! Nem o melhor roteirista político definiria o cenário de super decisão da eleição mais assistida do país, a de Recife. Faz uma semana apenas, muitos eram os que definiam como “quase impossível” a campanha de João Campos conseguir reduzir uma vantagem que oscilava entre oito e dez pontos percentuais em favor […]

Nada será como hoje!

Nem o melhor roteirista político definiria o cenário de super decisão da eleição mais assistida do país, a de Recife.

Faz uma semana apenas, muitos eram os que definiam como “quase impossível” a campanha de João Campos conseguir reduzir uma vantagem que oscilava entre oito e dez pontos percentuais em favor da petista Marília Arraes.  Mas ela foi reduzida e neste domingo, só a formalização do resultado poderá revelar quem vai gerir o Recife a partir de 1 de janeiro.

A bem da verdade, a muito não se via uma campanha de tão baixo nível como a que assistimos entre socialistas e petistas.  Os ataques foram em muito covardes, baixos, com temas que nada tem a ver com capacidade gerencial e discussão real dos problemas de uma das cidades mais complexas e desiguais do país. Em alguns momentos, algumas pautas bolsonaristas pareceram puritanas perto do que se viu.

A campanha de João Campos atacou com a fala de Marília Arraes defendendo a retirada da bíblia do espaço da Câmara do Recife por vivermos em país laico. Todos sabemos que não é essa a questão que deve prevalecer no debate sucessório . Apelar pra isso foi pobre, baixo e deu certo.  Parte do eleitorado mais conservador fez crescer a rejeição e cair a intenção de Marília.

No contra ataque, o uso rasteiro de um áudio da avó de Campos, Ana Arraes, dizendo ter sido agredida pelo neto João.  Outra vez, sem nenhum efeito prático na pauta que realmente interessa ao povo do Recife.

Em maior ou menor dose, os ataques de João ao PT e Lula, com quem o pai teve uma relação além política, as críticas de Marília a Renata Campos, a divisão de uma família por disputa de poder, partidos que podem estar juntos em 2022 no plano nacional se atacando vorazmente, no grande jogo de interesses. Tudo isso só empobreceu o debate.

A capital que amamos, outrora vitrine, sinônimo de eleições históricas e de campanhas alinhadas com sua boa rebeldia e identidade, fica manchada por um processo eleitoral pobre, baixo e feio. Um péssimo exemplo pra Pernambuco…

Dito isso, o dia de hoje vai mudar o eixo gravitacional da política no estado, vença quem vencer. Essa é daquelas campanhas que serão lembradas a cada eleição, pelas próximas décadas.   Nada será como hoje…

Olha a pesquisa!!

Atenção pras pesquisas que indicam quem ganha em Recife! Ipespe: 50% João e 50% Marília.  Real Big Data mostra Marília com 50% e João com 50%. Mas calma que o Datafolha é contraprova: 50 a 50. Lá vem o Ibope: 50% pra um e 50% pra outra…

O cada um de cada um

Se as pesquisas estiverem corretas, o ligeiro favoritismo é de João, dizem aliados, pela curva ascendente em todos os institutos.  Pode ter ganho com a manutenção da curva nas últimas 48 horas.  Mas os pró  Marília afirmam que ela manteve firmes os 50% e terá a sobra que lhe garantirá a eleição.

Fácil x duro

Bruno Covas (PSDB) em São Paulo, Eduardo Paes (DEM) no Rio de Janeiro, Cícero Lucena (PP) em João Pessoa e Dr Pessoa (MDB) de Teresina serão eleitos. Além de Recife, Porto Alegre, com Manuela Dávila (PCdoB) x Sebastião Melo (MDB), Vitória com José Coser (PT) e Delegado Pazolini (Republicanos) terão decisões apertadas.

Intubado e reeleito

Em Goiânia, Maguito Vilela será reeleito sobre Vanderlan Cardoso em um leito de UTI. Continua em ventilação invasiva com traqueostomia, ligado ao aparelho ECMO e fazendo hemodiálise, segundo boletim médico divulgado neste sábado (28). Está internado há mais de um mês em tratamento contra a Covid-19.

A força do debate

A Diretora do Instituto Ipespe, que divulgou pesquisas com a Folha de Pernambuco e deu mais um 50×50, Marcela Montenegro, disse em entrevista a esse blogueiro que em uma disputa tão acirrada, o impacto do debate da Globo no público mais politizado pode ter decidido o pleito.

Terno passado

Falando em eleições, presidentes de Câmara definidos ou encaminhados na região do Pajeú: Ronaldo de Dja (Serra Talhada), Rubinho do São João (Afogados), Beto de Marreco (São José do Egito), Edmundo Barros (Tabira) e Dr Júnior (Santa Terezinha).

Frase da semana: 

“Uma vez mais, venho pedir a todos os eleitores: não deixem de votar”. Do presidente do TSE, Luiz Roberto Cardoso.  Ele promete, ao contrário de 15 de novembro, uma apuração rápida.

Discussão entre primos termina com um morto em Custódia

 Um desentendimento entre dois primos terminou com um deles morto no sábado (6), no Sítio Lagoinha, na zona rural de Custódia, no Agreste de Pernambuco. De acordo com a Polícia Militar, o suspeito – Alexasandro Pinheiro da Silva, um agricultor de 21 anos – matou o pedreiro Miguel Raimundo Moura Neto, de 26, a golpes […]

 facadaUm desentendimento entre dois primos terminou com um deles morto no sábado (6), no Sítio Lagoinha, na zona rural de Custódia, no Agreste de Pernambuco. De acordo com a Polícia Militar, o suspeito – Alexasandro Pinheiro da Silva, um agricultor de 21 anos – matou o pedreiro Miguel Raimundo Moura Neto, de 26, a golpes de faca.À polícia, a mãe da vítima disse que os dois já haviam brigado outras vezes por motivos banais.

A PM informou que o suspeito entrou na casa da vítima, os dois discutiram e entraram em luta corporal. Os parentes tentaram conter a briga, mas não conseguiram. O agricultor pegou a faca na cozinha e desferiu três golpes contra o pedreiro, que morreu no local.

O corpo da vítima foi encaminhado ao Instituto de Medicina Legal (IML) de Caruaru, no Agreste de Pernambuco. Até a publicação desta matéria, o suspeito ainda não havia sido preso.

Editorial da Folha de São Paulo defende renúncia de Dilma

O Jornal Folha de São Paulo assumiu editorialmente a opinião de que Dilma e Temer não tem condições de gerir o país e que o melhor caminho seria a renúncia para poupar o país da repercussão de um processo de Impeachment. Não é muito comum no Brasil posições abertas a favor de posições políticas ou […]

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O Jornal Folha de São Paulo assumiu editorialmente a opinião de que Dilma e Temer não tem condições de gerir o país e que o melhor caminho seria a renúncia para poupar o país da repercussão de um processo de Impeachment.

Não é muito comum no Brasil posições abertas a favor de posições políticas ou candidatos. Nos EUA, jornais costumam até assumir posições para republicanos ou Democratas. O país, há questionamentos sobre posições veladas ou subliminares, mas não editoriais plenas. Leia o que disse a Folha:

A presidente Dilma Rousseff (PT) perdeu as condições de governar o país. Nunca é desejável interromper, ainda que por meios legais, um mandato presidencial obtido em eleição democrática.

Depois de seu partido protagonizar os maiores escândalos de corrupção de que se tem notícia; depois de se reeleger à custa de clamoroso estelionato eleitoral; depois de seu governo provocar a pior recessão da história, Dilma colhe o que merece.

Formou-se imensa maioria favorável a seu impeachment. As maiores manifestações políticas de que se tem registro no Brasil tomaram as ruas a exigir a remoção da presidente. Sempre oportunistas, as forças dominantes no Congresso ocupam o vazio deixado pelo colapso do governo.

A administração foi posta a serviço de dois propósitos: barrar o impedimento, mediante desbragada compra de apoio parlamentar, e proteger o ex-presidente Lula e companheiros às voltas com problemas na Justiça.

Mesmo que vença a batalha na Câmara, o que parece cada vez mais improvável, não se vislumbra como ela possa voltar a governar. Os fatores que levaram à falência de sua autoridade persistirão.

Enquanto Dilma Rousseff permanecer no cargo, a nação seguirá crispada, paralisada. É forçoso reconhecer que a presidente constitui hoje o obstáculo à recuperação do país.

Embora existam motivos para o impedimento, até porque a legislação estabelece farta gama de opções, nenhum deles é irrefutável. Não que faltem indícios de má conduta; falta, até agora, comprovação cabal. Pedaladas fiscais são razão questionável numa cultura orçamentária ainda permissiva.

Mesmo desmoralizado, o PT tem respaldo de uma minoria expressiva; o impeachment tenderá a deixar um rastro de ressentimento. Já a renúncia traduziria, num gesto de desapego e realismo, a consciência da mandatária de que condições alheias à sua vontade a impedem de se desincumbir da missão.

A mesma consciência deveria ter Michel Temer (PMDB), que tampouco dispõe de suficiente apoio na sociedade. Dada a gravidade excepcional desta crise, seria uma bênção que o poder retornasse logo ao povo a fim de que ele investisse alguém da legitimidade requerida para promover reformas estruturais e tirar o país da estagnação.

O Tribunal Superior Eleitoral julgará as contas da chapa eleita em 2014 e poderá cassá-la. Seja por essa saída, seja pela renúncia dupla, a população seria convocada a participar de nova eleição presidencial, num prazo de 90 dias.

Imprescindível, antes, que a Câmara dos Deputados ou o Supremo Tribunal Federal afaste de vez a nefasta figura de Eduardo Cunha –o próximo na linha de sucessão–, réu naquela corte e que jamais poderia dirigir o Brasil nesse intervalo.

Dilma Rousseff deve renunciar já, para poupar o país do trauma do impeachment e superar tanto o impasse que o mantém atolado como a calamidade sem precedentes do atual governo.