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Ex-vereador é condenado por ataque ao blogueiro Júnior Finfa

Por Nill Júnior

Um ataque feito pelo ex-vereador e candidato a vereador nas eleições deste ano, José Edson Ferreira, o Zé Negão, ao blogueiro Júnior Finfa em 2019 em um grupo de WhatsApp lhe rendeu condenação na esfera cível.

Em dezembro de 2019, membro de um grupo de WhatsApp na cidade compartilhou notícia de Finfa informando da insatisfação dos pares na Câmara de Vereadores com Zé Negão, que chegou a acusar os colegas de “pangarés analfabetos”. Zé tinha sido alvo de Moção de Repúdio pelos ataques ao então prefeito José Patriota, e rebateu os colegas.

À época, um print da Coluna do Finfa foi publicada no grupo Acorda Afogados. Um seguidor provocou o vereador a se posicionar. Em resposta, Zé Negão publicou ataques gratuitos à honra e integridade desse Finfa.

Agora, a justiça decidiu que esses ataques injustificáveis causaram dano à imagem de Finfa. Em julho de 2023, o juiz Fernando Cerqueira Marcos definiu que as críticas causaram danos irreparáveis.

“O ilícito praticado pelo réu certamente acarreta abalos emocionais, violando direitos da personalidade do autor, devendo, portanto, indenizá-lo pelos prejuízos suportados, vez que sua conduta desidiosa fez gerar constrangimentos à parte autora, caracterizando o dano imaterial”, definiu.

Recentemente, o blog aceitou a composição de um acordo na execução da sentença, aceitando arredondamento do valor da indenização por danos morais em R$ 6 mil. O valor, por decisão de Finfa, está sendo revertido em ações assistenciais que já mantém, sem interesse em usufruto pessoal.

A ação tem caráter pedagógico, para mostrar ao ex-vereador e aos demais interessados que internet, grupos de WhatsApp ou redes sociais não são terras de ninguém.

Em tempo, Finfa agradeceu o suporte jurídico da advogada Marcela Maciel Oliveira, pela condução da ação, sempre na busca pela justa reparação cível. Veja aqui a sentença. As informações são do Blog do Finfa.

Outras Notícias

Câmara pauta projeto que reduz penas de condenados pelos atos de 8 de janeiro

O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), decidiu levar ao plenário nesta terça-feira (9) o projeto que prevê a redução das penas dos condenados pelo Supremo Tribunal Federal (STF) por participação nos atos antidemocráticos de 8 de janeiro de 2023. A proposta, relatada por Paulinho da Força (Solidariedade-SP), não anula condenações nem concede […]

O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), decidiu levar ao plenário nesta terça-feira (9) o projeto que prevê a redução das penas dos condenados pelo Supremo Tribunal Federal (STF) por participação nos atos antidemocráticos de 8 de janeiro de 2023. A proposta, relatada por Paulinho da Força (Solidariedade-SP), não anula condenações nem concede anistia, mas diminui o tempo de prisão para parte dos envolvidos.

Segundo o relator, o texto concede tratamento mais brando a réus que não exerceram liderança nem participaram do financiamento das invasões às sedes dos Três Poderes. A medida busca diferenciar participantes de baixa ofensividade dos articuladores e financiadores do ataque.

O projeto original previa anistia ampla para todos os envolvidos em manifestações realizadas desde o segundo turno das eleições de 2022. Motta afirmou que essa discussão está superada. “Esse projeto não tratará de anistia, mas sim de uma possibilidade de redução de penas para essas pessoas que foram condenadas pelo ato de 8 de janeiro”, disse.

O presidente da Câmara reforçou que a decisão de pautar o texto partiu exclusivamente da Presidência da Casa. “O Plenário é soberano para decidir. A nossa decisão foi tomada única e exclusivamente por vontade do presidente, que tem poder de pauta. Não foi para atender ao pedido de ninguém. Entendemos que a matéria está madura”, afirmou.

A votação deve mobilizar diferentes bancadas em um dos temas mais sensíveis do atual cenário político.

Apesar de rusgas com Victor Oliveira e preferência de Inocêncio pelo neto, Carlos Evandro acredita em unidade das oposições

Falando ao blogueiro Júnior Campos,  o ex-prefeito de Serra Talhada, Carlos Evandro, foi moderado ao falar da realidade de prefeituras como Serra Talhada, gerida por Luciano Duque, hoje sei adversário politico. “Às vezes você é taxado por uma culpa que não é sua. A união não repassa os recursos e quem paga o pato é […]

Falando ao blogueiro Júnior Campos,  o ex-prefeito de Serra Talhada, Carlos Evandro, foi moderado ao falar da realidade de prefeituras como Serra Talhada, gerida por Luciano Duque, hoje sei adversário politico.

“Às vezes você é taxado por uma culpa que não é sua. A união não repassa os recursos e quem paga o pato é o prefeito. Hoje você tem que ter muita coragem para enfrentar e ter muita determinação e amor por sua terra para ser um prefeito”, desabafou Evandro.

Já sobre seu grupo e uma possível candidatura sua e uma análise sobre os pré-candidatos da oposição e da situação, Victor Oliveira e Márcia Conrado, respectivamente, Carlos Evandro disse que nunca impôs sua candidatura.

“O critério seria pesquisa, unir o grupo e deixar que o povo decida. Está tendo esses ruídos dentro do grupo, mas eu vou conversar com Sebastião e nós vamos resolver isso. Não tenho nada pessoal contra Victor. Vamos deixar o povo decidir, mas vamos respeitar o critério de pesquisa. Eu não sou inimigo de Márcia e nem do prefeito. Nós somos adversários políticos, apenas isso”, explicou o ex-prefeito.

Evandro ainda se manteve firme ao ser questionado sobre sua participação na corrida eleitoral à Prefeitura no ano que vem e, também justificou a preferência de Inocêncio Oliveira pelo neto Victor.  “Inocêncio tem que puxar a sardinha pra o lado dele mesmo. É um homem que tenho muito respeito”. Contudo, Carlos ainda afirmou acreditar que em 2020, ele e seus correligionários e aliados, incluindo o próprio Inocêncio, farão uma campanha de alto nível e estarão todos unidos.

Sicoob Pernambuco dará sequência ao plano de expansão em 2022

De acordo com presidente da instituição, Evaldo Campos, estão previstas novas unidades em cidades como Olinda, São Bento do Una, Palmares, Timbaúba e Salgueiro. Ele avaliou positivamente o crescimento da instituição em 2021 O Presidente do Sicoob Pernambuco e Sicoob Central Nordeste, Evaldo Campos, fez uma avaliação positiva de 2021, falou das perspectivas para 2022 e […]

De acordo com presidente da instituição, Evaldo Campos, estão previstas novas unidades em cidades como Olinda, São Bento do Una, Palmares, Timbaúba e Salgueiro. Ele avaliou positivamente o crescimento da instituição em 2021

O Presidente do Sicoob Pernambuco e Sicoob Central Nordeste, Evaldo Campos, fez uma avaliação positiva de 2021, falou das perspectivas para 2022 e os projetos do maior sistema cooperativo do Brasil em Pernambuco. Ele falou à Rádio Pajeú e ao blog. Para ouvir, clique aqui no Podcast Pajeú Ou leia abaixo:

Que avaliação pode ser feita desse ano pelo Sicoob Pernambuco?

O Sicoob Pernambuco mesmo enfrentando uma crise durante o ano de 2021 está crescendo a todo vapor. Nossos ativos devem fechar na casa de R$ 400 milhões, o que representa crescimento de 50%. Nossa carteira de crédito deve ser fechada em R$ 300 milhões, ou mais 55%. Os depósitos que representam a confiança dos associados cresceram 27%, ou R$ 270 milhões. Começamos a cooperativa com R$ 36 mil e nosso capital social hoje é de R$ 50 milhões. Devemos fechar com resultado de R$ 8 milhões ou mais um pouco. Devemos jogar no capital social cerca de R$ 1 milhão e o restante vai para o fundo de reserva, Assembleia e Fundo de Assistência Técnica Social e conta dos associados. Quando criamos a cooperativa tínhamos 101 sócios. Hoje temos 43 mil associados.

O sistema bancário convencional tem uma tendência de fechamento de agências. O Sicoob caminha no sentido oposto, abrindo mais unidades. A que se deve isso?

Tem um princípio cooperativista que é muito forte, o interesse pela comunidade. Entendemos que devemos estar junto com  a sociedade, criando relacionamento. Embora alguns bancos se afastem pelo processo de digitalização, nós entendemos que o associado precisa da presença da empresa dele. Abrimos mais uma agência no Shopping Serra Talhada, uma em Camaragibe e outra em Jaboatão dos Guararapes. A cooperativa não é banco. É uma instituição financeira diferenciada, que tem que zelar por seus associados. Além disso, temos a presença do ponto de atendimento digital e um gerente específico. Temos um público que não quer se relacionar, querem fazer suas operações, aplicações e empréstimos digitalmente. E oferecemos toda  segurança. Nosso aplicativo é o melhor do mercado.

Para o próximo ano, que novas praças devem ganhar unidades do Sicoob com o plano de expansão?

Sim, pretendemos criar pelo menos dez agências. Algumas já estão em plano andamento, com gerentes contratados. No primeiro semestre, abriremos em Olinda, São Bento do Una, Palmares, Timbaúba e Salgueiro. A de Salgueiro mira o Araripe também. Depois de Salgueiro devemos começar a conversar com Ouricuri, Araripina. No segundo semestre, planejamos Cabo de Santo Agostinho, Vitória de Santo Antão, Ipojuca, Paulista e Surubim.

Qual a posição do Sicoob Pernambuco em relação ao país?

Eu também exerço a função de Presidente do Sicoob Nordeste. Fui provocado pelo pessoal do Sul do Sudeste porque o Nordeste não tinha tradição em cooperativa. O pessoal nasce dentro de uma cooperativa, o hospital é de uma cooperativa, a creche é de uma cooperativa, a Faculdade é de uma cooperativa, ele produz grãos para uma cooperativa. No Nordeste isso era incipiente.  Esse desafio estamos enfrentando em todos os estados do Nordeste. E hoje o Sicoob Nordeste e Pernambuco vai seguindo os passos do Sicoob nacional. Agora está muito bem representado inclusive participando das decisões nacionais, já que temos cadeira no Conselho. Esse protagonismo se deve ao apoio da sociedade, de autoridades, empresários, entidades de classe e principalmente nossos colaboradores.

O Sicoob nasceu no Pajeú com os cooperados que apostaram no projeto. Quais as perspectivas para a região?

Nosso propósito para ficar como  legado é ver a instituição como referência do estado. Temos presença em toda a região. Temos agências em Santa Terezinha, Tuparetama,  Itapetim, São José do Egito, Tabira, Afogados da Ingazeira, Carnaíba, Serra Talhada, Triunfo. Fechamos bem o Pajeú. Nas outras, além do atendimento nas cidades do entorno, podem ser atendidas nos meios eletrônicos. Bom lembrar que as agências de cidades menores tem um risco maior por conta da violência, o que acaba inviabilizando. Também temos ações sociais na região onde nascemos, como na parceria com a Diocese de Afogados na sementeira da Ingazeira, num projeto de sustentabilidade.

Como o senhor pensa o futuro próximo do Sicoob?

Vínhamos brigando junto ao Banco Central para que o Fundo de Assistência Técnica e Social possa ser usado para não sócios, diante da desigualdade social. Pessoas que não tem nenhuma condição para participar da própria cooperativa. Para nossa alegria, foi aprovada uma PL que permite criar programas sociais. Estamos trabalhando para apoiar projetos para ajuda a portadores de necessidades especiais e comunidades carentes de verdade com sobra desse fundo. Também tem o que vejo, vai ser estouro da boiada, que é a contratação de trinta gerentes de relacionamento. Em cidades como Afogados, temos uma gerente. A partir de 3 de janeiro vamos ter quatro gerentes na rua. Vamos buscar o pessoal, mostrar o que é o cooperativismo. Esse investimento nas agências e no atendimento direto em casa, no trabalho, vamos estar juntos e mostrar porque as pessoas devem apostar no cooperativismo a partir dessa nova fase com novas agências. Queremos aproximar os cooperados da cooperativa. Mostrar porque ele deve participar das assembleias, mostrar porque ao contrários dos bancos convencionais que pegam nosso dinheiro e vão embora,  o recurso da cooperativa fica investido, gerando emprego, renda e desenvolvimento na região.

Por pressão no sistema de leitos de UTI, Cimpajeú apoia restrições anunciadas pelo Estado

Em nota assinada pelo presidente Luciano Torres,  o CIMPAJEÚ declarou apoio às medidas restritivas anunciadas pelo Estado na região. “Diante da dificuldade atual em encontrar leitos de UTI disponível para o atendimento de cidadãos que foram infectados e que encontram-se buscando recuperação para o COVID-19, a entidade presta apoio às medidas restritivas impostas, para o […]

Em nota assinada pelo presidente Luciano Torres,  o CIMPAJEÚ declarou apoio às medidas restritivas anunciadas pelo Estado na região.

“Diante da dificuldade atual em encontrar leitos de UTI disponível para o atendimento de cidadãos que foram infectados e que encontram-se buscando recuperação para o COVID-19, a entidade presta apoio às medidas restritivas impostas, para o período de 14 a 20 de junho, aos Municípios das Geres VI, X e XI, através do Decreto 50.846/2021”.

Segue: “É salutar referir que, entendemos as dificuldades daqueles que estarão impedidos em atender seus clientes, dos prejuízos que o comércio e demais estabelecimentos sofrerão:.

Ainda que gostaria que todos funcionassem normalmente, visto que, além da importância para a economia local, o Estado e os Municípios também sofrem uma redução em suas receitas, pois retração do consumo de bens e serviços refletirá negativamente na arrecadação dos tributos.

E conclui: “Esperamos que o avanço da vacinação nos permita evitar que outra medida extrema como essa possa vir a ser adotada, mas no momento ela é necessária para que os irmãos sertanejos não fiquem sem receber o atendimento necessário, uma vez que a nossa maior prioridade é a proteção a vida”.

“E tememos que fiquem à mingua ao necessitarem de internação de UTI. Nesse momento temos que privilegiar a saúde para, a seguir, buscar a recuperação da economia”.

“Passando a boiada”. Pacote ruralista aprovado pela Câmara é retrocesso

A Câmara dos Deputados aprovou nesta quarta-feira (19) uma série de projetos que a bancada ruralistas apelidou de “Dia do Agro” e que eram de interesse da Frente Parlamentar Agropecuária (FPA). Uma das propostas aprovadas fragiliza a fiscalização remota de áreas desmatadas e exige a notificação de produtores antes da imposição de sanções. O texto proíbe embargos e […]

A Câmara dos Deputados aprovou nesta quarta-feira (19) uma série de projetos que a bancada ruralistas apelidou de “Dia do Agro” e que eram de interesse da Frente Parlamentar Agropecuária (FPA).

Uma das propostas aprovadas fragiliza a fiscalização remota de áreas desmatadas e exige a notificação de produtores antes da imposição de sanções.

O texto proíbe embargos e outras medidas cautelares com base apenas em imagens de satélite que identifiquem a alteração de cobertura vegetal. Segundo parlamentares ambientalistas, isso esvazia a eficácia do monitoramento remoto.

A medida foi amplamente criticada por ambientalistas e entidades ambientais.

“Este projeto fragiliza os mecanismos de fiscalização ambiental e impede que determinadas medidas cautelares que são preventivas aconteçam na urgência e na intensidade que são necessárias. O monitoramento remoto dessas áreas é eficiente. Ao colocar barreiras processuais nesse processo, mais uma vez o que esse projeto patrocinado pela FPA faz nesta noite é premiar os desmatadores”, afirmou o líder do PSOL, Tarcísio Motta (PSOL-RJ).

A deputada federal e ex-ministra do Meio Ambiente, Marina Silva (Rede-SP), afirmou que os projetos “são prejudiciais para os interesses estratégicos do Brasil” e que proposta “é uma verdadeira regressão”.

Segundo a bancada ambientalista da Câmara, mais de 90% dos desmatamentos são detectados por sensoriamento remoto. O projeto, dessa forma, inviabilizaria a resposta imediata a eventuais irregularidades ao exigir notificação prévia dos produtores.

“90% do monitoramento de todo desmatamento na Amazônia Legal é feito por monitoramento remoto. Em situação de desmatamento tem que atuar imediatamente”, afirmou a deputada Fernanda Melchionna (PSOL-RS).

Outra proposta aprovada nesta quinta transforma parte da área da Floresta Nacional do Jamanxim em Área de Proteção Ambiental (APA), categoria que permite a regularização fundiária e usos econômicos mais amplos da área.

Para governistas, essa recategorização flexibiliza a proteção ambiental da Amazônia e abre riscos para legalizar ocupações irregulares, estimular a grilagem, o garimpo ilegal e o desmatamento.

Durante a sessão, o deputado Tarcisio Motta (PSOL-RJ) se manifestou contrário à proposta e disse que “de grão em grão, de PL em PL, a gente vai destruindo a vida, a natureza, o planeta”.