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Sicoob Pernambuco dará sequência ao plano de expansão em 2022

Por Nill Júnior

De acordo com presidente da instituição, Evaldo Campos, estão previstas novas unidades em cidades como Olinda, São Bento do Una, Palmares, Timbaúba e Salgueiro. Ele avaliou positivamente o crescimento da instituição em 2021

O Presidente do Sicoob Pernambuco e Sicoob Central Nordeste, Evaldo Campos, fez uma avaliação positiva de 2021, falou das perspectivas para 2022 e os projetos do maior sistema cooperativo do Brasil em Pernambuco. Ele falou à Rádio Pajeú e ao blog. Para ouvir, clique aqui no Podcast Pajeú.  Ou leia abaixo:

Que avaliação pode ser feita desse ano pelo Sicoob Pernambuco?

O Sicoob Pernambuco mesmo enfrentando uma crise durante o ano de 2021 está crescendo a todo vapor. Nossos ativos devem fechar na casa de R$ 400 milhões, o que representa crescimento de 50%. Nossa carteira de crédito deve ser fechada em R$ 300 milhões, ou mais 55%. Os depósitos que representam a confiança dos associados cresceram 27%, ou R$ 270 milhões. Começamos a cooperativa com R$ 36 mil e nosso capital social hoje é de R$ 50 milhões. Devemos fechar com resultado de R$ 8 milhões ou mais um pouco. Devemos jogar no capital social cerca de R$ 1 milhão e o restante vai para o fundo de reserva, Assembleia e Fundo de Assistência Técnica Social e conta dos associados. Quando criamos a cooperativa tínhamos 101 sócios. Hoje temos 43 mil associados.

O sistema bancário convencional tem uma tendência de fechamento de agências. O Sicoob caminha no sentido oposto, abrindo mais unidades. A que se deve isso?

Tem um princípio cooperativista que é muito forte, o interesse pela comunidade. Entendemos que devemos estar junto com  a sociedade, criando relacionamento. Embora alguns bancos se afastem pelo processo de digitalização, nós entendemos que o associado precisa da presença da empresa dele. Abrimos mais uma agência no Shopping Serra Talhada, uma em Camaragibe e outra em Jaboatão dos Guararapes. A cooperativa não é banco. É uma instituição financeira diferenciada, que tem que zelar por seus associados. Além disso, temos a presença do ponto de atendimento digital e um gerente específico. Temos um público que não quer se relacionar, querem fazer suas operações, aplicações e empréstimos digitalmente. E oferecemos toda  segurança. Nosso aplicativo é o melhor do mercado.

Para o próximo ano, que novas praças devem ganhar unidades do Sicoob com o plano de expansão?

Sim, pretendemos criar pelo menos dez agências. Algumas já estão em plano andamento, com gerentes contratados. No primeiro semestre, abriremos em Olinda, São Bento do Una, Palmares, Timbaúba e Salgueiro. A de Salgueiro mira o Araripe também. Depois de Salgueiro devemos começar a conversar com Ouricuri, Araripina. No segundo semestre, planejamos Cabo de Santo Agostinho, Vitória de Santo Antão, Ipojuca, Paulista e Surubim.

Qual a posição do Sicoob Pernambuco em relação ao país?

Eu também exerço a função de Presidente do Sicoob Nordeste. Fui provocado pelo pessoal do Sul do Sudeste porque o Nordeste não tinha tradição em cooperativa. O pessoal nasce dentro de uma cooperativa, o hospital é de uma cooperativa, a creche é de uma cooperativa, a Faculdade é de uma cooperativa, ele produz grãos para uma cooperativa. No Nordeste isso era incipiente.  Esse desafio estamos enfrentando em todos os estados do Nordeste. E hoje o Sicoob Nordeste e Pernambuco vai seguindo os passos do Sicoob nacional. Agora está muito bem representado inclusive participando das decisões nacionais, já que temos cadeira no Conselho. Esse protagonismo se deve ao apoio da sociedade, de autoridades, empresários, entidades de classe e principalmente nossos colaboradores.

O Sicoob nasceu no Pajeú com os cooperados que apostaram no projeto. Quais as perspectivas para a região?

Nosso propósito para ficar como  legado é ver a instituição como referência do estado. Temos presença em toda a região. Temos agências em Santa Terezinha, Tuparetama,  Itapetim, São José do Egito, Tabira, Afogados da Ingazeira, Carnaíba, Serra Talhada, Triunfo. Fechamos bem o Pajeú. Nas outras, além do atendimento nas cidades do entorno, podem ser atendidas nos meios eletrônicos. Bom lembrar que as agências de cidades menores tem um risco maior por conta da violência, o que acaba inviabilizando. Também temos ações sociais na região onde nascemos, como na parceria com a Diocese de Afogados na sementeira da Ingazeira, num projeto de sustentabilidade.

Como o senhor pensa o futuro próximo do Sicoob?

Vínhamos brigando junto ao Banco Central para que o Fundo de Assistência Técnica e Social possa ser usado para não sócios, diante da desigualdade social. Pessoas que não tem nenhuma condição para participar da própria cooperativa. Para nossa alegria, foi aprovada uma PL que permite criar programas sociais. Estamos trabalhando para apoiar projetos para ajuda a portadores de necessidades especiais e comunidades carentes de verdade com sobra desse fundo. Também tem o que vejo, vai ser estouro da boiada, que é a contratação de trinta gerentes de relacionamento. Em cidades como Afogados, temos uma gerente. A partir de 3 de janeiro vamos ter quatro gerentes na rua. Vamos buscar o pessoal, mostrar o que é o cooperativismo. Esse investimento nas agências e no atendimento direto em casa, no trabalho, vamos estar juntos e mostrar porque as pessoas devem apostar no cooperativismo a partir dessa nova fase com novas agências. Queremos aproximar os cooperados da cooperativa. Mostrar porque ele deve participar das assembleias, mostrar porque ao contrários dos bancos convencionais que pegam nosso dinheiro e vão embora,  o recurso da cooperativa fica investido, gerando emprego, renda e desenvolvimento na região.

Outras Notícias

Campanhas já gastaram R$ 288,7 milhões com a Meta em 2026, mais que o dobro de 2022

As campanhas eleitorais de 2026 já declararam pelo menos R$ 288,7 milhões em pagamentos diretos à Meta, dona do Facebook, Instagram e WhatsApp. O valor é parcial, representa 6% das despesas eleitorais informadas até agora e supera em mais de duas vezes os R$ 129 milhões registrados em 2022. O levantamento foi feito a partir […]

As campanhas eleitorais de 2026 já declararam pelo menos R$ 288,7 milhões em pagamentos diretos à Meta, dona do Facebook, Instagram e WhatsApp. O valor é parcial, representa 6% das despesas eleitorais informadas até agora e supera em mais de duas vezes os R$ 129 milhões registrados em 2022.

O levantamento foi feito a partir das prestações de contas disponíveis no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e considera pagamentos realizados diretamente à Facebook Serviços Online do Brasil Ltda.

O crescimento dos gastos acompanha a expansão do impulsionamento de conteúdo nas campanhas. Em 2018, a Meta recebeu R$ 22,7 milhões diretamente dos candidatos. Na eleição nacional seguinte, em 2022, o montante chegou a R$ 129 milhões e, neste ano, já alcança R$ 288,7 milhões.

A participação da empresa no total das despesas eleitorais também aumentou. Os pagamentos diretos à Meta representavam 0,7% dos recursos gastos pelas campanhas em 2018. Em 2026, já correspondem a 6% do total declarado até agora.

Entre os partidos, o PL lidera as despesas diretas com a plataforma, com R$ 63,7 milhões. O PT aparece em seguida, com R$ 37,9 milhões, seguido pelo PSD, com R$ 30,3 milhões, e pelo União Brasil, com R$ 23,3 milhões.

Na comparação entre candidaturas individuais, Flávio Bolsonaro (PL) declarou R$ 7,45 milhões em contratações diretas com a Meta. Lula (PT) informou R$ 2,59 milhões. O valor declarado pela campanha de Flávio é quase três vezes o informado pela campanha do petista.

O levantamento aponta ainda que 24 candidaturas já declararam despesas superiores a R$ 1 milhão diretamente com a empresa. Juntas, elas somam R$ 41 milhões. Em 2022, apenas quatro candidatos haviam ultrapassado essa marca.

Os números de 2026 ainda podem aumentar. O prazo para a prestação final de contas termina em 3 de novembro para as candidaturas que participaram apenas do primeiro turno e em 14 de novembro para aquelas que avançaram ao segundo.

O levantamento considera apenas pagamentos cujo fornecedor direto é a Meta. Por isso, ficam de fora despesas realizadas por diretórios partidários, pagamentos por intermédio de agências de publicidade e outros gastos que apareçam vinculados ao CNPJ de terceiros.

Fonte: g1
Foto: Reprodução

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Flávio apaga posts antigos em que criticava Bolsa Família e chamava benefício de “bolsa-farelo”

O candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) excluiu de sua conta no X publicações antigas em que criticava o Bolsa Família e programas de transferência de renda. As mensagens, publicadas entre 2011 e 2014, foram removidas em um momento em que o candidato afirma que manterá o benefício caso seja eleito. A exclusão foi identificada […]

O candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) excluiu de sua conta no X publicações antigas em que criticava o Bolsa Família e programas de transferência de renda. As mensagens, publicadas entre 2011 e 2014, foram removidas em um momento em que o candidato afirma que manterá o benefício caso seja eleito.

A exclusão foi identificada a partir de um arquivo com publicações de Flávio coletadas em junho deste ano. Os links das mensagens citadas anteriormente em reportagem sobre o posicionamento do candidato em relação ao Bolsa Família não estão mais disponíveis.

Entre as postagens estava uma de 2013 na qual Flávio afirmava que o PT “perpetua a pobreza com o bolsa-farelo”, associando o programa à dependência dos beneficiários.

Também foram apagadas publicações de 2014 em que o então deputado estadual questionava a situação de pessoas que recebiam Bolsa Família ou seguro-desemprego e outras, de 2011, nas quais criticava políticas de transferência de renda.

Naquele ano, Flávio também utilizou a expressão “bolsa-farelo” para se referir ao Renda Melhor, programa criado pelo governo do Rio de Janeiro para complementar a renda de famílias que já recebiam o Bolsa Família. O benefício estadual chegava a R$ 300.

Quando era deputado estadual, Flávio votou contra a criação do Renda Melhor e defendeu que o pagamento tivesse prazo máximo de dois anos.

A exclusão das mensagens ocorre enquanto o Bolsa Família ocupa espaço na campanha do segundo turno. Nesta semana, a coordenadora econômica da campanha de Flávio, Daniella Marques, apresentou a proposta de uma regra de transição de dois anos para beneficiários que consigam emprego formal ou passem a empreender.

Após interpretações de que a proposta significaria limitar a permanência geral no programa a dois anos, a campanha afirmou que o prazo se refere apenas à regra de transição para quem tiver aumento de renda.

Flávio também publicou um vídeo nessa segunda-feira (19) afirmando que os beneficiários podem ficar tranquilos porque o “benefício está garantido”.

Questionada sobre o motivo da exclusão das publicações antigas, a campanha de Flávio não havia respondido até a publicação da reportagem que revelou as remoções.

Fonte: Diario de Pernambuco
Foto: Reprodução

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Pesquisas aferem situação de Flávio e Lula a 5 dias do pleito

No meu comentário desta terça-feira (20/10) para o Jornal Itapuama, analiso os mais recentes levantamentos das pesquisas eleitorais, a cinco dias do pleito. A pesquisa Real Time Big Data mostra Flávio Bolsonaro com 52% e Lula com 48% dos votos válidos, o que configura empate técnico. Nos votos totais, Flávio aparece com 48% e Lula […]

No meu comentário desta terça-feira (20/10) para o Jornal Itapuama, analiso os mais recentes levantamentos das pesquisas eleitorais, a cinco dias do pleito.

A pesquisa Real Time Big Data mostra Flávio Bolsonaro com 52% e Lula com 48% dos votos válidos, o que configura empate técnico. Nos votos totais, Flávio aparece com 48% e Lula com 45%. O levantamento ouviu 2.000 pessoas com 16 anos ou mais por telefone entre 15 e 19 de outubro.

Destaco que, na reta final da campanha, os dados indicam estabilidade nos percentuais médios, com Flávio liderando por margens pequenas (entre 1,5 e 3 pontos) e uma trajetória recente de crescimento de Lula. Aponto ainda que o debate na TV Globo, na próxima sexta-feira (23), será determinante para a decisão dos eleitores indecisos.

🔊 Ative o áudio do post e confira o comentário completo.

 

Campanha de Lula volta ao TSE e acusa Meta de descumprir ordem sobre igualdade entre candidatos

A campanha do presidente Lula (PT) apresentou nova manifestação ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) contra a Meta, responsável por Facebook, Instagram e WhatsApp. O partido afirma que a empresa não cumpriu a determinação da Corte para assegurar tratamento igualitário às campanhas presidenciais no segundo turno. Segundo o secretário de Comunicação do PT, Éden Valadares, a […]

A campanha do presidente Lula (PT) apresentou nova manifestação ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) contra a Meta, responsável por Facebook, Instagram e WhatsApp. O partido afirma que a empresa não cumpriu a determinação da Corte para assegurar tratamento igualitário às campanhas presidenciais no segundo turno.

Segundo o secretário de Comunicação do PT, Éden Valadares, a campanha levará ao tribunal novos elementos para sustentar que a decisão do ministro Marco Aurélio Bellizze não estaria sendo cumprida.

“Nós vamos dizer que a decisão do ministro (Marco Aurélio) Belizze não está sendo cumprida e não foi cumprida. No momento importante da campanha, com o debate. É muito ruim a gente vir aqui todo dia apresentar nova denúncia”, afirmou Valadares.

Entre os pontos apresentados pelo PT está o funcionamento da inteligência artificial da Meta. A campanha alega que a ferramenta estaria favorecendo a geração de imagens com o número 22, utilizado por Flávio Bolsonaro (PL), inclusive em situações nas quais o nome do candidato não é mencionado.

A alegação é da campanha de Lula e ainda está submetida à análise da Justiça Eleitoral.

Valadares afirmou ainda que representantes da campanha participaram, nessa segunda-feira (19), de uma reunião com órgãos investigadores e observadores eleitorais da União Europeia e da Organização dos Estados Americanos (OEA) para tratar do assunto.

A nova manifestação ocorre após Bellizze conceder prazo de 24 horas para que a Meta comprove o cumprimento das medidas determinadas pelo TSE para garantir isonomia na distribuição de conteúdos políticos e anúncios eleitorais no segundo turno. Caso o tribunal considere que a ordem não foi integralmente cumprida, a multa diária prevista pode ser elevada para R$ 1 milhão.

Na sexta-feira (16), a Meta reconheceu que problemas técnicos no impulsionamento de anúncios afetaram a campanha de Lula, mas negou qualquer interferência política na eleição. A empresa afirmou que os incidentes atingiram campanhas de diferentes posições políticas e disse que Flávio Bolsonaro também relatou falhas.

“A Meta não toma partido nessa nem em nenhuma outra eleição, e são falsas e infundadas as alegações de que estamos favorecendo ou interferindo em nome de qualquer candidato ou grupo político”, afirmou a empresa.

Fonte: Diario de Pernambuco
Foto: Evaristo Sá/AFP

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Dois meses após a posse, governo de direita da Colômbia amplia em 16% o Orçamento de 2027

O Congresso da Colômbia aprovou nesta terça-feira (20) o orçamento de 2027, estimado em 634,9 trilhões de pesos colombianos. A decisão amplia os gastos previstos para o próximo ano enquanto o governo do presidente Abelardo De La Espriella prepara uma proposta separada de ajuste fiscal para tentar reduzir o déficit das contas públicas. A aprovação […]

O Congresso da Colômbia aprovou nesta terça-feira (20) o orçamento de 2027, estimado em 634,9 trilhões de pesos colombianos. A decisão amplia os gastos previstos para o próximo ano enquanto o governo do presidente Abelardo De La Espriella prepara uma proposta separada de ajuste fiscal para tentar reduzir o déficit das contas públicas.

A aprovação ocorreu após uma longa discussão no Senado e na Câmara dos Representantes. Na Câmara, o texto recebeu 112 votos favoráveis e apenas um contrário.

O orçamento representa crescimento de cerca de 16% quando comparado ao valor originalmente aprovado para 2026. Considerando a dotação atualmente vigente deste ano, de 555,8 trilhões de pesos, a alta é de aproximadamente 14,2%.

A proposta prevê déficit fiscal de 9,4% do Produto Interno Bruto em 2027. O patamar ocorre em um cenário de aumento da dívida pública e de dificuldades para a Colômbia recuperar o grau de investimento perdido em 2021.

Entre as principais destinações previstas estão recursos para pagamento da dívida, educação, saúde e defesa. Durante a tramitação no Congresso, parlamentares também realizaram mudanças nas verbas destinadas a diferentes áreas do governo.

A aprovação amplia gastos no mesmo momento em que o governo colombiano afirma pretender reorganizar as contas públicas. De La Espriella havia prometido reduzir despesas e agora prepara a chamada “Lei de Resgate”, que deverá concentrar as medidas de ajuste fiscal.

A intenção do governo é reduzir o déficit projetado para 2027 de 9,4% para 7,2% do PIB. A proposta deverá envolver cortes de despesas e revisão de benefícios tributários, mas o texto definitivo ainda precisa ser apresentado e analisado pelo Congresso.

O ministro da Fazenda, Miguel Gómez, afirmou após a votação que o governo recebeu um “voto de confiança” do Legislativo e defendeu mudanças na trajetória das finanças públicas colombianas.

A discussão fiscal ocorre também enquanto o país busca conter o crescimento da dívida e recuperar a confiança dos mercados. A expectativa do governo é realizar o ajuste após a aprovação do orçamento, transferindo para uma nova legislação as medidas destinadas a reduzir o desequilíbrio das contas públicas.

Fonte: O Globo
Foto: Reprodução

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