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EUA atacam Mais Médicos e mostram, mais uma vez, seu desprezo pela saúde pública

Por André Luis

Por André Luís – Jornalista do blog

A decisão do governo Donald Trump de revogar o visto de Mozart Júlio Tabosa Sales, secretário do Ministério da Saúde do Brasil, e de Alberto Kleiman, ex-funcionário do governo brasileiro, sob a justificativa de criticar o programa Mais Médicos, é mais um exemplo do imperialismo descarado que marca a política externa dos Estados Unidos.

O Mais Médicos nasceu de uma necessidade real: garantir profissionais em regiões onde o Sistema Único de Saúde não conseguia fixar médicos brasileiros. A presença de profissionais cubanos foi fundamental para levar atendimento básico a comunidades ribeirinhas, aldeias indígenas e cidades do interior profundo — locais onde a lógica de mercado não enxerga “oportunidade”, mas onde há seres humanos precisando de cuidado.

Ao tachar a iniciativa de “golpe diplomático inconcebível” e insinuar “trabalho forçado”, Marco Rubio e o Departamento de Estado dos EUA revelam uma postura hipócrita. É irônico que um país onde milhões de cidadãos enfrentam falência pessoal por não conseguir pagar tratamentos médicos — e onde a saúde é tratada como mercadoria de luxo — se sinta autorizado a dar lições a uma nação que, com todas as suas falhas, mantém um sistema público universal e gratuito como o SUS.

Essa decisão não é sobre “direitos humanos” ou “liberdade”, como tenta vender o discurso oficial americano. É sobre atacar Cuba, isolar ainda mais o regime socialista e minar qualquer exemplo concreto de cooperação internacional solidária que escape ao controle de Washington. Os médicos cubanos representavam exatamente isso: um gesto de diplomacia da saúde, com impacto direto na vida de milhões de brasileiros.

O recado é claro: para os EUA, a saúde não é um direito — é um negócio. E qualquer iniciativa que prove o contrário será combatida. O Brasil, que já sofre pressões econômicas e políticas externas, precisa decidir se seguirá sendo submisso a essas imposições ou se defenderá, sem pedir licença, políticas que salvam vidas.

A revogação de vistos é um gesto simbólico, mas o que está em jogo é muito maior: é a disputa entre a lógica de mercado que transforma a doença em fonte de lucro e a lógica de solidariedade que vê a saúde como um direito humano inegociável.

Outras Notícias

Alvirrubros em festa

O dia é deles! Este rubro-negro rende homenagens aos alvirrubros pela bela conquista ontem, quando o clube conseguiu o tão sonhado acesso à Série B, depois de uma épica vitória nos pênaltes frente ao Paissandu. Primeiro, revendo o toque de mão de Uchôa após Caíque Oliveira tirar de cabeça por um ângulo melhor que o da […]

O dia é deles! Este rubro-negro rende homenagens aos alvirrubros pela bela conquista ontem, quando o clube conseguiu o tão sonhado acesso à Série B, depois de uma épica vitória nos pênaltes frente ao Paissandu.

Primeiro, revendo o toque de mão de Uchôa após Caíque Oliveira tirar de cabeça por um ângulo melhor que o da TV Web ontem, a certeza de que Vuaden acertou. O toque muda muito a trajetória da bola. Pênalti claro.

Segundo, só o Náutico, marcado na  Batalha dos Aflitos daquele 26 de novembro de 2005, para ter direito ao sentimento oposto, de reverter algo que parecera impossível, quando perdia por 2×0 e conseguiu empatar heroicamente no tempo normal e ganhar nas penalidades máximas.

Mal cheguei na Rádio Pajeú, já encontrava um dos maiores símbolos alvirrubros, o médico Roberto Vicente a caráter, de camisa e bandeira do Náutico. Claro, aproveitei para convidá-lo a abrir o programa Manhã Total na Rádio Pajeú comigo. Arrepiou ouvindo novamente o gol de empate e o pênalte decisivo na narração de Aroldo Costa, da Rádio Jornal. Nada se compara à narração no Rádio, tão apaixonante, vibrante, envolvente. Parabéns aos alvirrubros e ao futebol de Pernambuco!

Sindicato dos Jornalistas critica demissões no Sistema Jornal do Commércio

O Sistema Jornal do Commercio de Comunicação (SJCC), do Grupo JCPM, recorreu à estratégia de “enxugar gastos e ajuste financeiro” que penaliza os profissionais do jornalismo. Na manhã desta quarta-feira (26/12), a empresa anunciou a demissão em massa de profissionais que atuavam na Rádio Jornal, no Jornal do Commercio e na TV Jornal, alguns com […]

O Sistema Jornal do Commercio de Comunicação (SJCC), do Grupo JCPM, recorreu à estratégia de “enxugar gastos e ajuste financeiro” que penaliza os profissionais do jornalismo.

Na manhã desta quarta-feira (26/12), a empresa anunciou a demissão em massa de profissionais que atuavam na Rádio Jornal, no Jornal do Commercio e na TV Jornal, alguns com mais de 20 anos de dedicação exclusiva ao SJCC.

Repudiamos a decisão do SJCC de abrir mão de profissionais de reconhecida experiência e que muito contribuíram para o crescimento do sistema e do jornalismo, quando poderia buscar soluções para dinamizar suas empresas diante dos novos tempos e das novas tecnologias.

O discurso da “reestruturação e ajuste de planejamento” escondem, na verdade, um processo de precarização das relações de trabalho que inclui, principalmente, achatamento salarial, acúmulo de funções e sobrecarga de trabalho no SJJC.

Merecem todo o apoio, respeito e solidariedade os profissionais que, ao longo dos últimos anos, foram muito além do seu papel de funcionários, fizeram concessões e não mediram sacrifícios por compreender a importância de manter os veículos do SJCC funcionando ativamente.

O Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Estado de Pernambuco (Sinjope) e a Federação Nacional dos Jornalistas (FENAJ) se solidarizam com os colegas e se colocam à disposição para oferecer o suporte jurídico necessário aos demitidos.

Ministro promete água em Campina Grande até fim do mês e obra do Eixo Leste até dezembro

A água do Rio São Francisco chegará à região metropolitana de Campina Grande, segunda maior cidade do estado da Paraíba, no final deste mês de abril. A afirmação foi feita pelo ministro da Integração Nacional, Helder Barbalho, nesta quarta-feira (5), durante audiência pública na Comissão de Desenvolvimento Regional e Turismo (CDR) do Senado Federal. Com […]

O ministro da Integração Nacional, Helder Barbalho

A água do Rio São Francisco chegará à região metropolitana de Campina Grande, segunda maior cidade do estado da Paraíba, no final deste mês de abril. A afirmação foi feita pelo ministro da Integração Nacional, Helder Barbalho, nesta quarta-feira (5), durante audiência pública na Comissão de Desenvolvimento Regional e Turismo (CDR) do Senado Federal.

Com a inauguração do Eixo Leste do Projeto de Integração do Rio São Francisco em 10 de março, a água já havia chegado à Paraíba, mais precisamente ao município de Monteiro, e também ao estado de Pernambuco. Hoje, a água está seguindo pela calha do rio Paraíba até o açude Epitácio Pessoa, conhecido como Boqueirão, para abastecer o município de Campina Grande.

”Assumimos o compromisso de entregar a obra em março, e nós entregamos. Assumimos o compromisso que chegaríamos com água ainda no mês de abril até o Boqueirão. O cronograma está dentro do prazo estabelecido”, explicou. Cerca de 716 mil pessoas, em 18 cidades, deverão ser beneficiadas. O objetivo de agilizar o processo foi justamente evitar a interrupção no abastecimento das uma das regiões mais populosas do Nordeste.

Aos parlamentares, o ministro reforçou que a prioridade neste momento é fazer com que as obras físicas do Eixo Norte sejam entregues em dezembro de 2017. “É um equívoco dizer que as obras do Eixo Norte estão paralisadas. Não estão. As metas 2N e 3N já estão em fase de checklist, praticamente concluídas”, afirmou Helder Barbalho.

Na ocasião, o ministro explicou que a Meta 1N do Eixo Norte, que estava sob reponsabilidade da Mendes Júnior, empresa declarada inidônea pela Controladoria-Geral da União (CGU) em abril de 2016, está em processo final de licitação com previsão de resultado ainda para essa semana. Ele destacou que a decisão pelo modelo de Regime Diferenciado de Contratações (RDC) foi tomada em parceria e constantes consultas ao Tribunal de Contas da União (TCU), com a maior transparência possível.

Rebelião no Complexo do Curado é controlada sem mortos, mas com 12 feridos

O dia amanheceu tranquilo após um motim no Presídio Frei Damião de Bozzano, no Complexo Prisional do Curado (antigo Aníbal Bruno), na Zona Oeste do Recife, na noite de véspera e Natal (24 de dezembro). De acordo com o Corpo de Bombeiros e com o Instituto de Medicina Legal (IML), nenhum interno da unidade foi […]

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O dia amanheceu tranquilo após um motim no Presídio Frei Damião de Bozzano, no Complexo Prisional do Curado (antigo Aníbal Bruno), na Zona Oeste do Recife, na noite de véspera e Natal (24 de dezembro). De acordo com o Corpo de Bombeiros e com o Instituto de Medicina Legal (IML), nenhum interno da unidade foi morto durante a rebelião. De acordo com a Secretaria-Executiva de Ressocialização (seres), 12 reeducandos ficaram feridos. A confusão começou depois que agentes penitenciários do presídio frustaram uma tentativa de fuga.

Os focos de incêndio foram controlados por duas equipes do Corpo de Bombeiros. O IML não registrou saídas para o local.

O Batalhão de Choque também foi acionado e precisou usar bombas de efeito moral para acabar com a rebelião. Segundo parentes de internos do presídio, o incêndio e a rebelião teriam começado por volta das 20h. “Estamos ouvindo tiros”, relatou Ligiane Castro, que diz ter familiares presos.

A situação no Presídio Frei Damião de Bozzano ficou mais calma por volta da 1h desta quinta-feira (25). De longe, a reportagem do JC conseguiu avistar vários presos sendo colocados em um campo existente dentro do complexo prisional. Nesta manhã, a rotina da unidade foi retomada.

A 21ª Promotoria de Justiça Criminal da Capital havia pedido este mês a interdição parcial do Complexo Prisional do Curado, alegando falta de condições de abrigar presos. O objetivo era restringir o ingresso de novos detentos.

Duque destina emenda para Hospital Regional Emília Câmara

O deputado estadual Luciano Duque anunciou emenda no valor de R$ 135 mil para o hospital Emília Câmara, de Afogados da Ingazeira. A comunicação foi feita, nesta sexta-feira (17) à tarde, durante o evento de entrega de 20 novos leitos de UTI para a unidade de saúde pela governadora Raquel Lyra.  A quantia destinada pelo […]

O deputado estadual Luciano Duque anunciou emenda no valor de R$ 135 mil para o hospital Emília Câmara, de Afogados da Ingazeira. A comunicação foi feita, nesta sexta-feira (17) à tarde, durante o evento de entrega de 20 novos leitos de UTI para a unidade de saúde pela governadora Raquel Lyra. 

A quantia destinada pelo parlamentar será usada para aquisição de uma ambulância. O montante faz parte dos R$ 2,5 milhões que Duque dedicou em emendas para a saúde do estado.

“Nosso mandato está comprometido com a saúde dos pernambucanos e pernambucanas, assim como a governadora Raquel Lyra, que entregou hoje esses novos leitos de UTI, que vão beneficiar milhares de pacientes da região. A inauguração representa um avanço significativo na capacidade do hospital. Com essas melhorias e expansões, vai continuar a solidificar sua posição como uma instituição de saúde de referência, comprometida em oferecer um atendimento de qualidade, acessível e humanizado para todos os que necessitam de seus serviços”, disse o deputado.

Duque também lembrou que a interiorização e ampliação dos serviços de saúde é um pleito permanente do seu mandato. “É preciso ter uma olhar para a descentralização da saúde, oferecer tratamentos, cirurgias e exames especializados também no Interior. Esta é uma bandeira de trabalho nossa. A gente quer que o paciente possa se tratar perto de casa, assim ele recebe o apoio da família e a gente desafoga os hospitais do Recife”.

O hospital Emília Câmara oferece uma ampla gama de serviços médicos à população daquela região, dentre eles, Brejinho, Carnaíba, Iguaracy, Ingazeira, Itapetim, Quixaba, Santa Terezinha, São José do Egito, Solidão, Tabira e Tuparetama.

Também participaram do evento a secretária de saúde, Zilda Cavalcante; o secretário da Casa Civil, Túlio Vilaça; o diretor do hospital, Sebastião Duque; e autoridades.