Escritório de Projetos divulga balanço final da entrega de propostas
Por Nill Júnior
Danilo Caral faz balanço das propostas. Ao lado, o Presidente da Amupe, José Patriota
Urbanização e pavimentação (50%), abastecimento d’água (32%) e gestão de resíduos sólidos (10%) lideram as 123 propostas
O Escritório de Projetos recebeu um total de 123 propostas que concorrem ao financiamento para a elaboração de projetos de engenharia nas áreas de infraestrutura urbana e rural, educação, saúde, segurança, desenvolvimento social, meio ambiente e sustentabilidade. Desse total, 14 são de consórcios municipais. O valor total solicitado pelos municípios foi de R$ 23,1 milhões, mais do que o dobro disponível, de acordo com o edital lançado em março.
O secretário de Planejamento e Gestão, Danilo Cabral, comemorou o resultado e destaca o fortalecimento da parceria do Estado com os municípios pernambucanos. “O Escritório de Projetos faz parte da iniciativa de estruturar parcerias permanentes do Estado com os municípios no sentido de eles captarem recursos para que eles possam viabilizar as ações que eles acham importantes”, afirma.
O balanço geral foi divulgado nesta segunda-feira (8) após a prorrogação do prazo da entrega das propostas por mais cinco dias. Inicialmente, o edital determinava a entrega no dia 31 de maio, mas, atendendo a um pedido dos prefeitos, esse prazo foi estendido. Ao todo, 156 municípios foram contemplados nas propostas.
A maior parte das propostas apresentadas é referente a projetos de urbanização e pavimentação (50%). As áreas de abastecimento d’água e gestão de resíduos sólidos tiveram 32% e 10% das demandas respectivamente. Também há demandas nos segmentos de saúde (5%), educação (2%) e desenvolvimento econômico (1%). A região do Agreste foi a que mais apresentou propostas, seguida pelo Sertão (28%), pela Zona da Mata (26%) e Região Metropolitana do Recife (5%).
O resultado da seleção do edital será divulgado no dia 30 de agosto. As propostas serão analisadas e selecionadas a partir de critérios de hierarquização. Terão prioridade, por exemplo, as demandas apresentadas por consórcios. Também serão levados em consideração requisitos como a existência de linhas de financiamento garantidas, a população com menor Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), o maior número de pessoas beneficiadas e o atendimento à população residente em áreas de risco.
São José do Egito começa a comemorar no dia 1º o centenário de nascimento do poeta e repentista Lourival Batista Patriota, o “Louro do Pajeú”, que faria 100 anos se estivesse vivo no dia 6 de janeiro próximo. “Louro” escreveu com o genro José Antonio do Nascimento, o “Zeto”, de Canhotinho, esses versos antológicos para […]
São José do Egito começa a comemorar no dia 1º o centenário de nascimento do poeta e repentista Lourival Batista Patriota, o “Louro do Pajeú”, que faria 100 anos se estivesse vivo no dia 6 de janeiro próximo.
“Louro” escreveu com o genro José Antonio do Nascimento, o “Zeto”, de Canhotinho, esses versos antológicos para a campanha de Miguel Arraes ao governo estadual em 1986: “Volta Arraes ao Palácio das Princesas/ Vai entrar pela porta que saiu”.
Veja a programação:
Espaço João Macambira
Dia 02 de janeiro (sexta)
10h às 12h – Oficina de pífanos, por João do Pife e Marcos do Pífano
14h às 16h – Atividade infantil – decoração do espaço João Macambira
16h30 às 17h30 – Show infantil: Cordelândia
19h – Abertura da exposição: Lourival Batista – 100 anos de Poesia
Dia 03 de janeiro (sábado)
15h às 17h – A arte e a educação, por Saulo Gomes e Haideé Camelo
Dia 04 de janeiro (domingo)
15 às 17h – A revelação da oralidade, por Chico Pedrosa e Dedé Monteiro
Dia 05 de janeiro (segunda)
15 às 17h – O legado de Louro, por Ésio Rafael, Pedro Américo e Raimundo Branco
Bodega Job Patriota
Dia 03 de janeiro (sábado)
18h às 20h30
– Cantoria: Lázaro Pessoa e Arnaldo Pessoa
– Recital: Felipe Júnior e Vinícius Gregório
– Lançamento dos livros: São José do Egito ou o Reino dos cantadores, etc, coisa e tal, de José Rabelo e Pífanos do Agreste, da Página 21
– Recital e Canto: Luciana Rabelo
Dia 04 de janeiro (domingo)
17h30 às 19h30
– Recital: Nõe de Job
– Lançamento de livro O Sertão onde eu vivi, de Zelito Nunes
– Cantoria: Mocinha de Passira e Louro Branco em Homenagem a João Furiba
– Mambembe
Dia 05 de janeiro (segunda)
18h às 20h30
– Recital: Graça Nascimento e Cida Pedrosa
– Lançamento dos livros: Linguaraz, Viagem de Joseph Língua e Ficção em Pernambuco, de Pedro Américo
– Vozes e Versos
Dia 06 de janeiro (terça)
12h – Confraternização: Baião de Dois
14h às 18h
– Cantorias: Geraldo Amâncio e Sebastião da Silva, Zé Cardoso e Severino Feitosa, Valdir Teles e Diomedes Mariano
– Lançamento do livro: Mosaico de Reflexões, de Gustavo Ferrer
– Mesa de Glosa em homenagem a João Paraibano
– Microfone aberto: espaço livre para criação
– Cordas em Retalhos
– As Severinas
Palco Zá Marinho
Dia 02 de janeiro (sexta)
20h às 2h
– Abertura Oficial
– Valdir Teles e Diomedes Mariano
– Pré-lançamento do DVD Canção do Tempo, do Em Canto e Poesia
– Instrumental: Vinícius Sarmento, Nuca Sarmento, Greg Marinho, Miguel Marinho, Fred Didier, Guilherme Eira e Luizinho Sanfoneiro
– Sexteto de Três
– Expresso Pau de Arara
Dia 03 de janeiro (sábado)
21h às 2h
– Tonfil
– João do Pife, Marcos do Pífano e Banda Pifônica de Carnaíba, regência de Cacá Malaquias
– Maciel Melo e Xangai
Dia 04 de janeiro (domingo)
21h às 2h
– Bráulio Tavares
– Bia Marinho
– Vital Farias
– Vates e Violas (Homenagem a Zé de Cazuza)
Dia 05 de janeiro (segunda)
21h30 às 2h
– Recital 8 ou 80: Letícia Moraes e Chico Pedrosa
– Ednardo
– Em Canto e Poesia
Praça Seresteiro João Pequeno
Dia 02 de janeiro (sexta)
17h30 – Abertura da exposição Pajeú Fotográfico – por Abel Taiguara, Diandra Rosenberg, Erlah Moura e Mariana Pinheiro – Instituto Lourival Batista
Dia 06 de janeiro (terça)
3h30 – Vigília poética
Matriz de São José
Dia 04 de janeiro (domingo)
19h30 – Missa do Cantador, celebrada por Pe. Luisinho
Na Rua Domingos Siqueira há um ponto de coleta para doação de alimentos não perecíveis e de higiene pessoal para o Lar da Divina Misericórdia (Lar dos Idosos) de São José do Egito.
Da Folha de São Paulo “Cala a boca, se alguém ouvir sua voz vai saber que é tu”, grita um. “Tapa o rosto da novinha”, diz o outro. Em vídeo que circulou nas redes sociais, quatro rapazes estupram uma menina de 12 anos em uma comunidade na Baixada Fluminense, no Rio. A 2.400 km dali, […]
“Cala a boca, se alguém ouvir sua voz vai saber que é tu”, grita um. “Tapa o rosto da novinha”, diz o outro. Em vídeo que circulou nas redes sociais, quatro rapazes estupram uma menina de 12 anos em uma comunidade na Baixada Fluminense, no Rio.
A 2.400 km dali, em Uruçuí (sul do Piauí), uma grávida de 15 anos foi estuprada por três adolescentes, e o namorado, morto na sua frente.
Retirada de sua casa em Presidente Epitácio, no interior paulista, uma mulher de 48 anos foi estuprada por quatro rapazes. Eram seus vizinhos.
Em Santo Antônio do Amparo, em Minas Gerais, uma dona de casa de 31 anos foi atacada, estuprada e morta a caminho de casa. Quatro homens confessaram os crimes.
Em cinco anos, mais do que dobrou o número de registros de estupros coletivos no país feitos por hospitais que atenderam as vítimas.
Dados inéditos do Ministério da Saúde obtidos pela Folha apontam que as notificações pularam de 1.570 em 2011 para 3.526, em 2016. São em média dez casos de estupro coletivo por dia.
Os números são os primeiros a captar a evolução desse tipo de violência sexual no país. Na polícia, os registros do crime praticado por mais de um agressor não são contabilizados em separado dos demais casos de estupro.
Desde 2011, dados sobre violência sexual se tornaram de notificação obrigatória pelos serviços públicos e privados de saúde e são agrupados em um sistema de informações do ministério, o Sinan.
Acre, Tocantins e Distrito Federal lideram as taxas de estupro coletivo por cem mil habitantes –com 4,41, 4,31 e 4,23, respectivamente. Esse tipo de crime representa hoje 15% dos casos de estupro atendidos pelos hospitais –total de 22.804 em 2016.
Os números da saúde, contudo, representam só uma parcela dos casos. Primeiro porque a violência sexual é historicamente subnotificada e nem todas as vítimas procuram hospitais ou a polícia e, em segundo lugar, porque 30% dos municípios ainda não fornecem dados ao Sinan.
“Infelizmente, é só a ponta do iceberg. A violência sexual contra a mulher é um crime invisível, há muito tabu por trás dessa falta de dados. Muitas mulheres estupradas não prestam queixa. Às vezes, nem falam em casa porque existe a cultura de culpá-las mesmo sendo as vítimas”, diz Daniel Cerqueira, pesquisador do Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada).
ESTADOS QUE MAIS PIORARAM
Variação de estupros coletivos entre 2011 e 2016, em %*
SUBNOTIFICAÇÃO
Estudos feitos pelo Ipea mostram que apenas 10% do total de estupros são notificados. Considerando que há 50 mil casos registrados por ano (na polícia e nos hospitais), o país teria 450 mil ocorrências ainda “escondidas”.
Segundo a socióloga Wânia Pasinato, assessora do USP Mulheres, os dados da saúde sobre estupro coletivo mostram que o problema existe há muito tempo, mas só agora está vindo à tona a partir de casos que ganharam destaque na imprensa nacional.
Entre eles está o de uma uma jovem de 16 anos do Rio, que foi estuprada por um grupo de homens e teve o vídeo do ataque postado em redes sociais, e outro ocorrido em Castelo do Piauí (PI), em que quatro meninas foram estupradas por quatro adolescentes e um adulto. Danielly, 17, uma das vítimas, morreu.
“O estupro coletivo é um problema muito maior e que permanecia invisível. Há uma dificuldade da polícia e da Justiça de responder a essa violência”, diz Wânia.
Para a antropóloga Debora Diniz, professora da Universidade de Brasília, o aumento de casos de estupro coletivo é impactante. “É um crime de bando, de um grupo de homens que violenta uma mulher. Essa característica coletiva denuncia o caráter cultural do estupro.”
“É a festa do machismo, de colocar a mulher como objeto. O interesse não é o ato sexual, mas sim ostentar o controle sobre o corpo da mulher”, diz Cerqueira, do Ipea.
O pesquisador é um dos autores de estudo sobre a evolução dos estupros nos registros de saúde. Nele, há breve menção ao crime cometido por dois ou mais homens. Crianças respondiam por 40% das vítimas, 24% eram adolescentes e 36%, adultas.
Em setembro de 2016, J.C., 19, de São Paulo, foi abordada por um homem armado em um ponto de ônibus na zona norte da capital.
Levada até uma favela, foi estuprada por cinco homens durante quatro horas. “Eu chorava e pedia pelo amor de Deus que parassem. Eles me batiam e mandavam eu calar a boca. Fizeram o que quiseram e depois me deixaram numa rua deserta”, contou em relato por e-mail à Folha.
Segundo a psicóloga Daniela Pedroso, do Hospital Pérola Byington (SP), o trauma emocional de uma mulher que sofre estupro coletivo é muito maior, especialmente quando a violência resulta em gravidez –o aborto é legal nessas situações.
“Nesses atos, os criminosos costumam ter práticas concomitantes. O sentimento de vergonha e de humilhação da mulher é muito maior, ela tem dificuldade de falar sobre isso. Às vezes, só relata quando engravida.”
Outro fato que tem chamado a atenção em algumas das ocorrências de estupros coletivos é a gravação e a divulgação de imagens do crime. A Folha pesquisou 51 casos noticiados pela imprensa nos últimos três anos. Em pelo menos 14 foram publicados vídeos em redes sociais.
O caso da menina de 12 anos estuprada no Rio só foi denunciado à polícia quando a tia recebeu as imagens no celular. A garota foi ameaçada para ficar em silêncio.
“É perturbadora essa necessidade que os agressores têm de filmar a violência. É como se fosse um souvenir da conquista”, diz Debora Diniz.
Para Wânia, do USP Mulheres, essa prática parece ter caráter ritualístico. “É o estupro sendo mostrado como troféu”, afirma.
Em entrevista ao vivo, concedida na manhã deste sábado (18.01), ao programa Revista da Cidade, da Rádio Independente FM, a presidente do Comitê Gestor de Eventos e secretária de Saúde, Andréia Britto, juntamente com o secretário de Turismo e Eventos, Albérico Pacheco, abordaram para a comunicadora Ilma Pacheco, diversos detalhes sobre a realização do 14º […]
Em entrevista ao vivo, concedida na manhã deste sábado (18.01), ao programa Revista da Cidade, da Rádio Independente FM, a presidente do Comitê Gestor de Eventos e secretária de Saúde, Andréia Britto, juntamente com o secretário de Turismo e Eventos, Albérico Pacheco, abordaram para a comunicadora Ilma Pacheco, diversos detalhes sobre a realização do 14º Baile Municipal de Arcoverde, que acontece no próximo dia 08 de fevereiro, a partir das 23h, no Esporte Clube.
“Neste ano renderemos uma justa homenagem a José Joacy Dias Silva – o popular, querido, emblemático e respeitado Joínha, do Bazar Caramuru”, enfatizou Albérico Pacheco
No decorrer da entrevista, o secretário também explanou sobre o Carnaval Folia dos Bois versão 2020 (de 22 a 25 de fevereiro) e a homenagem que o Homem da Meia-Noite, de Olinda, vai prestar ao grupo arcoverdense Cordel do Fogo Encantado. “Será a oportunidade em que o calunga apresentará sua nova fantasia para o Carnaval 2020”, frisou Albérico.
O cortejo pré-carnavalesco do Homem da Meia-Noite acontece com apoio da Prefeitura Municipal de Arcoverde, no próximo dia 02 de fevereiro (domingo), contando ainda com participações de Rogério Rangel e Maestro Oséias, que também serão homenageados pela agremiação este ano, entre diversos artistas e grupos culturais.
Outro destaque da entrevista foi a entrada ao vivo do cantor Armandinho, líder da Banda Fulô de Mandacaru, que falou sobre a versão de verão (summer) da banda e, de forma especial, do cardápio de músicas (frevo, axé, maracatu e até forró elétrico) que a banda está preparando para mostrar durante o Baile Municipal.
A 14ª edição do Baile Municipal de Arcoverde contará com os shows da Orquestra Super Oara & Elaque Amaral e da Banda Fulô de Mandacaru – versão Summer.
As mesas custarão apenas R$ 150,00 (para quatro pessoas) e as senhas individuais terão venda antecipada (até 31 de janeiro) ao preço de R$ 30,00. A partir de 1º de fevereiro até o dia do baile, os preços das senhas passarão a custar R$ 40,00.
As reservas de mesa ou aquisição de senhas podem ser feitas através dos seguintes contatos: (87) 3821-3502 (Secretaria de Turismo e Eventos) ou com Rejane Melo: (87) 996517226.
O Tribunal Regional Eleitoral de Pernambuco, em sessão realizada nesta terça (27), desaprovou as contas de Tallys Augusto de Lima Maia, candidato ao cargo de deputado estadual pelo AVANTE/PE e suplente da coligação O Pernambuco que Você Quer. Tallys Maia oficializou o registro da sua candidatura para Deputado Estadual na chapa do Avante, PROS e […]
Tallys e o pai, Augusto Maia, em campanha. Foto: divulgação Facebook
O Tribunal Regional Eleitoral de Pernambuco, em sessão realizada nesta terça (27), desaprovou as contas de Tallys Augusto de Lima Maia, candidato ao cargo de deputado estadual pelo AVANTE/PE e suplente da coligação O Pernambuco que Você Quer.
Tallys Maia oficializou o registro da sua candidatura para Deputado Estadual na chapa do Avante, PROS e PDT em 5 de agosto. Filho do ex-deputado federal e ex-prefeito de Santa Cruz do Capibaribe José Augusto Maia, surgia como um novo nome no Agreste.
Apesar dos prognósticos de que poderia surpreender e chegar forte na disputa por uma vaga na Alepe, obteve 11.713 votos e não foi eleito.
O relator do processo, desembargador Júlio Alcino de Oliveira Neto, esclareceu em seu voto que “o órgão técnico constatou indícios de omissão de receitas no valor total de R$ 3.200,00 (três mil e duzentos reais), bem como a realização de despesas após a data da eleição”, ressaltando que “a ausência de credibilidade ou obscuridade não sanada das doações recebidas é matéria conhecida e suficiente a ensejar a reprovação das contas, mormente quando afeta quantitativo relevante da receita declarada”.
Por unanimidade, o plenário do TRE-PE julgou desaprovadas as contas do candidato referente às Eleições 2018 e impuseram ao mesmo a devolução aos doadores dos valores indevidamente depositados em conta de campanha.
Do Estadão A oposição resistiu, mas acabou decidindo encabeçar a apresentação de uma representação no Conselho de Ética do Senado contra o líder do governo na Casa, Delcídio Amaral (PT-MS). Diante da possibilidade de o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), também investigado na Operação Lava Jato, protelar o acionamento do colegiado para dar início […]
A oposição resistiu, mas acabou decidindo encabeçar a apresentação de uma representação no Conselho de Ética do Senado contra o líder do governo na Casa, Delcídio Amaral (PT-MS).
Diante da possibilidade de o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), também investigado na Operação Lava Jato, protelar o acionamento do colegiado para dar início ao processo de cassação do mandato, partidos de oposição decidiram esperar até terça-feira para agir. Antes reticentes, líderes de PSDB, DEM, PPS e Rede conversaram na tarde de ontem e traçaram o “plano B” por “prudência”, como disse um dos líderes.
Aliados de Renan o aconselharam a protelar ao máximo a representação contra o senador preso na manhã de anteontem, após ser flagrado em uma gravação articulando um plano de fuga para Nestor Cerveró, ex-diretor da Petrobras preso desde janeiro, para impedir que ele fechasse acordo de delação premiada.
“Se a Mesa não fizer a notificação da decisão do plenário ao Conselho de Ética, vamos fazer na terça-feira”, disse o líder o PSDB no Senado, Cássio Cunha Lima (PB). Para ele, não é necessário esperar a denúncia da Procuradoria-Geral da República, pois as provas já reveladas são suficientes para que façam a representação.
Horas antes, no entanto, a postura da cúpula tucana era de cautela. “Estamos aguardando que a presidência do Senado Federal faça o que achar mais adequado”, disse o presidente nacional do PSDB, senador Aécio Neves (MG), no início da tarde de ontem.
Questionado sobre a possibilidade de Renan não acionar o conselho, o tucano disse que, só então, discutiriam o assunto. “[Se Renan não representar,] Aí vamos discutir se nós o faremos, o conjunto das oposições. Mas me parece que este começa a ser consenso no Senado Federal: o comunicado feito ao Supremo chega também ao Conselho de Ética”, afirmou Aécio.
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